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Atos em defesa da democracia mobilizam milhares de pessoas em todo o país

Largo da Carioca, centro do Rio, tomado por pessoas de todas as tribos, partidos e classes sociais. Nosso mandato marcou presenca pra dizer (foto mídia Ninja) No Rio de Janeiro, aproximadamente 50 mil manifestantes ocuparam o Largo da Carioca, na capital fluminense. O cantor Chico Buarque foi um dos artistas que participou do ato pela democracia no Rio. Junto aos milhares de manifestantes, ele cantou a música "Admirável Gado Novo".

Chico Buarque no Largo da Carioca contra o golpe 

Chico Buarque no ato contra o golpe do Largo da Carioca O cantor e compositor Chico Buarque participou do Ato pela Democracia, no Largo da Carioca, no centro do Rio, e repetiu para a multidão que “não vai ter golpe”. Chico chegou ao palco por volta das 19h30 desta quinta-feira (31), sendo ovacionado por gritos de “Chico, guerreiro do povo brasileiro”.

“Eu vim aqui dar um abraço nas pessoas das mais variadas tribos, das mais variadas convicções políticas. Gente que votou no PT, gente que não gosta do PT, gente que foi do PT, que se desiludiu com o partido, gente que votou na Dilma, mas sobretudo, gente que não pode por em dúvida a integridade da presidente Dilma Rousseff.”

Chico continuou sua fala dizendo que estavam todos unidos na defesa intransigente da democracia. “Eu vejo gente aqui na praça, da minha geração, que viveu o 31 de março de 1964. Mas vejo sobretudo a imensa juventude que não era então nem nascida, mas que conhece a história do Brasil.”

Por fim, o cantor e compositor agradeceu a todos e repetiu que não haverá golpe: “Eu quero aqui agradecer a vocês que me animam a acreditar que não, de novo não, não vai ter golpe”. Em seguida, Chico deixou o palco e o ato, sendo muito festejado pelos presentes.

Quaquá fala no ato contra o golpe no Largo da Carioca 31.03.2016 Presidente do PT RJ, Washington Quaquá e a Deputada Estadual Rosangela Zeidan também participaram do Ato pela Democracia, no Largo da Carioca

Discurso de Quaquá no ato contra o golpe Largo da Carioca Presidente do PT do Rio de Janeiro Washington Quaquá,  “Hoje lavamos a nossa alma de democracia e resistência popular no Largo da Carioca, Rio de Janeiro. Com uma certeza de que NÃO VAI TER GOLPE!

Fora Cunha e Temer! Vocês não vão roubar a faixa presidencial.

Agora é o povo nas ruas construindo uma nova esquerda popular, mais criativa, militante, rebelde!”

Quaquá e Zeidan no palco do ato do Largo do Machado contra o golpe 31.03.2016 Deputada Estadual (PT) Rosangela Zeidan comentou em sua página pessoal: Largo da Carioca, Centro do Rio, tomado por pessoas de todas as tribos, partidos e classes sociais. Nosso mandato marcou presença pra dizer‪#‎NaoVaiTerGolpe‬ 

Quaquá no Largo da Carioca contra o golpeAto no Largo da Carioca 2Ato no Largo da Carioca 3Ato no Largo da Carioca foto Paulo PolonioLindberg, Zeidan, Wadih no ato contra o golpe Largo da CariocaLurian no ato do Largo da Carioca

A mobilização foi convocada pelas Frente Brasil Popular e Frente Povo Sem Medo; em São Paulo, ato na Praça da Sé reuniu 60 mil manifestantes

Milhares de pessoas participaram da Jornada Nacional em Defesa da Democracia nesta quinta-feira (31) em diversas cidades brasileiras. Os atos foram organizados pela Frente Brasil Popular e pela Frente Povo Sem Medo, com o objetivo de defender a democracia contra o golpe e de lutar por uma outra política econômica.

A manifestação fez parte de um conjunto de ações unitárias convocadas pela Frente Brasil Popular epela Frente Povo Sem Medo em todo o país. Foto: José Eduardo Bernardes / Brasil de Fato.

Além dos atos nacionais, brasileiros que moram em outras partes do mundo também se manifestam contra a tentativa de golpe em curso no Brasil. Foram registrados atos em Bogotá (Colômbia), Paris (França), Munique (Alemanha), Copenhagen (Dinamarca), Coimbra (Portugal) e Barcelona (Espanha).

São Paulo

O ato desta quinta-feira (31) reuniu cerca de 60 mil pessoas na Praça da Sé, no Centro da cidade. Bandeiras foram hasteadas na praça, local simbólico por ter sido palco das lutas do movimento Diretas Já, que exigiu eleições presidenciais no Brasil entre 1983 e 1984. Entre as baterias que entoavam palavras de ordem contra o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ) e o juiz Sergio Moro, os manifestantes denunciaram a tentativa de golpe em curso no país, com o pedido de impeachment da presidenta Dilma Rousseff.

