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Prefeitura de Maricá oferece nova área no Caxito e índios rejeitam proposta

Texto: Leandra Costa (edição: Marcelo Ambrosio) | Fotos: Fernando Silva

Prefeitura oferece nova área no Caxito e índios rejeitam proposta

A tribo indígena guarani M´Byá rejeitou, nesta quarta-feira (22/05), a oferta da prefeitura Municipal de Maricá de uma área de 687 mil m2 no bairro Caxito para instalar sua aldeia no município. Em abril, outras duas áreas, uma em Bambuí e outra em Ponta Negra, também não foram aceitas pelos índios, que hoje ocupam um terreno privado dentro da área do futuro resort São Bento da Lagoa. Representados pelo cacique Darci Tupã e acompanhados pelo antropólogo e diretor de Proteção Territorial (DPT) da FUNAI (Fundação Nacional do Índio), Miguel Vicente Foti, parte da tribo visitou, com representantes do Executivo, o novo local oferecido pela prefeitura, que embora não seja parte envolvida na questão, está interessada em garantir a cultura e a manutenção das tradições indígenas na cidade.

Representando o prefeito Washington Quaquá, que enxerga como prioridade o respeito pelos costumes indígenas, os secretários municipais de Assuntos Federativos, Fabiano Filho, e de Direitos Humanos, Miguel Moraes, acompanharam os índios em visita ao local. Fabiano Filho destacou que estava otimista com novo espaço oferecido no Caxito. “Cumprimos as exigências feitas por eles, que nos solicitaram um espaço amplo, sem vizinhança e com córrego. Todas essas características existem nessa nova área”, destacou Fabiano. O secretário apresentou o RGI (Registo Geral de Imóvel) do local, comprovando que a área é pública e pertence à prefeitura.

O secretário de Direitos Humanos, Miguel Moraes, destacou que o município não mediu esforços para manter os povos indígenas em Maricá. “Temos o interesse em organizar na cidade a aldeia, dando a ela, inclusive, uma característica cultural e turística, como a instalação do Centro de Tradições Indígenas, mas eles não aceitaram”, afirmou Miguel Moraes. O plano do prefeito Washington Quaquá incluía a criação de uma bolsa-auxílio, a instalação do centro de tradições e até a contratação dos índios para que apresentassem seus rituais aos alunos da rede municipal de ensino nas escolas. “A partir de agora, a negociação terá de ser feita por eles diretamente com os donos do terreno onde eles instalados”, destacou, Miguel Moraes.

O antropólogo Miguel Vicente Foti explicou que os índios consideraram que a área “não era espiritualmente boa” para a aldeia, que engloba 30 famílias (em torno de 65 indivíduos). Assentada em Camboinhas, Niterói, parte da tribo se mudou provisoriamente para a área da Restinga de Maricá onde será implantado o Complexo Turístico da Restinga, um projeto de desenvolvimento voltado para a geração de empregos com sustentabilidade e preservação. Em abril, no processo de negociação, os índios haviam solicitado um espaço em Maricá para o deslocamento da tribo. Na ocasião, foram apresentadas duas outras áreas, uma com 77 mil m2 em Bambuí e outra com 10 mil m2 em Ponta Negra. Uma reunião entre o representante da Funai e a empresa proprietária da área onde os índios estão instalados será marcada.

A tribo indígena guarani M´Byá em visita a área do Caxito

A prefeitura, que embora não seja parte envolvida na questão, está interessada em garantir a manutenção das tradições indígenas na cidade

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Maio 23, 2013 - Posted by | direitos humanos, jornalismo, Maricá | , , ,

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