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Cidade de Maricá vai participar do Projeto Orla do governo federal

Texto: Leandra Costa (edição: Gisele Paiva) | Fotos: Fernando Silva

Cidade de Maricá vai participar do Projeto Orla do governo federal

O prefeito de Maricá, Washington Quaquá, ratificou na quarta-feira (01/04) o interesse em participar do Projeto de Gestão Integrada da Orla Marítima (Projeto Orla), que busca o ordenamento dos espaços litorâneos sob domínio da União, aproximando as políticas ambiental e patrimonial, com ampla articulação entre as três esferas de governo e a sociedade.

O assunto foi tema do encontro, no Paço Municipal, entre o chefe do executivo, o vice-prefeito, Marcos Ribeiro; o superintendente da Secretaria do Patrimônio da União, Eduardo Moraes; o chefe de Gerenciamento Costeiro do Instituto Estadual de Ambiente (INEA), Ricardo Augusto Voivodic; e diversos secretários municipais.

Desenvolvida pela Secretaria do Patrimônio da União no Estado do Rio de Janeiro, vinculada ao Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão, a iniciativa tem como objetivo principal preservar a função socioambiental da orla e o livre acesso à praia. Para o prefeito, o projeto vai ao encontro da segunda fase de seu governo pautada em ações de estímulo ao turismo.

“A orla é o cordão de pérola da nossa cidade que, por muitos anos, ficou esquecida. Nessa nova etapa do governo, estamos investindo em estratégias que alavancam o potencial turístico do município, como o teleférico e os recifes artificias. Esse projeto vai permitir planejar as ações futuras de forma integrada e sustentável”, afirmou. O prefeito ainda destacou a proposta municipal de urbanizar 15 km da orla até 2016, cujos principais pontos são Itaipuaçu, Barra de Maricá, Ponta Negra, Jaconé. 

O superintendente da Secretaria do Patrimônio da União (SPU), Eduardo Moraes, explicou o funcionamento do Projeto Orla. “A iniciativa surge como uma ação inovadora no âmbito do governo federal, conduzida pelo Ministério do Meio Ambiente e pela Secretaria do Patrimônio da União do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão, buscando implementar uma política nacional que harmonize e articule as práticas patrimoniais e ambientais com o planejamento de uso e ocupação desse espaço que constitui a sustentação natural e econômica da Zona Costeira. Funciona de forma semelhante a um plano diretor que estabelece diretrizes que devem ser seguidas em conjunto pela União, Estado e município”.

Ainda de acordo com o superintendente, o projeto permite planejar ações para captação de recursos junto a órgãos governamentais e instituições financeiras. “O projeto abre as portas para viabilizar propostas de financiamento para urbanização, pavimentação e embelezamento da orla da cidade com foco no desenvolvimento sustentável do espaço marítimo e a possibilidade de receber a cessão da orla, por parte da SPU”, declarou o superintendente. 

Segundo ele, em maio, Campos dos Goitacazes será a primeira cidade no Estado do Rio de Janeiro a ter o projeto implantado completamente. A previsão para conclusão do projeto em Maricá é de seis a nove meses.

O chefe de Gerenciamento Costeiro do INEA, Ricardo Augusto Voivodic, ressaltou a importância do projeto que está em conformidade com as normas legais do artigo 32, do decreto 5.300/2004, que estabelece que é de competência do poder municipal elaborar e executar o Plano de Intervenção da Orla Marítima.

“A adesão do município ao projeto é estratégica porque ele se faz, impreterivelmente, de modo participativo com representantes da sociedade, instituições e órgãos interessados, estabelecendo os preceitos da sustentabilidade do espaço marinho”, destacou Ricardo que trabalha com o projeto desde 2002.

A coordenadora do Projeto Orla no Estado do Rio de Janeiro, Maria Rosa Esteves, apresentou a fundamentação legal da iniciativa, como a  Lei nº 7.661/88 (que institui o Plano Nacional de Gerenciamento Costeiro), Lei nº 9.636/98 (que dispõe sobre a regularização, administração, aforamento e alienação de bens imóveis de domínio da União), Decreto-Lei nº 2.398/87 (que institui foros, laudêmios e taxas), Lei nº 9.605/98 (Lei de Crimes Ambientais), Lei nº 10.257/20501 (Estatuto das Cidades) e o Decreto nº 5.300/04 (que regulamenta a Lei nº 7.661/88 e dispõe sobre regras de uso e ocupação da zona costeira e estabelece critérios de gestão da orla marítima).

Segundo a coordenadora, o projeto fortalece a capacidade de atuação e articulação de diferentes atores do setor público e privado na gestão integrada da orla e estimula a prática de atividades socioeconômicas compatíveis com o desenvolvimento sustentável.​

Projeto busca busca o ordenamento dos espaços litorâneos sob domínio da União

A iniciativa tem como objetivo principal preservar a função socioambiental da orla e o livre acesso à praia

Abril 9, 2015 Posted by | Arquitetura e Urbanismo, Maricá, Urbanização | , , | Deixe um comentário

Fazenda São Bento da Lagoa, em Zacarias, desenvolve projeto para se tornar referência em preservação ambiental e inclusão social

Empreendimento prevê a regularização fundiária da comunidade local e uma infraestrutura urbana completamente integrada à natureza

O IDB Brasil, empresa de desenvolvimento imobiliário, apresentou o novo projeto do complexo turístico e residencial Fazenda São Bento da Lagoa. Desenvolvido dentro dos parâmetros definidos pelo Plano de Manejo da Área de Proteção Ambiental (APA) de Maricá, o empreendimento prevê uma infraestrutura urbana completamente integrada à natureza, numa área de 840 hectares, com 81% de preservação da vegetação nativa e apenas 6,4% de ocupação predial – o percentual restante corresponde à área de comunidades e a intervenções, como jardins e vias.

Com a mudança da estrutura societária da IDB, em 2008, a concepção do projeto anterior foi descartada. A Fazenda São Bento da Lagoa agora  respeita, com boa margem, todas as restrições de uso do solo e parâmetros urbanísticos definidos em lei. A área prevista para ser ocupada por prédios, por exemplo, será cerca de 50% menor do que estabelece o limite legal. “A exigência do plano de manejo era manter 22% da área ocupada. Decidimos reduzir bastante esse percentual de preservação porque a questão ambiental é uma de nossas prioridades”, afirma David Galipienzo, diretor-executivo da IDB. A empresa se preocupou em colocar à frente do projeto um especialista em Ciências Ambientais, que liderou um desenho inteiramente novo, respeitando os critérios de construção para APA (Área de Proteção Ambiental) de Maricá, a comunidade e o meio ambiente.

Outro ponto importante é a criação da segunda maior Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN) de restinga do estado do Rio de Janeiro, garantindo a preservação perpétua da vegetação local em uma área equivalente ao bairro de Copacabana, de 450 hectares. Hoje a região possui mais de 20% de área degradada. Com as iniciativas do empreendimento Fazenda São Bento da Lagoa de recuperar essas áreas, haverá um acréscimo de mais de 100 hectares de vegetação nativa de restinga. Em termos de comparação, essa área a ser recuperada corresponde ao Parque do Aterro do Flamengo, no Rio de Janeiro. Além disso, a RPPN será totalmente aberta a moradores e visitantes de Maricá, que poderão visitar e pesquisar a fauna e a flora de restinga, num trecho onde existem cerca de 50 espécies nativas.

