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Estudante tenta beijar PM em cordão de isolamento de protesto no centro do Rio de Janeiro

Fonte: Do UOL – Hanrrikson de Andrade, no Rio

27/06/201320h29 > Atualizada 27/06/201323h15

  • Zulmair Rocha/UOL
  • A jovem arrancou sorrisos do policial, que ficou visivelmente constrangido A jovem arrancou sorrisos do policial, que ficou visivelmente constrangido

A estudante Patrícia de Almeida Vasconcellos, 22, tentou beijar um dos policiais militares que formaram um ostensivo cordão de isolamento na frente do prédio da Fetranspor (Federação das Empresas de Transporte), alvo do sétimo ato contra a tarifa do transporte coletivo no Rio de Janeiro, nesta quinta-feira (27), no centro da capital fluminense.

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Protestos no Rio de Janeiro200 fotos

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27.jun.2013 – Manifestantes ficam lado a lado com barreira de policiais durante protesto no Rio de Janeiro, nesta quinta-feira. A manifestação teve concentração na CandeláriaTasso Marcelo/Afp Photo

Destemida, a jovem arrancou sorrisos do policial, que ficou visivelmente constrangido. Ao UOL, Patrícia afirmou ter tomado essa atitude para mostrar que os policiais militares fazem parte do "povo explorado".

SABATINA FOLHA/UOL
  • Movimento Passe Livre desconfia que polícia infiltre agentes para incitar violência em protestos

"De alguma forma, temos que trazer a polícia para o nosso lado. Eles também são do povo. Um povo explorado e perseguido", disse ela, que é aluna da Escola de Belas Artes da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro). "A luta também é deles."

A estudante afirmou que estava presente em todas as passeatas anteriores e que chegou ser vítima da "ação violenta" da Polícia Militar na última quinta-feira (20), quando houve confronto na região da Lapa, no centro. Na ocasião, dezenas de jovens ficaram presos nos bares que se estendem pela avenida Mem de Sá.

"Eu vi a polícia perseguindo geral. Eles foram até a Lapa depois que a passeata acabou, jogaram bombas de gás com as pessoas presas dentro dos bares", disse. "É por isso que lutamos também pela questão da desmilitarização."

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Manifestantes contam em cartazes quais são suas reivindicações

17.jun.2013 – Manifestante durante concentração para o 5º protesto contra o aumento da tarifa do transporte coletivo no largo da Batata, em Pinheiros (zona oeste de São Paulo) Leia mais Léo Pinheiro/Futura Press

Protesto
MAPA DOS PROTESTOS
  • Clique no mapa e veja onde aconteceram os principais protestos no Brasi até agora

Mais de 5.000 pessoas protestaramcontra a tarifa do transporte coletivo na capital fluminense e a militarização da polícia, entre outras causas, no centro do Rio nesta quinta. Segundo a Polícia Militar, o número pode ter chegado a 8.000. Os manifesta  foram até o prédio da Fetranspor (Federação das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Rio), na rua da Assembleia, no centro, onde havia um forte esquema de policiamento, e pediram que haja passe livre na cidade. A Fetranspor fica em um prédio quase em frente à Alerj (Assembleia Legislativa do Rio). De lá, a passeata foi até a Cinelândia, onde começou a dispersão.

PASSE LIVRE FOI CRIADO POR MEMBROS DO PT HÁ 13 ANOS

Marco zero das manifestações que tomaram o país, os recentes protestos do Movimento Passe Livre em São Paulo são fruto de uma experiência iniciada há 13 anos.
Começou com trotskistas do PT que, desiludidos com a política partidária e influenciados pelos movimentos antiglobalização, passaram a agir de forma autônoma

Cerca de 500 homens do Batalhão de Choque da Polícia Militar e outros 900 PMs foram deslocados para as ruas do centro. Os policiais "cercaram" a passeata, com um pelotão na frente, puxando o ato, PMs nas laterais da avenida Rio Branco em fila indiana, e um grupo com escudos ao fim da manifestação.

Diferentemente das últimas passeatas no Rio, não houve repressão dos manifestantes em relação aos militantes de partidos políticos, sindicatos e outros movimentos ligados ao governo ou à oposição. Havia bandeiras do PSOL, Sintuff (Sindicato dos Trabalhadores em Educação da Universidade Federal Fluminense), MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra), LBI (Liga Bolchevique Internacionalista), entre outros.

