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Em Maricá, o Dia das Crianças terá eventos no Centro e na Barra-

Texto: Fernando Uchôa
A Prefeitura Municipal de Maricá, através da Secretaria de Direitos Humanos e Cidadania, e da Subsecretaria de Políticas para a Infância e Juventude, em parceria com a Associação Municipal de Pastores Evangélicos (AME), estará oferecendo no Dia da Criança, 12 de outubro, eventos no Centro da cidade e na Barra de Maricá.
O evento no Centro da cidade, acontecerá na Praça Orlando de Barros Pimentel, e a da Barra, simultaneamente, no entorno da Lagoa. A programação irá das 9h. às 17h., com ações sociais como orientação jurídica às famílias. Um ônibus da Saúde Bucal, estará atendendo os visitantes adultos e mirins. Diversas secretarias estarão representadas. A partir das 13h., haverá teatro, música, dança e muitas brincadeiras. 

Outubro 6, 2010 Posted by | jornalismo, Lazer | Deixe um comentário

Resultado das Eleições 2010 no Rio de Janeiro (cadeiras ocupadas por cada partido)

Fonte/Diário do Rio de Janeiro

Governador Rio de Janeiro 2010

Candidato
Votos
Porcentagem

Sergio Cabral (PMDB)
5.217.972
66,08%

Fernando Gabeira (PV)
1.632.671
20,68%

Fernando Peregrino (PR)
853.220
10,81%

Jefferson Moura (PSol)
131.980
1,67%

Cyro Garcial (PSTU)
48.793
0,62%

Eduardo Serra (PCB)
11.299
0,14%

Resultado Senador Rio de Janeiro 2010

Candidato
Votos
Porcentagem

Lindberg Farias (PT)
4.213.749
28,65%

Marcelo Crivella (PRB)
3.332.886
22,66%

Jorge Picciani (PMDB)
3.048.034
20,73%

Cesar Maia (DEM)
1.627.050
11,06%

Waguinho (PTdoB)
1.295.946
8,81%

Milton Temer (PSol)
536.147
3,65%

Marcelo Cerqueira (PPS)
391.352
2,66%

Carlos Dias (PTdoB)
180.288
1,23%

Heitor (PSTU)
33.624
0,23%

Wladimir Mutt (PCB)
33.624
0,23%

Claiton (PSTU)
23.146
0,16%

Resultado Presidente no Rio de Janeiro 2010

Candidato
Votos
Porcentagem

Dilma (PT)
3.739.632
43,76%

Marina (PV)
2.693.130
31,52%

José Serra (PSDB)
1.925.166
22,53%

Plínio (PSol)
140.782
1,65%

Eymael (PSDC)
18.058
0,21%

Zé Maria (PSTU)
14.654
0,17%

Levy Fidelix (PRTB)
7.053
0,08%

Ivan Pinheiro (PCB)
5.158
0,06%

Rui Costa Pimenta (PCO)
1.442
0,02%

Bancada Federal do Rio de Janeiro – Eleições 2010

PMDB 8 vagas
Leonardo Picciani
Eduardo Cunha
Washington Reis
Pedro Paulo
Rodrigo Bethlem
Adrian
Alexandre Santos
Ezequiel

PR 5 vagas
Garotinho
Francisco Floriano
Dr Adilson Soares
Zoinho
Neilton Mulim
Dr Paulo Cesar
Liliam Sa
Paulo Feijo

PT 5 vagas
Alessandro Molon
Luiz Sergio
Benedita
Edson Santos
Bittar

PP 3 vagas
Jair Bolsonaro
Julio Lopes
Simao Sessim

PSB 3 vagas
Romário
Alexandre Cardoso
Glauber

PDT 3 vagas
Marcelo Matos
Sergio Zveiter
Miro Teixeira

PSC 2 vagas
Filipe Pereira
Hugo Leal

DEM 2 vagas
Arolde De Oliveira
Rodrigo Maia

PSDB 2 vagas
Otavio Leite
Andreia Zito

PSol 2 vagas
Chico Alencar
Jean Wyllys

PV 2 vagas
Dr Aluizio
Sirkis

PPS 1 vaga
Stepan Nercessian

PTB 1 vaga
Walney Rocha

PHS 1 vaga
Felipe Bornier

PCdoB 1 vaga
Jandira Feghali

PRB 1 vaga
Vitor Paulo

PSL 1 vaga
Aureo

Composição ALERJ 2011-2015 – Eleições 2010

PMDB 12 vagas
Paulo Melo
Pedro Augusto
Rafael Picciani
Domingos Brazão
Edson Albertassi
Pedro Fernandes
Graça
Dica
André Lazaroni
Bernardo Rossi
Chiquinho Da Mangueira
Roberto Dinamite