Já em relação aos aspectos sociais, o projeto seguirá um caráter totalmente inclusivo com a comunidade pesqueira de Zacarias. Diferente dos projetos anteriores, o novo desenho estabelece a integração de toda a comunidade. “Ouvimos os moradores e passamos a entender todo o histórico de ocupação da região pela comunidade. Fizemos adequações que favorecem os pescadores e seus familiares. A IDB Brasil valoriza a cultura local e entende a importância em investir e incentivar a tradição pesqueira de Maricá”, afirma Galipienzo. Prova disso é que o processo de regularização fundiária entregará aos pescadores de Zacarias escrituras definitivas de suas moradias.

A comunidade receberá ainda melhorias urbanísticas e infraestruturas de água, esgoto e drenagem no mesmo padrão do empreendimento, assim como áreas de lazer e esportes. Os pescadores e suas famílias terão ainda cursos de qualificação de mão de obra e participarão de projetos que visam ao resgate da cultura da pesca artesanal. Serão beneficiados também pela revitalização da Lagoa de Maricá, prevista no projeto.

Veja as diferenças entre o atual projeto e o anterior:

· No projeto atual todas as famílias da Comunidade de Zacarias vão ganhar a titularidade das terras. No anterior, a comunidade seria retirada para local fora do empreendimento. A ideia é integrar a rotina dos moradores de toda a região que terão total acesso às áreas públicas do empreendimento.

· O projeto atual contempla 81% de vegetação nativa, quando o projeto de 2007 previa apenas 38,4%.

· A infraestrutura urbana é completamente integrada à natureza, com apenas 6,4% de ocupação predial efetiva e 17% de intervenção/ocupação do espaço total, bem menor do que o Plano de Manejo exige (22%). Já em 2007, o projeto previa uma intervenção de 61,5%.

· No projeto atual foi excluído o corte do canal de ligação do mar para a Lagoa de Maricá, que estava previsto no plano de 2007.

· Diferentemente do projeto de 2007, que era fechado ao público, o atual prevê a inclusão da população de Zacarias e de outras áreas que não fazem parte do complexo turístico e residencial.

· O projeto, diferente do anterior, aproveita as bordas do terreno, que já estão urbanizadas. O centro ficará intacto e a área degrada será recuperada.

· O projeto anterior previa um desenho imobiliário básico. Já o atual é completamente sustentável.

· A IDB Brasil reformulou o projeto com base na integração de toda comunidade da Zacarias. O projeto antigo não contemplava nenhuma relação com essas pessoas.

IDB a evolução do projeto

FSB Comunicações

Setembro 13, 2014 Posted by | Arquitetura e Urbanismo, construção civil, empreendimento imobiliario, jornalismo, Maricá, meio ambiente, Urbanização | , , | Deixe um comentário

Separados por disputa judicial, herdeiros de Niemeyer prestam homenagem ao arquiteto

Institucional | O Globo Online | BR


Projeto de restaurante na Lagoa é um dos inéditos da mostra que começa hoje no Paço Imperial: iniciativa da fundação gerida pela neta – Divulgação

Projeto de Niemeyer para o Maracanã ficou em segundo lugar em concurso – Divulgação

Mostra no Paço Imperial reúne projetos clássicos e inéditos, enquanto revista traz textos jamais publicados

RIO – O escritório de Oscar Niemeyer na praia de Copacabana está do jeito que ele deixou ao morrer, em dezembro de 2012. As obras completas de Eça de Queirós e as centenas de livros fazem companhia ao busto de Lênin e à caixinha de música que tocava a Internacional Socialista, entre outros objetos repletos de lembranças. Apesar de brigarem na Justiça pela empresa e por outros bens deixados pelo arquiteto, os herdeiros agora tomam a iniciativa – separadamente, diga-se – de homenagear a memória de Niemeyer. Assim, velhos objetos, desejos interrompidos, projetos não concretizados e papéis nas gavetas voltam à tona.

Uma das novidades é o retorno da revista "Nosso Caminho", que Niemeyer editava com Vera, sua mulher. Já hospitalizado, pouco antes de morrer, ele discutia com ela como ficaria a edição que estava prestes a sair – e que acabou sendo guardada. Só depois de quase dois anos de luto, Vera volta à publicação, que traz projetos e textos inéditos deixados pelo arquiteto. A ideia, a partir de agora, é lançar duas edições por ano.

– Precisei esperar esse tempo para conseguir mexer na revista novamente. Mas está tudo do jeito que ele queria – afirma Vera Niemeyer.

Ela conta que o marido escrevia tudo à mão e não gostava de palavra difícil. Niemeyer, diz Vera, buscava a simplicidade em seus textos. Os escritos inéditos vão das lembranças da primeira visita ao local onde Brasília seria construída às recordações de suas viagens de carro ao Planalto Central, quando olhava para as nuvens e via nelas catedrais enormes, guerreiros romanos, monstros desconhecidos – e mulheres, é claro. Entre os projetos não construídos, a "Nossa Caminho" traz centros culturais em Foz do Iguaçu e no Marrocos, além da sede de uma empresa e um parque aquático na Alemanha.

CONCURSO PARA A CONSTRUÇÃO DO MARACANÃ

A segunda homenagem ao arquiteto surge por iniciativa de outra parte da família.

A Fundação Oscar Niemeyer, cuja diretora executiva é Ana Lúcia, sua neta, inaugura hoje no Paço Imperial, para convidados, a exposição "Oscar Niemeyer – Clássicos e inéditos", que já passou por São Paulo e é produzida pelo Itaú Cultural. Com curadoria de Lauro Cavalcanti, diretor do Paço, e projeto cênico de Pedro Mendes da Rocha, a exposição nasceu da descoberta, pelo professor Fares El Dahdah, da Rice University, de cadernos guardados pela fundação, com projetos que não chegaram a ser realizados.

– Em geral, eles não foram construídos por conta da desistência de clientes, por motivos financeiros ou políticos, como trocas de governo, no caso das obras públicas – afirma Cavalcanti.

Entre os inéditos, está o desenho "Estádio Olímpico Nacional" (1941), que tirou o segundo lugar no concurso para a construção do Maracanã. Também há um conjunto de restaurante e espaços públicos na Lagoa Rodrigo de Freitas (1944), que ficaria em frente ao Cantagalo, e uma casa de praia que ele projetou para si mesmo, em Maricá. A exposição reúne ainda as residências de Oswald de Andrade (1938) e de Sérgio Buarque de Holanda (1953). Outro inédito é o projeto para a cidade de Negev, em Israel (1964), feito apenas três anos depois de Brasília e cuja ideia era permitir que todas as distâncias do local fossem percorridas a pé. Para a mostra, foram produzidas maquetes de alguns desses projetos.

