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Secretário de Transportes, Julio Lopes, faz vistoria nas obras da Linha 4

Obras da Barra seguem em ritmo acelerado, e frente de trabalho é aberta em São Conrado
O secretário estadual de Transportes, Julio Lopes, passou a manhã deste sábado vistoriando as obras da Linha 4 do metrô, na Barra da Tijuca, onde acompanhou de perto a rotina das escavações na pedra do Focinho do Cavalo. Neste momento, mais de 230 funcionários trabalham nos três turnos das obras, onde acontecem duas detonações de explosivos todos os dias. O túnel avança cerca de dois metros e meio diariamente, e já chega a uma extensão de 123 metros. O secretário anunciou que a partir de novembro o número de detonações deverá aumentar, acelerando a velocidade das obras.
O canteiro central da Av. Armando Lombardi também fez parte da visita. Quem passa por ali pode observar as placas de metal instaladas em frente ao shopping Barra Point, sinalizado que já foram iniciadas as intervenções na região. Desde março estão sendo feitas sondagens de solo no local, onde será instalada a primeira estação de metrô da Barra, tornando realidade um dos principais projetos de transportes da cidade.

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Os engenheiros não estão encontrando adversidades, e as obras estão seguindo totalmente dentro do planejado. Porém, de acordo com o secretário Julio Lopes, é fundamental que outros canteiros de obras comecem a ser abertos em regiões onde serão construídas outras estações da Linha 4. Por isso, o Governo do Estado já iniciou os trabalhos de implantação de canteiro no bairro de São Conrado, um dos bairros contemplados com estação pela Linha4.
– As obras estão avançando num ritmo excelente na Linha 4. Já estamos iniciando outra frente de trabalho, no bairro de São Conrado, que também será contemplado com uma estação de metrô, próximo á entrada da Rocinha, em frente ao supermercado Sendas. A exemplo do que aconteceu em Ipanema, na esquina das ruas Barão da Torre e Teixeira de Melo, a chegada do metrô a São Conrado, além da facilidade de transporte, vai agregar uma grande valorização imobiliária àquela área, que enfrenta problemas com a degradação – considerou o secretário Julio Lopes.
Na última quarta-feira, o Governador Sérgio Cabral assinou o decreto de desapropriação de 20 lotes que deverão fazer parte da área construída do metrô. A maioria dos lotes é formada por terrenos vazios, sem edificações. Já em novembro, a Secretaria de Transportes deve iniciar o processo de negociação com os proprietários dos terrenos, a fim de estudas as indenizações adequadas.
Ao todo, a Linha 4 terá seis estações, passando ainda pelos bairros de Ipanema, Leblon e Gávea. A nova linha beneficiará não somente a população que mora ou trabalha na Barra e no Recreio dos Bandeirantes. Com a chegada do TransOeste, corredor expresso para ônibus que ligará a Barra e Campo Grande, Zona Oeste da cidade, os moradores de todos os bairros do trecho poderão fazer a integração direta com o metrô. Com a extensão até a Barra, o metrô do Rio terá capacidade para transportar mais 230 mil passageiros diariamente, proporcionado mais agilidade, conforto de segurança às viagens da população.

Peter Barcelos
Secretaria Estadual de Transportes

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Outubro 30, 2010 Posted by | jornalismo, transporte | Deixe um comentário

Encerrada a Campanha Eleitoral do Segundo Turno : Debate termina sem confronto entre Dilma e Serra

A petista e o tucano, que lideram as pesquisas, não debateram nenhum tema diretamente. Tentando ir ao segundo turno, Marina Silva (PV) se esforçou nos ataques aos dois rivais

Fonte: Redação Época

A expectativa era grande, mas o último debate entre os candidatos à Presidência da República, realizado na noite de quinta-feira (30) pela Rede Globo, deixou a desejar em termos de emoção e confronto. Líder nas pesquisas, Dilma Rousseff (PT) evitou a todo o custo o embate com o segundo colocado, José Serra (PSDB). O tucano, na única chance que teve de questionar a petista, preferiu ouvir o que Marina Silva (PV) tinha a dizer. A senadora, terceira colocada, foi a que mais atacou os adversários, enquanto Plínio de Arruda Sampaio (PSOL) estava mais sério do que de costume.

