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As melhores notícias com Rosely Pellegrino

Estiagem dificulta abastecimento de água em Maricá

Prefeitura orienta moradores a evitar desperdício e reforça serviço de caminhões pipa junto à Cedae

Há mais de 40 dias sem registro de chuvas, Maricá está enfrentando dificuldades no abastecimento de água. Mais de 90% dos bairros estão com o serviço prejudicado e a Prefeitura, em conjunto com a Cedae, está tomando todas as medidas possíveis para minimizar os transtornos.

A Companhia Estadual de Águas e Esgotos (Cedae), responsável pela captação e distribuição de água no município, informou que o grande período de estiagem diminuiu drasticamente o volume do reservatório do único manancial da cidade, o Rio Ubatiba, localizado na Estrada do Lagarto. Segundo a companhia, a capacidade de captação no rio, em condições normais, é de 120 litros de água por segundo, mas hoje está reduzida a apenas 20 litros por segundo, ou seja, a pouco mais de 10% do normal.

Enquanto a situação não é normalizada, a Prefeitura pede à população que consuma água com consciência, evitando o desperdício e interrompendo, provisoriamente, atividades que exigem grande quantidade, como lavagem de carros e calçadas e abastecimento de piscinas.

A Cedae está abastecendo com três caminhões pipa os órgãos públicos, como postos de saúde e o hospital Conde Modesto Leal. Por meio da secretaria de Educação, a Prefeitura estendeu o contrato de abastecimento das escolas municipais também para aquelas unidades que normalmente são atendidas pela companhia de águas e esgotos.

Para reforçar os serviços de captação e abastecimento de água na cidade, que sofre há décadas com investimentos escassos na área, a atual administração buscou apoio dos Governos Federal e Estadual e está tirando do papel obras importantes como os sistemas de abastecimento de água de Ponta Negra, Itaipuaçu e Inoã.

Em Ponta Negra, a construção está em fase final e vai beneficiar cerca de 6 mil moradores. Em Itaipuaçu e Inoã, as obras, que devem ser concluídas em 2013, incluem 250 quilômetros de rede, que vão gerar cerca de 12 mil novas ligações residenciais e comerciais. Também serão construídos dois reservatórios: um com capacidade para 2,5 milhões de litros em Inoã e outro com capacidade para até 4 milhões de litros em Itaipuaçu. Ambos serão abastecidos pela estação de tratamento de Imunana-Laranjal, em São Gonçalo, por meio de nove quilômetros de tubos ao longo da rodovia RJ-106. O investimento é de cerca de R$ 80 milhões e vai beneficiar em torno de 50 mil moradores.

Texto: Leandra Costa (edição: Marcelo Moreira)

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Março 3, 2012 Posted by | água, jornalismo, Maricá, moradia | Deixe um comentário

Sobre a Audiência Pública sobre Emissário Submarino e Terrestre do Comperj em Maricá

Relato de uma leiga  retirado do site http://www.agenda21comperj.com.br/grupos/posts/relato-de-uma-leiga

Relato de uma leiga

Adorei a Audiência Pública sobre o   Emissário Submarino e Terrestre do COMPERJ ontem dia 24.01.2012 em Inoã,   Marica.
Tudo muito bem organizado, ônibus vindos de todos os lados de  Maricá, através de gratuidade da própria Petrobrás, segui a pé a partir de  Inoã, porque era minha preferência, me guiando pelo trajeto todo marcado pra  ninguém se perder. Dessa forma, vi que vieram vans da zona sul do Rio de  Janeiro e até da Tijuca e Jacarepaguá!
Apesar de tudo, iniciadas as   apresentações, todo o aparato moderníssimo falhou na hora de tocar o Hino Nacional, mas a população presente não se intimidou e começamos a cantar em  viva voz mesmo.

Já me surpreendi aí. Organizados à frente de todos, uma banca  de responsáveis pela EIA/RIMA perfilaram-se e apresentou tudo o que se propunham. Nesse momento, os 15 minutos garantidos a cada um se estendiam.  