– A ideia era fazer uma primeira exposição póstuma apenas com esses desenhos, mas também pensei que não seria justo sonegar, de uma pessoa que não conhecesse Niemeyer, informações sobre a grande obra que ele produziu – afirma Cavalcanti.

Por isso, a exposição traz uma linha do tempo que começa em 1936, com o prédio do Ministério da Educação e Cultura, no Rio, e termina em 2011, com o Centro Cultural Oscar Niemeyer, em Avilés, na Espanha (2006/2011). Construções como o Conjunto Arquitetônico da Pampulha e os monumentos de Brasília, é claro, também ganham seu espaço. Assim, a mostra apresenta, com fotos, desenhos e detalhamento de cada projeto, a vasta obra do fundador da moderna arquitetura brasileira.

– Esta não é uma exposição apenas para arquitetos ou estudantes de Arquitetura – ressalta Cavalcanti. – É para o público amplo. A arquitetura não é uma coisa obscura, é algo fluido, para ser desfrutada pelas pessoas. Faz parte da vida de todo mundo.

Uma das grandes atrações da mostra é uma bobina de papel de 12,5 metros. Nela, o arquiteto demonstrou seu método de trabalho para o filme "Oscar Niemeyer – O filho da estrela" (2001), de Henri Raillard, que é exibido na exposição. Também será projetado "Oscar Niemeyer – A vida é um sopro" (2007), de Fabiano Maciel.

Outra curiosidade fica por conta de um desenho feito pelo arquiteto em 1975, a pedido de uma publicação soviética, sobre a cidade do futuro. Lauro Cavalcanti lembra que Niemeyer não era muito dado a esse tipo de previsão, mas, "talvez por ser um pedido da URSS", criou uma cidade com habitações subaquáticas, novos transportes aéreos e aprendizado durante o sono. Nessa fantasia futurista, ninguém precisaria frequentar universidade, e as árvores cresceriam em questão de minutos.

ESCRITORIO EM BRASÍLIA NÃO FUNCIONA MAIS

As duas homenagens ilustram uma família dividida. De um lado, alguns dos netos e a Fundação Oscar Niemeyer; do outro, Vera Niemeyer e o escritório. Ao todo, são cinco herdeiros, representados por diferentes escritórios de advocacia. Vera, aliás, acaba de ser nomeada pela Justiça a inventariante do espólio do arquiteto. Isso quer dizer que, além de ser responsável pelo andamento legal do processo, ela se transformou na gestora da herança enquanto o processo do inventário durar.

Com essa mudança, o escritório do Rio de Janeiro, diz a viúva, passa a ser o único autorizado a negociar projetos de Oscar Niemeyer que ainda estejam em andamento. O escritório que o arquiteto chegou a ter em Brasília, portanto, não funciona mais. Entre os bens do inventário, estão ainda uma fazenda em Maricá, um apartamento no Rio e a Casa das Canoas, em São Conrado, que precisa de reforma.

– O Oscar não era uma pessoa mercenária, e acho que isso tem que ser respeitado durante esse processo. Acho que os herdeiros precisam respeitar os princípios dele – afirma Vera. – Nós temos conhecimento, de outros artistas, que muita coisa acontece após a morte, a obra não é respeitada conforme sua vontade. A coisa toma caminhos diferentes.

Desde 2006, quando o arquiteto caiu em casa, fraturou o fêmur e sua saúde se deteriorou, havia boatos de que Niemeyer não desenhava mais e apenas assinava os projetos. Vera nega.

– Ele desenhava, sim. O Jair Valera (arquiteto que trabalhou por 30 anos com Niemeyer) entendia nos mínimos detalhes o que o Oscar queria – defende. – Ele via o que Oscar queria, desenvolvia e mostrava para ele ver se era aquilo mesmo. Quando não era, o Oscar rasgava.

Enquanto a briga judicial não se resolve, a companheira de Niemeyer desde os anos 1970 diz que não tira um objeto do escritório do lugar. Vera calcula que tenha mais de cem textos inéditos do arquiteto e, agora que conseguiu finalmente mexer na papelada, quer levar outros projetos adiante.

Agosto 14, 2014 Posted by | Arquitetura, Arquitetura e Urbanismo, construção civil, Exposições, jornalismo, Lazer, projeto cultural, social | | Deixe um comentário

RJZ Cyrela chega em Maricá com a linha Cyrela Landscape

Ladscpace Maricá - PraçaA RJZ Cyrela está chegando à cidade de Maricá por meio da Cyrela Landscape, linha de produtos de Desenvolvimento Urbano da incorporadora. A empresa vai lançar na região o empreendimento Landscape Maricá, lotes com toda infraestrutura planejada, dispondo de portaria, asfalto, água e uma estação de tratamento de esgoto, além de paisagismo e avenida central estrutural arborizada.

O projeto também contará com área comercial na frente do empreendimento destinada à instalação de um shopping center, formando assim um conceito de novo bairro. 

Novembro 14, 2013 Posted by | Arquitetura e Urbanismo, construção civil, empreendimento imobiliario, jornalismo, Maricá, Urbanização | , , | Deixe um comentário

Arte da arquitetura em PVC

Tudo inflado

Ar, sensação de pureza e liberdade. Com suas formas arredondadas e um ar lúdico e provisório, os produtos infláveis ganham cada vez mais adeptos. Divertidos e funcionais, eles invadiram o desenho industrial para contagiar a decoração, a moda e o estilo de vida em geral.

Quem imaginaria que alguém teria a ideia de algo mais adequado que as majestosas pontes que atravessam o Rio Sena de Paris? Irreverente, o estúdio francês Atelier Zündel Cristea o fez. Com uma visão inovadora, idealizaram uma ponte inflável equipada com trampolins gigantes que expôs o lado mais divertido dos parisienses: para atravessá-la, só se for aos saltos, como em uma cama elástica. O projeto procurou somar uma experiência adicional na hora de atravessar o lugar. "Já havia pontes suficientes em Paris, por isso nossa intenção foi convidar as pessoas a explorar uma experiência diferente, mais divertida, de passar sobre a água", explicaram. "Queríamos proporcionar uma sensação de felicidade própria dos tempos em que o corpo e o espírito eram livres", agregaram seus criadores. A Ponte Trampolim, uma estrutura de 94 metros de puro PVC, ficou com o terceiro lugar em uma competição na qual a Cidade da Luz procurava por um novo ícone, ao estilo da Torre Eiffel ou da pirâmide do Museu do Louvre.

Março 8, 2013 Posted by | Arquitetura e Urbanismo, jornalismo | | Deixe um comentário

Prefeitura de Maricá faz segunda reunião com representantes de Niemeyer

Texto: Leandra Costa (edição: Marcelo Ambrosio) | Fotos: Fernando Silva

Representantes da prefeitura e do escritório de arquitetura Niemeyer discutem implantação de projeto na cidade.

