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Moradores de Maricá querem parque em área ameaçada pela especulação imobiliária

Fotos : Rosely Pellegrino

Texto: Isabela Vieira
Repórter da Agência Brasil
 

Rio de Janeiro – Cerca de 70 pessoas, entre pesquisadores, moradores e pescadores, reuniram-se ontem, em uma colônia de pescadores na restinga de Maricá, Região dos Lagos, no Rio de Janeiro, para traçar estratégias que impeçam o avanço da especulação imobiliária na área.

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Fotos: jornalista Rosely Pellegrino – vista aérea da Restinga de Maricá (início mês de julho 2009)

As famílias de pescadores da região e da comunidade, em geral, defendem a criação de um parque na região, transformando a restinga, que é área de preservação ambiental (APA), em unidade de conservação. Segundo eles, isso pode ser feito pela administração municipal ou pelo governo estadual.

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Fotos: jornalista Rosely Pellegrino – vista aérea da Restinga de Maricá (início mês de julho 2009)

De acordo com o Movimento Pró-Restinga, que organizou o encontro, como a restinga é uma APA, é permitida a instalação de certos empreendimentos, como um resort (estação turística ou hotel com diferentes opções de lazer, geralmente situado fora dos centros urbanos).

De acordo com uma das coordenadoras do movimento, Desirée Guichard, circula na cidade e em jornais internacionais um projeto para a construção de um condomínio no local, com capacidade para cerca de 100 mil pessoas, incluindo quadras de esportes e marina para mil barcos, entre outros.

A Associação de Pescadores de Zacarias, localizada em uma área no entorno da laguna de Maricá, diz que o empreendimento é uma ameaça à fauna e à flora, colocando em risco as áreas de brejo, usadas para reprodução de várias espécies. “A restinga é nosso patrimônio. Não podemos aceitar que abram nenhum canal da lagoa para o mar, prejudicando os peixes, aumentando a poluição e o movimento. Se acabarem com os animais, como é que vamos ficar?”, pergunta o presidente da associação,Vilson Correa.

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Fotos: jornalista Rosely Pellegrino – vista aérea da Restinga de Maricá (início mês de julho 2009)

Na reunião, os pesquisadores também chamam a atenção para a biodiversidade que ainda não foi estudada e para os animais em risco de extinção como uma espécie de borboleta e lagartos. Eles lembram ainda que a restinga compreende lagoas, sítios arqueológicos e comunidades tradicionais.

O presidente do Instituto Estadual do Ambiente (Inea), Luiz Firmino Martins, informa que não consta da lista de licenciamento nenhum empreendimento imobiliário para a região e esclarece que a instalação de qualquer projeto no local deve ser discutida em audiências públicas.

“Se o projeto for dessa magnitude [resort], para deferir a licença, ele tem que passar por um processo de avaliação de impacto ambiental, onde se faz uma série de perguntas sobre o empreendimento. E ainda tem uma série de audiências junto com a comunidade”, afirmou. “Mas não tem nada recente desse tipo que tenha dado entrada no Inea”, completou Martins, referindo-se ao resort na Restinga de Marica.

A Agência Brasil não localizou o grupo europeu Madri Lisboa IDB do Brasil, apontado como responsável pelo empreendimento na restinga.
Edição: Nádia Franco

Julho 12, 2009 Posted by | jornalismo, turismo | Deixe um comentário

Tenente coronel Maurício Santos de Moraes assume comando do 12º BMP – Niterói

Fonte: Priscilla Costa – O Fluminense

O tenente-coronel Maurício Santos de Moraes assumiu na manhã de ontem, na sede do 12ºBPM (Niterói), na Rua Jansen de Melo, no Centro da cidade, o comando da unidade. Em cerimônia restrita à tropa, o oficial fez questão de conhecer cada integrante da unidade e as instalações do batalhão. O tenente-coronel substitui o coronel Élson Haubrichs, que segue para o 8º BPM (Campos).

Durante todo o dia, o tenente-coronel percorreu as sessões da unidade, inspecionou canil, refeitório, campo de futebol, cozinha, e vestiário, a fim de conhecer melhor a estrutura e providenciar possíveis melhorias. Fez questão de cumprimentar todos os cabos e soldados e, na parte da tarde, ainda se reuniu com os chefes das sessões.

Troca-troca –

As mudanças dos comandantes de batalhões não se restringiram apenas ao alto escalão da PM. Muitos oficiais, cabos e soldados também foram transferidos. Segundo fontes do 12º BPM, dois oficiais deixaram seus cargos. Um major, chefe do planejamento operacional da unidade, e um capitão que comandava a 3ºCompanhia da PM, na Zona Norte da cidade foram alguns deles.

Moraes teve passagem pelo Batalhão de Vias Especiais (BPVE) e pelo comando do batalhão de Magé (34º BPM), Batalhão de Polícia Rodoviária (BPRv), e trabalhou no Departamento do Sistema Penitenciário do Rio de Janeiro (Desipe).

Julho 12, 2009 Posted by | jornalismo | Deixe um comentário