Noticiário RJ on line

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Pressão da Prefeitura faz Cedae levar água ao MCMV de Inoã

Texto: Marcelo Ambrosio

A Prefeitura de Maricá informa que o fornecimento de água para o Condomínio Carlos Alberto Soares de Freitas, em Inoã, começou a ser feito pela Cedae na manhã desta quinta-feira (29/10). A concessionária havia informado publicamente que o abastecimento no residencial do programa federal Minha Casa Minha Vida só seria feito com o término de obras na rede, previsto para março do ano que vem. Ocorre que documentos relativos ao processo de construção, como a DPA 129/11, recebidos pela Prefeitura, não mencionavam esse prazo. Ao contrário, em 25/06 deste ano a Cedae emitiu documento – declaração de aceite – informando do cumprimento de todas as premissas para a efetiva ocupação dos imóveis. O município só autorizou as mudanças quatro meses depois.

Desde junho de 2014, a Cedae já opera as linhas de distribuição, que alegava não estarem prontas. Tanto estavam que o abastecimento começou a ser feito graças às pressões da Prefeitura, junto à empresa e a Caixa Econômica Federal, gestora da construção. O município continuará exercendo seu papel de defesa dos interesses dos moradores e cobrando a solução definitiva de todos os problemas, inclusive o vazamento na tubulação que levou à paralisação do fornecimento, recém iniciado poucas horas depois.

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Outubro 31, 2015 Posted by | água, jornalismo, Maricá, moradia | , | Deixe um comentário

Caminhões-pipa farão fornecimento emergencial de água durante reparo de redes no Condomínio Carlos Marighella

Texto: Marcelo Ambrosio

A Prefeitura de Maricá informa que a interrupção no fornecimento de água no Condomínio Carlos Marighella, do programa Minha Casa Minha Vida, em Itaipuaçu se deve à necessidade de manutenção em canos que apresentaram vazamento durante o processo de carga na rede. A pressão elevada da água para que todos os 1.472 apartamentos tenham seus encanamentos preenchidos gerou vazamentos pontuais que estão sendo reparados pela construtora Sertenge, contratada pela Prefeitura para a construção dos dois condomínios junto à Caixa Econômica Federal. O fornecimento será restabelecido tão logo os reparos tenham sido concluídos e a situação normalizada. Enquanto isso não ocorre, a empresa fará o abastecimento do condomínio com a utilização de caminhões-pipa. É importante ressaltar que trata-se de uma situação circunstancial e temporária, compatível com o porte do empreendimento.

Setembro 4, 2015 Posted by | água, jornalismo, Maricá | | Deixe um comentário

Prefeitura pede e Justiça obriga Cedae a fornecer carros-pipa à cidade

Texto: Marcelo Ambrosio

No esforço permanente em busca de solução para o grave desabastecimento de água em Maricá, a Prefeitura obteve, na Justiça, uma importante vitória contra a Cedae. Decisão da 2ª Vara Cível, proferida nesta terça-feira (17/03), obriga a empresa a fornecer quantos carros-pipa sejam necessários, em um prazo máximo de 72 horas a contar da data da notificação, garantindo a continuidade dos serviços essenciais na cidade. A decisão na Ação Civil Pública proposta pelo município contempla o atendimento às pessoas portadores de doenças crônicas graves, com deficiência física, motora ou mental, a crianças com até um ano de idade e idosos com dificuldades motoras – desde que vivam em locais ligados à rede de abastecimento. A relação inclui também escolas públicas e particulares, creches e unidades de Saúde, delegacia, postos da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros, órgãos dos poderes Judiciário, Legislativo e Executivo, o Fórum, a Defensoria Pública e o INSS, entre outros.

Segundo o procurador-geral do Município, Fabrício Porto, autor da ação, trata-se de um fato bastante significativo, até mesmo em termos jurídicos, já que a Justiça acolher pedido de tutela coletiva formulado por municípios é muito raro. "A Justiça reconheceu na sentença a exceção nesse caso e a gravidade da situação denunciada pela Prefeitura”, avalia. “Com isso garantimos a proteção das pessoas que se encontram mais vulneráveis e necessitadas de atendimento especial, carentes de abastecimento emergencial para a manutenção de suas vidas”, completa.