Implantação de projetos do arquiteto na cidade foi a pauta do encontro

Representantes do escritório Arquitetura e Urbanismo Oscar Niemeyer participaram em Maricá, nesta segunda-feira, (17/12), da segunda reunião destinada para consolidar a implantação na cidade de dois importantes projetos do arquiteto, falecido no dia 05/12. O Oceanário Niemeyer e o projeto de piscicultura Cultimar estão entre os últimos criados pelo gênio da arquitetura.

A representante Mônica Illa e o assessor jurídico Carlos Eduardo Coelho conversaram com o secretário executivo da Prefeitura de Maricá Márcio Leite e com o assessor jurídico municipal Bruno Fialho Ribeiro sobre a documentação necessária para dar prosseguimento a implantação dos dois projetos. Segundo Mônica, as duas iniciativas são inéditas no país e trazem o traço característico do arquiteto que se tornou referência no mundo. “Além do oceanário possuir uma atrativo turístico com o aquário, nossa intenção é a área social, oferecendo, por meio da escola de oceanografia, capacitação para as pessoas, principalmente, as que estão voltadas para o mercado offshore. E, Maricá está em acelerado crescimento nesse setor”, explicou a sócia do escritório de arquitetura, acrescentando que o espaço está sob a administração direta do bisneto do arquiteto, Caique Niemeyer, que nos últimos 22 anos trabalhou diretamente no desenvolvimento de projetos com o bisavô.

Sobre o Cultimar, que foi idealizado exclusivamente para a cidade, Mônica destacou a necessidade de Maricá investir em centros de pesquisa para a atividade pesqueira, que é uma das mais antigas desenvolvidas na região. “Com tanques em forma de flores, pretendemos criar áreas para a produção, cultura e manejo de peixes”, destacou, acrescentando que somente o Cultimar prevê em torno de 5.500 m2 de área construída.

O secretário executivo de Maricá, Márcio Leite, recebeu o projeto-conceito o que permitirá estudar as formas legais que viabilizem a implantação do Oceanário e também do Cultimar. “O escritório vai nos enviar o projeto final para darmos início ao processo de licitação que definirá a empresa responsável pela construção”, explicou o secretário. Para o Oceanário, o local em estudo está localizado às margens da lagoa de Ponta Negra, numa área de 20 mil m2.

Para o prefeito Washington Quaquá, as duas obras são estratégicas para a administração municipal como forma de impulsionar o turismo na região e também como homenagem a um dos mais brilhantes representantes brasileiros em todo o mundo. “A família de Niemeyer é de Maricá. Seu avô, Ribeiro de Almeida, morou no Bananal e foi uma das grandes referências na vida do arquiteto. Por isso, considero de grande relevância a implantação desses projetos”, salientou o prefeito.

Prefeitura faz segunda reunião com representantes de Niemeyer.

Dezembro 18, 2012 Posted by | Arquitetura e Urbanismo, jornalismo, Maricá | Deixe um comentário

Prefeitura de Maricá negocia construção de Oceanário projetado por Niemeyer

Texto: Marcelo Moreira | Fotos: Divulgação

Traços do arquiteto que conquistou o mundo podem ser vistos em Maricá na Casa de Darcy Ribeiro.

Traços do arquiteto que conquistou o mundo podem ser vistos em Maricá na Casa de Darcy Ribeiro; ligação com a cidade inclui ainda fazenda de sua família em Bananal

Um dos últimos projetos da carreira do gênio da arquitetura, Oscar Niemeyer, pode virar realidade em Maricá. Pouco mais de um mês antes da morte do arquiteto, representantes do seu escritório, Arquitetura Urbanismo Oscar Niemeyer, se reuniram com a Prefeitura de Maricá para viabilizar a construção de um oceanário na cidade – projeto considerado estratégico pela administração municipal para impulsionar o turismo na região. Niemeyer morreu na quarta feira (05/12) no Rio de Janeiro, aos 104 anos.

Segundo o secretário executivo de Maricá, Márcio Leite, que participou do encontro com a fundação, o projeto do oceanário já existia e está sendo adaptado para a cidade. “A primeira conversa que tivemos foi ótima e a prefeitura agora aguarda o envio de documentações e do projeto final, para decidir a melhor maneira de viabilizar tanto a elaboração do projeto quanto a construção da obra”, explicou o secretário. O local em estudo é uma grande área da prefeitura às margens da lagoa de Ponta Negra.

O prefeito Washington Quaquá defende o projeto como forma de homenagear um dos mais brilhantes representantes brasileiros em todo o mundo. "Niemeyer é de família originária de Maricá. Seu avô, Ribeiro de Almeida, que foi ministro do STF, dá nome a uma das principais ruas da cidade. Estamos contratando o projeto do "Oceanário Niemeyer" que é uma das últimas obras realizadas por um dos maiores brasileiros de todos os tempos", declarou o prefeito.

Em entrevista ao jornalista Geneton Moraes Neto, publicada posteriormente no livro “As Grandes Entrevistas do Milênio” (Editora Globo), Niemeyer cita as raízes de sua família em Maricá, quando questionado sobre o fato de se dizer um homem sem crença. “Venho de uma família católica – que veio de Maricá, eram fazendeiros. O meu avô foi do Supremo Tribunal. Tínhamos missa em casa, com a presença de vizinhos. Mas, quando saí para a vida, superei tudo isso. Vi que o mundo era injusto. Não acredito em nada. Acredito na natureza: tudo começou não se sabe quando nem como. Eu bem que gostaria de acreditar em Deus. Mas não. Sou pessimista diante da vida e do homem”, declarou na ocasião.

Família do arquiteto possui fazenda em Maricá; cidade também abriga a Casa de Darcy Ribeiro, projetada por Niemeyer

Projetada por Oscar Niemeyer em formato de sol, a casa de Darcy Ribeiro fica em Cordeirinho e foi restaurada pela prefeitura em 2011, em parceria com empresas da cidade. Como homenagem à importância do senador na educação, o local vai abrigar um centro de capacitação de professores da rede municipal. A casa também ganhou uma escultura do artista local Alexandre Shiachticas, que reproduz o gesto de Darcy ao voltar do exílio. O local foi usado como refúgio de praia pelo escritor, antropólogo e político, que morreu em 1997.

A outra ligação importante entre Maricá e Niemeyer é a fazenda de sua família, na localidade de Bananal, tombada em 1985 pelo Instituto Estadual do Patrimônio Cultural (INEPAC) e que, antes, chegou a ser modificada pelo arquiteto, apesar de preservar muitas características das casas de fazenda do interior fluminense nos séculos XVIII e XIX. A casa é simples, com paredes brancas e decoração dourada, e o local também abriga uma capela.

Projetada por Oscar Niemeyer em formato de sol, a casa de Darcy Ribeiro fica em Cordeirinho e foi restaurada pela prefeitura em 2011.

A casa ganhou uma escultura que reproduz o gesto de Darcy ao voltar do exílio.

Prefeito defende o projeto do oceanário como forma de homenagear um dos mais brilhantes representantes brasileiros em todo o mundo. Na foto (arquivo), a primeira dama Rosangela Zeidan, o mestre da arquitetura Oscar Niemeyer e o prefeito de Maricá, Washington Quaquá.