PDT 11 vagas
Wagner Montes
Cidinha Campos
Andreia Do Charlinho
Marcio Panisset
Marcos Soares
Paulo Ramos
Ricardo Abrao
Felipe Peixoto
Bebeto Tetra
Luiz Martins
Myrian Rios

PR 9 vagas
Samuel Malafaia
Clarissa Garotinho
Edino Fonseca
Fabio Silva
Miguel Jeovani
Iranildo Campos
Altineu Cortes
Samuquinha
Roberto Henriques

PT 6 vagas
Carlos Minc
Rodrigo Neves
Gilberto Palmares
Salomão
Zaqueu
Inês Pandeló

PSDB 4 vagas
Lucinha
Gerson Bergher
Luiz Paulo
Claise Maria Zito

PSB 4 vagas
Rafael Do Gordo
Marcelo Simão
Gustavo Tutuca
Rogerio Cabral

PSC 3 vagas
Sabino
Marcio Pacheco
Coronel Jairo

PMN 2 vagas
Christino Áureo
Alessandro Calazans

PPS 2 vagas
Andre Correa Comte
Jose Luiz Nanci

PP 2 vagas
Dionisio Lins
Flavio Bolsonaro

PRP 2 vagas
Alexandre Correa
Rosangela Gomes

PSol 2 vagas
Marcelo Freixo
Janira Rocha

PV 2 vagas
Aspasia
Xandrinho

DEM 1 vaga
Graça Pereira

PTB 1 vaga
Marcus Vinicius – Neskau

PSDC 1 vaga
João Peixoto

PTN 1 vaga
Geraldo Moreira

PCdoB 1 vaga
Enfermeira Rejane

PRP 1 vaga
Thiago Pampolha

PTdoB 1 vaga
Marcos Abrahao

PRTB 1 vaga
Waguinho Sempre Juntos

Outubro 6, 2010 Posted by | Brasil - Eleições 2010, Eleições 2010, jornalismo, política | Deixe um comentário

Obras da Linha 4 já avançaram mais de 50 metros

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Quem passa pelo canteiro de obras da Linha 4 se surpreende com a imagem. O túnel de serviço, que começou a ser aberto há um mês, já avançou mais de 50 metros na encosta do Maciço da Tijuca, em frente ao canal da Barra. Mais de 200 funcionários estão envolvidos nesta primeira etapa. Por dia, estão sendo feitas duas detonações. E, até o final do mês, esse número pode aumentar, dando mais velocidade à obra, que avança mais de dois metros e meio diariamente.
– Já entramos bastante na rocha. E quanto mais profundo o túnel, menor o impacto das explosões para o entorno da obra. A meta é, a partir do próximo mês, avançarmos quatro metros por dia. Os trabalhos seguem todas as normas de controle e segurança, e o resultado que temos em tão pouco tempo é surpreendente, um túnel grande, com caminhões e retroescavadeiras trabalhando no interior dele – comentou o secretário de Transportes Sebastião Rodrigues, que nesta terça-feira (05/10) fez uma visita técnica ao local.
Do outro lado do Maciço da Tijuca, em São Conrado, onde no futuro haverá uma das estações da Linha 4, a Secretaria de Transportes e o consórcio Construtor RioBarra também vão iniciar uma frente de trabalho. Uma placa alertando da obra já foi instalada próximo à Rocinha no local onde funcionará o canteiro de serviços. Funcionários do Consórcio Rio Barra já começaram a enviar para os proprietários de imóveis do entorno um comunicado informando sobre o início das sondagens do terreno e sobre a necessidade de vistoria nos imóveis mais próximos a obra. Até o final do mês, também será iniciado um processo de contenção de encostas, que será o primeiro passo para a abertura do túnel partindo de São Conrado.
– Vamos trabalhar em duas frentes. Até o final do ano, já devemos iniciar as detonações a partir da Rocinha e no futuro esses dois túneis vão se encontrar. Assim, damos mais velocidade à obra. Ao mesmo tempo, vamos preparar a instalação do canteiro de obras na Armando Lombardi, para no ano que vem já iniciarmos a implantação da estação Jardim Oceânico do metrô. Essa é uma obra grande e teremos que trabalhar simultaneamente em diversas frentes – explicou o secretário de Transportes.

