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Maricá quer seu aeroporto na cadeia produtiva do Comperj

Fonte: Revista Eletrônica do Pólo Petroquímico

O aeroporto de Maricá está numa posição privilegiada, a poucos quilômetros do Centro do Rio, ao lado do Comperj e de frente para a maior reserva de petróleo e gás do país, o super Campo de Tupi. Todos esses pontos positivos tornam urgente a recuperação e ampliação do terminal, que hoje abriga apenas uma escola para formação de pilotos e uma empresa de manutenção de aeronaves. O prefeito de Maricá, Washinton Quaquá, e o secretário de Desenvolvimento do município, Aleksander Santos, apresentaram ao Secretário de Transportes do Estado, Julio Lopes, um projeto para melhor utilização das instalações. A ideia da prefeitura é recuperar a estrutura do aeroporto de forma que ele possa atender as operações logísticas da Petrobras e das empresas off shore, que vão se instalar na região em decorrência das atividades no campo de Tupi. O prefeito informou que já apresentou os planos à direção da Petrobras e recebeu apoio da estatal.
– Esse aeroporto é estratégico para o desenvolvimento de Maricá. Já conversamos com diretores da Petrobras que tem todo interesse no projeto. O Governo do Estado também está em sincronia conosco. O que mostra que estamos no caminho certo – disse o prefeito.
A prefeitura também tem planos de criar numa área anexa ao terminal um Pólo de Manutenção Aeronáutica. Pelos planos do secretário de Desenvolvimento, Aleksander Santos, o local terá estrutura para receber cerca de 50 empresas de reparo e manutenção de aeronaves, além de pequenas montadoras.
– O nosso aeroporto tem uma pista de 1.190 metros, quase o tamanho da pista do Santos Dumont. Com infraestrutura condizente, teremos condições de receber aeronaves pequenas e médias, oferecendo também suporte às atividades do Comperj. Hoje, Maricá se apresenta como uma cidade vocacionada para a indústria off shore. Temos que aproveitar este momento, que atrair toda uma nova cadeia produtiva para nosso município e gerar milhares de empregos – afirmou Aleksander Santos.
O secretário de Transportes se comprometeu em negociar com a Anac, a Agência Nacional de Aviação Civil, recursos do Profaar, o Programa Federal de Auxílio a Aeroportos, para melhorias estruturais no terminal. Entre elas estão a construção de “taxis ways”, que são os acessos à pista principal, nova sinalização de pátio e pista, instalação de balizamento noturno e implantação de uma estação de controle de tráfego aéreo.
– Esse é um aeroporto fundamental para as novas atividades que vão surgir na região em decorrência dos novos campos de petróleo, que vão começam a ser explorados nos próximos anos. Eu mesmo já estive em duas inspeções recentes no aeroporto de Maricá. E aposto na vocação industrial que o município tem e que agora começa a ser explorada. Conseguimos recursos do Profaar para aeroportos como os de Angra, Resende, Paraty e Cabo Frio, não teremos dificuldade de conseguir para o de Maricá – afirmou Julio Lopes.

Agosto 27, 2009 - Posted by | jornalismo

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