Ainda de acordo com o procurador, a decisão judicial – que conta com o aval do Ministério Público – reconhece e reforça a atuação da Prefeitura na adoção de medidas que visem a ampliação progressiva do abastecimento a toda a população – o que inclui reclamações aos órgãos competentes e formulação de um abaixo-assinado já com mais de 20 mil assinaturas e disponível no site da Prefeitura.

O documento exige que a Cedae adeque no menor prazo possível seu cronograma de expansão das redes às demandas de crescimento da cidade, ou abra mão do contrato de fornecimento assinado no fim de 2008. “A Justiça apenas começou a cobrar seriedade da Cedae no trato com nossa cidade e com o nosso povo”, afirma o prefeito Washington Quaquá. “Esperamos que o próximo passo seja contestar a concessão, cujo contrato não está sendo cumprido", finaliza.

Março 20, 2015 Posted by | água, jornalismo, Maricá | Deixe um comentário

Cedae ignora Prefeitura e inaugura obra feita com verbas federais em Maricá

A inauguração do novo reservatório de água de Itaipuaçu, na manhã desta quinta-feira (23/10), não contou com a participação da Prefeitura de Maricá.  Embora se trate de um investimento de R$ 68 milhões com recursos federais, provenientes do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), o presidente da Cedae, Wagner Victer, não comunicou ao município que faria a entrega – parcial – do projeto de saneamento desenvolvido pela empresa estadual para os bairros de Inoã e Itaipuaçu.  O projeto prevê, além do reservatório – com capacidade para quatro milhões de litros – um segundo tanque em Inoã, com mais dois milhões de litros de capacidade – adutora, estações de bombeamento, quase 200 km de tubulações e, segundo a Cedae, 11.300 ligações domiciliares.

Apesar do anúncio da Cedae sobre a entrega completa do projeto durante a cerimônia, o sistema ainda não está pronto para ser considerado totalmente operacional. Segundo a Secretaria Municipal de Projetos Especiais, que acompanha todas as ações de saneamento em Maricá, a rede ainda passa por testes de carga. “Há, inclusive, vazamentos em alguns pontos que estão sendo resolvidos”, afirma a secretária da pasta, Luciana Andrade, classificando a ausência de convite ou qualquer tipo de comunicação prévia à Prefeitura como um gesto de desrespeito com a população de Maricá e governo municipal. “Essa obra só se tornou possível graças ao apoio do município, que desapropriou áreas em Itaipuaçu e Inoã para a construção dos reservatórios de água”, afirma Luciana. “Além disso, a Prefeitura cedeu uma área na Rua 34 para a instalação do canteiro da empreiteira responsável pela obra”, completou.

Ainda de acordo com a secretária, todas as solicitações feitas pela construtora ao município foram prontamente atendidas, de forma a não trazer impactos no desenvolvimento do projeto, considerado estratégico para o desenvolvimento de Maricá. Beneficiada por um contrato de exclusividade assinado ao apagar das luzes da administração anterior, em novembro 2008, a Cedae vem sendo cobrada intensivamente pelo município para o cumprimento dos planos e metas estabelecidos no convênio. Um abaixo-assinado, com mais de 20 mil assinaturas, já foi feito e encaminhado ao governo do estado. O documento exige que a empresa cumpra prazos e que possa ser substituída por outra forma de prestação de serviços na área de saneamento caso não o faça. ​

Outubro 25, 2014 Posted by | água, Maricá | Deixe um comentário

Projetos para recursos hídricos passam de US$ 8 bi em um ano

Em 2011, 29 países investiram em mais de 205 iniciativas, diz organização.
Brasil tem desafio com aproximação da Copa do Mundo, afirma ONG.

Rafael Sampaio Do Globo Natureza, em São Paulo

Um estudo inédito com dados de 29 países, inclusive o Brasil, aponta que o investimento na proteção de rios, riachos, bacias hidrográficas e demais recursos hídricos chegou a US$ 8,17 bilhões (cerca de R$ 16,5 bilhões) em todo o mundo em 2011.

No total, 205 projetos públicos e privados de proteção aos recursos hídricos pelo mundo foram identificados pela ONG americana Forest Trends, sendo 28 deles na América Latina. Desses, o Brasil responde por quatro. Outros nove programas brasileiros foram citados pela Forest Trends, totalizando 13 no país, mas a ONG não obteve dados sobre eles em seu levantamento, então os deixou de fora da lista de projetos ativos.