Cheguei a pensar que seria esse o esquema: Falar muito, indefinidamente e   quando nós da Agenda 21 e/ou outros fossemos falar, todos já teriam ido embora.
Finalmente finalizado, iniciaram as apresentações dos 70 inscritos, fosse antecipadamente pelo site, tivesse sido ali na hora.
A primeira questão levantada foi com relação à ausência do Ministério Público, que para muitos impediria a audiência. Mas não, foi verificado que poderia ser realizada apesar de. Sua ausência não inviabiliza a audiência, mas não dá legitimidade. Eles deveriam estar ali para defender a população…
Depois  de toda apresentação da Petrobrás, os inscritos puderam tirar suas dúvidas e   reclamar o quanto quisessem. Fiquei até o final da audiência. Vi e ouvi todos  os inscritos que, foram mais de 70.

NINGUÉM ESTAVA A FAVOR DO EMISSÁRIO! Fosse   dona de casa, médicos, advogado, ambientalistas ou não, autodidatas,   associações de moradores, estudantes, professores, ninguém a favor! Ouvi a Ana Paula Carvalho dizer que o EIA estava ruim porque constava que Marica tinha uma prefeita e não prefeito, que era do PDT e não PT, que tínhamos uma   população de 29 mil habitantes e que os desempregados eram desocupados. Ouvi  que eles não devem nem ao menos ter tido o trabalho de ler esse EIA porque  tudo o que consta ali deve ter sido usado control C, control v, (control X)   porque a informação básica já iniciava com erros crassos. Ouvi a Ana Paula Carvalho dizer que o progresso era bem vindo, mas ‘NOSSA CASA, NOSSAS REGRAS’   e não esse EIA que deve ter sido colado do município de São Gonçalo.
Ouvi,   sem a ordem ocorrida lá, o Roberto Ferraz argumentar que jogando essa água do  COMPERJ, tratada, imunda de produtos químicos, mataria os peixes, mas que se  esse emissário fosse jogado a pelo menos 8 km além, seria possível. Ouvi outra   pessoa dizer que na Barra da Tijuca, o emissário de lá fica a 10 km da praia,   pra não matar os botos e perguntar: Por que em Marica, pode matar os nossos peixes?

Ouvi falar de biota e que biota é o meio onde existe a vida. E que a  biota estaria comprometida. Ouvi que diversas plantas endêmicas estariam correndo risco assim como o ratinho de espinho, único, que não constava no  EIA.

Ouvi Flávia Lanari questionar sobre a qualificação desse EIA, pois consta   a falta de classificação de 63 espécimes de plantas o que é um número muito elevado, para um total de 203.

Ouvi Arthou questionar as profundidades de 143m que uma firma de São Paulo disse que seriam necessárias para preservar a  biota. Ouvi-o explicar que talvez os paulistas não soubessem que as marés de   Marica são atípicas de qualquer parte do mundo, onde a água gelada fica por  cima, vindas das Malvinas e a quente fica por baixo, vindas do nordeste e que  assim, qualquer coisa de ruim que vier a acontecer por aqui, certamente contaminariam todo o litoral brasileiro.

Ouvi Isidro Arthou dizer que nossa  praia contém um fenômeno que os pescadores chamam de olho de água, verdadeiros   rodamoinhos e que quando ocorrem em oceanos, carreiam todos os plásticos e  sujeiras que jogamos nas praias. Pois nas praias de Marica, possuímos esses  olhos de água, o que quer dizer que qualquer porcaria que ocorra aqui, será  distribuída adiante. Ouvi também que nossas marés, em determinados meses do  ano, jogam ondas para a praia atingindo até casas, o que quer dizer que dessa   forma, esse resíduo certamente contaminaria nossa areia e casas.

Ouvi donas de  casa questionando afinal quando é que a Petrobrás falaria com os moradores da região a respeito desse emissário e eles responderem que já tinham feito o contato. Ouvi-as reagirem, em grupo, dizendo que não tinham falado e que se   falaram foram somente com algumas pessoas que seriam indenizadas, como se o   efeito do prejuízo do emissário não fosse importante para todos da localidade.  

Ouvi um senhor, acho que é médico, entristecido porque já possui 67 (sessenta e sete) anos e levou a vida toda pra construir um patrimônio que assegurasse a tranqüilidade dos filhos e netos e que agora, recebe um relatório que diz que   a cerca-viva que possui na frente da casa dele possui 20 anos e 4 meses! A do   vizinho, 18 anos e 2 meses! Quanta precisão! Só faltava conter os dias e as   horas! E que em sendo dessa forma, certamente sua casa, seu patrimônio, será   demolida por um pedaço de papel inconsistente, inconsciente.

