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Mais portos no litoral do Rio de Janeiro

Institucional | Brasil Econômico | Capa | BR
10.02.2014

PRÉ-SAL
O aumento de produção de petróleo mobiliza duas cidades litorâneas na busca de investimento em infraestrutura. Em Maricá, o terminal de R$ 6 bilhões está em fase final de licenciamento. Macaé iniciou audiência pública para projeto de R$ 900 milhões .P11

Projetos de portos avançam em cidades do litoral do Rio

Institucional | Brasil Econômico | Brasil | BR
"O porto é um projeto muito importante e pode mudar o perfil da cidade de Maricá, com potencial de geração de emprego e atração de uma série de empreendimentos para seu entorno" Washington Quaquá Prefeito de Maricá

  "A estrutura de apoio às plataformas está estrangulada efaz mais sentido constrinr uma nova base aqui, onde a indústria já está instalada, do que levar a indústria para outro lugar"  Dr. Aluízio  Prefeito de Macaé.

Maricá e Macaé se mobilizam para licenciar terminais para suportar o crescimento da produção do pré-sal

Redação

O crescimento da produção do pré-sal cria expectativa em duas cidades do litoral fluminense, que esperam deslanchar projetos portuários para atender à demanda da indústria do petróleo. Em Maricá, na região metropolitana do Rio, a prefeitura prevê para abril a concessão da licença ambiental do porto da DTA, projeto de R$ 6 bilhões, desenvolvido para receber parte da produção da maior província petrolífera brasileira. Em Macaé, a 180 quilômetros da capital, está em fase de consulta pública projeto da Queiroz Galvão, orçado em R$ 900 milhões, para a construção de um porto para apoio à atividade de exploração e produção em alto mar.

"É um projeto muito importante e pode mudar o perfil de Maricá, com potencial de geração de emprego e atração de uma série de empreendimentos para seu entorno", diz o prefeito de Maricá, Washington Quaquá (PT). Localizada em frente aos maiores campos de petróleo do país, a cidade já foi escolhida como porta de entrada do gás natural produzido no pré-sal, por um gasoduto que conectará as plataformas ao Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj) na vizinha Itaboraí. O porto, diz o prefeito, será um passo adiante para transformar a proximidade com o pré-sal em oportunidades de negócios no município.

O projeto terá a capacidade para receber 850 mil barris de petróleo por dia e prevê a construção de tanques para armazenar a produção e de um estaleiro de reparos para embarcações de apoio à indústria petrolífera. Além disso, está projetado um terminal de contêineres. A prefeitura negocia ainda a ampliação do aeroporto local, para o transporte de trabalhadores às plataformas. Atualmente, os embarques são feitos no aeroporto de Jacarepaguá, no Rio, e de Macaé, base de operações da Petrobras para a Bacia de Campos, hoje a maior produtora brasileira de petróleo.

"A estrutura de apoio às plataformas está estrangulada e faz mais sentido construir uma nova base aqui, onde a indústria já está instalada, do que levar a indústria para outro lugar", comenta o prefeito de Macaé, Dr. Aluízio (PV).

As operações da Petrobras são hoje concentradas no Porto de Imbetiba, na área central da cidade, que tem seis berços de atracação e uma enorme fila de espera de navios que levam mantimentos e equipamentos para plataformas em alto mar. O novo terminal foi projetado para ocupar uma área de 400 mil m 2 no bairro de São José do Barreto, na Zona Norte da cidade, com uma plataforma marítima de 90 mil metros quadrados a dois quilômetros da costa.

O projeto prevê capacidade para a atracação simultânea de até 14 embarcações e mira, além da produção na Bacia de Campos, a prestação de serviços para a porção norte da Bacia de Santos, que hoje é atendida pelo Porto do Rio e precisa ser ampliada no futuro. Com uma produção de 346 mil barris de petróleo por dia, a província do pré-sal, que se estende de São Paulo ao Espírito Santo, deve atingir a marca de 2,1 milhões de barris por dia em 2020, segundo projeções da Petrobras. Além da base da Petrobras, Macaé se dia a maior unidade de tratamento de gás natural da companhia, que também deve receber produção do pré-sal.

Os dois projetos enfrentam resistência de entidades ambientalistas. Em Maricá, explica Quaquá, foi feita uma modificação no projeto para reduzir o impacto na costa da Ponta Negra. "A área do porto é uma área que já foi um campo de golfe, não tem mata nativa", diz o prefeito, acrescentando que a prefeitura quer fomentar a criação de um polo industrial na região. Em Macaé, a prefeitura propõe, como medida compensatória, a transformação em unidade de conservação ambiental de uma área de 3,5 quilômetros de costa, na mesma região.