Rafael Lima elegeu o Rio Negro como seu lugar favorito (Foto: Rafael Lima/VC no G1)Embarcações navegam pelo no Rio Negro, na região da Amazônia (Foto: Rafael Lima/VC no G1)

O relatório, publicado pela organização na quinta-feira (17), aponta iniciativas brasileiras consideradas positivas, como as políticas do projeto "Produtores de Água", realizado pela Agência Nacional de Águas (ANA).

A ANA criou um modelo de compensações e de ajuda financeira para pequenos produtores rurais que trabalham com proteção a matas ciliares e vegetação nativa, de maneira que esta preservação também ajude a manter os recursos hídricos da região. O modelo se espalhou para estados como Espírito Santo, Rio de Janeiro, Goiás e outros.

Outro destaque do estudo é o Projeto Oásis, que mobiliza produtores rurais para proteger áreas nos arredores de bacias hidrográficas no estado paulista. Mais de US$ 120 mil (R$ 245 mil, aproximadamente) foram pagos a agricultores que preservam a mata em suas propriedades rurais ou no entorno delas em 2011, segundo o relatório.

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Desafios

Apesar dos dados positivos, o presidente da Forest Trends, Michael Jenkins, apontou em entrevista ao G1 que o país tem pela frente grandes desafios na proteção dos recursos hídricos, tanto na preservação quanto na despoluição e recuperação de áreas degradadas.

É possível investir mais e otimizar os projetos, aproveitando principalmente a aproximação da Copa do Mundo de 2014 e das Olimpíadas de 2016, diz Jenkins. "A Baía de Guanabara, no Rio de Janeiro, é por exemplo um local bem poluído, é uma área que precisa ser limpa. Então existe uma oportunidade real de fazer as coisas funcionarem", afirma.

"Hoje há muito interesse no Brasil na questão da preservação ambiental", pondera o dirigente da organização.

Crescimento
Os investimentos globais na proteção das bacias hidrográficas e recursos hídricos passaram de US$ 6,10 bilhões (cerca de R$ 12,4 bilhões) em 2008 para US$ 8,17 bilhões (cerca de R$ 16,5 bilhões) em 2011, um crescimento de 32% no período, segundo o relatório.

Além disso, o número de programas de proteção aos rios, riachos, córregos e nascentes dobrou no mesmo intervalo de tempo – passou de 103 projetos, em 2008, para 205 em 2011.

A estimativa tanto dos recursos aplicados quanto no número de programas para proteção às bacias hidrográficas é conservadora, diz Jenkins. Ele pondera que só foram considerados os projetos que responderam às perguntas feitas pela ONG durante o levantamento. "É provável que o número de investimentos chegue a ser até o dobro disso", ressaltou.

‘Infraestrutura natural
Para o presidente da ONG, o resultado do estudo é positivo e mostra uma preocupação crescente com a "infraestrutura natural" dos países, como ele chama florestas, pântanos, matas ciliares e demais trechos de biomas integrados com as bacias hidrográficas, que ajudam em sua preservação.

"Mesmo com isso, estamos no meio de uma enorme crise com relação à água em várias partes do mundo. A população está crescendo, há mudanças climáticas, secas constantes em alguns países, tempestades em outros", disse Jenkins. "O que nós queremos incentivar é a preservação das estruturas naturais que ajudam a manter a água limpa."

Janeiro 19, 2013 Posted by | água, Ecologia, jornalismo, meio ambiente, Planeta Terra | | Deixe um comentário

Prefeitura de Maricá, Inea e Cedae encontram irregularidades no manancial do Rio Ubatiba

Texto: Marcelo Moreira | Fotos: Divulgação/Prefeitura de Maricá

Curso natural da água na localidade do Silvado foi, ao longo dos anos, alterado ilegalmente por proprietários de terra.

A ação do homem em Maricá está colocando em risco a vida do Rio Ubatiba, no Silvado – cujo manancial é responsável por boa parte da água que abastece a cidade. A descaracterização foi constatada numa operação conjunta da prefeitura, do Instituto Estadual do Ambiente (Inea) e da Cedae na última semana.

Uma das consequências das irregularidades é o esvaziamento da capacidade de vazão do rio.