Dezembro 7, 2012 Posted by | Arquitetura e Urbanismo, jornalismo, turismo, Urbanização | , , , , , | Deixe um comentário

Velório de Oscar Niemeyer no Rio será aberto ao público nesta sexta

Durante a madrugada, cerimônia foi restrita a amigos e familiares.
Arquiteto será enterrado ainda nesta sexta, no Cemitério São João Batista.

Fonte: G1 Rio

Chegada do caixão com o corpo do arquiteto Oscar Niemeyer (Foto: Foto: Marcelo Piu / Agência O Globo )Chegada do caixão com o corpo do arquiteto Oscar Niemeyer (Foto: Foto: Marcelo Piu / Agência O Globo )

O velório de Oscar Niemeyer no Rio será aberto na manhã desta sexta-feira (7), no Palácio da Cidade, em Botafogo, na Zona Sul. Previsto para começar às 8h, até as 8h05 não havia começado. Durante a madrugada, a cerimônia foi restrita a amigos e familiares. O arquiteto morreu às 21h55 de quarta-feira (5), aos 104 anos, em decorrência de uma infecção respiratória, no Hospital Samaritano, também em Botafogo.

O corpo do arquiteto voltou à cidade na noite desta quinta-feira (6), após um primeiro velório em Brasília. De acordo com o Terceiro Comando da Força Aérea Regional, o corpo chegou ao Aeroporto Santos Dumont às 22h08 e, em seguida, foi levado para o Palácio da Cidade, onde chegou às 22h35.

Corpo de Oscar Niemeyer chegou ao Palácio da Cidade, no Rio, às 22h35 (Foto: JP Engelbrecht/G1)Corpo de Niemeyer será velado no Palácio da
Cidade (Foto: JP Engelbrecht/G1)

O enterro está programado para o fim da tarde desta sexta, no Cemitério São João Batista, também em Botafogo.

A viúva Vera, o sobrinho Paulo, e o neto Carlos Oscar Niemeyer foram os primeiros a chegar ao Palácio da Cidade.

Lembranças do neto
O neto contou que trabalhou com o avô durante 13 anos e lembrou dos ensinamentos que recebeu.

"Eu trabalhei com o Oscar durante 13 anos e aprendi com ele três coisas importantes. Ele dizia a vida é um segundo, isso quer dizer que a gente tem que viver uma vida bem vivida; falava também que o mundo é injusto, temos que modificá-lo; e que a palavra mais bonita é solidariedade", ressaltou o neto, acrescentando que "o Oscar teve uma vida de trabalho, de amizades, fazendo só coisas boas, então acho é normal que ele seja uma pessoa querida. Lá em Brasília estava todo mundo emocionado", concluiu Carlos Oscar.

Velório em Brasília
À tarde, segundo estimativa da Polícia Militar (PM) do Distrito Federal, 3,8 mil pessoas, em fila, passaram pelo Salão Nobre do Palácio do Planalto nas três horas e 45 minutos de velório.

A previsão era que o velório se encerrrasse por volta das 21h, mas a familia decidiu antecipar a volta ao Rio. Cerca de cem pessoas que aguardavam a passagem do caixão do lado de fora do palácio cantaram o Hino Nacional em homenagem a Niemeyer.

Oscar Niemeyer completaria 105 anos no dia 15. Ele estava internado havia pouco mais de um mês.

No Planalto, Dilma e a viúva de Niemeyer foram as primeiras a se aproximar para observar o corpo. A tampa do caixão não foi retirada. Apenas uma abertura de acrílico permitia que se visualizasse a face do arquiteto.

O vice-presidente da República, Michel Temer, e os presidentes do Senado, José Sarney, da Câmara dos Deputados, Marco Maia, e do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa, também foram se despedir de Niemeyer. Temer fez o sinal da cruz ao se aproximar do caixão.

Em seguida, se formou uma fila de autoridades no salão nobre do Planalto para prestar a última homenagem ao arquiteto famoso. A presidente Dilma se manteve o tempo todo, em pé, ao lado da cadeira onde estava sentada a viúva de Niemeyer.

Ministros de Estado, parlamentares, governadores e prefeitos que compareceram ao velório cumprimentaram Vera Lúcia e manifestaram palavras de apoio.

Por volta das 16h15, Dilma pediu que seu chefe de gabinete conduzisse a viúva ao terceiro andar do palácio, onde fica o gabinete presidencial. Em seguida, a própria presidente deixou o salão acompanhada da chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann.

O velório de Niemeyer é o terceiro realizado no Salão Nobre do Palácio do Planalto. O primeiro foi o do ex-presidente Tancredo Neves, em 1985. O segundo foi o do ex-vice-presidente José Alencar, no ano passado.

Luto oficial
Nesta quinta, Dilma Rousseff decretou luto oficial de sete dias. O decreto deverá ser publicado no "Diário Oficial da União" nesta sexta (7). Durante o período de luto, a bandeira nacional deve ser hasteada em meio mastro em todas as repartições públicas, estabelecimentos de ensino e sindicatos.

dilma_caixao_320 (Foto: Roberto Stuckert Filho/PR)Dilma ao lado da viúva Vera Lúcia, durante o velório de
Niemeyer no Planalto (Foto: Roberto Stuckert Filho/PR)

A lei prevê que, no caso de morte de autoridades civis ou militares, o governo pode decretar luto de, no máximo, três dias. A lei prevê, porém, que "em face de notáveis e relevantes serviços prestados ao país" pela pessoa falecida, o período de luto poderá ser estendido até no máximo sete dias.

O governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz, decretou luto oficial de sete dias pela morte do arquiteto.

MST
Um grupo de integrantes do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST) prestou uma homenagem a Oscar Niemeyer durante o velório do arquiteto no Palácio do Planalto.

Portando bandeiras, camisetas e bonés do movimento entraram na fila do público que deu o último adeus ao arquiteto. No momento em que entraram no Salão Nobre, os sem-terra se posicionaram diante do caixão para ler um manifesto. Ao longo dos cerca de três minutos de homenagem, os membros do movimento classificaram o idealizador dos principais monumentos de Brasília de “um sábio, solidário e comunista”.

frases_niemeyer_palacio_300 (Foto: Editoria de Arte / G1)

“Niemeyer foi mais do que um arquiteto, foi um amante da vida e um incansável defensor da igualdade entre todos os seres humanos. Era comunista, não por doutrina. Mas porque acreditava que todos os seres humanos são iguais e que deveríamos ter as mesmas condições de vida. Por isso, foi acima de tudo um companheiro de todos nós”, disseram os integrantes do MST.

Entre os cerca de 50 sem-terra que foram ao Planalto para se despedir de Niemeyer havia homens, mulheres e crianças. O grupo disse ter “imenso orgulho de ter sido amigo” do arquiteto famoso. Antes de deixar o salão, os sem-terra cantaram o hino da internacional socialista e aplaudiram Niemeyer.