Temas espinhosos como a quebra do sigilo fiscal de pessoas ligadas a Serra e a escândalo de corrupção na Casa Civil, que derrubou a ex-ministra Erenice Guerra – braço direito de Dilma no ministério –, não foram citados.

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O único momento em que os ânimos se acirraram foi o fim do quarto bloco. Marina questionou Serra sobre as críticas do PSDB e do DEM ao Bolsa Família e quis saber se o tucano “fazia uma autocrítica”. Serra rebateu afirmando que, enquanto ministro da Saúde do governo Fernando Henrique Cardoso (PSDB), criou o Bolsa Alimentação, uma das bases do Bolsa Família. O tucano disse que, por mais que afirmasse que ampliaria esses benefícios sociais, sempre era questionado sobre o tema. "Não fique irritado por eu fazer a pergunta novamente a você", afirmou Marina. Ela, então, rebateu Serra, dizendo que ele não respondeu e que, para ela, os programas sociais eram fundamentais. O tucano devolveu: "Não use sua régua para medir os outros. Se eu fosse usar a minha, diria que você e Dilma têm muito mais coisas parecidas do que os outros candidatos". Serra afirmou que havia mais semelhanças entre Marina e Dilma do que entre ele próprio e Dilma, como a candidata do PV vinha afirmando. “Você era do PT até há pouco e estava no governo do mensalão”, disse.

Nas considerações finais, os discursos de Marina e Serra reforçaram o pedido para que a eleição não termine no domingo (3). A candidata do PV foi a primeira a falar na última parte do debate. “Sou a única que depende do seu voto”, afirmou, dizendo que um eventual segundo turno seria uma demonstração de que, mesmo com um tempo de TV bem menor do que Dilma e Serra, foi possível conquistar os eleitores. Marina também destacou a ideia de um embate entre duas mulheres: “Que fiquem as duas mulheres no segundo turno”.
Serra pediu para que aqueles que já decidiram votar nele conquistem mais eleitores: "Se você já vota em mim, que conquiste um outro voto". Ele afirmou que espera um segundo turno para um confronto de ideias com Dilma. E destacou sua trajetória política, relatando sua participação no movimento estudantil, seus 14 anos de exílio e os cargos públicos que ocupou. “Ofereço a minha vida, a minha história”, disse.
Em suas últimas declarações no debate, Dilma falou como se a campanha estivesse chegando ao fim. Ela pediu o apoio dos eleitores, afirmando: "Estou preparada para ser a primeira presidente da repúlica, se puder, humildemente, contar com seu voto”.

Gabriel de Paiva / Agência O Globo

Dilma aposta na herança de Lula

Apesar das críticas de que vive à sombra do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Dilma Rousseff não se importou em relembrar sua participação no governo.
No início do debate, ao discutir a legislação trabalhista com Marina, Dilma falou apenas das conquistas do governo Lula, como a criação de 14,5 milhões de empregos formais. Mesmo depois que a senadora do PV afirmou que Dilma não respondeu sua pergunta, ela se manteve falando sobre o atual governo.
Na primeira oportunidade que teve para perguntar, Dilma evitou o confronto com Serra e direcionou sua questão para Plínio. Na segunda vez, a questionada foi Marina Silva. Desta vez, Dilma fez suas primeiras promessas – concluir as ferrovias Transnordestina e Integração Centro-Oeste.
Na primeira vez em que a plateia – formada apenas por convidados – se manifestou, Dilma conseguiu deixar a saia justa com rapidez. Ela debatia doações aos partidos com Plínio e afirmou que todas as doações ao PT “são oficiais”. Após as risadas altas dos adversários tucanos, Dilma rebateu: “Lamento os risos de quem tem outras práticas”, e foi aplaudida pelos colegas petistas.