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Os moradores e comerciantes do Jardim Oceânico também estão recebendo comunicados do consórcio avisando sobre o início das prospecções das redes de luz, gás, água esgoto e telefonia no início da Armando Lombardi. A partir desta semana, quem passa pela avenida, já pode reparar nos tapumes instalados no canteiro central na altura do shopping Barra Point.
A extensão do metrô até a Barra da Tijuca é um dos principais projetos do Governo do Estado. Serão seis novas estações ao longo de Ipanema, Leblon, Gávea, São Conrado e Barra. A nova linha beneficiará diretamente as pessoas que moram e trabalham na Barra, Recreio dos Bandeirantes, Jacarepaguá e adjacências. A Linha 4 terá capacidade para transportar 230 mil pessoas por dia, que vão poder transitar com mais conforto, rapidez e segurança.
Para esclarecer dúvidas relacionadas à obra e aos procedimentos, a Secretaria de Transportes e o Consórcio Rio Barra mantêm uma Central de Atendimento ao Público funcionando de segunda a sexta-feira, das 7h30 às 17h30, no escritório da obra, na Av. Armando Lombardi, nº 30. Dúvidas podem ser esclarecidas através do telefone: (21) 2491-0821.


Comunicação Social da Secretaria Estadual de Transportes

Outubro 6, 2010 Posted by | jornalismo, transporte | Deixe um comentário

Prefeitura de Maricá entrega novo uniforme escolar

Texto: Fernando Uchôa

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Alunos mostram novo uniforme – Fotos: Marcos Perrier

O prefeito Washington Quaquá e o secretário municipal de Educação, Marcos Ribeiro, entregaram na nesta quinta-feira (30/9) os novos uniformes da rede municipal de educação. Alunos da Escola Municipal Mata Atlântica, que atende alunos da educação infantil receberam o uniforme das mãos do prefeito. Quaquá também inaugurou laboratório de informática na E.M. Marques de Maricá, em Itaipuaçu, completando 26 unidades da rede municipal de ensino, a terem o projeto implantado. Na ocasião, foram entregues kits para cada aluno, constando de uniforme (bermuda ou saia), camiseta e mochila.
Em Itaipuaçu também foi dado o primeiro passo para implantação do programa Cidade Inteligente, que entre outras ações oferecerá internet gratuita a população. Algumas ruas de Itaipuaçu já contam com o serviço gratuito de internet via wireless que a prefeitura levará também para os bairros de Inoã e Centro, nesta primeira fase.
O prefeito Washington Quaquá foi muito aplaudido durante o evento, ao inaugurar o laboratório de informática e anunciar a entrega dos novos uniformes ao alunado.
“Estamos cumprindo o que prometemos, entregando equipamentos e uniformes para um melhor desempenho e aprendizado de nossos alunos, além da dedicação dos professores. Nossa meta é avançar na educação pública. A partir de 2011, estaremos oferecendo horário integral em mais três escolas, com disciplinas extracurriculares e atividades de segundo tempo, e, até 2012, a várias escolas da rede municipal. Como filho de pais pobres, estudei em colégio público, meu filho estuda em colégio público, e não vejo nenhum desmérito nisso, pelo contrário. Pretendemos avançar no educação, com investimentos em pesquisa, equipamentos e um plano de cargos e salários para os professores. Dentro de alguns anos, Maricá será referência no ensino público do Brasil”, enfatizou.
Segundo o secretário Marcos Ribeiro, já existe uma escola de rede municipal em tempo integral, a de Barra de Zacarias. “A tendência é estender o horário integral a todas as escolas, atendendo ao universo de 15 mil alunos no segundo tempo, com inclusão digital, e atividades extracurriculares e merenda escolar, durante o período”, informou.
O subsecretário de Ciência e Tecnologia da Secretaria Municipal de Educação, Bolívar Machado, adiantou que o laboratório de informática está incluso no projeto Telecentro do Banco do Brasil, que oferece equipamentos e programas de software específicos para o trabalho.
“O prefeito Washington Quaquá e o secretário Marcos Ribeiro estão empenhados nessa história de sucesso, que inclui outros parceiros, como BNDES, Embratel, Serpro e Pro-Info (Governo Federal). São 25 laboratórios já implantados em toda rede municipal. Avançamos porque temos projeto de governo e soluções que oferecem visibilidade. A participação dos pais e da comunidade é importante, porque forma uma rede social interativa”, comentou.
O aluno do 9º ano do Ensino Fundamental, Juan Carlo Mendonça, 14 anos, depois de ter feito perguntas ao prefeito sobre os investimentos na Educação em Maricá, informou que veio de São Paulo, onde a educação pública não recebe a mesma atenção. “São Paulo é um estado mais rico, mas lá, o ensino público é mais atrasado. Estou gostando saber que vou poder usar computador na escola. A informática é uma ferramenta importante no aprendizado”, concluiu.

