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Hoje, no Cineclube da Casa de Cultura de Maricá tem Chaplin em “Luzes da Cidade” ENTRADA FRANCA

É HOJE, Quarta feira ÀS 19H! ENTRADA FRANCA

Um filme reluzente de um cineasta com luz própria

"LUZES DA CIDADE"

 

Sabe aquele filme que depois de assistido faz você se sentir mais leve? Como se todo o peso das responsabilidades diárias sumisse por um tempo e você se sentisse munido de uma energia extremamente positiva? É exatamente essa a sensação que o filme “Luzes da Cidade” (“City Lights”, no original) proporciona.

O roteiro gira em torno de um vagabundo (Charles Chaplin) que vive nas ruas e que acaba impedindo um homem rico (Harry Myers), completamente bêbado, de se matar. Agradecido por ter salvado a sua vida, o homem o convida para sua casa e os dois se tornam amigos.

O grande problema é que no dia seguinte, já sóbrio, o milionário esquece completamente do que aconteceu na noite anterior e passa a tratar o humilde rapaz de forma bem diferente. Como se não bastasse, o vagabundo ainda se apaixona por uma vendedora de flores cega (Virgínia Cherrill) que acha que ele também é milionário.

Impossível não conhecer Charles Chaplin. O baixinho engraçado é considerado um ícone do cinema mudo e até hoje é muito conhecido pela sua alegria e pela forma como enxergava o mundo. Mas a verdade é que poucos conhecem bem a tão rica filmografia do cineasta. Talvez seu filme mais famoso seja “Tempos Modernos” (“Modern Times”, no original) de 1936, já que é bastante exibido em colégios por criticar de forma humorada o capitalismo e principalmente os maus tratos aos trabalhadores na época da Revolução Industrial.

Mas é em “Luzes da Cidade” que a essência do cineasta pode ser percebida mais claramente. Quando foi lançado, em 1931, os estúdios de Hollywood já tinham interrompido a produção de filmes mudos e, mesmo assim, Chaplin não desistiu de lançar seu trabalho exatamente do jeito que queria. O longa é completamente mudo, não tem nem um diálogo, apenas alguns efeitos sonoros. E o mais incrível é que não sentimos falta, em nenhum momento, de uma fala sequer!

Em todos os filmes de Chaplin,seus personagens são muito bem construídos. Mas neste, especificamente, a beleza do roteiro e as características de cada um dos papéis são realmente admiráveis.

Ele, como sempre, interpreta um homem pobre que, apesar de não saber o que vai comer no dia seguinte, tem um coração que está sempre pronto para ajudar o próximo. Além disso, as cenas cômicas do filme são de uma simplicidade sem tamanho e ainda assim não perdem a graça. Como as cenas da festa na casa do milionário ou a cena em que luta boxe, por exemplo. Impossível não rir.

A mocinha da história, interpretada brilhantemente por Virgínia Cherril, também é muito bem construída. Ela é uma mulher humilde e batalhadora que, apesar de não enxergar, luta para conseguir pagar o aluguel da casa onde mora com a mãe.

Até mesmo o personagem de Harry Myers, o homem rico, é muito bem formulado. Ele aparece como uma crítica a sociedade burguesa com seus grandes gastos com festas e outras futilidades. E o fato do personagem tratar bem Chaplin apenas quando não está sóbrio só reforça essa ideia.

Dentre todos os filmes de Chaplin, “Luzes da Cidade” está, sem dúvida, entre os melhores. Um filme que fala sobre o amor em sua forma mais simples e pura, sobre a bondade e sobre a importância de ser feliz independente de qualquer condição. Além disso, tem um final que pode ser considerado um dos mais românticos de toda a história do cinema.

É difícil falar de Charles Chaplin sem enchê-lo de elogios. Um cineasta que criou um conceito de humor completamente original e verdadeiro. Um humor que nos faz rir sem esforço algum, mas que, infelizmente, não deixou um legado.

O cinema mudo, hoje em dia, definitivamente não é muito apreciado. Estamos acostumados a gostar de filmes com produções milionárias e com efeitos especiais de encher os olhos. Além disso, os filmes de comédia atuais estão cada vez mais forçados e apelativos. Uma pena, pois Chaplin tem a sensibilidade que falta em muito cineasta de hoje. Só ele fez de seu cinema o resultado do seu próprio amor pela vida.

Venha assistir!

A Casa de Cultura de Maricá fica na Praça Orlando de Barros Pimentel, Centro, Maricá – RJ

ENTRADA FRANCA

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Dezembro 26, 2012 Posted by | cinema / produção, cultura, jornalismo, Lazer, Maricá, projeto cultural | Deixe um comentário