Um pelotão de policiais com escudos e cassetetes se posicionou na calçada da Igreja da Candelária, onde a passeata começou. Os PMs distribuíram panfletos pedindo paz aos manifestantes. Os batalhões do Centro e de São Cristóvão vão dar apoio ao patrulhamento, com ajuda de blindados, helicópteros e motos. Já o Bope (Batalhão de Operações Especiais) ficou apenas de prontidão no quartel.

QUAL DEVE SER O PRINCIPAL TEMA DOS PRÓXIMOS PROTESTOS NO BRASIL?

Na concentração do grupo de manifestantes na Candelária, em meio aos tradicionais ambulantes que vendem cerveja, pipoca e amendoim, apareceram também vendedores de bandeiras do Brasil e máscaras de Guy Fawkes, rosto que foi popularizado pelo filme "V de Vingança", de 2006, mas que representa um soldado inglês envolvido na Conspiração da Pólvora, levante católico do começo do século 17 cujo objetivo era explodir o parlamento da Inglaterra.

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Internautas registram protestos motivados por aumento das tarifas do transporte
26.jun.2013 – O internauta Carlos Sodré fotografou confronto entre a Tropa de Choque e manifestantes em frente à Prefeitura de Belém Carlos Sodré/Vc Manda/UOL

Cerca de 20 índios, alguns retirados da Aldeia Maracanã em março deste ano, estiveram na manifestação para dar apoio e relembrar a própria causa. "A nossa pauta é a de sempre: a volta para a Aldeia Maracanã. Nosso processo de reintegração ainda corre na Justiça e temos esperança de voltar. Viemos fazer uma pressão para que esse caso se resolva", contou o índio Kaiah, da etnia Waiwai.

SÍMBOLO
  • Arte UOL

    Eu também iria às ruas , diz criador de
    máscara sobre manifestações no Brasil

Outra vertente que fez barulho na manifestação de hoje foi o grupo SOS Bombeiros, levantando a sua bandeira pela PEC 300, lei que, se aprovada, criaria um piso nacional salarial para os profissionais de segurança pública. O subtenente Macedo, bombeiro de 47 anos, explicou que o projeto da lei "está engavetado no Congresso há muito tempo, enquanto poderia estar resolvendo a vida de muitos bombeiros e policiais militares do Brasil".

Na avenida Rio Branco, por onde a passeata seguiu até a chegada ao prédio da Fetranspor, todas as agências bancárias utilizam tapumes para evitar depredações. Lojas e estabelecimentos comerciais encerraram o expediente mais cedo. Devido à manifestação, na estação Carioca do Metrô, apenas os acessos avenida Rio Branco e Convento estão abertos. Na Cinelândia apenas o acesso Odeon está liberado.

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Veja cenas de violência policial e depredações em protestos pelo Brasil

13.jun.2013 – Em São Paulo, policial militar atinge cinegrafista com spray de pimenta durante protesto contra o aumento da tarifa do transporte coletivo, em frente ao Theatro Municipal, no centro da capital. Mais de 40 manifestantes foram detidos pela polícia Rodrigo Paiva/Estadão Conteúdo

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Junho 28, 2013 Posted by | direitos humanos, jornalismo, Manifestações, Protestos, política | , | Deixe um comentário

Transporte universitário de Maricá: Assistência Social alerta que há 60 cartões pendentes para entrega

Texto: Marcelo Moreira

A secretaria municipal de Assistência Social informa que 60 beneficiários do programa Bilhete Único Universitário (inscritos em 2012) ainda não retiraram os seus cartões na sede da secretaria. O prazo para a entrega do benefício para essas pessoas vai até o próximo dia 28/06 (sexta-feira) e os estudantes que não se apresentarem perderão, portanto, o direito de utilizar os cartões – que serão bloqueados. Os cartões pendentes de entrega fazem parte da leva de 336 unidades distribuídas em maio deste ano pela secretaria na quadra Poliesportiva Leonel Brizola, no Flamengo.

Mais informações podem ser obtidas pelo telefone 2637-3648.

Junho 28, 2013 Posted by | assistencia social, jornalismo, Maricá, transporte | | Deixe um comentário

Casa da 1ª à 3ª Idade de Maricá, diploma primeira turma em Corte e Costura

Texto: Fernando Uchôa | Fotos: Clarildo Menezes

Primeira-dama Rosângela Zeidan(à direita)prestigia formandos de ‘Corte e Costura’.

