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Momento é muito positivo para quem pretende investir na carreira naval

Expectativa para os próximos anos é de que sejam criados mais de 15 mil empregos diretos nos dois municípios, com salário médio de R$ 1,8 mil para profissionais qualificados

Quem pretende investir na carreira naval, essa é a hora. O setor ganha força no Estado e, em Niterói e São Gonçalo, não faltam oportunidades.

A expectativa para os próximos anos é de que sejam criados mais de 15 mil empregos diretos nos dois municípios, com salário médio de R$ 1,8 mil para profissionais qualificados.

De acordo com o Sindicato Nacional da Indústria da Construção e Reparo Naval e Offshore (Sinaval), o Rio de Janeiro concentra mais de 50% do total da capacidade produtiva da indústria de construção naval brasileira e mais de 40% do total dos empregos diretos gerados. São 21 mil empregos diretos no Estado, sendo 11 mil em Niterói e 800 em São Gonçalo. “O Rio de Janeiro continua sendo o principal polo da indústria naval brasileira e Niterói é um polo de produção naval e prestação de serviços offshore especializado”, comenta o presidente do Sinaval Ariovaldo Rocha.

Com investimento de R$ 2,2 bilhões, a Petrobras Transporte S.A. (Transpetro), contratou a construção de 16 navios no Estado do Rio, o que gera a abertura de 50 mil vagas, sendo 10 mil diretas.

Só em Niterói, foram contratados, do Estaleiro Mauá, quatro navios de produtos. A demanda gera 3 mil empregos diretos e 12 mil indiretos. Mas a conta ainda pode aumentar. Segundo a Transpetro, há ainda três navios de produtos em fase de licitação com o Estaleiro Mauá, o que pode elevar os números para 6 mil empregos diretos e 24 mil indiretos em Niterói, totalizando 13 mil empregos diretos e 52 mil indiretos em todo o Estado.

Investimento faz empregos decolarem

E a soma continua. De acordo com o diretor da área de operações do Estaleiro Aliança, no Barreto, Zona Norte de Niterói, Paulo Conte Sena, a previsão é de que 1,2 mil novos empregos diretos e 3 mil indiretos sejam gerados em Niterói e São Gonçalo.

Esses números são possíveis por conta da aprovação, este mês, de financiamento concedido pelo Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e pela Marinha Mercante, de mais de R$ 85 milhões. Os recursos serão aplicados na realização de um projeto de expansão e modernização das instalações do estaleiro e na criação de uma nova fábrica de peças, em Guaxindiba, São Gonçalo.

O BNDES aprovou ainda um financiamento de R$ 1,2 bilhão à Companhia Brasileira de Offshore (CBO), do grupo Fisher, para a construção de 19 embarcações de apoio marítimo no Estaleiro Aliança. Com isso, mais 930 empregos diretos e indiretos serão gerados até setembro de 2016.

“Desde janeiro, já contratamos 300 funcionários e ainda estamos com vagas. As áreas de eletricista, soldador, riscador, encanador, mecânico e pintor são as que mais oferecem oportunidades. Além disso, está difícil encontrar bons profissionais nessas funções, principalmente para o nível de oficial, que exige pelo menos dois anos de experiência. Já fiquei com algumas vagas em aberto por três meses”, revela Paulo Conte.

Estaleiro cria curso por causa da falta de profissionais

A dificuldade de encontrar profissionais qualificados, unida a uma política de responsabilidade social, deu origem ao curso de formação de soldadores, oferecido pelo Estaleiro Aliança. “O nosso foco está nos jovens em situação de risco social, de 18 a 22 anos”, conta.

A meio-oficial de solda Marissol Duarte dos Santos, de 21, se formou, há pouco mais de dois anos, no curso oferecido pelo estaleiro. “Entrei no curso há três anos e cinco meses, ganhando R$ 270 mais benefícios. Ter a carteira assinada e ganhar para estudar é muito bom. Atualmente, ganho R$ 1,2 mil, além dos benefícios. Gosto muito do que faço e pretendo seguir carreira na área naval”, garante Marissol.

