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Prefeito de Maricá vai determinar a paralisação de obra do emissário do Comperj

Texto: Marcelo Ambrosio e Raquel Andrade

O prefeito de Maricá, Washington Quaquá, determinou nesta quarta-feira (27/08), que a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano suspenda as autorizações de trabalho dadas à Petrobras para a construção do emissário de efluentes do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj) em Itaipuaçu. De acordo com o secretário Alan Novais, a ordem de paralisação das obras é uma resposta do município ao não cumprimento, por parte da empresa, das contrapartidas exigidas pela legislação para reduzir o impacto das obras na região.

Segundo o secretário, a Petrobras havia apresentado ao município uma proposta de contrapartida – em termos urbanísticos – no valor de R$ 20 milhões, com o seguinte desembolso plurianual: R$10 milhões em 2014; R$8 milhões em 2015; e R$ 2 milhões em 2016. A verba seria repassada à cidade, que definiria os locais beneficiados e a forma de sua aplicação – a ideia é direcionar sobretudo para obras de infraestrutura e na aquisição de massa asfáltica para o programa de pavimentação. O prazo para a apresentação final por parte da Petrobras encerrou-se há dez dias e, nesta quarta-feira (27/08), representantes da petrolífera entregaram à secretaria um documento com teor diferente do original. "Na primeira versão, a verba seria aplicada em locais definidos pela cidade, de acordo com as suas prioridades. No documento que me trouxeram hoje", prossegue Alan, "os R$ 20 milhões devem ser aplicados em uma rua de Itaipuaçu. Isso é inconcebível", protesta.

Ainda de acordo com o secretário, os impactos das obras do emissário atingem todo município e a Petrobras tem de entregar a rua da maneira que encontrou ao iniciar a obra, como consta no contrato, indepententemente de qualquer contrapartida. "O povo todo tem que ser contemplado e, por este motivo, a proposta deles não foi aceita pela Prefeitura. O valor não pode ser destinado apenas em obras de calçamento num lugar só", finalizou, lembrando que parte da via já é asfaltada. Nesta quinta-feira (28/08), a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano enviará a intimação à Petrobras, solicitando a paralisação imediata das obras, sem data prevista de retorno.

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Agosto 28, 2014 Posted by | COMPERJ, jornalismo, Maricá | Deixe um comentário

Prefeitura leva Educação a índios em Maricá

Texto: Rafael Zarôr | Fotos: Fernando Silva

Cacique Darci Tupã participará do processo seletivo da Prefeitura para ministrar aulas a 26 índios da aldeia da Restinga

Os índios Tupi-Guarani M’Bya, que vivem na Restinga de Maricá, serão alfabetizados pela Secretaria Municipal de Educação. As aulas, previstas para começarem já no próximo mês, serão realizadas na própria aldeia e beneficiarão, inicialmente, 26 pessoas, entre crianças e adultos. Os últimos detalhes do projeto foram definidos nesta quarta-feira (27/08), entre a Prefeitura e os índios, em visita a aldeia Tekoa Ka’aguy Hovy Porã ("Mata Verde Bonita", em língua indígena).

Segundo a secretária de Educação, Adriana Luiza da Costa, a princípio serão formadas duas turmas – uma de crianças e adolescentes e outra de adultos – com aulas do 1º segmento (Educação Infantil ao 5º ano do Ensino Fundamental). Em uma segunda etapa, serão oferecidas aulas, sob responsabilidade do estado, para alunos do 2º segmento (6º ao 9º ano do Ensino Fundamental). “O cacique Darci Tupã é professor bilíngue (Português e Guarani) e participará do processo seletivo da Prefeitura para dar aulas na aldeia, já que a cultura indígena não permite um educador de outra etnia. Vamos garantir o ensino aos índios”, declarou a secretária, que estava acompanhada da subsecretária Mariane da Fonseca.

O cacique Darci Tupã comemorou a abertura da escola na aldeia. “Estamos muito felizes por este apoio e acolhimento que recebemos da Prefeitura. Todos estão ansiosos para aprender a ler e escrever o próprio nome”, destacou o cacique. Os índios, originais de Parati, na Costa Verde do Estado do Rio, estão na região da restinga de Maricá desde abril de 2013. Antes ocuparam por sete anos um espaço na Praia de Camboinhas, na Região Oceânica de Niterói.

A reunião também contou com a participação de Célia Virmond e Penha Nunes, da Coordenação de Diversidade e Inclusão Educacional do estado, especializada em Educação Indígena.

Tribo de Itaipuaçu

O projeto de alfabetização da secretaria também será estendido para os índios Tupi-Guarani, instalados recentemente em uma aldeia no distrito de Itaipuaçu, na localidade de São Bento da Lagoa. A turma será formada por nove crianças e as aulas acontecerão na aldeia a partir de setembro. O índio Vanderlei da Silva também é professor bilíngue (Português e Guarani) e participará do processo seletivo da secretaria.

Aldeia turística

Além de garantir o ensino ao povo indígena, a Prefeitura planeja ainda construir uma aldeia turística com a construção de ocas hotéis e um teatro arena para apresentações da cultura indígena. No local, localizado numa área de 93 hectares, entre São José do Imbassaí e Itaipuaçu, os índios construirão a estrutura rústica (feita com argila, bambu e palha) e a Prefeitura destinará recursos para manutenção do espaço. Ao todo, 65 índios, sendo três crianças nascidas em Maricá, moram na aldeia. Pelo projeto inicial, os visitantes conhecerão a cultura indígena, por meio das danças, artesanato e comidas típicas, e poderão se hospedar na própria aldeia.

Secretária Adriana Luiza participou da reunião com índios e equipe do estado

Índios comemoraram o início das aulas na aldeia

Agosto 28, 2014 Posted by | Educação, Maricá | | Deixe um comentário