Homenagens
De acordo com a assessoria do Planalto, foram enviadas 45 coroas de flores que serão doadas nesta sexta para uma instituição de assistência do Distrito Federal, a exemplo do que ocorreu após o velório do ex-vice-presidente José Alencar. Consultada, a família concordou com a doação.

Cortejo
O corpo de Oscar Niemeyer chegou a Brasília às 14h18 desta quinta-feira (6), trazido do Rio de Janeiro em um avião da Presidência da República, e seguiu em cortejo em carro aberto até o Palácio do Planalto, passando pelo Eixão Sul e pela Esplanada dos Ministérios, onde estão as principais obras do arquiteto na capital do país.

VALE ESTE Vida e Obras de Niemeyer (Foto: Arte/G1)

Palácio do Planalto
O velório de Niemeyer ocorreu Palácio do Planalto, projetado pelo próprio arquiteto, por iniciativa da presidente Dilma Rousseff, que fez a oferta à família.

No prédio, inaugurado em 21 de abril de 1960, fica o gabinete da presidente Dilma Rousseff. A construção começou em 10 de julho de 1958.

A inauguração do palácio ocorreu em 21 de abril de 1960, como parte das festividades da inauguração de Brasília e marca a história brasileira por simbolizar a transferência da capital federal para o centro do País, no governo de Juscelino Kubitschek.

‘Só falava em viver’
O médico Fernando Gjorup disse, na noite de quarta-feira, que Oscar Niemeyer conversou com a equipe médica sobre a vontade de realizar novos projetos, mesmo aos 104 anos. Segundo ele, o arquiteto só perdeu a consciência pela manhã, após ser sedado. O médico, que cuidou dele por 15 anos, afirmou que Niemeyer pouco falava sobre a saúde.

"Antes dessa internação, ele chegou a conversar com a equipe sobre novos projetos. Ele não gostava de falar sobre a saúde dele, mas sabia que já tinha passado da metade da vida. Ele nunca falou sobre morte, só falava em viver. A equipe médica tinha esperança, mas havia a fragilidade de um senhor de 104 anos", disse Gjorup.

Segundo a equipe médica, o arquiteto apresentou piora progressiva nos últimos dois dias. O arquiteto era submetido a hemodiálise e seu estado imunológico já era deficiente. Cerca de 10 familiares estavam na Unidade Coronariana do hospital quando Niemeyer morreu.

Repercussão
Em nota, a presidente Dilma Rousseff lamentou a morte de Niemeyer e disse que "poucos sonharam tão intensamente e fizeram tantas coisas acontecer como ele". "Niemeyer foi um revolucionário, o mentor de uma nova arquitetura, bonita, lógica e, como ele mesmo definia, inventiva". O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em nota divulgada pelo Instituto Lula, afirmou que Niemeyer "ficará sempre entre nós, presente nas linhas dos edifícios que plantou no Brasil e em todo o mundo".

Dezenas de outros políticos, arquitetos, artistas, apresentadores, jornalistas e personalidades brasileiras se manifestaram sobre a morte de Oscar Niemeyer. (Leia o que familiares, amigos e famosos disseram sobre o arquiteto.)

Histórico de internações
O arquiteto foi internado várias vezes ao longo dos últimos anos. Em 2006, ele teve de ficar no hospital por 11 dias após sofrer uma queda e passar por uma cirurgia.

Em 2009, ficou internado por 24 dias no Hospital Samaritano, entre setembro e outubro, após sentir dores abdominais. Ele chegou a passar por uma cirurgia para retirar um tumor no intestino grosso, uma semana depois de ter sido operado para a retirada de um cálculo na vesícula.

Em junho do mesmo ano, o arquiteto foi internado no hospital Cardiotrauma de Ipanema, também na Zona Sul, queixando-se de dores lombares. Ele passou por uma bateria de exames e recebeu alta médica algumas horas depois. Na ocasião, exames de sangue e uma tomografia indicaram que Niemeyer estava apenas com uma lombalgia.

Em 2010, Niemeyer também foi internado em abril, devido a uma infecção urinária.

Em abril de 2011, o arquiteto ficou internado por 12 dias por causa de infecção urinária. Também já foi submetido a cirurgias para a retirada da vesícula e de um tumor no intestino.

Em maio deste ano, Niemeyer também esteve internado, quando deu entrada com desidratação e pneumonia. Depois de 16 dias, com passagem pela UTI, recebeu alta.

No dia 13 de outubro, o arquiteto deu entrada no Hospital Samaritano após sentir-se mal, apresentando um quadro de desidratação. Ele ficou internado por duas semanas.

A última internação foi em 2 de novembro, quando voltou ao Samaritano, seis dias depois de ter recebido alta. Desta vez, Niemeyer foi submetido a tratamento de hemodiálise e fisioterapia respiratória.

Trabalho para festejar 104 anos
Autor de mais de 600 projetos arquitetônicos, Niemeyer decidiu festejar os seus 104 anos do jeito que mais gostava: trabalhando em seu ateliê de janelas amplas diante da Praia de Copacabana, na Zona Sul do Rio.

Em agosto de 2011, ele lançou o livro "As igrejas de Oscar Niemeyer" (Editora Nosso Caminho), na galeria de um shopping da Zona Sul do Rio.

Embora ateu convicto, o arquiteto selecionou fotos e desenhos das 16 obras religiosas, entre capelas e igrejas, que realizou ao longo de sua carreira.

"As pessoas se espantam pelo fato de, mesmo sendo comunista, me interessar pelas igrejas. E a coisa é tão natural. Eu morava com meus avós, que eram religiosos. Tinha até missa na minha casa. E eu fui criado num clima assim. Esse passado junto da família me deixou com a ideia de que os católicos são bons, que querem melhorar a vida e fazer um mundo melhor", explicou na ocasião.

Destaque na arquitetura mundial
Niemeyer foi um dos arquitetos mais premiados e influentes do mundo. Seu trabalho, sempre cheio de curvas em concreto que tornavam seu estilo inconfundível, marcou a paisagem urbana do Brasil e de outros países.

Dezembro 7, 2012 Posted by | Arquitetura e Urbanismo, jornalismo | , , | Deixe um comentário

Corpo do arquiteto Oscar Niemeyer é embalsamado no Rio

Corpo viajará para Brasília, onde será velado no Planalto.
Enterro será na sexta-feira (7), no Cemitério São João Batista.

Fonte: G1 Rio

O corpo de Oscar Niemeyer foi embalsamado e deixou a Santa Casa de Misericórdia de Inhaúma, no subúrbio do Rio, por volta das 6h30 desta quinta-feira (6). O corpo chegou ao Hospital Samaritano, em Botafogo, na Zona Sul, às 6h50. De lá, após a celebração de uma missa para familiares e amigos, segundo a viúva Vera Lúcia Cabreira, será levado para o Aeroporto Santos Dumont para embarcar em um voo fretado rumo a Brasília, onde será velado no Palácio do Planalto.

O arquiteto, que completaria 105 anos no próximo dia 15, morreu às 21h55 desta quarta-feira (5), em decorrência de infecção respiratória. Ele estava internado no Samaritano havia pouco mais de um mês.

