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História de Maricá retratada em Exposição na Casa de Cultura

 

Nada melhor do que um resgate histórico do município para marcar os 198 anos de Emancipação Político Administrativa de Maricá. Na próxima quinta-feira (24/05), às 19h, a prefeitura abre as comemorações do aniversário da cidade com o lançamento da exposição “Dos Passos de Anchieta, Apóstolo do Brasil, à Nova Marica” na Casa de Cultura.

Por meio de 14 banners com fotos, mapas e textos, o público poderá viajar no tempo passando pelos momentos mais marcantes da história do município, como a entrega da primeira sesmaria (faixas de terra entregues a terceiros pelo Império Português) em Maricá, doada ao nobre português Antônio de Marins Coutinho, em 1574.

A exposição é fruto de uma parceria entre a Secretaria Municipal de Cultura, sob o comando do escritor e pesquisador Ricardo Cravo Albin, e a Secretaria de Ambiente e Urbanismo, dirigida por Celso Cabral.

Uma das curadoras, a arquiteta e urbanista Renata Gama, que organizou o trabalho com a historiadora Maria Penha de Andrade e Silva, explica como foi feita a pesquisa que permitiu contextualizar a história da cidade com os acontecimentos do Brasil. “Essa exposição exigiu um intenso trabalho de consulta aos acervos do Mosteiro de São Bento, IBGE e das Bibliotecas Nacional e do Estado”. Ela e Maria Penha (que há mais de 30 anos pesquisa as origens da cidade), contaram com o auxílio do professor Paulo Sérgio Gonçalves.

Dentre outras curiosidades, o público terá acesso à origem dos nomes de importantes localidades da cidade, além da explicação para o nome do próprio município. Poucos sabem, mas o nome Maricá vem de uma árvore denominada Mimosa sepiaria benth, popularmente conhecida como Espinheiro Maricá, muito comum e abundante na região.

Outros nomes de bairros, a maioria de origem indígena, como Bambuí, Araçatiba e Inoã também foram pesquisados. Guaratiba, por exemplo, vem da fauna maricaense, rica em guarás-vermelhos, que é um tipo de ave. “O mais interessante é resgatar a história não apenas da cidade, mas de cada morador que aqui vive. É uma forma de preservar a nossa memória e a de nossos antepassados”, frisou a curadora. Outro símbolo destacado na mostra é o Brasão do município. Cada uma das figuras representadas nele é detalhadamente explicada. Segundo a curadora Maria Penha, a coroa maior representa Portugal e a cruz simboliza a fé do povo Maricaense e a pesca milagrosa durante a visita do Padre José de Anchieta aos índios locais, nas águas da Lagoa de Maricá, em 1584. A forma como a cidade foi povoada, com a presença dos frades Beneditinos em 1627; o lançamento da pedra fundamental da Igreja Nossa Senhora do Amparo, em 1788; a formação em 1814 da Vila de Santa Maria de Maricá; a elevação, em 1889, à categoria de cidade de Maricá; e a chegada da luz elétrica, em 1957, também estão retratados na exposição. Os visitantes também terão a oportunidade de conhecer a história da inauguração da Estação de Trem de Itapeba, em 1889, feita com recursos de comerciantes e fazendeiros da área que tinham o interesse de escoar a produção agrícola e o pescado da cidade.

Além do passado, a mostra abrange os avanços pelos quais a cidade vem passando e, ainda, as belezas naturais, incluindo os 42 km de costa litorânea da cidade. Obras importantes como o Mercado das Artes e o Terminal Rodoviário de Itaipuaçu também são mostrados na exposição, como símbolo das transformações em curso em Maricá, que se prepara para o maior ciclo de desenvolvimento já registrado em toda a sua história, com projetos como o do Complexo Portuário de Jaconé, por exemplo.- “Foi um desafio organizar cronologicamente todo o acervo, encaixar os assuntos e separar o que poderia ser utilizado para essa exposição. Mas é muito gratificante poder testemunhar e deixar esse registro histórico à disposição dos moradores.”, explicou Renata, acrescentando que, futuramente, esta exposição será levada às escolas municipais.

A exposição “Dos Passos de Anchieta, Apóstolo do Brasil, à Nova Marica” ficará aberta para visitação até o dia 24 de junho, de segunda à sexta, das 9h às 17h, e aos sábados e domingos, das 13h às 17h.

A Casa de Cultura fica na Praça Orlando de Barros Pimentel, no Centro.

Fotos: Acervo da historiadora Maria Penha de Andrade e Silva Jardim Atlântico – (anos 70 – Itaipuaçu) – crédito empresa COMINAT.

Maio 22, 2012 Posted by | cultura, Exposições, jornalismo, Maricá | 1 Comentário