Durante a ação de fiscalização, os técnicos encontraram construções irregulares, criação de gado em local impróprio e desvio do curso natural da água para uso particular. Todas as irregularidades estão em propriedades que, em benefício de poucos, colocam em risco um bem essencial para toda a população.

Segundo a Assessora Especial de Saneamento Ambiental, Luciana Andrade, que representou a prefeitura durante a inspeção, os donos de propriedades que cercam o curso das nascentes do rio se apropriaram da natureza, desviando a água para construção de piscinas naturais, irrigação de plantações e assentamento de redes próprias para o consumo humano da água. “São interferências graves que vem acontecendo há anos e que colocam em risco a vida do manancial, reduzindo a vazão natural que chegaria à captação”, declarou Luciana, que explicou ainda como a destruição da natureza traz impactos que serão sentidos nos próximos anos. “A retirada da mata ciliar, por exemplo, só será resolvida, mesmo com o reflorestamento, depois de pelo menos cinco anos”, disse.

Ainda segundo a Assessora de Saneamento Ambiental, a prefeitura tomará medidas enérgicas para coibir novas irregularidades e demolir tudo o que foi construído sem autorização. “Não vamos permitir que a natureza continue sendo sacrificada e que se coloque em risco a capacidade de abastecimento de água. Quando falamos de água estamos falando em sobrevivência e a prefeitura dará uma resposta à altura para esse problema, ressaltou, acrescentando que a parceria com o Inea é importante, por exemplo, para multar quem desrespeitou as legislações ambientais.

Moradores concretaram parte do solo para desviar o curso d’água.

Água desviada indevidamente está sendo usada para irrigação de plantações, por exemplo.

Barragem mostrada na foto também é ilegal. da capacidade de vazão do rio.

Janeiro 16, 2013 Posted by | água, jornalismo, Maricá | | Deixe um comentário

Prefeito de Maricá cobra ações da Cedae, que apresenta novo projeto

Texto: Marcelo Moreira | Fotos: Paulo Polônio

 Empresa diz que vai construir estação de tratamento para ampliar captação de água em no máximo um ano

Após declarar que vai suspender o contrato da Cedae caso a empresa não resolva a crise no abastecimento de água em Maricá, o prefeito de Maricá Washington Quaquá se reuniu, na manhã desta segunda-feira (14/01), com representantes da companhia e cobrou ações para a solução definitiva dos problemas.

No encontro, a Cedae apresentou um novo projeto para suprir a carência de água na região central da cidade em no máximo um ano. A solução, segundo a companhia, será a construção de uma Estação de Tratamento de Água (ETA) na Serra do Lagarto, região de Maricá que fica próxima à divisa com Itaboraí. A estação vai custar cerca de R$ 70 milhões e levará a água por gravidade da serra até o Silvado – onde já é feita a captação que abastece parte do município. Ainda segundo a Cedae, o projeto já está aprovado no Ministério das Cidades e aguarda agora a liberação de recursos.

Com a captação ampliada no Silvado, a capacidade de fornecimento de água em Maricá será maior, mas, segundo o prefeito, a cidade também precisa de novas redes de distribuição. “Temos outra questão, que são os pontos da cidade que sequer são atendidos, como a região de São José de Imbassaí”, ressaltou. Em resposta, a Cedae antecipou na reunião que a segunda fase do novo projeto prevê o assentamento de rede e a chegada da água a toda a cidade, num prazo máximo de três anos. Como estão em andamento obras da companhia nas duas extremidades de Maricá, em Itaipuaçu e em Ponta Negra, todo o território será atendido após a conclusão das três frentes de obra.

Abaixo assinado terá continuidade

O prefeito Washington Quaquá também reafirmou hoje que o abaixo-assinado para cobrar da Cedae os compromissos de investimento terá continuidade e que a participação popular será imprescindível para que as novas obras sejam de fato executadas. “O abaixo assinado está de pé e eu farei dele uma bandeira da população de Maricá. O serviço de água tem que ser de qualidade e acompanhar o desenvolvimento que tanto buscamos para a cidade”, declarou.

Um documento detalhando o novo projeto da Cedae foi entregue pelo diretor de Interior da companhia, Heleno Silva, à Assessora Especial de Saneamento Ambiental, Luciana Andrade, que acompanhou a reunião ao lado do prefeito.

