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As melhores notícias com Rosely Pellegrino

A posse de Obama

Fonte: O Filtro

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1. A reconstrução dos EUA, por Barack Obama
Ao se tornar o 44º presidente dos Estados Unidos, Barack Obama fez um dos discursos mais aguardados da história. Foi um chamamento para “sacudir nossa poeira e reiniciar o trabalho de reconstruir a América”. A íntegra do discurso pode ser lida no site de ÉPOCA. O tom de suas palavras foi duro, mas esperançoso. “Digo a vocês hoje que os desafios que enfrentamos são reais. Não serão enfrentados facilmente. Mas saiba, América: serão enfrentados.” Sobre as guerras, Obama disse que vai “deixar o Iraque para seu povo” e falou em forjar “uma paz duramente conquistada no Afeganistão”. Agora, como disse o colunista da Folha Clóvis Rossi, “sai a palavra e entra a ação”.
2. Obama pede suspensão dos julgamentos de Guantánamo
Por falar em ação, Obama não perdeu tempo. Ontem mesmo, a pedido do novo presidente, a Procuradoria Militar americana pediu à Justiça Militar a suspensão, por quatro meses, dos julgamentos de detentos da base de Guantánamo, em Cuba. Era esperado que Obama interviesse na prisão tristemente conhecida pelas evidências de tortura contra seus detentos, mas ninguém achava que fosse ser tão rápido. Segundo o jornal The Washington Post, a ideia é ganhar um tempo na remodelação do sistema judicial de tribunais militares para julgar acusados de atos terroristas.
3. Mercado dá recepção nada calorosa
Não foi só o clima rigoroso do inverno, com temperaturas negativas, que deu uma esfriada na festiva posse de Obama. A recepção do mercado financeiro também foi pouco calorosa, lembrando ao novo presidente que a crise está aí, para ser combatida. O índice Dow Jones, da Bolsa de Nova York, recuou 4% no dia histórico para os EUA. O jornal nova-iorquino Newsday lembra que foi a maior queda da Bolsa num dia de posse presidencial em 112 anos. Segundo o blog de Paulo Moreira Leite, porém, não é incomum a Bolsa reagir mal a novos presidentes. Nas últimas 13 posses, os papéis se desvalorizaram em 9.
4. China censura discurso
Nem Barack Obama está livre da rígida censura imposta pelo governo chinês nos veículos oficiais de comunicação. Segundo a BBC Brasil, o principal canal de TV estatal (CCTV) e portais da internet tiveram de suprimir trechos em que Obama fez referências ao “comunismo” e “dissidentes”. Quando o presidente americano disse que “gerações anteriores encararam o comunismo e o fascismo não apenas com mísseis e tanques, mas com vigorosas alianças e convicções duradouras”, a transmissão da CCTV cortou a tradução simultânea na palavra “comunismo” e cortou a imagem abruptamente para um estúdio em Pequim. Chega a ser cômico, quase folclórico, mas nunca deixa de ser lamentável.
5. Israelenses e palestinos reagem reticentes
Uma reportagem da correspondente do jornal O Globo (para assinantes) em Israel informa que tanto palestinos como israelenses reagiram com certa cautela à posse de Barack Obama. Em Ramallah, na Cisjordânia, palestinos gritavam “adeus, Bush”, mas não demonstraram muito otimismo com o novo presidente. E, em Jerusalém, havia até um certo desinteresse dos israelenses em relação à transmissão do discurso de posse. Todos ali já sabem que ele vai assumir com a ingrata tarefa de se posicionar como um mediador do conflito em Gaza e preferem não se empolgar antes que ele tome medidas concretas.

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Janeiro 21, 2009 - Posted by | jornalismo, política externa e política internacional

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