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As melhores notícias com Rosely Pellegrino

200 anos de Charles Robert Darwin

 

Nota desta editora: aguardem cobertura completa sobre a expedição que está percorrendo os Caminhos de Darwin que teve início hoje e passou por Maricá.

Charles Robert Darwin nasceu em 12 de dezembro de 1809, na Inglaterra. Membro de uma família abastada e neto do médico Erasmus Darwin, que também escreveu sobre botânica e publicou o Zoonomia (1795) no qual já abordava aspectos referentes a evolução das espécies, Darwin desde a infância se interessava em colecionar insetos e minerais. Quando entrou para a escola de medicina da Universidade de Edimburgo, em 1825, sentiu mais interesse por história natural, que pela prática da medicina, participando de várias sociedades de naturalistas. Foi discípulo de Robert Edmund Grant, que pesquisava as teorias de Lamark, e juntou-se a ele em suas pesquisas sobre a fauna marinha.

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Dois anos depois, com 18 anos, seu pai, ao perceber seu desinteresse e inaptidão para o curso de medicina, matriculou-o na Escola de Artes de Cambridge, para que pudesse se ordenar padre. Um dos requisitos de um sacerdote era a capacidade de observar e reproduzir a “criação” de Deus, e seu ingresso no sacerdócio significaria um futuro estável. Em Cambridge, se inscreveu no curso de história natural ministrado pelo reverendo John Stevens Henslow. Também se interessou pelas idéias de William Paley sobre o “projeto divino da natureza”. Em 1831, ingressou no curso de Geologia, com a finalidade de se preparar para uma expedição, juntamente com alguns colegas de Cambridge, à Ilha da Madeira. A viagem não aconteceu, mas, no mesmo ano, surgiu a oportunidade de participar de uma expedição que percorreria a costa da América do Sul e o arquipélago de Galápagos no oceano Pacífico. Darwin embarcou no navio HMS Beagle sob recomendação de Henslow como ajudante do capitão Robert Fitzro, em dezembro de 1831 e só retornaria à Inglaterra quase cinco anos depois, em outubro de 1836. Essa seria a celebrada viagem do Beagle, que o projetaria posteriormente como naturalista na Europa e geraria as conclusões a cerca da evolução humana que culminariam com a produção da Teoria das Espécies, lançada por Darwin em livro no ano de 1859.

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Durante a viagem, enquanto coletava e  enviava fósseis e espécimes da fauna da América do Sul para a Inglaterra, seu mentor Henslow começou a divulgação de seus achados e conclusões. Por isso, quando retornou a Europa, em 1836, aos 27 anos, já possuía uma reputação entre a comunidade científica. Neste mesmo ano, iniciou a organização e descrição do material que trouxera da viagem, juntamente com sua antigo mentor Henslow, a quem pediu para a fazer a descrição botânica das plantas. Conheceu Charles Lyell – cuja obra  Princípios de Geologia havia lido durante a expedição e o impressionara profundamente -  que o ajudou a ingressar na Geologycal Society e  o apresentou ao anatomista Richard Owen, que trabalhou na descrição dos ossos fossilizados, concluindo tratar-se de tatus e preguiças gigantes. Também contou com a ajuda do ornitólogo Johne Gould e com o entomologista George R. Waterhouse, que se ocupou dos mamíferos e da coleção de insetos organizada por Darwin durante a viagem do Beagle.

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Em 1837, escreveu seu primeiro artigo sobre os aspectos geológicos da América do Sul. Nesse mesmo ano, a descoberta sobre os fósseis de preguiças e tatus gigantes foi anunciada à Geological Society, Darwin iniciou a organização de seu diário da viagem e foi convidado por Fitzroy para ajudar na organização de seu livro sobre a viagem do Beagle. Também neste período, começou a tecer especulações a respeito da evolução das espécies, iniciando os estudos que culminariam com a publicação da Teoria Geral das Espécies. Durante a década de 1840, trabalhou no estudo sobre cracas junto com o botânico Joseph Hooker, que originou o artigo Ensaios, de 1854, e que lhe valeu o titulo de biólogo. Publicou os três volumes de sua obra sobre Geologia e conheceu o naturalista Thomas Huxley, que iria apoiá-lo junto à comunidade acadêmica durante a polêmica sobre a Teoria das Espécies.

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Entre 1838 e 1859, paralelamente as pesquisas geológicas e sobre a fauna marinha, dedicou-se ao estudo dos fósseis e espécimes que trouxe da América do Sul à luz das idéias Lamarkianas e da teoria Malthusiana a cerca do crescimento populacional e da competição entre seres pela sobrevivência. Em 1859, aos 50 anos de idade, Darwin publica seu livro  A Origem das Espécies, que o tornou conhecido em todo o meio cientifico ocidental, ao propor a seleção natural como fator evolutivo das espécies. A obra causou polêmica e foi alvo de críticas ferozes,  por conta das idéias criacionistas que ainda estavam em voga e dividiam o meio científico. Entre seus críticos estava seu antigo mentor em Cambridge, John Stevens Henslow.

A Teoria das Espécies foi popularizada por Hooker e Huxley em debates nos grandes círculos científicos, uma vez que Darwin, com a saúde abalada, permanecia em sua residência no interior do pais. Durante a viagem do Beagle, Darwin contraiu uma doença que alguns pesquisadores identificaram como doença de Chagas. Entretanto, não há unanimidade sobre isso. Durante a década de 1860, interessou-se por plantas e o mecanismo de controle das flores sobre a polinização feita por insetos, o que culminou na publicação do livro Variações, em dois volumes. Em 1871, publicou os dois volumes da obra A descendência do homem e seleção em relação ao sexo em dois volumes. Em 1872, publicou The Expression of the Emotions in Man and Animals, no qual abordou a evolução psicológica dos humanos.

Faleceu em 19 de abril de 1889,  aos 79 anos, em  Downe, Inglaterra. Era casado com Emma Wedgwood, sua prima, com quem teve dez filhos. Três deles morreram ainda durante a infância.

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Novembro 26, 2008 Posted by | cultura | Deixe um comentário