Com os últimos desdobramentos da política, como a saída do PMDB da base do Governo, a confiança de muitos ali reunidos era de uma guinada do Governo à esquerda. Esse era o sentimento do casal Arlete, 65, dona de casa; e Paulo Brota, 71, bancário aposentado. "Ela [Dilma] não conseguia mais governar, acho que agora vai melhorar", disse Brota.

Eles lembraram do regime militar que há exatos 52 anos – no dia 31 de março de 1964 – se iniciava. "Em 1964, eu era bancário em Minas Gerais e posso dizer que o clima era bem parecido, este sentimento anticomunista, por exemplo", disse. No entanto, ele diferencia os dois momentos por causa das grandes mobilizações de rua que acontecem atualmente contra o impeachment. "Isso eu já não vi na época. Com certeza, 2016 não é igual", argumentou. "Se realmente haver um golpe, também haverá muita resistência", completa Arlete.

A atriz do Grupo 59 de Teatro, Nilceia Maria Vicente, 37, afirma que saiu de casa contra uma articulação que, na sua visão, privará muitos direitos sociais futuramente. Ela, que declarou voto em Dilma no segundo turno das últimas eleições, afirmou que não está satisfeita com a presidente, mas que a questão "extrapolou os limites de ser partidária". "A gente entende que, ela permanecendo, os nossos direitos vão estar garantidos”, declarou.

Passada essa turbulência, diz Nilceia, a presidenta deveria liderar um processo de reforma política no país. “A gente está aqui brigando por ela e ela precisa estar lá brigando por nós também”, disse.

Confira como foi a cobertura em tempo real em diversas cidades do país e do mundo.

Cerca de 200 mil pessoas participaram do ato em Brasília (DF).

Foto: Rafael Tatemoto / Brasil de Fato.

Juventude

Assim como na última manifestação, a participação de jovens foi visível. Os amigos Pedro, 14; Lucas, 15 e André, 15, compareceram sozinhos de bairros nobres da Zona Oeste. "Minha mãe acha muito errado. Ela xinga o [ex-presidente Luiz Inácio] Lula pela TV (…), mas [diz que] ele ajudou muita gente", contou Pedro. "Somos contra a Rede Globo, que manipula e é totalmente partidária", pontuou André. "A gente é a favor da diminuição das desigualdades, mas muita gente é contra", afirmou Lucas.

Já a estudante de pedagogia Barbara, 22, disse que a vontade de sair às ruas em defesa da democracia vem de família. "Meus avós lutaram contra a ditadura e minha mãe soube que estava grávida de mim logo após uma manifestação contra a privatização do Banespa, onde ela levou borrachada da polícia", contou.

Ela afirmou que, por mais que ainda não concorde com muitas medidas tomadas pelo Governo, estava ali por defesa de um projeto político que, segundo ela, retrocederia muito em caso de destituição da presidente. Além disso, Barbara disse ter ficado assustada com o avanço de discursos de ódio contra o Partido dos Trabalhadores (PT), inclusive propagado por seus alunos de apenas sete anos. "Tenho amigo que apanhou por estar vestindo vermelho, alguns professores que deixaram de falar comigo por eu não ter vestido vermelho, a situação tá muito complicada", disse.

Já quase no final do ato, o Grupo Angola Sim Senhô fez uma roda de capoeira contra o golpe. "O mestre apresentou suas convicções políticas e quem concordava veio se expressar contra o golpe", explica Livia, integrante do grupo. Cerca de 20 capoeiristas compareceram e cantaram em tom de ironia: "não, não, não, não vai ter golpe…. Só de capoeira!".

Pelo país

Mais de 700 mil pessoas em mais de de 100 municípios, em 26 estados e no Distrito Federal, também participaram da Jornada Nacional em Defesa da Democracia nesta quinta-feira (31).

 Manifestantes também saíram às ruas de Washington, D.C., para protestar contra o golpe e defender a democracia brasileira. Foto: Reprodução.

A maior manifestação aconteceu em Brasília (DF), com 200 mil participantes. O ato se concentrou em frente ao estádio Mané Garrincha e seguiu até o Congresso Nacional. Mais de 750 ônibus de todos os estados brasileiros foram à capital federal.Além dos atos nacionais, brasileiros que moram em outras partes do mundo também se manifestam contra a tentativa de golpe em curso no Brasil. Já foram registrados atos em Bogotá (Colômbia), Paris (França), Munique (Alemanha), Copenhagen (Dinamarca), Coimbra (Portugal) e Barcelona (Espanha).

Confira as ações por estado:

AL

Cinco mil pessoas estiveram no ato em Maceió, onde foi preparado um grande cortejo artístico e cultural para defender a democracia, contando com a diversidade popular da região. Movimentos populares do campo e da cidade, partidos, artistas e intelectuais cantam a uma só voz a defesa do estado democrático de direito.

BA

A marcha pelo centro de Salvador começou na Piedade e seguiu até o Campo da Pólvora com a participação de mais de 30 mil pessoas.