Ouvi petroleiro perguntar pelo montante e diferenças de tipos de petróleo que o COMPERJ   trabalharia, porque ele entende disso e sabia que certamente isso traria   malefícios para a população e lugar. Ouvi advogado perguntar sobre a   contaminação dos peixes e conseqüente contaminação humana ao ingeri-los.

Ouvi a Petrobrás, através de seus representantes responder que esse perigo não  ocorreria e explicava o porquê. O advogado pedia que constasse em ata. Depois  ele perguntava sobre os perigos na pele dos moradores. E a Petrobrás através   de seus representantes responder que não teriam esse tipo de problema. E o  advogado pedir que constasse em ata. Se entendi bem, o mesmo advogado quis que   constasse em ata também um seguro para os pescadores que não tivessem mais  condição de trabalhar com o pescado após implantação do emissário. Acho que foi isso. E muito, muito mais.
No meu entender, houve tentativa de frear os  questionamentos, propondo uma parada de uns 10 minutos para servirem o lanche,  devido ao avançado horário após início da audiência. Mas não conseguiram.  Todos os questionamentos prosseguiam apesar do lanche.
Todas as perguntas  eram devidamente respondidas tecnicamente e a altura, o que não consigo explicitar aqui, posto que seja leiga. Mas também eram rebatidas, posto que em   Marica tem muitos “feras” em ambiente e muitos apaixonados, sensíveis, por   essa cidade de beleza ímpar que queremos preservar.
A audiência foi   concluída pelo próprio professor (não sei se era diretor) do CIEP, militante ambiental desde os quinze anos de idade. Este observou que o INEA, órgão  estadual, responderia até onde pudesse alcançar, mas lembrou que o mar   pertence à área federal e questionou a ausência do IBAMA. Observou também que  diante de tantas evidências, de Itaipuaçú, Serra da Tiririca, Niterói,   Saquarema etc, certamente o INEA não liberaria esse EIA que aí está. Eram   00h30min.
Fátima Cristina

Fevereiro 1, 2012 Posted by | agricultura e pesca, Associações, água, jornalismo, manifestação popular, Maricá, meio ambiente, moradia, Petroleo e Gás, Planeta Terra, pré-sal, Qualidade de Vida, Urbanização | | Deixe um comentário

Combate à dengue no Jardim Atlântico

Agentes procuraram focos do mosquito da dengue no Jardim Atlântico

Cerca de 200 residências foram visitadas nesse sábado (14/01), no Jardim Atlântico, durante a operação “Dez Minutos contra a Dengue”, que já passou por 12 bairros da cidade orientando os moradores a dedicarem um pouco do seu tempo na busca de focos do mosquito transmissor da doença dentro de casa.

Agentes da Funasa e do posto de saúde da localidade conscientizaram as pessoas sobre formas simples e práticas de evitar a proliferação do Aedes aegypti e foram muito bem recebidos pela população.

Por conta destas ações nos bairros da cidade, Maricá registrou o menor índice de infestação do mosquito da Dengue na região, segundo levantamento do Ministério da Saúde realizado em 561 municípios.

Isso significa que a cidade está no grupo das que apresentam menos risco de epidemia da doença neste verão. O resultado de Maricá (0,6%) foi um dos mais baixos entre as 78 cidades fluminenses que participaram da pesquisa.

Além desta ação, em parceria com o Governo do Estado, a Secretaria Municipal de Saúde conta ainda com 60 agentes visitadores que realizam cinco ciclos de visitas por ano em todo o município. Os próximos bairros a receberem o trabalho de combate à dengue são: Santa Rita, em 21 de janeiro, e Ponta Grossa e Retiro, em 28 de janeiro.

Janeiro 17, 2012 Posted by | água, campanha social, jornalismo, Maricá, moradia, saúde | | Deixe um comentário

Alunos da escola CAIC Elomir Silva ensinam os cuidados com o planeta

Programa reuniu alunos durante seis meses em torno de temas ligados à preservação ambiental – Foto: Fernando Silva

A escola municipal CAIC Elomir Silva, em São José do Imbassaí, Maricá/RJ, apresentou nesta segunda-feira (28/11) os resultados do projeto “Nós e o Mundo em que Vivemos”. Elaborado pela Secretaria de Educação, o programa reuniu alunos durante seis meses em torno de temas ligados à preservação do meio ambiente. O objetivo foi conscientizar as crianças sobre a importância da água no dia a dia das pessoas e o cuidados necessários para que esse bem seja protegido para as gerações futuras.