Outubro 6, 2010 Posted by | Educação, jornalismo, Maricá | Deixe um comentário

TRE-SP aceita denúncia do MP por analfabetismo contra Tiririca

Fonte: Epoca

O prazo para apresentação de defesa é 10 dias. Além desta denúncia, tramita no TRE um requerimento que contesta o registro da candidatura de Tiririca

Redação Época, com Agência Estado

Filipe  Redendo

POBREZA SÓ NO DISCURSO
Tiririca cumprimenta eleitores na periferia de São Paulo. Ele é acusado de ter mentido à Justiça Eleitoral

O juiz da 1ª Zona Eleitoral de São Paulo, Aloísio Sérgio Rezende Silveira, aceitou nesta segunda-feira (4) denúncia oferecida pelo Ministério Público Eleitoral (MPE) contra Francisco Everardo Oliveira Silva, o Tiririca, eleito com cerca de 1,3 milhão de votos para o cargo de deputado federal, pela coligação "Juntos por São Paulo". Para o TRE, a prova técnica apresentada sobre alfabetização de Tiririca justifica o recebimento da denúncia, anteriormente rejeitada, para início da ação penal. A denúncia sobre o analfabetismo do candidato foi feita por ÉPOCA (clique aqui para ler).
Segundo o juiz, "a prova técnica produzida pelo Instituto de Criminalística (IC) aponta para uma discrepância de grafias", o que leva a uma razoável dúvida sobre uma das "condições de elegibilidade inseridas em declaração firmada pelo acusado no momento do pedido de registro de candidatura a deputado federal para concorrer às eleições 2010, por meio da qual afirma que sabe ler e escrever". O prazo para apresentação de defesa é de dez dias.
A denúncia foi recebida como complementação a uma outra, recebida em setembro, por omissão da declaração de bens no pedido de registro. A pena prevista para esse crime é de até cinco anos de reclusão e o pagamento de cinco a 15 dias-multa por declaração falsa ou diversa da que deveria ser escrita para fins eleitorais em documento público. Ainda cabe recurso ao TRE.
Além da denúncia oferecida pelo MPE na 1ª Zona Eleitoral, tramita no TRE de São Paulo um requerimento que contesta o registro de candidatura de Tiririca. O documento será analisado pelo juiz relator.

LL

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Outubro 6, 2010 Posted by | Brasil - Eleições 2010, eleições, Eleições 2010, jornalismo, política | Deixe um comentário

Tiririca, o candidato que não lê

Vários indícios sugerem que Tiririca não sabe ler nem escrever. A Constituição proíbe candidatos analfabetos

Victor Ferreira

  Reprodução

De acordo com a Constituição, os analfabetos são inelegíveis e, portanto, não podem se candidatar e receber votos. Por lei, os candidatos são obrigados a apresentar à Justiça Eleitoral um comprovante de escolaridade. Na ausência de comprovante, devem demonstrar capacidade de ler e escrever. Para registrar sua candidatura a deputado federal, Tiririca apresentou ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE) de São Paulo uma declaração em que ele afirma que sabe ler e escrever. Essa declaração, segundo as normas legais, deve ser escrita de próprio punho. Mas Tiririca, de fato, sabe ler e escrever? A suspeita é que não. Vários indícios permitem levantar essa desconfiança.

O humorista Ciro Botelho, redator do programa Pânico da rádio Jovem Pan, diz que escreveu sozinho o livro As piadas fantárdigas do Tiririca em 2006. A publicação é assinada só por Tiririca. Botelho diz que escreveu com base em histórias contadas por ele. “O Tiririca não sabe ler nem escrever”, afirma.

Saiba mais

Dois funcionários da TV Record também disseram a ÉPOCA que nos bastidores do programa humorístico Show do Tom, do qual Tiririca participa, é sabido que ele não lê nem escreve. De acordo com Ciro Botelho, o palhaço conta com a ajuda da mulher para decorar suas falas: “A mulher fica no camarim com ele e vai falando o texto. Ele vai decorando e conta do jeito dele”.

A reportagem de ÉPOCA acompanhou Tiririca por dois dias na semana passada. Viu o candidato dar autógrafos com uma grafia bem diferente da que aparece na declaração apresentada ao TRE, com letras redondas. Aos fãs, ele assina um rabisco circular ininteligível e desenha o que seriam as letras do nome de seu personagem. Em duas ocasiões, a reportagem deparou também com situações que demonstram que Tiririca tem, no mínimo, enorme dificuldade de leitura. No dia 21, a reportagem pediu para Tiririca ler uma mensagem de celular. Ele ficou visivelmente assustado diante do aparelho. O constrangimento do candidato só foi desfeito quando uma assessora leu o torpedo em voz alta. Minutos antes, referindo-se às críticas feitas a sua candidatura nos jornais, Tiririca dissera: “Eu não leio nada, mas minha mulher lê para mim”.