Cidades do interior também se organizaram. Araci, de 50 mil habitantes, reuniu cerca de 500 pessoas e, em Feira de Santana, no recôncavo baiano, mais de 3 mil trabalhadores se concentraram na Praça do Nordestino saíram em marcha pelo centro da cidade na parte da tarde.

CE

Em Fortaleza, cerca de 50 mil pessoas participaram do ato, que começou na Praça da Bandeira e seguiu até o Dragão do Mar.

GO

Em Goiânia, cerca de 2 mil pessoas participaram do ato, que se concentrou na Praça Cívica.

MA

Na capital, São Luís, a organização divulgou que mil pessoas participaram do ato. Já no município de Imperatriz, a estimativa é de que 500 pessoas manifestaram seu apoio à democracia na Praça de Fátima.

MG

Em Belo Horizonte, o ato reuniu cerca de 40 mil na Praça da Estação. A população de outras cidades, como Juiz de Fora, Montes Claros, Poços de Caldas, São Lourenço e Varginha também participaram da manifestação.

MT

Em Cuiabá, o palco das manifestações contra o golpe foi a a Praça Alencastro, ocupada por cerca de 400 pessoas contra o processo de impeachment.

PA

A concentração do ato em Belém começou às 16h na Praça da Leitura e, até o final da noite, reuniu aproximadamente 30 mil pessoas.

PE

O Ato pela Democracia reuniu 40 mil em Recife durante a tarde desta quinta. No agreste pernambucano, movimentos populares, sindicatos e militantes sociais também realizaram uma mobilização contra o golpe.

Na cidade de Garanhuns, por exemplo, trabalhadores do MST e da Federação dos Trabalhadores na Agricultura de Pernambuco (Fetape) e integrantes da Frente Brasil Popular marcharam nesta manhã pelas ruas da cidade, no agreste pernambucano. As cidade de Floresta e Ouricuri também foram palco de mobilizações na manhã desta quinta.

PB

Pela tarde, um ato aconteceu em João Pessoa e reuniu cerca de 10 mil. Em Campina Grande, cerca 15 mil pessoas participaram no centro da cidade.

Na cidade paraibana de Cajazeiras, o ato convocado pela Frente Brasil Popular levou cerca de 1,2 mil pessoas às ruas contra o golpe na manhã de hoje. Participam da mobilização representantes de 12 municípios do alto sertão paraibano.

PI

Em Teresina, o ato começou com um "bandeiraço" no cruzamento da avenida Frei Serafim com a avenida Coelho de Rezende.  Em seguida, houve uma vigília na escadaria da igreja São Benedito, com a participação de 1000 pessoas.

PR

No Paraná, os maiores atos foram em Curitiba e Cascavel, com cinco mil manifestantes cada. Outras cidades também registraram manifestações contra o golpe: Londrina, com mais de mil pessoas nas ruas, e  Quedas do Iguaçu, pelo menos 2 mil pessoas se posicionando contra o impeachment da presidenta da República.

Pela manhã na capital paranaense, a fachada do Instituto GRPCOM, pertencente à RPC (afiliada da Rede Globo no Paraná), amanheceu pichada com referências aos 52 anos do golpe militar, que se completa nesta quarta.

RN

Na capital, a organização estima que pelo 20 mil pessoas participaram do ato, que se concentrou na frente do Instituto Federal do Rio Grande do Norte (IFRN). Em Mossoró, 3,5 mil trabalhadores participam de manifestação pela democracia.

RO

Pelo menos mil pessoas se reuniram em frente à praça Matriz em Ji-Paraná para se manifestar pela democracia no final da tarde desta quinta. Na capital Porto Velho, a estimativa da organização foi de 100 pessoas.

RR

Os atos se concentraram na Praça do Centro Cívico, na capital Boa Vista. A organização contabilizou 700 participantes.

RS

Somente em Porto Alegre, cerca de 70 mil pessoas protestaram desde a "esquina democrática" até o  Largo Zumbi dos Palmares, no bairro da Cidade Baixa. No interior, cerca de 30 mil pessoas se mobilizaram em 20 municípios, totalizando mais de 100 mil participantes em todo o estado.

SC

A maior marcha do Estado foi na capital Florianópolis, com cerca de 3000 participantes. Eles saíram do Terminal de ônibus do centro e circularam pela cidade.

SP

Além da capital paulista, o ato também aconteceu no interior do Estado, como Campinas, Pindamonhagaba, Ribeirão Pires e São Carlos.

SE

Em Aracaju, a manifestação teve dois momentos. Às 15h, a atividade começou na Praça General Valadão, com um ato político para a concentração da marcha até a Orla do bairro industrial. No destino da caminhada, por volta das 19h, começaram intervenções artísticas sob o nome "Artistas pela Democracia".

TO

Em Palmas, 600 pessoas participaram das manifestações pela democracia.

Fonte Brasil De Fato *Colaborou Gisele Brito

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Abril 1, 2016 - Posted by | jornalismo, política | , , , , , , ,

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