Um terceiro porto, já em obras, disputa com os dois empreendimentos a atenção das companhias petrolíferas. O porto do Açu, projeto iniciado por Eike Batista em São João da Barra, litoral Norte do estado, também tem previsão de áreas para recebimento de petróleo e base de apoio a plataformas.

"O porto é um projeto muito importante e pode mudar o perfil da cidade de Maricá, com potencial de geração de emprego e atração de uma série de empreendimentos para seu entorno"

Washington Quaquá

Prefeito de Maricá

"A estrutura de apoio às plataformas está estrangulada efaz mais sentido constrinr uma nova base aqui, onde a indústria já está instalada, do que levar a indústria para outro lugar"

Dr. Aluízio

Prefeito de Macaé

Fevereiro 10, 2014 Posted by | jornalismo, Maricá, Petroleo e Gás, pré-sal, setor naval | , | 1 Comentário

Aniversário do Município teve “Caminhada Porto SIM!” em Maricá

No aniversário de 198 anos de emancipação de Maricá, uma caminhada em defesa do maior projeto econômico da história da cidade – o Polo Naval de Jaconé – mobilizou mais de 500 moradores no centro da cidade.

A concentração começou antes das 17 horas, próximo à Ponte da Mumbuca e, às 17h45, os moradores saíram e percorreram as ruas Abreu Sodré e Ribeiro de Almeida, até a Praça Orlando de Barros Pimentel. Acompanhados de um trio e de uma bateria, a população gritava “porto sim” e “o povo unido, porto construído”. O locutor aproveitou para, durante a caminhada, ressaltar o potencial de transformação que o empreendimento possui para o município e toda a região. “Estamos falando de gerar 13 mil empregos!”, repetia.

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Durante a concentração, o prefeito Washington Quaquá, que estava acompanhado da primeira-dama, Rosângela Zeidan, declarou para a imprensa que acompanhava o evento que o Porto de Maricá será o mais seguro do país do ponto de vista ambiental. “Se houver algum vazamento, o óleo ficará confinado”, afirmou. “O povo de maricá quer o porto e quer os empregos”, concluiu.

Lurian da Silva, Washington Quaquá e Zeidan na caminhada em prol do polo naval de Jaconé

Washington Quaquá e Zeidan na caminhada em prol do polo naval de Jaconé

Maio 29, 2012 Posted by | jornalismo, manifestação popular, Maricá | , , , | Deixe o seu comentário

Maricá busca espaço na engrenagem do pré-sal

NN - A Mídia do Petróleo

Município litorâneo e que encontra-se dentro da área de influência do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj), Maricá esta na trilha dos investimentos bilionários do setor petrolífero. A cidade deve receber um porto de R$ 5,4 bilhões, chamado, desde já, de Porto do Pré-sal. Na esteira desse desenvolvimento, a prefeitura já pensa também na concessão do aeroporto municipal.

No momento, a participação de Maricá na engrenagem da indústria de Óleo & Gás ainda é mínima, nas palavras do próprio prefeito da cidade, Washington Quaquá. Em entrevista ao NN, o político diz que a ideia é ter uma empresa privada operando o aeroporto local, como base de apoio às plataformas da Bacia de Campos. “Marica é o ponto mais próximo de terra que esse pessoal todo vai ter e queremos que os helicópteros usem essa base como ponto de partida”, explica.

Sobre o porto, divulgado com o nome de Terminais Ponta Negra (TPN), Quaquá afirma que a proposta é antiga e deriva das condições técnicas do local – região de Jaconé – e da posição estratégica em relação ao Comperj, a apenas 35 km. O TPN, projeto tocado pela DTA Engenharia, terá capacidade para 850 mil barris de petróleo por dia, infraestrutura portuária e terminais de armazenagem de combustíveis. O terminal vai contar também com um estaleiro de reparos offshore.

“Com o porto, surgirão mais e melhores oportunidades de trabalho, haverá mais qualificação e toda a cadeia econômica local será beneficiada”, comemora o prefeito de Maricá. Segundo dados da prefeitura, serão 9 mil empregos diretos ou indiretos na construção, e 12 mil com o terminal operando.