No dia 22, ÉPOCA fez um teste com Tiririca. Durante um almoço, pediu a ele para responder a perguntas da pesquisa Ibope sobre o Congresso. As duas primeiras questões foram lidas pela reportagem e respondidas normalmente por Tiririca. Em seguida, foi apresentado ao candidato um cartão para ele ler a terceira pergunta e as alternativas de resposta. Nesse momento, seus assessores o cercaram imediatamente. O filho de Tiririca, Éverson Silva, começou a ler a pergunta para o pai, mas a pesquisa foi interrompida pelos assessores com a alegação de que ele precisava almoçar e que a aplicação da pesquisa não fora combinada previamente. A cena pode ser vista em um vídeo no site de ÉPOCA.

Depois desse novo mal-estar, ÉPOCA tentou questioná-lo sobre sua alfabetização. Sua assessoria de imprensa não permitiu mais contatos. Ela diz que Tiririca sabe ler e escrever, mas os pedidos de um encontro com o candidato para que ele lesse um texto e encerrasse as dúvidas foram recusados. A assessoria disse que Tiririca está na reta final da campanha e ficaria “chateado por ter de provar que sabe ler”.

O que acontece com um candidato sobre o qual há dúvidas sobre sua alfabetização? “Se houver dúvidas, o juiz pode submetê-lo a um teste”, diz o advogado Fernando Neves, ex-ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Segundo Neves, essa prova é simples e visa apenas certificar a capacidade de ler e escrever do candidato. Se o candidato não conseguir provar que é alfabetizado, a jurisprudência da Justiça Eleitoral diz que a candidatura deve ser cassada.

Foto: Filipe Redondo/ÉPOCA



Outubro 6, 2010 Posted by | Brasil - Eleições 2010, eleições, Eleições 2010, jornalismo, política, Política Nacional e Internacional, SEGUNDO TURNO ELEIÇÕES 2010 | Deixe um comentário

Alencar é escolhido para coordenar 2º turno em Minas

Fonte: Epoca

Base aliada ao governo Lula escalou o vice-presidente José Alencar para uma simbólica coordenação da campanha em segundo turno de Dilma Rousseff em Minas Gerais

Redação Época, com Agência Estado

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Após a derrota de Hélio Costa na disputa pelo governo de Minas Gerais, que reabriu feridas internas na aliança entre PMDB e PT, a base aliada ao governo Lula escalou o vice-presidente José Alencar para uma simbólica coordenação da campanha em segundo turno de Dilma Rousseff no Estado. Mesmo enfrentando um agressivo tratamento de saúde, Alencar atendeu a um pedido do presidente para evitar a desmobilização no segundo maior colégio eleitoral do País.
Nesta terça-feira (5), durante mais de três horas, o vice comandou no seu escritório particular em Belo Horizonte uma reunião com as principais lideranças do campo lulista no Estado e indicou o tom a ser adotado: criticou a "hegemonia" de São Paulo e disse que a eleição de Dilma representa a volta de Minas ao comando do governo federal, alegando que o Estado está cansado de oferecer vice-presidentes. Ele também engrossou os afagos e o cortejo à candidata do PV, Marina Silva.
Em Minas, Dilma venceu com 46,98% (5,06 milhões de votos). Serra alcançou 30,76% (3,31 milhões) e Marina (PV), 21,25%, o que corresponde a 2,29 milhões de votos. Apesar de o ex-governador e senador eleito Aécio Neves (PSDB) ter apregoado empenho total na candidatura de Serra no segundo turno, os aliados de Dilma acreditam que ela pode repetir 2006 – quando Lula ampliou a vantagem sobre o então candidato tucano, Geraldo Alckmin. Numa ofensiva sobre os eleitores ‘aecistas’, Alencar afirmou que o governador Antonio Anastasia (PSDB) foi reeleito na onda do "Dilmasia".
"Pela lógica dos elevados interesses nacionais, digo que a vitória de Dilma consulta também aquilo que diga respeito ao interesse do governo de Minas, porque foi vitorioso com votos também da Dlima Rousseff", disse. "Isso aí é um fato", acrescentou. De acordo com o vice-presidente, a candidata petista, que nasceu em Belo Horizonte, mas fez carreira política no Rio Grande do Sul, é uma "mineira legítima" que "continua pronunciando ‘uai’ melhor do que nós que estamos aqui".
Para Alencar, "temos uma preocupação muito grande com a hegemonia de São Paulo por uma razão muito simples: São Paulo é a matriz econômica do Brasil, tem toda a força econômica nacional, é muito importante que as forças políticas estejam presentes contemplando o Brasil como um todo".

