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Boemia segura no Estado do Rio de Janeiro

Fonte: site do Goverandor Sérgio Cabral Filho – Rio Acontece

Lei Seca em Botafogo, num fim de semana à noite

Número de mortos e feridos em acidentes caiu 21,8% em um ano de Lei Seca no trânsito

Em um ano e dois meses de Operação Lei Seca no Rio, menos 5.037 pessoas foram vítimas de acidentes de trânsito na capital, Região Metropolitana e Baixada Fluminense. De acordo com o porta-voz da Operação Lei Seca no Rio, Carlos Alberto Lopes, a redução aconteceu graças à conscientização dos motoristas, que passaram a evitar dirigir depois de beber. Mais de 98% dos 205.168 motoristas aboovernador rdados nas blitzes não estavam alcoolizados, segundo a Secretaria de Estado de Governo.
Um exemplo é o funcionário público Fernando Rodrigues, de 45 anos. Ele diz que há um ano não bebe mais uma gota de álcool antes de pegar no volante.
– Antes era normal. Bebia normalmente e dirigia, ou melhor, achava que dirigia normalmente. Depois passei a revezar com minha namorada e, hoje, para que os dois fiquem a vontade, adotamos o táxi. Bem mais tranquilo – acredita ele.

Operação da Lei Seca em Botafogo, num fim de semana à noite

Segundo o Grupamento de Socorro de Emergência (GSE) do Corpo de Bombeiros, o número de mortos e feridos no trânsito, de 19 de março de 2009 a 5 de abril de 2010, é 21,8% menor do que registrado no mesmo período do ano passado.
Uma pesquisa feita pelo Instituto Brasileiro de Pesquisa Social (IBPS) para a revista "Veja Rio"  revelou que 97% dos cariocas aprovam a Operação Lei Seca, que inclusive foi indicada pela Organização Mundial de Saúde como modelo a ser seguido em todo o mundo para a prevenção de acidentes de trânsito.
─ Os resultados são muito positivos, por isso a Operação hoje é referência nacional e até mundial. No Rio, a fiscalização é uma política pública de caráter permanente. Não é uma coisa que vai acabar. Então, as pessoas confiam. E já ficou claro que os motoristas mudaram de hábitos. Eles não deixaram de beber, mas passaram a utilizar transporte público, carona, o amigo da vez, e táxis. Os taxistas, por exemplo, tiveram um aumento de 30% no movimento. A Operação não é contra a bebida, mas a favor da vida ─ diz Carlos Alberto Lopes.
O taxista Paulo Sérgio Gonçalves Passos, de 45 anos, na praça há 21, confirma o aumento no número de passageiros após a entrada em vigor da Lei Seca.
– E mudou até o perfil do passageiro – acrescenta. – Na zona sul, por exemplo, quem pegava mais era o pessoal que morava longe. Agora os próprios moradores da região adotaram o táxi. E muito adolescente também. Aqueles que, antes pegavam o carro do pai para curtir a noite agora optam pelo táxi. Com esse aumento do movimento e as operações ficou até mais seguro rodar de madrugada – aprova.

De 19 de março de 2009 até 30 de abril deste ano, 38.138 motoristas receberam multas e 11.577 veículos foram rebocados. No mesmo período, 15.580 carteiras de habilitação foram recolhidas e 193.401 testes com etilômetro foram realizados. Foram aplicadas ainda 2.512 sanções administrativas e 899 criminais (para os motoristas com índice de alcoolemia acima dos 0,29 mlg/L estabelecidos na Lei). Depois de um ano de Operação, o teste do bafômetro também tem sido mais aceito. De acordo com Lopes, a recusa caiu de 12%, em março de 2009, para 5,8%, em abril de 2010:
– Antes os motoristas alegavam o direito de não produzir provas contra si mesmo. Agora, a recusa caiu para menos da metade. Isso é fruto do processo de conscientização. Realmente houve uma mudança de comportamento. Os motoristas reagem de maneira positiva. Priorizamos uma abordagem cidadã, sem intimidação, e que explica o objetivo de preservação da vida humana. O trabalho dos cadeirantes, que dão testemunho, também contribuiu muito.
Operação Lei Seca, na Zona Sul do Rio, num sábado à noite

Os motoristas são abordados durante as blitzes nas ruas e passam pelo teste do etilômetro para medir o teor de bebida alcoólica ingerida. Enquanto isso, cadeirantes vítimas de acidentes de trânsito, estudantes de medicina e fiscais da Secretaria de Estado de Governo fazem panfletagem em bares, boates e restaurantes para alertar sobre o perigo de misturar direção e álcool. Atualmente com sete equipes e 140 profissionais na capital, Duque de Caxias, Nova Iguaçu, Niterói, São Gonçalo, Maricá e Itaboraí, as operações podem chegar a outros municípios do estado em breve.
– Estamos verificando a possibilidade de estender a fiscalização, mas ainda não há prazos – afirma o porta-voz da Operação Lei Seca.
Além da Secretaria de Estado de Governo, participam da operação policiais civis e militares, Detran e CET-Rio. A ação é apoiada ainda pelas seguintes instituições: Uerj, UFRJ, Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia, ONG Trânsito Amigo, 260 associações de taxistas, Federação das Empresas de Transportes de Passageiros do Estado do Rio de Janeiro (Fetranspor), SuperVia, Metrô-Rio e Barcas S.A.
O objetivo é diminuir ainda mais o número de histórias como as relatadas pelo aposentado Élcio Moraes de Melo, de 53 anos. Ele conta já ter sofrido acidentes em duas ocasiões por conta da bebida. Um deles aconteceu quando tinha 19 anos e estava no banco do carona de um motorista alcoolizado.
– Estávamos saindo de uma festa na Baixada Fluminense  -  lembra. – Sofri diversos ferimentos e outro passageiro, que estava atrás do motorista, faleceu. 
No outro acidente, quem estava ao volante era ele próprio:
– Eu tinha 20 anos e estava ao volante. Também saindo de uma festa, subi numa agulha. Ninguém morreu, mas tivemos vários ferimentos. Eu era novo e tinha uma arma na mão. Porque realmente é uma arma. Hoje quando vamos sair quem dirige é minha esposa. Ela não bebe e já sai de casa com a chave na mão. E procuro orientar meu filho para pegar táxi ou conseguir uma carona com alguém que não beba. Ele tem o exemplo dentro de casa.

Leia mais:

Operação Lei Seca ganha blitz móvel contra fugas

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Maio 29, 2010 - Posted by | campanha social, segurança pública, transporte

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