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Pedra do Silvado é atração de domingo do Circuito Ecológico

Texto: Rafael Zarôr | Fotos: Clarildo Menezes

Passeio é gratuito e limitado até 25 pessoas. Participantes terão uma visão panorâmica do litoral da cidade

Para quem gosta de aventuras, com trilhas e escalaminhadas, o Circuito Ecológico de Maricá deste domingo (12/04) é uma boa dica para moradores e visitantes. Com seis horas de duração e muitos trechos de subida íngrime, a trilha da Pedra do Silvado é a atração do projeto da Secretaria Municipal Adjunta de Turismo e Lazer. O passeio é gratuito e as vagas são limitadas (até 25 pessoas).

As inscrições são feitas somente da secretaria (Praça Conselheiro Macedo Soares) até sexta-feira (10/04). Os interessados preenchem um formulário com documento de identificação, endereço e um termo de responsabilidade de que estão aptos a praticar a atividade física. A trilha é considerada pesada e não é recomendada para pessoas que têm medo de altura, já que é o segundo ponto mais alto do município, com 640 metros de altitude. No ponto mais alto, os participantes terão uma visão panorâmica do litoral da cidade e das montanhas que dividem Maricá com os municípios de Itaboraí e Tanguá.

O ponto de encontro será às 7h30, na Rodoviária do Povo de Maricá, no Centro. A orientação é que os participantes usem roupas leves (preferencialmente calça comprida), calçado apropriado e chapéu, além de levar água (2 litros, no mínimo), lanche, protetor solar e repelente. O circuito não é recomendado para quem possui problemas cardíacos. Mais informações pelo telefone 3731-5094.

O projeto é realizado desde setembro de 2013 em trilhas ecológicas da cidade, com visitas guiadas por equipes da Prefeitura. Já foram promovidas caminhadas em Itaipuaçu (Pedra do Elefante, "Caminho de Darwin" e Pedra de Itaocaia); Pedra do Silvado; Cachoeira do Espraiado; Retiro (Serra do Camburi); travessia Silvado-Espraiado; Vilarejo Tomascar, entre Maricá e Rio Bonito; Mirante do Caju, na região central; Praia da Sacristia, entre Ponta Negra e Jaconé; Grutas do Spar (Inoã), travessia Silvado-Espraiado, entre outros pontos turísticos.

Abril 9, 2015 Posted by | Circuito Ecológico, Ecologia, eventos esportivos, jornalismo, Lazer, Maricá, turismo | | Deixe um comentário

Maricá é referência em evento internacional em Brasília

Texto: Socorro Ramalho | Fotos: Socorro Ramalho

Presidente da EPT, Luiz Carlos chamou a atenção dos gestores ao expor modelo de tarifa zero no transporte público implantado pela Prefeitura

Modelo de tarifa zero foi destaque na apresentação do secretário municipal adjunto de Transportes

Ao lado de experiências bem sucedidas em cidades como Seul (Coreia do Sul), Amsterdan (Alemanha) e  Lyon (França), a cidade de Maricá foi destaque em Brasília, durante o III Encontro de Municípios com Desenvolvimento Sustentável (EMDS)​, que está sendo realizado em Brasília até quinta-feira (09/04). Com a exposição sobre o modelo adotado pela Prefeitura para implantar a tarifa zero no transporte público municipal, o presidente da Empresa Pública de Transportes (EPT),  Luiz Carlos dos Santos, chamou a atenção da plateia de gestores presentes à 1ª Conferência Internacional Cidades Sustentáveis, realizada na tarde de terça-feira (07/04).

O presidente da EPT relatou as soluções encontradas para transformar Maricá na primeira e única cidade brasileira a ter transporte público totalmente gratuito, custeado pela Prefeitura. "Criamos uma autarquia de transporte para atender esse projeto e hoje transportamos uma média de 250 mil passageiros por mês com uma frota de 13 ônibus", revelou.

Segundo Luiz Carlos, o novo sistema mudou a rotina da cidade e gerou economia para o município e para o cidadão. "Não é custo o que se tem hoje em Maricá com a tarifa zero. Temos investimento", frisou. "Tínhamos um serviço que era ruim e não atendia à população, carente de um transporte que operasse 24 horas. Hoje a realidade é outra e conseguimos oferecer esse serviço", informou.

Ele esclareceu ainda que há um investimento de R$ 440 mil mensais, mas garantiu que o retorno compensa. "Além do ganho financeiro temos o ganho social. As pessoas saem mais de casa, conhecem o lugar onde moram. Houve até aumento na demanda de empregos, visto que os empregadores não têm gastos com passagens", destacou.

Entre os desafios enfrentados para implantar a tarifa zero, o presidente da EPT destacou a dificuldade para criar uma autarquia que atendesse às exigências legais para o funcionamento desse serviço, porque o sindicato das empresas impôs condições que a Prefeitura não conseguia atender do ponto de vista legal. "Até hoje enfrentamos dificuldades, ameaças de processos", revelou Luiz Carlos, mas reconhece que o retorno dessa iniciativa pioneira é maior.

O transporte público de Maricá é custeado com uma parcela da verba dos royalties do petróleo, segundo lei federal, e também não exclui a operação de empresas privadas. Hoje há duas linhas operando na cidade. Durante o seminário também foram apresentadas experiências exitosas da Prefeitura de Rio Branco (Acre) para organizar o trânsito da cidade.