A secretaria municipal de Ações para Idosos, através da Casa da 1ª à 3ª Idade de Maricá, formou hoje (27/06), sua primeira turma do Curso Básico de Corte e Costura. Treze alunas receberam o certificado de conclusão do curso num evento que contou com a participação da primeira dama Rosangela Zeidan e da secretária de Ações para Idosos, Lesirée Rejane de Figueiredo, além de alunos, professores e funcionários da Casa.

As alunas desfilaram com vestidos, saias, blusas e bolsas confeccionadas por elas e todas as peças foram muito elogiadas pelo público. A secretária Lezirée agradeceu a presença de todos e adiantou que as aulas de Corte e Costura são mais um caso de sucesso do projeto: “Este é um entre as dezenas de cursos e atividades que a Casa da 1ª à 3ª Idade oferece. Vejo as alunas bastante satisfeitas e esta é a proposta principal do nosso trabalho: o resgate da autoestima”, declarou a secretária, que destacou ainda a oportunidade das alunas exporem seus trabalhos num dos principais pontos turísticos da cidade – O Mercado das Artes. “O nosso box no Mercado está à disposição para a comercialização dos trabalhos”, informou.

Cooperativa

Já a primeira dama Rosangela Zeidan reforçou que o curso é “mais uma alternativa de atividade para a terceira idade, como terapia e geração de renda”. A primeira-dama acrescentou que a idéia de uma cooperativa para esse tipo de atividade em Maricá não está descartada. “Resgatar essa profissão seria importante para a sociedade”, enfatizou.

As alunas Ivanilda Soares Cavalcanti, 56 anos, moradora do Parque Nanci, Carmem Lúcia, 62, moradora da Mumbuca, e Leandra Cardoso, 37, moradora de São José do Imbassaí, foram algumas das alunas que desfilaram com modelos feitos com as técnicas que elas aprenderam no curso. Leandra, que é promotora de vendas, afirmou que pretende aplicar as lições do curso em peças para vender. “Vai ser uma ajuda na renda da minha família”, disse.

Outra aluna que pretende comercializar suas confecções é a aposentada Maria Bernadete, 54 anos, moradora de Inoã. "Vou confeccionar roupas e fazer reparos, coisa que a gente quase não vê mais por aqui. Quero resgatar essa tradição”, afirmou.

Iracema Costa Sá, moradora de Bambuí, declarou que o que mais gostou no curso foi aprender a fazer bolsas. Um dos modelos que criou é curioso e muito prático: em uma face é bolsa e, em outra, toalha de praia. Iracema pretende comercializar o produto no Mercado das Artes e sob encomenda.

Segundo as professoras Elizabeth Baldow e Adelir Costa, costureiras há mais de 30 anos, a profissão precisa ser valorizada. “Aqui nós ensinamos os primeiros passos: o curso dura três meses, com duas aulas por semana. Durante esse tempo, elas aprendem a escolher os tecidos, as linhas, os moldes, o tipo de corte para cada roupa, e a usar a máquina de costura. Nossas turmas para o segundo semestre já foram preenchidas”, disseram.

A Casa da 1ª à 3ª idade fica à Rua Clímaco Pereira, 269, Centro, Maricá. Tel: 3731-0589.

Uma das alunas exibe o certificado de conclusão.

Turma é a primeira do curso oferecido na Casa da 1ª à 3ª Idade.

Capacitação é hobby e também uma oportunidade de emprego para alunas.

Alunas criaram peças, como bolsas, que poderão ser vendidas no Mercado das Artes.

Bolsas que viram toalhas de praia também estão entre as criações.

Secretária de Ações para Idosos, Lezirée Rejane comemora mais um sucesso do projeto.

Junho 28, 2013 Posted by | jornalismo, Maricá, projeto social | , , | Deixe um comentário

Dilma recebe CUT e demais centrais

Fonte: JusBrasil

A CUT e as demais centrais sindicais reuniram-se na manhã de quarta-feira (26) com a presidenta Dilma Rousseff, em Brasília, para discutir as recentes manifestações que tomaram conta das ruas do Brasil nas últimas semanas. A presidenta queria ouvir a opinião e saber quais as sugestões dos representantes dos/as trabalhadores/as sobre o clamor da sociedade.

Durante o encontro, Dilma enfatizou que não aprovará qualquer projeto sem que exista acordo entre trabalhadores, empregadores e governo. Ela garantiu que o diálogo com as centrais sindicais será permanente e que todos os temas da pauta da classe trabalhadora serão negociados, inclusive o fim do fator previdenciário e a redução da jornada para 40 horas semanais. Até agosto, segundo a presidenta, o governo dará uma resposta a todas as reivindicações que foram entregues a ela no Palácio do Planalto depois da Marcha da Classe Trabalhadora, em março.