Compensação

O porto será erguido em uma área que serviria para um campo de golfe, onde, a princípio não há rios ou espécies protegidas, segundo a prefeitura de Maricá. Quaquá afirma que a região é pesqueira, mas acima de tudo veranista. “Vamos ter uma contrapartida ambiental que torne concreto o enorme potencial turístico de toda a nossa costa e das nossas praias além de Jaconé”, diz ele.

De acordo com o prefeito, as contrapartidas irão fomentar o potencial turístico da área. Em Ponta Negra, diz ele, ao lado da área do porto, serão construídos uma marina, hotéis e um resort, entre outros empreendimentos

Janeiro 31, 2012 Posted by | COMPERJ, jornalismo, Maricá, meio ambiente, Petroleo e Gás, pré-sal | , | Deixe o seu comentário

Projeto de polo naval em Maricá pode criar 12 mil empregos no RJ

Com a previsão de gerar 9 mil empregos diretos e indiretos na fase de construção, elevando esse número para até 12 mil após a entrada em operação, o projeto de implantação de um polo naval em Jaconé, distrito de Maricá (RJ), poderá começar a sair do papel até o fim deste ano. "Estamos trabalhando para ter o licenciamento ainda no segundo semestre", disse o prefeito de Maricá, Washington Quaquá. O projeto prevê investimento de R$ 5,4 bilhões e visa a preencher o déficit em logística, previsto com a exploração do petróleo na área do pré-sal, informou. "A área de Jaconé é propícia a isso".

Na terça-feira, a construção do polo naval será discutida durante reunião entre o prefeito de Maricá e o governador do Rio, Sergio Cabral Filho. O projeto também é estratégico para o Estado em termos de escoamento da produção nacional, ressaltou Washington Quaquá. Segundo ele, o município vem perseguindo há três anos o projeto de transformar Jaconé em área industrial para servir ao pré-sal.

Vista aérea do local que irá abrigar o Porto do Pré Sal, em Maricá-RJ - aqui será implantado o Polo Naval de Jaconé. (foto aérea Rosely Pellegrino) Além da proximidade com o COMPERJ, o outro atrativo é a profundidade. "Ele vai ser o porto mais profundo do Brasil e um dos mais profundos da América Latina. Nós vamos ter de 20 metros a 30 metros de profundidade". Isso permitirá a atracação de navios de alta capacidade, com até 400 mil toneladas, disse o prefeito. (foto aérea Rosely Pellegrino)

O prefeito explicou que a cidade de Maricá e a região de Jaconé têm vocação turística, mas admitiu que "o turismo, sozinho, não sustenta a economia local. Esse porto é fundamental para dar uma base industrial à cidade, para gerar emprego, gerar recursos, para que o município possa investir na atividade do turismo".

O governo fluminense apoia o projeto. O secretário estadual de Desenvolvimento Econômico, Julio Bueno, ressaltou que a área tem vocação não só para escoar a produção do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj), localizado em Itaboraí, como para receber estaleiro para a manutenção de plataformas.

O Porto de Jaconé terá capacidade para receber 850 mil barris/dia de petróleo, o que corresponde a 40% da produção atual do país. A previsão é que a obra seja concluída em 2015, coincidindo com a inauguração do Comperj.

O projeto é desenvolvido pela DTA Engenharia, responsável pelo planejamento de mais de 30 portos no Brasil e no exterior, informou a secretaria. A empresa já está elaborando o pedido de licenciamento ambiental. Segundo o prefeito de Maricá, não existe nenhuma unidade de conservação ambiental naquela região. "Não vemos problemas e acreditamos que a licença não vai tardar a sair", reforçou o secretário Julio Bueno.

Procurada, a organização não governamental internacional de defesa do meio ambiente Greenpeace alegou que não está "acompanhando de perto o caso do polo naval" e, por isso, não dispunha de fonte para comentar o projeto. Washington Quaquá avaliou que a principal vantagem do Porto de Jaconé é a proximidade. Ele ficará a 26 quilômetros do Comperj.

A alternativa mais próxima, o Porto de Açu, situa-se a 250 km, acrescentou. Outro atrativo é a profundidade. "Ele vai ser o porto mais profundo do Brasil e um dos mais profundos da América Latina. Nós vamos ter de 20 metros a 30 metros de profundidade". Isso permitirá a atracação de navios de alta capacidade, com até 400 mil toneladas, disse o prefeito.

Ele considerou natural que em ano eleitoral ocorram manifestações políticas contrárias ao projeto. Revelou, porém, que pesquisa feita pela prefeitura apurou que 85% da população são favoráveis à construção do porto. "Há uma ampla maioria da população de Maricá favorável ao empreendimento".

