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Complexo turístico sustentável vai criar reserva natural em Maricá

Cidade ganhará a segunda maior RPPN de restinga do Estado do Rio. Aberta ao público, a unidade de conservação privada vai estimular a ampliação das pesquisas científicas na região

Restinga de Maricá, foto Rosely Pellegrino

A natureza é um bem público, mas precisa de cuidados tão atentos e específicos que o capital privado tem contribuído e muito para sua manutenção. É como funciona a Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN), um modelo de unidade de conservação instituído por lei federal em 2000 que protege a natureza em uma região que recebe investimentos da iniciativa privada.

É o caso da IDB Brasil, empresa espanhola responsável pela , um complexo turístico, residencial, comercial e esportivo que será desenvolvido em Maricá com uma proposta sustentável. A empresa vai criar reserva particular do empreendimento numa uma área com 437 hectares, o equivalente a 52% da área total da Fazenda, e será aberta à visitação. A RPPN terá proteção idêntica à de um parque nacional – ou seja, ganhará proteção integral, garantindo sua preservação de forma perpétua.

“Queremos colaborar com a administração pública para criar um meio ambiente mais equilibrado para toda a cidade. Os recursos são privados, mas a área estará aberta à população. Não é Maricá que vai se adaptar à Fazenda São Bento da Lagoa, é o complexo turístico que se adaptará à região”, esclarece David Galipienzo, diretor da IDB Brasil, empresa responsável pelo empreendimento.

A RPPN da Fazenda São Bento da Lagoa vai ser a segunda maior de restinga do Estado do Rio. Perde apenas para a Fazenda Caruara, em São João da Barra, que é a maior Reserva Particular de restinga do Brasil e a maior RPPN do Rio de Janeiro. Iniciativa do Porto do Açu, a Caruara construiu no local o maior viveiro de espécies desse tipo de vegetação da América Latina.

Só no Estado do Rio de Janeiro, são 76 RPPNs, entre as reconhecidas pelo Instituto Estadual do Ambiente (Inea). Há, ainda, reservas particulares registradas pelo governo federal, através do Instituto Chico Mendes, e por municípios com órgãos ambientais estruturados.

A Fazenda São Bento da Lagoa

Maricá não vai ficar atrás de São João da Barra. A IDB Brasil vai preservar 81% de toda a área da Fazenda São Bento da Lagoa, que terá ocupação predial efetiva de apenas 6,4% – o percentual restante é de intervenções como jardins, vias e parques. A área ganhará ainda um Centro de Pesquisas para dar suporte aos estudos científicos de fauna e flora, ampliar o conhecimento, e fomentar educação ambiental na cidade através do o uso público da RPPN, o que inclui visitação de escolas e universidades.

Como funciona

Uma dos pré-requisitos da RPPN é que a empresa recupere e faça a gestão de uma região protegida. Para realizar suas atividades no local, o empreendedor deve reduzir os impactos da intervenção e devolver ao meio ambiente uma área mais bem cuidada do que encontrou. A iniciativa é autorizada pelo Governo Federal na chamada Lei do SNUC, a Lei do Sistema Nacional de Unidades de Conservação, de 2000. 

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Março 11, 2016 - Posted by | jornalismo, Maricá | , , ,

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