Janeiro 15, 2013 Posted by | água, jornalismo, Maricá | Deixe um comentário

Rede de distribuição de água avança em Maricá

Texto: Sérgio Renato | Fotos: Fernando Silva

Outro grupo realiza medições para a tubulação que vai passar sob a RJ-106 e levar a água que chega da estação do Laranjal, em São Gonçalo

A expansão do fornecimento de água potável em Maricá passa por um momento crucial, no qual importantes instalações encarregadas do abastecimento em lados opostos da cidade começam a ganhar corpo. É o caso de Bananal, onde a construção da estação de tratamento para a região de Ponta Negra foi iniciada e da instalação, já em estágio avançado, de dois reservatórios para servir a Inoã e Itaipuaçu.

A estação do Bananal está sendo construída em um terreno às margens da rodovia RJ-118, que liga Ponta Negra a Jaconé. No local, técnicos realizam sondagens de solo para iniciar a construção. De acordo com a Secretaria de Projetos Especiais de Maricá, a nova estação terá capacidade para processar 200 litros de água por segundo, volume que será captado na junção dos rios Padeco e Caranguejo e será capaz não só de atender a 100% dos bairros citados, como também eventualmente ao bairro de Guaratiba. No início do mês, operários da Companhia Estadual de Águas e Esgotos (Cedae) completaram a linha de tubulação de água junto à estrada, que começou a ser instalada em 2010. Com um investimento total de R$ 7,5 milhões, essa nova rede vai atender também os bairros de Cordeirinho e Bananal.

Tanques de Itaipuaçu

Localizados em partes altas nos dois bairros, ambos às margens da Estrada de Itaipuaçu, os tanques têm capacidade média para armazenar mais de 7 milhões de litros de água (2,5 milhões para Inoã e 4,8 milhões para Itaipuaçu).

Nas ruas de Inoã, outras equipes trabalham na instalação das redes que vão abastecer as residências. Nesta semana, os dutos foram colocados nas imediações do Destacamento de Policiamento Ostensivo (DPO) do bairro e na via marginal da rodovia RJ-106, na altura no quilômetro 13, no sentido Niterói. No lado oposto, outro grupo está realizando medições para a passagem de tubos por baixo do leito da estrada, que vão levar aos reservatórios a água que vem da estação de tratamento de Laranjal, em São Gonçalo, através de nove quilômetros de tubos instalados ao longo da RJ-106. O prazo de conclusão, segundo a Secretaria de Projetos Especiais, é julho de 2013.

Os trabalhos para levar água a Inoã e Itaipuaçu começaram em agosto de 2011. Entre os itens da estrutura do novo sistema estão a instalação de aproximadamente 250 quilômetros de rede, que vão possibilitar cerca de 12 mil ligações residenciais e comerciais nos dois bairros. O investimento é de R$ 70 milhões e vai beneficiar cerca de 50 mil moradores. As obras são contempladas pela segunda etapa do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 2).

Equipes estão instalando redes nas ruas de Inoã nesta semana

O reservatório de Inoã pode armazenar 2,5 milhões de litros

Em Itaipuaçu, a capacidade será de 4,8 milhões de litros de água

Reservatórios de Itaipuaçu e Inoã estão em construção

Área onde será construída a estação de tratamento de Bananal, que vai abastecer a região de Ponta Negra

Outubro 25, 2012 Posted by | água, jornalismo, Maricá, Obras em Maricá | Deixe um comentário

Inoã: nova praça e água reforçam processo de revitalização

Texto: Sérgio Renato | Fotos: Fernando Silva

Técnicos instalam a rede de água em Inoã. Mais de 70% das tubulações já foram assentadas

Depois da entrega da Unidade de Pronto Atendimento 24H (UPA) no último dia 20, o bairro de Inoã vai ganhar em outubro também uma nova área de lazer para os moradores da comunidade Fernando Mendes. A área, de 2.200 metros quadrados, fica na rua que dá nome à localidade e terá, a exemplo de outras da cidade, quadra poliesportiva, mesas para jogos, brinquedos para crianças e aparelhos de ginástica para a terceira idade, além de arborização e nova iluminação. O projeto é da Secretaria de Assuntos Federativos de Maricá e tem o custo de R$ 813.525,88.