Fonte: Agência Brasil

Janeiro 23, 2012 Posted by | COMPERJ, jornalismo, Maricá, meio ambiente, Petroleo e Gás, pré-sal, setor naval, transporte, Urbanização | , | Deixe o seu comentário

Governo do Rio investe R$ 5,4 bilhões para levar Porto do Pré-Sal a Maricá

Fonte:Jornal do Brasil

O Estado do Rio vai ganhar um importante complexo com investimentos avaliados em R$ 5,4 bilhões. De acordo com o secretário de Desenvolvimento Econômico, Julio Bueno, o empreendimento Terminais Ponta Negra (TPN), que será instalado na Praia de Jaconé, em Maricá, pela empresa DTA Engenharia, pode ser chamado de Porto do Pré-Sal, já que é destinado à tancagem do óleo a ser produzido naquela região.

Porto do Pré Sal, será construído nesta área de Jaconé, em Maricá.RJ (foto aérea Rosely Pellegrino)Nesta área em Jaconé, Maricá/RJ, será construído o o mega empreendimento, que poderá ter o nome de Porto do Pré-Sal, já que será destinado à tancagem do óleo a ser produzido naquela região. (foto aérea Rosely Pellegrino)

A área também tem vocação para se tornar uma das principais âncoras para escoar tanto o óleo do pré-sal para o Complexo Petroquímico do Estado do Rio de Janeiro (Comperj), em Itaboraí, como para abrigar de volta os derivados petroquímicos lá produzidos.

O porto terá capacidade para receber 850 mil barris de petróleo por dia, o equivalente a 40% da atual produção do país, e vai contar com uma nova tecnologia contra vazamento de óleo.

– Criamos uma tecnologia, que vamos patentear, que reduz o impacto de um eventual vazamento de óleo. Será uma cortina que liga os molhes (estruturas de pedra que cercam o porto, reduzindo as ondas no terminal). No caso de derramamento, ela subirá e deixará o óleo restrito à área do porto

– disse João Acácio Gomes de Oliveira Neto, presidente da DTA, empresa que planejou mais de 30 portos no Brasil e no exterior. O projeto tem total apoio do Governo do Estado, que vai criar acessos ao novo porto a partir do Arco Metropolitano do Rio e pela Estrada de Ferro Leopoldina. A previsão é que a obra seja concluída até 2015, a fim de coincidir com a inauguração do Comperj.

Terminal terá estaleiro de reparos

Além da infraestrutura portuária e terminais de armazenagem de combustíveis, o terminal vai contar também com um estaleiro de reparos offshore.

– Vamos ter um excelente aproveitamento da área, que oferece condições naturais para as embarcações, com calado de 30 metros muito próximo à costa – afirmou o secretário Julio Bueno.

Segundo Bueno, o porto pode ser o início da redução de uso do Tebig (o terminal mais usado pela Petrobras no estado, em Angra dos Reis).

– Podemos ter a chance de retirar a atividade de petróleo da Ilha Grande – disse o secretário.

Janeiro 20, 2012 Posted by | COMPERJ, jornalismo, Maricá, meio ambiente, pré-sal, setor naval, transporte | , | Deixe o seu comentário

Maricá terá megaporto de R$5 bilhões até 2015 em Jaconé

Jaconé, em Maricá, irá abrigar o empreendimento de R$ 5 bilhões

Megaporto de Maricá - RJ , foto do local em Jaconé - foto Rosely  Pellegrino Jaconé, local onde será implantado o megaporto, em Maricá/RJ  – Foto aérea de Rosely Pellegino

Ponta Negra em Maricá - RJ. Foto aérea de Rosely PellegrinoPonta Negra em Maricá/RJ, foto aérea de Rosely Pellegrino.

Terminal terá capacidade para receber 850 mil barris de petróleo por dia e será âncora do Comperj, em Itaboraí

Fonte: Henrique Gomes Batista henrique.batista@oglobo.com.br (Eonomia)

A Região dos Lagos deverá ganhar um dos maiores portos do país: o Terminais Ponta Negra (TPN), na Praia de Jaconé, em Maricá. A DTA Engenharia, responsável pelo projeto – chamado de Porto do Pré-Sal e avaliado em R$5,4 bilhões -, espera que a iniciativa se torne a âncora do Complexo Petroquímico do Estado do Rio de Janeiro (Comperj, em Itaboraí). O porto terá capacidade para receber 850 mil barris de petróleo por dia, o equivalente a 40% da atual produção do país. A iniciativa, porém, preocupa ambientalistas, que temem impactos na região. Para evitar críticas, os empreendedores prometem revolucionar com uma nova tecnologia contra vazamento de óleo.