"No meu governo não vou aceitar nada que prejudique os/as trabalhadores/as. Qualquer projeto que chegue até a mim que não tenha passado por um amplo processo de negociação com os representantes dos trabalhadores, será analisado com muito cuidado".

O presidente da CUT, Vagner Freitas, aproveitou para falar sobre o Projeto de Lei 4330, de autoria do deputado Sandro Mabel (PMDB-GO) que, sob o pretexto de regulamentar a terceirização da mão de obra no país, promove uma verdadeira reforma trabalhista.

"Este projeto, que está tramitando no Congresso Nacional", disse Vagner, "precariza ainda mais as condições de trabalho, traz enormes prejuízos para os trabalhadores e as trabalhadoras", argumentou o dirigente.

"No meu governo, não terá nada que represente prejuízo para os trabalhadores", reforçou a presidenta.

Dilma admitiu que é preciso aprimorar a interlocução com as centrais e disse concordar com as críticas das ruas sobre a qualidade dos serviços públicos. Afirmou, ainda, que a pressão das mobilizações está correta e ajuda na transformação do país.

Vagner ponderou que as melhorias só existirão com mais investimentos na rede pública e pediu a presidenta que acelerasse os investimentos nas áreas da saúde, educação e transporte coletivo.

"O governo tem de se debruçar sobre a saúde, transporte, educação e segurança pública", disse o presidente da CUT. Segundo ele, a presidenta entendeu a urgência de melhorar o atendimento a população e também que a resposta tem de vir do Estado. "Não adianta querer melhorar privatizando. Hoje, os trabalhadores já gastam grande parte dos ganhos salariais em saúde, educação e segurança privados. Isso precisa acabar".

Depois da reunião, o presidente da Força Sindical, Paulo Pereira da Silva, que também é deputado, disse para a imprensa que o encontro tinha sido lamentável, sem encaminhamentos e que Dilma não tinha falado nada, apenas ouvido e ido embora.

Vagner criticou a postura do sindicalista da Força de querer desqualificar o encontro e fazer críticas políticas, provavelmente pensando nas próximas eleições, esclarecendo a imprensa presente sobre os objetivos da reunião e sobre a postura de Dilma que falou, interagiu, fez perguntas, se interessou por tudo que foi discutido. Segundo ele, assim que entrou na sala, ela avisou que precisaria sair para uma outra audiência, mas que seus ministros ficariam na sala.

"Não foi uma rodada de negociação da pauta das centrais, que já tem fórum quadripartite e reunião marcada para o próximo dia 3 de julho, quando discutiremos o PL 4330/3004, da terceirização. Mas, sim, um espaço para que discutíssemos o que está acontecendo e como devemos fazer para que o movimento crie propostas progressistas."

Segundo Vagner, "a intervenção do senhor Paulo Pereira da Silva – durante a coletiva de imprensa – foi absolutamente distorcida. Ele está distorcendo tudo que foi construído aqui, com visão eleitoreira".

O dirigente comentou, ainda, que a CUT irá construir uma campanha nacional pela reforma política e pelo plebiscito e citou a importância de dar ouvido ao povo.

"Qualquer político ou organização que for contra essa consulta é porque está acostumado à velha política e quer tratar esses assuntos longe da população e da classe trabalhadora, exclusivamente nos corredores do Congresso."

Vagner disse à presidenta que, além da reforma política, o país precisa de uma reforma tributária urgentemente. "Está mais do que na hora de aumentar o imposto para os ricos e diminuir o dos pobres", defendeu o dirigente.

Por fim, Vagner destacou que as conquistas do movimento sindical são resultado de mobilizações e da capacidade de organização da classe trabalhadora e não concessão do poder público.

"Os avanços são fruto de manifestações de rua, como a que promoveremos no dia 11 de julho em todo o país. A negociação se constrói na mesa, mas apenas se efetiva com manifestação de massa."

Participaram da reunião, além da presidenta Dilma e do presidente da Cut, a vice-presidente da CUT Carmen Foro, o ministro do Trabalho Manoel Dias e a ministra da Casa Civil Gleisi Hoffmann, e representantes da Força Sindical, CTB, CGTB, UGT, Conlutas e CSB.

Junho 28, 2013 Posted by | jornalismo | , | Deixe um comentário