Ainda nesta quinta, segundo o prefeito Eduardo Paes, o corpo retorna ao Rio, à noite, onde ficará no Palácio da Cidade. O enterro está marcado para sexta-feira (7), no Cemitério São João Batista, em Botafogo. A família ainda não divulgou o horário da cerimônia.

Horas após a confirmação da morte de Niemeyer, o prefeito foi ao hospital para cumprimentar os parentes do arquiteto. Paes disse que o último encontro com Niemeyer aconteceu há três meses.

Linha do tempo arquiteto Oscar  Niemeyer  (Foto: Editoria de Arte/TV Globo)

“Perdemos um grande brasileiro. Ele acreditou até o fim nos seus ideais. Jantei com ele há três meses e ele só falava de futuro”, disse.

Luto oficial
Paes decretou luto oficial de três dias, no Rio de Janeiro, após a morte de Oscar Niemeyer. Em nota enviada, na noite desta quarta-feira (5), ele lembrou as principais obras do aquiteto na cidade.

"Um dos maiores gênios que o Brasil deu ao mundo, Oscar Niemeyer foi mais do que um arquiteto brilhante e inovador que desafiou a lógica e contorceu as formas para criar verdadeiras obras de arte. Ele construiu marcos e deixou a sua marca na paisagem e na história de nosso país. Carioca, ele tinha com o Rio de Janeiro uma relação especial – Niemeyer deu à Cidade Maravilhosa o templo da folia, onde a maior de todas as festas acontece", diz a nota.

"Como prefeito do Rio, apaixonado por Carnaval e admirador do trabalho de Niemeyer, sinto-me honrado por a cidade ter concluído o projeto original do Sambódromo e, com isso, ter podido realizar o que o próprio mestre chamou de um sonho antigo. O Brasil e o mundo perderam hoje um homem que dedicou toda a sua vida a produzir beleza. Mas o que ele criou ficará entre nós como a lembrança de um grande carioca que fez a diferença", concluiu o prefeito em seu comunicado.

Novos projetos
O médico Fernando Gjorup disse, na noite desta quarta-feira (5), que Oscar Niemeyer conversou com a equipe médica sobre a vontade de realizar novos projetos, mesmo aos 104 anos.

Segundo Gjorup, o arquiteto só perdeu a consciência, pela manhã, após ser sedado. O médico, que cuidou dele por 15 anos, revela que Niemeyer pouco falava sobre a saúde.

“Antes dessa internação, ele chegou a conversar com a equipe sobre novos projetos. Ele não gostava de falar sobre a saúde dele, mas sabia que já tinha passado da metade da vida. Ele nunca falou sobre morte, só falava em viver. A equipe médica tinha esperança, mas havia a fragilidade de um senhor de 104 anos”, disse Gjorup, que cuidou do arquiteto nos últimos 15 anos.

Segundo a equipe médica, o arquiteto apresentou piora progressiva nos últimos dois dias. Cerca de 10 parentes estavam na Unidade Coronariana do hospital, quando Niemeyer morreu.

O arquiteto era submetido à hemodiálise e seu estado imunológico já era deficiente.

Histórico de internações
O arquiteto foi internado várias vezes ao longo dos últimos anos. A última foi em 2 de novembro, quando voltou ao Samaritano, seis dias depois de ter recebido alta. Desta vez, Niemeyer foi submetido a tratamento de hemodiálise e fisioterapia respiratória.

No dia 13 de outubro, o arquiteto deu entrada no Hospital Samaritano após sentir-se mal, apresentando um quadro de desidratação. Ele ficou internado por duas semanas.

Em maio, Niemeyer também esteve internado no mesmo hospital, quando deu entrada com desidratação e pneumonia. Depois de 16 dias, com passagem pela UTI, recebeu alta.

Em abril de 2011, o arquiteto ficou internado por 12 dias por causa de uma infecção urinária. Também já foi submetido a cirurgias para a retirada da vesícula e de um tumor no intestino.

Em 2010, Niemeyer também foi internado em abril, devido a uma infecção urinária.

Em 2009, o arquiteto ficou internado por 24 dias no Samaritano, entre setembro e outubro, após dores abdominais. Ele chegou a passar por uma cirurgia para retirar um tumor no intestino grosso, uma semana depois de ter sido operado para a retirada de um cálculo na vesícula.

Em junho do mesmo ano, o arquiteto foi internado no hospital Cardiotrauma de Ipanema, também na Zona Sul, queixando-se de dores lombares. Ele passou por uma bateria de exames e recebeu alta médica algumas horas depois. Na ocasião, exames de sangue e uma tomografia indicaram que Niemeyer estava apenas com uma lombalgia.

Em 2006, o arquiteto chegou a ficar 11 dias internado, após sofrer uma queda e passar por uma cirurgia.

Filha do arquiteto morreu em junho
A designer Anna Maria Niemeyer, única filha de Oscar Niemeyer, morreu aos 82 anos, em consequência de um enfisema pulmonar, em 6 de junho.

Segundo o administrador Carlos Oscar Niemeyer, filho de Anna, o avô esteve pela última vez com sua mãe, três dias antes, durante uma visita ao Hospital Samaritano, onde Anna Maria ficou mais de 40 dias internada.

Ainda de acordo com Carlos Oscar, durante o tratamento, Anna chegou a receber alta, mas voltou a ser internada no dia 1º de junho. Ela teve cinco filhos,13 netos e quatro bisnetos.

Carlos Oscar contou que sua mãe e o avô eram muito próximos e costumavam se falar todos os dias. Ele disse que Niemeyer ficou muito abalado ao receber a notícia da morte da única filha.

"O pai receber a notícia da morte de um filho é uma coisa extremamente difícil, imagina para um pai de 104 anos, a situação é ainda mais complicada", comentou Carlos, durante o sepultamento de Anna Maria Niemeyer.

Oscar Niemeyer manifestou vontade de ir ao enterro da filha no Cemitério São João Batista, em Botafogo. Mas, de acordo com os parentes, ele não compareceu após os médicos avaliarem que as condições de saúde do arquiteto não eram favoráveis.

Visita à Passarela do Samba
Em fevereiro, Niemeyer fez uma visita ao Sambódromo, durante a fase final das obras de reforma da Passarela do Samba que mantiveram o traçado original que o arquiteto projetou há 30 anos. Ele enfrentou o sol forte de meio-dia e percorreu num carrinho aberto toda a extensão da Avenida.

"Está muito bom. Melhorou muito. Este não é um trabalho só meu, é o trabalho de um grupo. Estou entusiasmado", disse Niemeyer, na ocasião.

O projeto de Niemeyer previa um equilíbrio entre os dois lados da Sapucaí, como se fosse um espelho. Com a obra, a Sapucaí passou a ter 12.500 lugares a mais, podendo acomodar 72.500 pessoas.

Trabalho em ateliê para festejar 104 anos
Autor de mais de 600 projetos arquitetônicos, Niemeyer decidiu festejar os seus 104 anos do jeito que mais gostava: trabalhando em seu ateliê de janelas amplas diante da Praia de Copacabana, na Zona Sul do Rio.