Encontro

O encontro reuniu cerca de 50 pessoas em um pequeno auditório. A ordem é manter a coalizão e abafar a disputa interna no PT entre o ex-ministro Patrus Ananias (PT), candidato a vice na chapa derrotada, e o ex-prefeito de Belo Horizonte, Fernando Pimentel (PT), que não conseguiu se eleger para uma vaga no Senado.
O ex-prefeito e Costa, que empreenderam uma dura disputa no longo processo de definição do candidato a governador – no qual foi imposto o nome do peemedebista para não ameaçar a aliança nacional -, ficaram ainda mais distantes. A previsão de fracasso nas urnas recrudesceu entre os petistas o racha de 2008, quando o grupo de Pimentel se aliou a Aécio para eleger Márcio Lacerda (PSB) prefeito da capital mineira, num acordo que teve a oposição de Patrus.
Na semana passada, o ex-ministro acusou a aliança com os tucanos de ser a causa do enfraquecimento da militância petista em Belo Horizonte e região metropolitana. Na prática, Patrus e Pimentel já deflagraram a disputa interna de olho na eleição municipal de 2012.
Ladeado por Costa, Patrus e lideranças do PT, PMDB e PC do B, o vice presidente exortou o campo lulista se unir em torno de "causa nacional". "Uma causa que diz respeito ao interesse maior do nosso país e não de nenhum de nós especialmente". Pimentel e o ex-ministro Walfrido dos Mares Guia (PSB) também participaram da reunião.
Marina
Alencar disse que, independentemente da decisão de Marina, é preciso aproveitar o exemplo da candidata do PV, a quem saudou pela "vitória" nas urnas. "Ela demonstrou muito valor nessa campanha, uma demonstração de que é aquela grande mulher brasileira da selva amazônica que encanta o mundo". O vice-presidente disse também que Marina "mereceu do presidente Lula todo prestígio, toda força, toda autoridade para fazer aquele trabalho admirável que ela fez".

Coordenação

Uma das estratégias dos aliados de Dilma em Minas é dividir a coordenação da campanha de forma setorial, designando lideranças para atuação específica junto a movimentos populares, entidades, sindicatos, entre outros. Alencar foi definido como o "inspirador" do grupo. "Não tem nome melhor para nos coordenar do que o José Alencar, que é filiado honorário do PT", afirmou o presidente do PT-MG, Reginaldo Lopes.
O vice-presidente lembrou que hoje retoma o tratamento quimioterápico em São Paulo, mas prometeu estar de "de coração presente" na campanha. "Tenho uma sessão pesada de quimioterapia amanhã. Então, se não der problema de efeito colateral muito forte, eu posso voltar para Belo Horizonte", explicou.

(DC)

Outubro 6, 2010 Posted by | Brasil - Eleições 2010, Campanha Eleições 2010, eleições, Eleições 2010, jornalismo, política, Política Nacional e Internacional | Deixe um comentário

Marina não turbinou a bancada de deputados do PV

Fonte: Com Marina

Só mais um blog do Colunas.epoca.globo.com

 

4:46 | ter , 5/10/2010 Mariana SanchesEleição Tags: deputados, José Luiz Penna, legenda, PV, Ricardo Izar, Roberto de Lucena, Roberto Santiago e Sinval Malheiros

Uma das expectativas dos dirigentes do PV ao convidar Marina Silva para entrar no partido era a de que ela provocasse uma enxurrada de votos em legenda e ajudasse o PV a fazer ao menos 25 deputados federais – o que o incluiria na lista de partidos médios, junto com PDT (que fez 28 deputados) e PSB (34 deputados). Em 2006, o partido conseguiu eleger apenas 13 deputados. Esse ano, Marina Silva surgia nas telas de TV sorrindo e pedindo votos nos deputados do partido. A estratégia dos verdes, no entanto, não deu certo. Agora, O PV fez só 15 parlamentares. 

Em São Paulo, isso rendeu ao PV 438 mil votos em legenda. É pouco. Para se eleger em São Paulo, o candidato precisava de pelo menos 304.533 votos. Logo, se contasse apenas com os votos da legenda, o PV teria eleito apenas um deputado no estado.

Em São Paulo, o PV conseguiu eleger seis nomes. Nenhum dos candidatos do partido, no entanto, teve mais do que 100 mil votos individualmente. As seis vagas garantidas na Câmara Federal por São Paulo são resultado do alto número de candidatos que o PV lançou no estado. Os 87 postulantes do PV conseguiram somar 1,7 milhão de votos. Um dos que contribuiu para aumentar o número de deputados do PV mas não se elegeu foi Luciano Zica. Zica veio do PT para o PV na mesma onda que trouxe Marina. Deputado veterano, sua eleição agora era dada como certa. Em vez de Zica, os seis eleitos são quadros tradicionais do PV ligados à administração tucana e kassabista em São Paulo. São eles: Ricardo Izar, José Luiz Penna, Roberto de Lucena, Roberto Santiago e Sinval Malheiros.

