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Agências bancárias em Maricá são multadas por demora no atendimento

Texto: Rafael Zarôr | Fotos: Fernando Silva

Banco do Brasil disponibilizou banheiro e água aos moradores, mas foi multada novamente pela demora no atendimento

Nova blitz da Prefeitura e Câmara Municipal flagrou irregularidades no Banco do Brasil e Itaú. Caixa Econômica também foi multada por falta de alvará de funcionamento

A Prefeitura de Maricá multou novamente, nesta segunda-feira (25/08), as agências do Banco do Brasil e Itaú por demora no atendimento – ultrapassa o limite de 20 minutos por cliente previsto na Lei Municipal 2.478/2013. Esta foi a terceira fiscalização realizada este mês por equipes da Secretaria de Fazenda, Procon e Comissão de Defesa do Consumidor da Câmara Municipal. O objetivo é adequar as instituições bancárias à legislação do município, que também determina disponibilização de assentos, banheiros e bebedouros com água gelada à população.

No Banco do Brasil, os fiscais multaram a agência em mais 50 Ufimas (Unidade Fiscal de Maricá), equivalente a R$ 5.657,50, pela demora no atendimento, e 20 Ufimas (R$ 2.263) por não ter autorização da Prefeitura para instalação de placas de publicidade externa. No entanto, algumas adequações à lei municipal foram encontradas pelos fiscais nesta segunda blitz – a primeira aconteceu dia 1º de agosto. “O atendimento ainda está fora do padrão, mas eles legalizaram o alvará de funcionamento, instalaram placas de atendimento prioritário e disponibilizaram bebedouro com água gelada aos consumidores. No acesso ao banheiro, substituíram a placa de acesso restrito por outra de uso permitido à população”, declarou Renata Dácio, subsecretária de Atendimento e Empresarial, da Secretaria de Fazenda.

A demora no atendimento no Banco do Brasil também foi criticada pelo empresário italiano Antonino Vaianella, de 55 anos. “O atendimento aqui é muito ruim. O município precisa de uma agência em Itaipuaçu para evitar esse deslocamento até o Centro”, afirmou o empresário.

A agência do Itaú, localizada na Rua Ribeiro de Almeida com Rua Senador Macedo Soares, também foi multada em 50 Ufimas (R$ 5.657,50) pela demora no atendimento e em 20 Ufimas (R$ 2.263) porque não possui alvará de funcionamento. Na Caixa Econômica Federal, da Avenida Roberto Silveira, os fiscais aplicaram multa triplicada no valor de 40 Ufimas (R$ 4.526) porque a agência também não possui a alvará de funcionamento. Outro problema registrado foi à falta de sistema de internet que gerou transtornos a população. “Estou aqui a 1h30 e preciso pagar a prestação de minha casa que vence hoje direto no caixa, já que perdi o meu cartão. Isso é um desrespeito”, reclamou Lilian Fontoura, moradora do Centro.

Denúncias no Procon

O presidente da Comissão de Defesa do Consumidor, vereador Marcelo Vianna, que participou das ações, disse que agendará uma reunião com os gerentes dos bancos, com a participação da Secretaria de Fazenda e Procon, para aumentar o horário de atendimento em Maricá. “Recebemos muitas reclamações da população insatisfeita com o atendimento nos bancos. Uma delas é o horário de fechamento, que encerra às 15h. O Banco Central determina cinco horas de atendimento ao público e está em estudo à criação de uma normativa para estender esse horário até às 16h. Queremos fazer isso em acordo com as agências”, adiantou Vianna, acrescentando que também fazem parte da comissão os vereadores Frank Costa, Aldair de Linda, Felipe Bittencourt e Helter Ferreira.

As denúncias de maus serviços prestados na cidade podem ser registradas nos postos do Procon no Centro e Itaipuaçu. Segundo a coordenadora Bianca Marques Migon, a agência central, que funciona de segunda a sexta-feira, das 9h às 17h, registra 120 atendimentos por mês, entre abertura de reclamações, encaminhamentos ao judiciário e orientações aos consumidores. “Conseguimos resolver 70% dos casos sem a necessidade de acionar o judiciário”, afirmou a coordenadora, lembrando que ainda não existe um levantamento de Itaipuaçu porque o posto começou a funcionar na última semana. “Estamos com uma equipe de plantão todas as terças-feiras, das 9h às 17h, na Central de Atendimento da Prefeitura no terminal rodoviário do distrito”, acrescentou.

Serviço:

Procon Itaipuaçu – Terminal Rodoviário de Integração José Ferreira da Silva: Rua Professor Cardoso de Menezes, s/nº (antiga Rua Um). Terças-feiras, das 9h às 17h. Telefone: 2638-4982;

Procon Centro – Rua Abreu Rangel, 420, sala 111 (prédio da Casa & Vídeo). Segunda a sexta-feira, das 9h às 17h. Telefone: 2634-1342. E-mail – proconmarica@marica.rj.gov.br;

Comissão de Defesa do Consumidor – Avenida Nossa Senhora do Amparo, 57 (Câmara Municipal). Telefone: 2637-2105 ramal 218.

Agência do Itaú também foi multada por demora no atendimento

Caixa foi multada pela terceira vez por não ter alvará de funcioname

Agosto 26, 2014 Posted by | jornalismo, Maricá | Deixe um comentário

Prefeitura de Maricá e Fiperj vistoriam área em Jaconé

Texto: Fernando Uchôa | Fotos: Divulgação

Técnicos da Federação de Pesca do Estado do Rio de Janeiro (Fiperj) e das secretarias municipais de Ambiente e de Pesca, Aquicultura, Agricultura e Pecuária de Maricá vistoriaram na sexta-feira (22/08) o loteamento Jardim Jaconé, onde surgiu água por afloramento do lençol freático. O pedido da visita partiu dos próprios moradores do local que identificam no fenômeno de nove mil metros quadrados uma oportunidade para a criação artificial de camarões ou peixes ornamentais. Os técnicos fizeram medição do espelho d’água, levando amostras para análise.

Segundo o extensionista da Fiperj, Thiago Modesto, será feito um estudo de viabilidade técnica com mapeamento via satélite, em que serão conferidas condições físico-químicas, como a profundidade do afloramento e o tipo de solo, para possível implantação de um projeto de carcinicultura (criação de camarões) ou piscicultura (peixes alimentícios ou ornamentais). O resultado do estudo deverá ficar pronto em 15 dias, aproximadamente.

Para o líder comunitário da região Henrique Alex, de 45 anos, mais conhecido como Aritana, a ideia é gerar e agregar renda para a comunidade, preservando também o patrimônio natural. "A água é doce, vindo de diversos veios. Um deles, inclusive, é aproveitado pela indústria de água mineral aqui da região. Já colocamos algumas espécies de peixes no lago, como tilápias, que se reproduziu bem. Outra espécie é a traíra, da fauna local, que é pescada com certa regularidade. Algumas são de bom tamanho", completou.

O subsecretário de Biodiversidade do município, Evandro Sathler, avaliou a possibilidade de uma parceria com a Fiperj. "De acordo com o resultado de viabilidade técnica, estudaremos uma parceria em que a Prefeitura de Maricá entrará com a área, que já é do município, e o financiamento. A prioridade do projeto é a produção de alimentos, visando inclusive a inclusão do peixe de água doce na merenda escolar. A Fiperj dará em contrapartida o suporte técnico e a comunidade dará a mão de obra. Um mutirão perfeito", concluiu.

Agosto 26, 2014 Posted by | jornalismo, Maricá, meio ambiente | | Deixe um comentário