Cinco salas foram elaboradas, com temas diferentes: floresta, planeta, fundo do mar, poluição e reciclagem. Em cada uma, foi montada uma exposição de cartazes para mostrar, na prática, cuidados com a fauna e a flora, bem como dar dicas de como reaproveitar materiais que são descartados no lixo, como plásticos, borrachas e papel, entre outros.

Cerca de 200 estudantes, entre alunos da creche e do 3º ano, estiveram envolvidos na elaboração da mostra, que foi visitada por estudantes de diversas escolas de Maricá e de municípios da região, incluindo Niterói.

Segundo a diretora do CAIC Elomir Silva, Lucimere Melo, o projeto “Nós e o Mundo em que Vivemos” tem o foco principal na conscientização das crianças em torno da necessidade de manter limpo o ambiente onde moram e estudam, bem como o de aprender a dar a destinação correta ao lixo. Para Lucimere, a iniciativa também ajuda a desenvolver a criatividade, hábitos saudáveis de higiene e raciocínio lógico.

“Este projeto nasceu da necessidade de falarmos sobre os cuidados e a importância da água, a destinação e reciclagem do lixo, bem como da preservação do meio ambiente. Foi todo foi montado pelos alunos, com auxílio dos professores, utilizando papel e vários outros materiais recicláveis. Essa interação e o acesso à informação foram os ingredientes principais dessa receita de sucesso”, garante a diretora do CAIC.

Texto: Denilson Santos
Foto: Fernando Silva

Objetivo foi conscientizar as crianças sobre a importância da água no dia a dia das pessoas – Foto: Fernando Silva

Novembro 30, 2011 Posted by | arte, água, cultura, Educação, meio ambiente, Planeta Terra, Qualidade de Vida | Deixe um comentário

Rainha Elizabet condecora Gérard Moss

14/11/2011-Gerárd Moss, idealizador do Projeto Rios Voadores

Idealizador do Projeto Rios Voadores, patrocinado pela Petrobras desde 2003, recebeu, ontem, dia 18 de novembro, no Palácio de Buckingham, em Londres, a medalha e o título de Membro da Ordem do Império Britânico. Gérard Moss é reconhecido pelos serviços prestados em questões do meio ambiente no Brasil. Através do projeto foi possível realizar pesquisas sobre a influência no clima brasileiro das correntes de ar carregadas de vapor de água que atravessam a Amazônia e levam a umidade para outras regiões do Brasil, os "rios voadores".

14/11/2011-Balão do Projeto Rios Voadores

 

 

14/11/2011-Projeto Rios Voadores – Nuvem de chuva

 

14/11/2011-Projeto Rios Voadores – Margie Moss (que está a frente do projeto) e Gerard Moss (seu idealizador)

À esquerda: Gerárd Moss, idealizador do Projeto Rios Voadores, e membros de sua equipe, monitorando com auxílio de balões os rios do projeto

Novembro 19, 2011 Posted by | água, ciência, cultura, Educação, jornalismo, meio ambiente, Planeta Terra | , | Deixe um comentário

Derramamento de petróleo na Bacia de Campos pode ser dez vezes maior

qua , 16/11/2011 Redação Época10 Mais Tags: 161111, ANP, Chevron, Greenpeace, Rio de Janeiro, Sky Truth

SkyTruth-Campos-oilspill-MODIS_Aqua_12nov2011 acidente bacia de campos

O Brasil está enfrentando o que pode ser o primeiro grande derramamento de petróleo em águas profundas, com o anúncio de que um poço da Chevron, na Bacia de Campos (RJ), está vazando mais de 300 barris de petróleo por dia.

O vazamento é semelhante ao ocorrido na plataforma da BP Golfo do México em 2010, mas em uma dimensão bem menor, e não houve explosões ou mortes. Segundo a Chevron, o problema está em uma fenda, e não na plataforma. A empresa anunciou o fechamento do poço e espera controlar o vazamento nos próximos dias.