Abril 9, 2015 Posted by | jornalismo, Maricá, transporte | Deixe um comentário

Cidade de Maricá vai participar do Projeto Orla do governo federal

Texto: Leandra Costa (edição: Gisele Paiva) | Fotos: Fernando Silva

Cidade de Maricá vai participar do Projeto Orla do governo federal

O prefeito de Maricá, Washington Quaquá, ratificou na quarta-feira (01/04) o interesse em participar do Projeto de Gestão Integrada da Orla Marítima (Projeto Orla), que busca o ordenamento dos espaços litorâneos sob domínio da União, aproximando as políticas ambiental e patrimonial, com ampla articulação entre as três esferas de governo e a sociedade.

O assunto foi tema do encontro, no Paço Municipal, entre o chefe do executivo, o vice-prefeito, Marcos Ribeiro; o superintendente da Secretaria do Patrimônio da União, Eduardo Moraes; o chefe de Gerenciamento Costeiro do Instituto Estadual de Ambiente (INEA), Ricardo Augusto Voivodic; e diversos secretários municipais.

Desenvolvida pela Secretaria do Patrimônio da União no Estado do Rio de Janeiro, vinculada ao Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão, a iniciativa tem como objetivo principal preservar a função socioambiental da orla e o livre acesso à praia. Para o prefeito, o projeto vai ao encontro da segunda fase de seu governo pautada em ações de estímulo ao turismo.

“A orla é o cordão de pérola da nossa cidade que, por muitos anos, ficou esquecida. Nessa nova etapa do governo, estamos investindo em estratégias que alavancam o potencial turístico do município, como o teleférico e os recifes artificias. Esse projeto vai permitir planejar as ações futuras de forma integrada e sustentável”, afirmou. O prefeito ainda destacou a proposta municipal de urbanizar 15 km da orla até 2016, cujos principais pontos são Itaipuaçu, Barra de Maricá, Ponta Negra, Jaconé. 

O superintendente da Secretaria do Patrimônio da União (SPU), Eduardo Moraes, explicou o funcionamento do Projeto Orla. “A iniciativa surge como uma ação inovadora no âmbito do governo federal, conduzida pelo Ministério do Meio Ambiente e pela Secretaria do Patrimônio da União do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão, buscando implementar uma política nacional que harmonize e articule as práticas patrimoniais e ambientais com o planejamento de uso e ocupação desse espaço que constitui a sustentação natural e econômica da Zona Costeira. Funciona de forma semelhante a um plano diretor que estabelece diretrizes que devem ser seguidas em conjunto pela União, Estado e município”.

Ainda de acordo com o superintendente, o projeto permite planejar ações para captação de recursos junto a órgãos governamentais e instituições financeiras. “O projeto abre as portas para viabilizar propostas de financiamento para urbanização, pavimentação e embelezamento da orla da cidade com foco no desenvolvimento sustentável do espaço marítimo e a possibilidade de receber a cessão da orla, por parte da SPU”, declarou o superintendente. 

Segundo ele, em maio, Campos dos Goitacazes será a primeira cidade no Estado do Rio de Janeiro a ter o projeto implantado completamente. A previsão para conclusão do projeto em Maricá é de seis a nove meses.

O chefe de Gerenciamento Costeiro do INEA, Ricardo Augusto Voivodic, ressaltou a importância do projeto que está em conformidade com as normas legais do artigo 32, do decreto 5.300/2004, que estabelece que é de competência do poder municipal elaborar e executar o Plano de Intervenção da Orla Marítima.

“A adesão do município ao projeto é estratégica porque ele se faz, impreterivelmente, de modo participativo com representantes da sociedade, instituições e órgãos interessados, estabelecendo os preceitos da sustentabilidade do espaço marinho”, destacou Ricardo que trabalha com o projeto desde 2002.

A coordenadora do Projeto Orla no Estado do Rio de Janeiro, Maria Rosa Esteves, apresentou a fundamentação legal da iniciativa, como a  Lei nº 7.661/88 (que institui o Plano Nacional de Gerenciamento Costeiro), Lei nº 9.636/98 (que dispõe sobre a regularização, administração, aforamento e alienação de bens imóveis de domínio da União), Decreto-Lei nº 2.398/87 (que institui foros, laudêmios e taxas), Lei nº 9.605/98 (Lei de Crimes Ambientais), Lei nº 10.257/20501 (Estatuto das Cidades) e o Decreto nº 5.300/04 (que regulamenta a Lei nº 7.661/88 e dispõe sobre regras de uso e ocupação da zona costeira e estabelece critérios de gestão da orla marítima).

Segundo a coordenadora, o projeto fortalece a capacidade de atuação e articulação de diferentes atores do setor público e privado na gestão integrada da orla e estimula a prática de atividades socioeconômicas compatíveis com o desenvolvimento sustentável.​

Projeto busca busca o ordenamento dos espaços litorâneos sob domínio da União

A iniciativa tem como objetivo principal preservar a função socioambiental da orla e o livre acesso à praia

Abril 9, 2015 Posted by | Arquitetura e Urbanismo, Maricá, Urbanização | , , | Deixe um comentário