Por Mariana Sanches e Victor Ferreira

Outubro 6, 2010 Posted by | Brasil - Eleições 2010, Campanha Eleições 2010, eleições, Eleições 2010, jornalismo, política, SEGUNDO TURNO ELEIÇÕES 2010 | Deixe um comentário

Marina perdeu ganhando

Com uma campanha que misturou ecologia e fé, Marina sai da eleição maior do que entrou

Fonte: Epoca – Mariana Sanches

Com 19,5% dos votos válidos, Marina terminou a eleição presidencial em terceiro lugar, mas sai das urnas como uma liderança política nova e promissora. O porcentual de votos válidos de Marina é, entre os terceiros colocados, o maior em todas as eleições presidenciais realizadas desde a redemocratização. Ela superou o desempenho de Heloisa Helena, em 2006, Anthony Garotinho, em 2002, Ciro Gomes, em 1998, Enéas Carneiro, em 1994, e Leonel Brizola, em 1989. Sua votação foi superior inclusive à de Lula em 1989, que passou para o segundo turno contra Fernando Collor com 16% dos votos válidos.

O resultado, “excepcional”, segundo o cientista político André Singer, da Universidade de São Paulo (USP), a credencia a liderar uma nova força política de oposição. “Marina percebeu, antes de todos, a existência de um espaço na política e se colocou nele”, diz Singer. “Esse resultado eleitoral permite que ela inicie um trabalho de longo prazo, de organizar uma base social em torno de seu projeto.”

Marina conseguiu essa façanha depois de um longo calvário no governo Lula. À frente da pasta de Meio Ambiente, ela perdeu disputas e prestígio para a então ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff. As rusgas a levaram a deixar o PT, partido que ajudou a fundar. Cortejada pelo Partido Verde, que enxergou em Marina a possibilidade de superar a condição de nanico, ela resolveu lançar-se à disputa presidencial. Na campanha, defendeu uma agenda que mistura a preservação do meio ambiente com críticas ao “desenvolvimentismo”. É o tipo de discurso político que encontra mais fácil aceitação em países escandinavos, com alto índice de desenvolvimento humano. Mesmo lá, onde as preocupações com o estômago não costumam se sobrepor às demais, políticos “pós-materialistas” sofreram revés depois que o mundo foi sacudido pela crise econômica de 2008.

Em um país com 15% de pobres na população, segundo cálculo da Fundação Getúlio Vargas, Marina ousou defender a interrupção de obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) em favor do meio ambiente e a instalação de placas solares nos tetos das casas populares. Isso torna seu sucesso eleitoral um caso ainda mais singular – que pode também estar relacionado ao perfil religioso de Marina. “A Marina é uma mistura de ecologismo com fé na Assembleia de Deus. Ela não é bem um personagem pós-moderno europeu. É um fenômeno peculiar”, diz o cientista político Jairo Nicolau, da Universidade Estadual do Rio de Janeiro.

Época

A CANDIDATA
Marina Silva em frente ao Congresso, em foto tirada em maio

Marina superou sérias limitações para fazer campanha. O PV é um partido pequeno, sem democracia interna, muito desigual regionalmente e dirigido há mais de dez anos por José Luiz de França Penna, cujo cargo político mais relevante foi o de vereador em São Paulo. Marina disse que preferia estar só a ser incoerente e, por isso, optou por não fazer coligações nacionais. Isso deu a ela exíguos 83 segundos de propaganda eleitoral gratuita na TV. Marina estava mais próxima às condições de competição do nanico Plínio de Arruda, do PSOL, do que de seus principais adversários. Dilma Rousseff teve o equivalente a 7,5 vezes o tempo de TV de Marina. O tucano José Serra teve cinco vezes mais tempo. Mesmo na internet, a campanha de Marina enfrentou problemas. Nos dias que antecederam a eleição, o site do PV ficou fora do ar porque a quantidade de acessos era superior a sua capacidade.

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Marina também não pôde contar com palanques estaduais. O PV lançou 11 candidatos a governador. Mas, exceto por Fernando Gabeira, no Rio de Janeiro, nenhum deles conseguiu mais que 2% nas pesquisas (nas urnas, o desempenho foi um pouco melhor. Fábio Feldmann em São Paulo, por exemplo, obteve pouco mais de 4% dos votos). No Rio de Janeiro, Marina obteve índices superiores aos de Gabeira. Lá, ela teve 31% dos votos. Gabeira, 20%. Logicamente, se alguém era ajudado quando ambos subiam ao palanque, esse alguém era Gabeira.

O resultado de Marina surpreendeu até mesmo os velhos caciques do PV, que achavam que sua campanha serviria basicamente para dar uma turbinada na magra bancada na Câmara (o partido tinha 15 deputados na última legislatura). O futuro político de Marina dependerá agora de sua capacidade de reformar e expandir o PV. O partido, na avaliação de alguns dos integrantes, tem uma imagem boa junto aos eleitores, a despeito de sua estrutura e comando frágeis.