Marcelo Carnaval / Agência O Globo

De forma indireta, Serra ataca o governo

Em seu arsenal, Marina criticou diversas vezes as promessas de Serra, mas mesmo diante desses comentários, o tucano não recuou. Serra voltou a prometer salário mínimo de R$ 600 em 2011 e o reajuste de 10% para os aposentados. Neste momento, foi ao ataque contra Dilma, dizendo que o governo Lula é contrário ao aumento.
No segundo bloco, Serra manteve a estratégia de atacar o governo. Afirmou que São Luiz do Paraitinga (SP), devastada por uma chuva no início do ano, foi “totalmente recuperada”, enquanto as obras que dependiam do governo federal no Rio de Janeiro e em Santa Catarina “vão se arrastando”. Em seguida, ao questionar Plínio, Serra disse que o governo Lula “não fez nada” para ampliar as linhas de metrô em cidades como Fortaleza e Belo Horizonte.
Serra voltou à carga ao debater a saúde com Plínio. Afirmou que o governo Lula obstruiu a tramitação de projetos que ampliariam os recursos para o setor e que “depois ficou reclamando” quando a CPMF foi derrubada pelo Senado. Em seguida, Serra chamou de “conversa fiada” os dados que Dilma apresentara sobre investimento em saneamento básico. “O governo não colocou R$ 40 bilhões nem aqui, nem na Lua”.

Marcelo Carnaval / Agência O Globo

Marina repete estratégia da terceira via

Marina procurou fixar a imagem de “terceira via” e voltou a atacar as administrações de FHC e Lula. No início do debate, ela afirmou que “nada foi feito” sobre o déficit da previdência social “nos últimos 16 anos”. Em seguida, atacou Serra, criticando o que seria, segundo ela, o “promessômetro” do tucano.
Marina disse ser a única que pensa o país “como um todo” e criticou os adversários afirmando que eles tratam a disputa presidencial como se fosse uma “eleição para a prefeitura”. Marina foi ao ataque também contra o governo Lula e trouxe à tona o escândalo envolvendo o ex-ministro da Integração Nacional, Geddel Vieira Lima (PMDB). Em abril, o Tribunal de Contas da União divulgou relatório afirmando que Geddel, candidato ao governo da Bahia, privilegiou municípios de seu Estado com recursos para prevenção de desastres naturais. Mesmo quando elogiou o governo Lula, Marina fez ressalvas. Ela afirmou que o programa de habitação Minha Casa Minha Vida “é bom”, mas “não ajuda quem ganha até dois salários mínimos”.
No terceiro bloco, Marina disse que Serra quer resolver as coisas como “passe de mágica”. Ela criticou a gestão do tucano na Prefeitura e no governo de São Paulo e disse que é uma “vergonha” o fato de o “Estado mais rico da federação” ter problemas de habitação.

Marcelo Carnaval / Agência O Globo

Plínio: mais sério, mas ainda irônico

O candidato do PSOL estava mais sério que de costume, mas foi irônico sempre que possível. Questionado por Dilma sobre a situação do funcionalismo público, ele disse que faria um governo sem “terceirização, arroxo salarial e privatização” e questionou a ex-ministra: “Não vi nunca você reclamar disso e agora você vem perguntar pra mim?”. Em seguida, Plínio ironizou Serra. Ao ser informado que deveria fazer uma pergunta sobre impostos, afirmou. “Disso ele gosta”.
No restante do debate, Plínio defendeu suas propostas socialistas, como a auditoria da dívida externa, o limite à propriedade rural e o aluguel compulsório de imóveis vazios. Em determinado momento, Plínou estendeu o horário eleitoral, e pediu votos aos candidatos do PSOL.

Outubro 30, 2010 Posted by | Brasil - Eleições 2010, Campanha Eleições 2010, jornalismo, política, Política Nacional e Internacional, SEGUNDO TURNO ELEIÇÕES 2010 | Deixe um comentário