Do outro lado da rodovia RJ-106, mais um benefício chega de vez à região. Técnicos da Companhia Estadual de Águas e Esgotos (CEDAE) já estenderam a tubulação da rede de água até a altura do km 14, pela via paralela à estrada, até a esquina com a Rua Euclides Muniz de Andrade, onde fica a UPA 24H. De acordo com a Secretaria de Projetos Especiais de Maricá, responsável pela expansão do serviço de água encanada e coleta e tratamento de esgotos, mais de 70% da rede foi assentada em Inoã e Itaipuaçu e os reservatórios de água para ambos os bairros já começaram a ser construídos.

Intervenções

As melhorias integram uma série de ações que, desde 2010, mudaram a paisagem de Inoã, revitalizando o bairro. É o caso da construção do calçadão na área comercial, ao longo do km 14. Ali as calçadas ganharam piso de blocos sextavados com rampas de acessibilidade, iluminação, rua interna de paralelepípedos e caixas de escoamento de águas pluviais. Os pontos de ônibus também foram remanejados, com a adoção de abrigos e recuos. Um novo projeto prevê a continuidade do calçadão em ambos os lados na altura do km 15.

Na mesma época, foi inaugurada a Casa da Criança de Inoã, atendendo a famílias que não tinham onde deixar seus filhos. Em 2011, o bairro recebeu o Inoã Center, primeiro shopping Center a trazer para Maricá marcas âncora como as Lojas Americanas e a rede de fast food árabe Habib’s. Próximo dali, foi lançado o condomínio Terras Alpha Maricá, já em construção. Com a grife do grupo Alphaville, de São Paulo, o empreendimento trará para Inoã um novo público, ampliando a movimentação. A posição do bairro é tão boa que todas as unidades foram arrematadas no dia do lançamento.

Também perto dali, o loteamento Bosque Fundo, onde fica a UPA 24H, também está recebendo benefícios, como a reforma da Escola Municipal Darcy Ribeiro e a implantação da nova creche do programa federal Pró Infância. A entrega da unidade, com capacidade para até 200 alunos, está prevista para outubro.

Além da expansão da rede, o bairro já tem a construção dos reservatórios de água iniciada – tanto quanto em Itaipuaçu

Nova praça da comunidade Fernando Mendes está em fase final

Área terá quadra, brinquedos e aparelhos de ginástica, entre outros ítens, e deve ser entregue em outubro

Setembro 26, 2012 Posted by | água, jornalismo, Maricá, Obras em Maricá, Urbanização | Deixe um comentário

Falta de chuva ameaça início do plantio de grãos

Adiamento pode ter impacto na produtividade de soja e milho mato-grossenses

Fonte: Globo Rural On-line, com informações da Agência Brasil

 Shutterstock

A expectativa para a safra 2012/2013 era de que a produtividade de grãos chegasse a 51 sacas por hectare, mas a confirmação dessa previsão também dependerá de fatores climáticos

A ameaça sobre um possível atraso no plantio de grãos nos Estados Unidos, apontada como oportunidade para que a produção agrícola do Brasil conquistasse parcela maior do mercado mundial, agora assusta os produtores brasileiros. O temor sobre a falta de chuva tem se confirmado nas regiões produtoras do país e, com ele, a definição de um novo calendário para plantação e colheita das principais commodities.
No último boletim divulgado pelo Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea), os pesquisadores destacaram a grande preocupação dos produtores com a previsão de chuva para os próximos dias. As informações meteorológicas não sinalizam um cenário otimista. Pelas projeções trimestrais do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), a frequência de chuva só deve ocorrer na segunda quinzena de outubro. Ainda assim, os mapas de clima e tempo mostram que a chuva estará concentrada na Região Sul, com ocorrência acima da média e, no caso da Região Norte, abaixo do esperado. As duas situações podem significar problemas para os produtores.
“Os produtores precisam manter a atenção nos próximo meses por conta do possível estabelecimento do [fenômeno climático] El Niño. É fundamental para a agricultura, sobretudo para o Sul do país. O que pode ocorrer é o fenômeno El Niño se estabelecer no [Oceano] Pacífico em setembro e outubro e o impacto desse fenômeno demora um tempo para aparecer. Isso vai fazer com que, mais para o fim do ano, chova mais no Sul e menos no Norte do país. No Brasil Central, não há como dizer se vai causar impacto”, explicou Ester Regina Ito, meteorologista do Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos (Cptec), vinculado ao Inpe.
A incerteza não predomina nas projeções do Imea. De acordo com o instituto, em Mato Grosso, estado que tem se configurado como celeiro do país, até o próximo dia 20 de setembro não existe possibilidade de chuva. Os pesquisadores destacam estimativas mais otimistas no caso dos municípios de Campo Novo do Parecis, Rondonópolis e Sinop, mas admitem que “nenhum volume significativo para que ocorra a colheita foi visto até o fim de setembro. Caso se confirme, transfere o início do plantio de Mato Grosso para outubro”.
O adiamento pode ter impacto na produtividade de soja e milho mato-grossenses. Os cálculos da Associação de Produtores de Soja e Milho do Estado de Mato Grosso (Aprosoja) mostram que a média de produtividade no estado tem se mantido em torno de 50 sacas por hectare, como ocorreu na última safra (2011/2012), quando a produção do estado chegou a 21,3 milhões de toneladas de grãos. A expectativa era que, para a safra 2012/2013, a produtividade chegasse a 51 sacas por hectare, principalmente em função do aumento da área plantada. Mas a confirmação dessa previsão dependerá de fatores que vão além da disponibilidade do solo e da disposição dos produtores. Aspectos climáticos e tecnológicos serão fundamentais nessa conta.

