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Fundo Artificial de Maricá vai sair do papel

Onda arrebentando sobre o modelo reduzido do ARAM construído no Instituto Nacional de Pesquisas Hidroviárias (INPH). Vista da praia. Foto: divulgação.

Prefeitura já abriu uma licitação para construção e instalação do fundo artificial em Barra de Maricá
O Brasil está muito perto de ter o primeiro fundo artificial que vai gerar ondas de altíssima qualidade para o surf. A Prefeitura de Maricá comprou um projeto de arrecife artificial móvel e ele será instalado em Barra de Maricá, com o objetivo de atenuar a força das ondas na beira da praia e formar uma arrebentação de alto nível para surf, com as ondas abrindo para os dois lados de forma tubular.
A Prefeitura de Maricá já abriu a licitação e o edital já foi publicado no Diário Oficial.
Esse é um projeto de mais de 10 anos de pesquisa na área de Engenharia Costeira e Oceanográfica da COPPE/UFRJ desenvolvido pela empresa GERAONDAS (de Maurício Carvalho de Andrade) em parceria com o engenheiro costeiro Luiz Guilherme M. de Aguiar, que também é Presidente do Arpoador Surf Club e forecaster do Surfline no Brasil.

Onda quebrando sem formação em Barra de Maricá, no local de instalação do arreci Onda quebrando sem formação em Barra de Maricá, no local de instalação do arrecife artificial móvel. Foto: divulgação.

Ao longo destes anos, foram feitos intensivos estudos em modelos numéricos (de ondas e hidrodinâmicos) e físicos para alcançar a forma e posicionamento ideais a fim de atender aos objetivos propostos. Também foram feitos estudos navais e geotécnicos para que a estrutura resista aos esforços solicitados pelo meio. Agora, a Prefeitura abriu uma licitação para construção e instalação deste projeto em 2017.
A cidade da Região dos Lagos tem um extenso litoral exposto às grandes ondulações de sul, que arrebentam de forma muito violenta próximo da praia. A estrutura projetada para Barra de Maricá terá 86 metros de comprimento por 64 metros de largura.

Ilustração do arrecife artificial móvel em Barra de Maricá, com as medidas das p

Ilustração do arrecife artificial móvel em Barra de Maricá, com as medidas das profundidades de instalação da estrutura e no seu topo em metros.

A tecnologia construtiva será totalmente diferente daquela utilizada na maioria dos projetos de fundos artificiais que deram errado no mundo, casos de Narrowneck (Gold Coast, Austrália) e Boscombe (Inglaterra) da empresa neozelandesa ASR.
Essa é uma tecnologia inovadora e 100% nacional, na qual a estrutura é constituída de tanques de flutuação que lhe permite ser facilmente removida e transportada para outros locais, inclusive podendo ser instalada em praias similares para realização de eventos.

Maurício Carvalho de Andrade (GERAONDAS) e Luiz Guilherme M. de Aguiar. Maurício Carvalho de Andrade (GERAONDAS) e Luiz Guilherme M. de Aguiar. Foto: divulgação.

Ricosurf / Por Carlos Matias

Onda quebrando sobre o modelo reduzido do ARAM construído no Instituto Nacional Onda quebrando sobre o modelo reduzido do ARAM construído no Instituto Nacional de Pesquisas Hidroviárias (INPH). Vista lateral (do canal). Foto: divulgação.

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Maio 17, 2016 - Posted by | jornalismo, Maricá | ,

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