Em nota, a Agência Nacional de Petróleo (ANP) estimou que o vazamento pode chegar a 330 barris por dia, o que significa mais de 50 mil litros de petróleo. Mas organizações ambientalistas como o Greenpeace estão divulgando uma estimativa que indica que o dado pode estar subestimado. O cálculo foi feito pelo blog SkyTruth, mantido pelo geógrafo John Amos, especializado em interpretação de fotos de satélite (como a que esta acima, feita pela da Nasa, a agência espacial americana, e usada por Amos), e indica que o derramamento pode ser até dez vezes maior.

Assumindo que o derramamento começou ao meio dia de 8 de novembro, 24 horas antes das primeiras imagens de satélite detectarem o vazamento, nós estimamos uma taxa de vazamento de 3,7 mil barris por dia. Esse número é dez vezes maior do que a estimativa da Chevron, de 330 barris por dia.

Amos disse ao jornal The Washington Post que o vazamento levanta novas questões sobre os riscos da exploração de petróleo em águas profundas. O geógrafo foi um dos primeiros a analisar o tamanho do vazamento no Golfo do México em 2010. O seu cálculo não é oficial, e pode não ser preciso, já que foi feito apenas com as fotos da Nasa, mas ele evidencia a falta de transparência de como o caso vem sendo tratado pela ANP. O derramamento aconteceu no dia 8, mas apenas na terça-feira (15) a agência fez um comunicado oficial do caso, responsabilizando a Chevron pelo vazamento. Segundo a ANP, a causa do vazamento ainda é desconhecida.

A Chevron acionou seu Plano de Emergência e é inteiramente responsável pela contenção do vazamento. Dezoito navios estão na área: 8 da própria Chevron e outros 10 cedidos pela Petrobras, Statoil, BP, Repsol e Shell.

A causa do vazamento ainda é desconhecida. A principal hipótese, levantada pela concessionária, é de que uma fratura provocada por procedimento estabilização do poço tenha liberado fluido que vazou por uma falha geológica, formando a mancha identificada no dia 8.

A Polícia Federal vai instaurar inquérito para apurar o vazamento. Segundo a delegacia do Meio Ambiente da PF, se for comprovada culpa, os operadores da plataforma poderão ser indiciados por crime de poluição, com pena prevista de até três anos de reclusão e multa.

Bruno Calixto

Novembro 17, 2011 Posted by | água, denuncia, jornalismo, meio ambiente, Petroleo e Gás, Planeta Terra, política, pré-sal, Vida | , | Deixe um comentário

Câmara discutirá vazamento de óleo na Bacia de Campos

Fonte: Panorama Brasil

RIO DE JANEIRO – O presidente da Frente Ambientalista da Câmara, deputado Sarney Filho (PV-MA), informou que vai convocar uma audiência pública para discutir o vazamento de petróleo no Campo de Frade, explorado pela empresa Chevron Brasil Upstream, na Bacia de Campos, norte fluminense. Sarney Filho se reuniu nesta quinta-feira (17) com o presidente da Agência Nacional de Petróleo (ANP), Haroldo Lima, em busca de informações sobre o vazamento, descoberto na quarta-feira (9) da semana passada.

Para o deputado, o acidente serve de alerta para as futuras operações de extração de petróleo na área do pré-sal. “Nós ficamos sabendo que o vazamento não é tão pequeno quanto a Chevron diz que é. Já deve estar em torno de 2,3 mil barris vazados. Também queríamos saber como o governo está agindo, pois isso pode servir como exemplo para futuras explorações do pré-sal, que chegam a mais de 5 mil metros de profundidade, em condições muito mais complicadas”, disse o deputado.

Sarney Filho acusou a Chevron de agir de má-fé por minimizar a dimensão do acidente. “O que nos deixou de sobreaviso foi a falta de transparência por parte da empresa e a tentativa de minimizar o desastre ambiental. Isso é uma clara demonstração de má-fé.”

O deputado ressaltou que o episódio deixa várias lições. "A exploração de petróleo é perigosa e não dá garantias de que não haverá acidentes graves. Os planos de contingenciamentos para alto-mar, como será o caso do pré-sal, não são suficientes, o que demandará mais equipamentos. E as regras devem ser mais transparentes, sem caixas-pretas de segurança e de procedimentos, em uma atividade que é altamente perigosa e poluente."