Em agosto de 2011, ele lançou o livro "As igrejas de Oscar Niemeyer" (Editora Nosso Caminho), na galeria de um shopping da Zona Sul do Rio.

Embora ateu convicto, o arquiteto selecionou fotos e desenhos das 16 obras religiosas, entre capelas e igrejas, que realizou ao longo de sua carreira.

"As pessoas se espantam pelo fato de, mesmo sendo comunista, me interessar pelas igrejas. E a coisa é tão natural. Eu morava com meus avós, que eram religiosos. Tinha até missa na minha casa. E eu fui criado num clima assim. Esse passado junto da família me deixou com a ideia de que os católicos são bons, que querem melhorar a vida e fazer um mundo melhor", explicou Niemeyer, na ocasião.

Dezembro 6, 2012 Posted by | Arquitetura e Urbanismo, jornalismo, social | , , | Deixe um comentário

Faleceu no Rio o arquiteto Oscar Niemeyer

Arquiteto de 104 anos estava internado desde 2 de novembro em Botafogo.
Reconhecido internacionalmente, ele faria 105 anos em 15 de dezembro.

Do G1 Rio

O arquiteto Oscar Niemeyer (Foto: Reuters)Arquiteto morreu, aos 104 anos, no Rio de Janeiro (Foto: Reuters)

Infográfico Niemeyer (Foto: Arte/G1)

O arquiteto Oscar Niemeyer, de 104 anos, morreu no Rio. Ele estava internado desde 2 de novembro, no Hospital Samaritano, em Botafogo, na Zona Sul. Reconhecido internacionalmente por suas obras, Niemeyer completaria 105 anos em15 de dezembro. A morte dele foi confirmada às 21h55.

Nesta quarta-feira (5), um boletim médico informava que o estado de saúde do arquiteto havia piorado e era considerado grave.

Ainda segundo o hospital, Niemeyer respirava com a ajuda de aparelhos e encontrava-se sedado por causa de uma infecção respiratória.

O hospital informou também que a piora do quadro clínico do paciente aconteceu após a visita do médico Fernando Gjorup nesta quarta-feira.

Histórico de internações
O arquiteto foi internado várias vezes ao longo dos últimos anos. A última foi em 2 de novembro, quando voltou ao Samaritano, seis dias depois de ter recebido alta. Desta vez, Niemeyer foi submetido a tratamento de hemodiálise e fisioterapia respiratória.

No dia 13 de outubro, o arquiteto deu entrada no Hospital Samaritano após sentir-se mal, apresentando um quadro de desidratação. Ele ficou internado por duas semanas.

Em maio, Niemeyer também esteve internado no mesmo hospital, quando deu entrada com desidratação e pneumonia. Depois de 16 dias, com passagem pela UTI, recebeu alta.

Em abril de 2011, o arquiteto ficou internado por 12 dias por causa de uma infecção urinária. Também já foi submetido a cirurgias para a retirada da vesícula e de um tumor no intestino.

Em 2010, Niemeyer também foi internado em abril, devido a uma infecção urinária.

Em 2009, o arquiteto ficou internado por 24 dias no Samaritano, entre setembro e outubro, após dores abdominais. Ele chegou a passar por uma cirurgia para retirar um tumor no intestino grosso, uma semana depois de ter sido operado para a retirada de um cálculo na vesícula.

Em junho do mesmo ano, o arquiteto foi internado no hospital Cardiotrauma de Ipanema, também na Zona Sul, queixando-se de dores lombares. Ele passou por uma bateria de exames e recebeu alta médica algumas horas depois. Na ocasião, exames de sangue e uma tomografia indicaram que Niemeyer estava apenas com uma lombalgia.

Em 2006, o arquiteto chegou a ficar 11 dias internado, após sofrer uma queda e passar por uma cirurgia.

Filha do arquiteto morreu em junho
A designer Anna Maria Niemeyer, única filha de Oscar Niemeyer, morreu aos 82 anos, em consequência de um enfisema pulmonar, em 6 de junho.

Segundo o administrador Carlos Oscar Niemeyer, filho de Anna, o avô esteve pela última vez com sua mãe, três dias antes, durante uma visita ao Hospital Samaritano, onde Anna Maria ficou mais de 40 dias internada.

Ainda de acordo com Carlos Oscar, durante o tratamento, Anna chegou a receber alta, mas voltou a ser internada no dia 1º de junho. Ela teve cinco filhos,13 netos e quatro bisnetos.

Carlos Oscar contou que sua mãe e o avô eram muito próximos e costumavam se falar todos os dias. Ele disse que Niemeyer ficou muito abalado ao receber a notícia da morte da única filha.

"O pai receber a notícia da morte de um filho é uma coisa extremamente difícil, imagina para um pai de 104 anos, a situação é ainda mais complicada", comentou Carlos, durante o sepultamento de Anna Maria Niemeyer.

Oscar Niemeyer manifestou vontade de ir ao enterro da filha no Cemitério São João Batista, em Botafogo. Mas, de acordo com os parentes, ele não compareceu após os médicos avaliarem que as condições de saúde do arquiteto não eram favoráveis.

Visita à Passarela do Samba
Em fevereiro, Niemeyer fez uma visita ao Sambódromo, durante a fase final das obras de reforma da Passarela do Samba que mantiveram o traçado original que o arquiteto projetou há 30 anos. Ele enfrentou o sol forte de meio-dia e percorreu num carrinho aberto toda a extensão da Avenida.

"Está muito bom. Melhorou muito. Este não é um trabalho só meu, é o trabalho de um grupo. Estou entusiasmado", disse Niemeyer, na ocasião.

O projeto de Niemeyer previa um equilíbrio entre os dois lados da Sapucaí, como se fosse um espelho. Com a obra, a Sapucaí passou a ter 12.500 lugares a mais, podendo acomodar 72.500 pessoas.

Trabalho em ateliê para festejar 104 anos
Autor de mais de 600 projetos arquitetônicos, Niemeyer decidiu festejar os seus 104 anos do jeito que mais gostava: trabalhando em seu ateliê de janelas amplas diante da Praia de Copacabana, na Zona Sul do Rio.

Em agosto de 2011, ele lançou o livro "As igrejas de Oscar Niemeyer" (Editora Nosso Caminho), na galeria de um shopping da Zona Sul do Rio.

Embora ateu convicto, o arquiteto selecionou fotos e desenhos das 16 obras religiosas, entre capelas e igrejas, que realizou ao longo de sua carreira.

"As pessoas se espantam pelo fato de, mesmo sendo comunista, me interessar pelas igrejas. E a coisa é tão natural. Eu morava com meus avós, que eram religiosos. Tinha até missa na minha casa. E eu fui criado num clima assim. Esse passado junto da família me deixou com a ideia de que os católicos são bons, que querem melhorar a vida e fazer um mundo melhor", explicou Niemeyer, na ocasião.

Dezembro 6, 2012 Posted by | Arquitetura e Urbanismo, jornalismo | , | Deixe um comentário