O projeto tem o apoio do governo do estado, que prometeu criar acessos ao novo porto a partir do Arco Rodoviário Metropolitano do Rio e conceder parte da Estrada de Ferro Leopoldina ao empreendimento. A previsão é que a obra seja concluída até 2015, a fim de coincidir com a inauguração do Comperj. O porto deve destinar apenas 30% de sua capacidade à Petrobras. O restante será voltado para as companhias estrangeiras que atuarão no pré-sal.

- Este será o porto do pré-sal. Já temos mais procura que espaço, teremos overbooking de empresas – afirmou João Acácio Gomes de Oliveira Neto, presidente da DTA, empresa que planejou mais de 30 portos no Brasil e no exterior.

Ele lembrou que o terminal contará com atividade de apoio offshore e prevê um grande estaleiro para reparos, algo inédito no país. Oliveira Neto diz que o terminal terá capacidade para receber, armazenar e classificar o óleo extraído por plataformas. O financiamento virá das empresas interessadas em participar do projeto. Ele diz que já foi comprado o terreno do porto e contratada a Vinci Partners para fazer a estrutura financeira da iniciativa:

- São empresas triple A, o mundo está sedento de iniciativas assim. O BNDES está me procurando; quer colocar sua placa neste projeto.

Oliveira Neto disse que o TPN possui uma profundidade natural de 30 metros, que reduzirá custos com dragagem. Ele disse ainda que o porto será erguido em um local onde antes funcionava um campo de golfe, e onde não há vegetação primária.

- A não ser que descubram que lá é o local de procriação da baleia branca de papo amarelo, não vemos maiores impactos ambientais – brincou.

O secretário de Desenvolvimento Econômico, Energia, Indústria e Serviços do Estado do Rio, Júlio Bueno, confirma que a iniciativa tem o apoio do governo estadual e que um estudo preliminar não detectou maiores problemas ambientais:

- O porto pode ser o início da redução de uso do Tebig (o terminal mais usado pela Petrobras no estado, em Angra dos Reis), ou seja, é a chance de retirar a atividade de petróleo de um paraíso – disse Bueno.

O secretário afirmou que o porto não vai "lotar" a costa fluminense e canibalizar outros portos existentes ou em planejamento, como os novos terminais da Petrobras para Itaguaí ou a expansão das atividades da estatal na Baía de Guanabara.

Já Oliveira Neto destaca a tecnologia inédita que o TPN terá para reduzir riscos de acidentes ambientais:

- Criamos uma tecnologia, que vamos patentear, que reduz o impacto de um eventual vazamento de óleo. Será uma cortina que liga os moles (estruturas de pedra que cercam o porto, reduzindo as ondas no terminal). No caso de derramamento, ela subirá e deixará o óleo restrito à área do porto.

Para Greenpeace, projeto deve ser repensado

A Petrobras não comentou a iniciativa. Já o prefeito de Maricá, Washington Quaquá, disse que a maior parte da população apoia a obra.

- Sempre vai ter gente contrária, mas o projeto é bom. Vai gerar empregos e continuaremos com o turismo – disse ele. – O empreendimento compensará o impacto, transformando Ponta Negra em complexo turístico.

A Secretaria estadual de Meio Ambiente confirma que foi procurada informalmente pelos responsáveis pelo empreendimento e que o subsecretário, Luiz Firmino, afirmou que não via, em princípio, "nada problemático" no projeto, embora ainda não tenha recebido os estudos.

Leandra Gonçalves, coordenadora de Clima e Energia do Greenpeace Brasil, afirma que o projeto precisa ser repensado e que a região é importante para quatro espécies diferentes de baleias: jubarte, orca, franca e bryde, da qual se conhece pouco.

- O Greenpeace não é contra portos, mas não é melhor fazer um planejamento e aproveitar melhor as estruturas já existentes? – indaga.

Veja também (agrupamento):

Maricá terá megaporto de R$5,4 bilhões

Janeiro 14, 2012 Posted by | Arquitetura e Urbanismo, COMPERJ, construção civil, jornalismo, Maricá, meio ambiente, Obras em Maricá, Petroleo e Gás, setor naval, transporte | | Deixe o seu comentário

   

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