Para conseguir mais espaço na política nacional, Marina precisará também ampliar sua base para outros grupos sociais. Nesta campanha, ela conseguiu, predominantemente, votos na classe média urbana, conectada à internet e jovem. O perfil religioso e a origem pobre de Marina podem facilitar a conquista de outras fatias do eleitorado. Entre agosto e setembro, as intenções de voto em Marina entre os evangélicos cresceram 7 pontos. É um sinal de que Marina tem potencial para expandir seu eleitorado. Se ela conseguir pintar de verde grotões e favelas, Marina, em outras eleições, poderá ser mais que uma terceira via.

>> Mais informações sobre a campanha de Marina no blog Com Marina

Outubro 6, 2010 Posted by | Brasil - Eleições 2010, Campanha Eleições 2010, eleições, Eleições 2010, jornalismo, política, SEGUNDO TURNO ELEIÇÕES 2010 | Deixe um comentário

Lula organiza a tropa para ir atrás de Marina

Aproximação do eleitorado de Marina e da própria senadora são prioridade para Lula. Aliados do PT devem dialogar mais com a ex-candidata

Redação Época, com Agência Estado

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Diante da incerteza de apoio da senadora Marina Silva (PV) à Dilma Rousseff no segundo turno das eleições, o presidente Lula e seis governadores aliados avaliaram nesta terça-feira (5) que a campanha da petista deve ir atrás do eleitorado da ex-candidata de forma rápida. Em reunião pela manhã no Palácio da Alvorada, o grupo deixou claro que vai orientar os aliados que têm boa relação com Marina a intensificar as conversas com a senadora, reconhecida como figura importante no jogo sucessório.
"A campanha tem de dialogar com o eleitor dela", afirmou o senador e governador eleito do Espírito Santo, Renato Casagrande (PSB), um dos participantes do encontro. "Todos que conhecerem a Marina precisam procurá-la. A própria Dilma tem bom contato com ela". Casagrande relatou que o grupo avalia que a campanha de Dilma não pode ficar refém de temas religiosos, como a discussão sobre o aborto.
A candidata, segundo o senador, deve reafirmar sempre sua posição sobre o assunto, mas tem de centrar no projeto político do presidente Lula. No primeiro turno das eleições, Dilma se reuniu com representantes de igrejas evangélicas para dizer que era contra o debate sobre o plebiscito para liberar a interrupção da gravidez. "É preciso deixar claro que a disputa é de projeto político", afirmou Casagrande. "Dilma não pode ficar presa a um tema religioso, ela tem de tocar a vida".
Lula não tem "perspectiva" de se afastar do governo para entrar de corpo e alma na campanha, como sugerem aliados como o governador do Ceará, Cid Gomes (PSB). A tendência é o presidente continuar suas viagens pelo país, inaugurando obras e participando de comícios de aliados, com ou sem a presença de Dilma. Renato Casagrande relatou que Lula está "muito" animado e voltou a pedir empenho na campanha. "O presidente e o grupo avaliam que Dilma tem que aproveitar a oportunidade para apresentar o seu projeto político", disse o senador. "É preciso ir para as ruas".
Também participaram do encontro o governador eleito do Rio Grande do Sul, Tarso Genro (PT), e os governadores reeleitos Omar Aziz (PMN-Amazonas), Marcelo Déda (PT-Sergipe) e Eduardo Campos (PSB-Pernambuco). Ainda estiveram no Palácio os deputados Ciro Gomes (PSB-CE), Armando Monteiro (PTB-PE) e Rodrigo Rollemberg (PSB-DF), o governador do Paraná, Roberto Requião (PMDB), e os senadores Paulo Paim (PT-RS), Edison Lobão (PMDB-MA), Epitácio Cafeteira (PTB-MA), Renan Calheiros (PMDB-AL), Valdir Raupp (RO), Delcídio Amaral (PT-MS) e Cristovam Buarque (PT-DF).
Na segunda-feira (4), após se reunir com Dilma, em Brasília, o governador reeleito da Bahia, Jaques Wagner (PT), disse em entrevista que a campanha petista tinha de buscar o eleitorado de Marina e reforçar as semelhanças entre os projetos do PT e do PV. "As trilhas e caminhos da Marina estão muito mais próximos das trilhas (de Dilma) do que dos do outro candidato", avaliou o governador, referindo-se ao adversário tucano José Serra.

Outubro 6, 2010 Posted by | Brasil - Eleições 2010, Campanha Eleições 2010, Eleições 2010, jornalismo, política, SEGUNDO TURNO ELEIÇÕES 2010 | Deixe um comentário