O estaleiro STX Brazil Offshore, na Ilha da Conceição, Niterói, também revela a expansão do setor através do aumento das contratações.  “Em seis meses o nosso efetivo cresceu 50%. Além disso, abrimos, duas vezes por semana, inscrições para trabalho aqui no estaleiro. Mesmo que não haja vagas no momento, guardamos para cadastro de reserva. As oportunidades são constantes, mas temos dificuldade de encontrar profissionais qualificados”, constata o diretor de relações industriais do STX, Marcos Cabral.

De acordo com o diretor, a função de montador ocupa a primeira posição, tanto em número de vagas quanto em baixa oferta de profissionais qualificados. “Para preencher as vagas, montamos, aqui no estaleiro, uma escola que forma profissionais nessa função. Em um ano, formamos 60 montadores. Os alunos são funcionários não qualificados da própria empresa, que trabalhavam como ajudantes. Dessa forma, qualifico e incentivo meus funcionários, além de dar uma formação voltada às necessidades e perfil do nosso estaleiro”,  afirma Marcos.

Busca por especialização

Outra iniciativa que garantirá mais vagas no setor é a construção do primeiro dique seco da Região Sudeste, na sede do Estaleiro Mac Laren, na Ponta da Areia, em Niterói. Com a obra pronta devem ser gerados de 4 mil a 5 mil empregos diretos e indiretos, segundo a presidente Gisela Mac Laren. Além disso, caso a empresa consiga vencer a licitação de módulos de duas plataformas da Petrobras, no final do mês, mais 3 mil empregos podem ser criados no estaleiro, nos próximos dois anos.

O Estaleiro Cassinú, localizado no Gradim, em São Gonçalo, e na Ponta da Areia, em Niterói, também embarca na onda do crescimento da área naval e já contratou, desde o início do ano, mais de cem funcionários. A expectativa é que mais 150 sejam contratados até agosto.

De acordo com o presidente Antônio de Santana, a dificuldade de encontrar profissionais qualificados é maior nas funções de soldador e montador. Por conta disso, o estaleiro também criou cursos de especialização. “Atualmente, oferecemos curso de soldador. Para montador, a primeira turma deve ser iniciada no mês que vem. Nosso objetivo é preparar e inserir no mercado de trabalho a população de comunidades carentes, além de suprir a nossa demanda de vagas.”, explica.

Para quem deseja se especializar na área naval, o Programa de Mobilização da Indústria Nacional de Petróleo e Gás Natural (Prominp) oferece cursos gratuitos de nível básico, médio técnico e superior, com duração que varia de três meses a um ano e meio, em 175 categorias profissionais. Além dos cursos gratuitos, são oferecidas bolsas-auxílio mensais para os alunos desempregados, que variam entre R$ 300 e R$ 900, dependendo do nível de escolaridade.

Cursos grátis no Barreto

A Escola Técnica Estadual Henrique Lage, no Barreto, também capacita, gratuitamente, jovens interessados em ingressar na área, através do Curso Técnico em Estruturas Navais.

Já o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), unidade do Barreto, oferece diversos cursos que possibilitam atendimento à atividade de construção e reparos navais, além de montagem de módulos de plataformas.

Os cursos são divididos em áreas de aprendizagem, qualificação, iniciação e aperfeiçoamento e cursos técnicos, com carga horária que varia de 30 horas a 708 horas. O curso mais barato, na área de iniciação e aperfeiçoamento, custa R$ 318 e o mais caro, na área técnica, R$ 9.171, que podem ser parcelados.

O Fluminense

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Junho 28, 2010 Posted by | cursos, Educação, emprego e oportunidade / vagas temporárias, jornalismo, oportunidade de emprego, setor naval | 1 Comentário