Com a expectativa de um aumento de um milhão de hectares de área plantada de grãos no Mato Grosso, os produtores estão ansiosos pela chegada das chuvas. É o que garantiu o agrometeorologista Marco Antônio dos Santos, da Somar Meteorologia, à GLOBO RURAL. “Como as chuvas não vão antecipar do jeito que estava previsto e só devem chegar no início de outubro, estão todos ansiosos. A partir do dia 15 de setembro, acaba o vazio sanitário da soja e, como não vai ocorrer chuvas agora, a dica é tomar muito cuidado”, alerta Santos, que está em visita ao estado juntamente com a Fundação Mato Grosso.
O risco que o produtor corre é plantar agora e perder a colheita caso as chuvas não cheguem logo. “O produtor tem que ficar muito atento com a previsões meteorológicas, para não plantarem agora. Até porque pode não ter sementes se o produtor errar e perder a produção”, destaca.
“Até agora, as perspectivas não são boas. Chove apenas no Rio Grande do Sul”, disse Alysson Paulinelli, presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Milho (Abramilho). O produtor mineiro acrescentou que a expectativa do setor era por chuva mais intensa no início deste mês. Ele reconheceu a preocupação com o atraso do plantio de grãos, que ainda se reflete nos resultados do chamado milho safrinha ou segunda safra (grão plantado em meados de março, após a colheita das culturas do início da safra), que tem somado importantes resultados à produção nacional.
“Estamos preocupados, mas o produtor modernizou equipamentos e, hoje, planta e colhe mais rápido. Isso pode ajudar. A safrinha virou safrona”, explicou. Paulinelli acredita que, mesmo diante do possível atraso no primeiro plantio, a tecnologia absorvida pelo setor produtivo e o aumento previsto de área para o milho safrinha ainda pode impulsionar os resultados da próxima safra.
Segundo ele, a segunda safra de milho deve ganhar mais espaço para cultivo em parte do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina, em uma pequena parcela de São Paulo, Goiás e Minas Gerais e principalmente em Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. “Como surpresa ainda teremos mais área no Piauí e Maranhão porque há localidades nesses estados em que chove mais, como é o caso de Balsas (MA) e de cidades do sul do Piauí”, acrescentou.
Na última safra, a produção nacional de milho, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), totalizou 72,3 milhões de toneladas, 26% superior ao resultado da safra anterior, mesmo diante da forte estiagem que afetou regiões produtoras do país. Desse total, mais da metade, 38 milhões de toneladas, foram resultantes da segunda safra de milho (safrinha).
Técnicos da Conab evitam fazer projeções de produção diante da incerteza sobre o atraso do plantio de grãos. Na próxima semana, as equipes do órgão começam a visitar os estados produtores para colher informações e devem apresentar a primeira estimativa sobre a produção nacional no fim da primeira quinzena de outubro.

Setembro 13, 2012 Posted by | agricultura e pesca, água, Ecologia, jornalismo, meio ambiente, Planeta, Planeta Terra, Vida | Deixe um comentário