Para a audiência pública, que deverá ocorrer na próxima semana, serão convocados executivos da Chevron, ambientalistas e representantes da Polícia Federal, Marinha e outros órgãos públicos envolvidos na questão. Segundo o deputado, talvez seja necessário um novo conjunto de leis regulando o setor, para garantir a proteção ambiental.

Novembro 17, 2011 Posted by | água, jornalismo, meio ambiente, Petroleo e Gás, Planeta Terra, política, pré-sal | , | Deixe um comentário

Gerárd Moss, idealizador do Projeto Rios Voadores, será condecorado pela Rainha Elizabeth

                 

Projeto é patrocinado há oito anos pela Petrobras através do Programa Petrobras Ambiental

A Rainha do Reino Unido, Elizabeth II, concederá a Gerárd Moss, idealizador do Projeto Rios Voadores, a medalha e o título de Membro da Ordem do Império Britânico – MBE. A condecoração ocorrerá no dia 18 de novembro, no Palácio de Buckingham, em Londres, na Inglaterra. Gerárd Moss será reconhecido pelos serviços prestados em questões do meio ambiente no Brasil. Com o Projeto Rios Voadores, patrocinado desde 2003 pela Petrobras, através do Programa Petrobras Ambiental, ele viabilizou pesquisas sobre a influência no clima brasileiro das correntes de ar carregadas de vapor de água que atravessam a Amazônia e levam a umidade para outras regiões do Brasil – os chamados "rios voadores".

Explorador ambiental, piloto e engenheiro, o inglês Gerárd naturalizou-se brasileiro há duas décadas. No Brasil, ele tem se dedicado a promover a preservação e o uso racional das águas. "Estou muito surpreso e honrado por ter sido indicado para receber a condecoração MBE. Mas tenho plena consciência de que esse reconhecimento vem graças à colaboração que tive durante muitos anos de vários cientistas brasileiros, nos projetos Brasil das Águas e Rios Voadores, e à confiança dos responsáveis pelo Programa Petrobras Ambiental", diz Moss.

O projeto é realizado através de uma expedição aérea que percorre os "rios voadores", coletando amostras de vapor de água, com objetivo de pesquisar como o desmatamento da floresta pode afetar o clima e alterar o ciclo hidrológico, principalmente nas regiões Sul e Sudeste do país. Novas pesquisas serão realizadas para estudar a origem do vapor de água e calcular o volume da água cedida para a atmosfera pela evaporação das folhas e transpiração das árvores e plantas. Em iniciativa inédita, Gérard Moss optou por utilizar um balão que fará voos para a coleta de amostras rentes a copas de árvores e a campos degradados ou de plantio. "É uma excelente plataforma que permite uma observação mais próxima destas áreas", explica. As informações coletadas também devem servir para que os estudiosos das mudanças climáticas possam validar seus resultados.

 

Rios Voadores

A expedição – Gérard Moss, idealizador e realizador do projeto, percorreu várias regiões brasileiras em um avião monomotor para identificar os cursos dos rios voadores, que transportam vapor de água de norte a sul do País.

Objetivos – Aprofundar os estudos sobre o transporte do vapor de água da bacia Amazônica para outras regiões. Buscar avaliar os mecanismos desse transporte da umidade e entender de que forma o desmatamento e as mudanças climáticas globais influenciam o nível das chuvas em outras regiões.

Metodologia – Amostras de vapor de água coletadas em pequenos tubos durante o voo são analisadas, por meio de técnicas isotópicas, ajudando a identificar a origem, a dinâmica e o deslocamento das massas de ar e de vapor de água.

Visite: www.riosvoadores.com.br

 

Fonte: Gerência de  Imprensa/Comunicação Institucional

Novembro 14, 2011 Posted by | água, jornalismo, meio ambiente, Planeta Terra | , | Deixe um comentário

Cedae inicia assentamento da rede de água para Itaipuaçu

Rede está sendo instalada na Estrada de Itaipuaçu

Obras têm prazo de conclusão de dois anos e deverão ter outras quatro frentes de trabalho

Se ainda havia algum ceticismo em relação à chegada do abastecimento de água para Inoã e Itaipuaçu, não há mais motivos para tal desconfiança. Quem garante é a própria Companhia Estadual de Águas e Esgotos (Cedae), que iniciou nesta segunda-feira (22/8) as obras da fase de assentamento de rede na Estrada de Itaipuaçu. A empresa começou a instalar tubos de 400 milímetros de diâmetro na lateral da pista, no sentido Inoã da via.

De acordo com a engenheira responsável pelas obras, Cristina Andrade, outras quatro frentes de trabalho deverão ser abertas em toda a região para agilizar o andamento dos trabalhos, que tem previsão de duração de dois anos. Uma delas deverá ser na Rua Cardoso de Menezes (Rua Um), que passa atualmente por obras de drenagem e pavimentação.

“A obra está começando efetivamente hoje e só vamos parar totalmente se cair uma chuva muito forte”, garantiu ela. Nos locais onde houver intervenção, o trânsito ficará em meia pista no sistema “pare e siga”.

Quem mora e trabalha na região está recebendo com entusiasmo a chegada da intervenção. O comerciante Arildo Oliveira Ribeiro, nascido e morador de Itaipuaçu há 47 anos, é dono de um bar e restaurante que fica de frente para o ponto onde as obras tiveram início e disse que era algo muito aguardado pela população.

“Há muitos anos ouvimos que a água iria chegar e parece que, agora, está chegando mesmo. Sempre nos viramos aqui com água de poços, que é boa, mas será bem melhor termos água tratada nas casas e no comércio”, comemorou.

Estrutura – A ordem de início para a implantação da rede de água em Inoã e Itaipuaçu foi dada na semana passada pela Caixa Econômica Federal. Em junho, o presidente da Companhia Estadual de Águas e Esgotos (Cedae), Wagner Victer, participou da solenidade de lançamento no Colégio Municipal Darcy Ribeiro, em Inoã, ao lado do prefeito Washington Quaquá.

Entre os itens da estrutura do novo sistema, estão a instalação de aproximadamente 250 quilômetros de rede, que vão possibilitar cerca de 12 mil ligações residenciais e comerciais nos dois bairros. Serão construídos também dois reservatórios: um com capacidade para 2,5 milhões de litros em Inoã e outro para Itaipuaçu, para armazenar até 4 milhões de litros. Ambos receberão água que virá da estação de tratamento do Laranjal, em São Gonçalo, através de nove quilômetros de tubos ao longo da rodovia RJ-106. O investimento é de R$ 70 milhões e vai beneficiar cerca de 50 mil moradores.

Texto: Sérgio Renato
Foto: Fernando Silva

Obra tem prazo de duração previsto de dois anos

Segundo a Cedae, novas frentes de trabalho deverão ser abertas no bairro

Trânsito da estrada vai ficar em meia pista nos locais onde houver intervenções

Agosto 23, 2011 Posted by | água, jornalismo, Obras em Maricá, Qualidade de Vida | , | Deixe um comentário

Obras para água em Itaipuaçu e Inoã recebem ordem de início

Dois meses depois do lançamento, a Caixa Econômica Federal ordenou, finalmente, o início das obras que vão levar água a Inoã e Itaipuaçu. Os trabalhos deverão ter início já nos próximos dias.

 DSC00194No dia 7 de junho, o presidente da Companhia Estadual de Águas e Esgotos (Cedae), Wagner Victer, participou da solenidade de lançamento no Colégio Municipal Darcy Ribeiro, em Inoã, ao lado do prefeito Washington Quaquá.

Entre os itens da estrutura do novo sistema, estão a instalação de aproximadamente 250 quilômetros de rede, que vão possibilitar cerca de 12 mil ligações residenciais e comerciais nos dois bairros. Serão construídos também dois reservatórios: um com capacidade para 2,5 milhões de litros em Inoã e outro para Itaipuaçu, para armazenar até 4 milhões de litros. Ambos receberão água que virá da estação de tratamento do Laranjal, em São Gonçalo, através de nove quilômetros de tubos ao longo da rodovia RJ-106. O investimento é de R$ 70 milhões e vai beneficiar cerca de 50 mil moradores.

Agosto 15, 2011 Posted by | água, jornalismo, Obras em Maricá, Qualidade de Vida | Deixe um comentário