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Tradicional lavagem das escadarias da igreja matriz acontece neste sábado

Texto: Sérgio Renato | Fotos: Clarildo Menezes

A 17ª edição da lavagem das escadarias da igreja matriz de Nossa Senhora do Amparo, no Centro de Maricá, está marcada para este sábado às 16 horas. Coordenado pela Fonte para Orientação Religiosa de Matriz Africana (Forma), o evento teve apoio da Prefeitura de Maricá, através das secretarias adjuntas municipais de Assuntos Religiosos, Turismo, Cultura, Segurança Pública e Direitos Humanos. Diversos grupos de religiões afro foram convidados e a expectativa é que cerca de 200 pessoas participem.

Como sempre ocorre, a concentração será às 15 horas na Praça da Bandeira seguindo, a partir das 16 horas, a caminhada segue pela Avenida Nossa Senhora do Amparo até a igreja, onde é realizada a lavagem. Neste ano haverá duas novidades: a primeira será a presença de uma barraca onde estará à venda o legítimo de acarajé da Bahia, na Praça Orlando de Barros Pimentel ; a segunda é que as danças e ritos afro, que sempre ocorrem após a lavagem, desta vez serão realizadas em torno da árvore centenária que fica na praça, em vez do palco do anfiteatro.

Apontada como a terceira maior no Brasil – ficando somente atrás da famosa lavagem da Igreja do Bonfim, em Salvador (BA), que ocorre há mais de 120 anos, e da Igreja São Cristóvão, na Zona Norte do Rio, realizada há 20 anos –, a lavagem das escadarias integra o calendário oficial de eventos do município após sanção da Lei nº 2512, de 20 de maio de 2014.

 

Janeiro 13, 2016 Posted by | cultura, direitos humanos, jornalismo, Maricá, religioso, turismo | , , | Deixe um comentário

CPI da Violência Contra Mulher no RJ sugere aluguel social a agredida

Aprovado nesta terça (3), relatório final será enviado ao plenário. Presa que deu à luz em ‘solitária’ é lembrada em discurso emocionado

Fonte: Gabriel Barreira Do G1 Rio

Leitura do relatório final da CPI da Violência contra a Mulher. (Foto: Gabriel Barreira/ G1) Deputada Rosangela Zeidan se emociona durante a Leitura do relatório final da CPI da Violência contra a Mulher. (Foto: Gabriel Barreira/ G1)

O relatório final da CPI da Violência Contra a Mulher foi aprovado nesta terça-feira (3) em audiência na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj). O documento faz, ao todo, 42 recomendações aos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário. Dentre eles, a criação de uma secretaria estadual sobre o tema, o desenvolvimento de políticas públicas para tratar o vício de drogas lícitas e ilícitas — apontado, muitas vezes, como motivo determinante nas agressões contra as mulheres —, o tratamento psicológico dos agressores e o pagamento de aluguel social às vítimas que correm risco de vida.

A relatora da CPI, a deputada estadual Zeidan (PT) disse que a violência contra a mulher não é um problema exclusivo das cariocas e comemorou a escolha da temática na redação do Enem. "A cultura machista não é uma invenção da sociedade brasileira, é um problema mundial", afirmou a parlamentar.

Zeidan lembrou ainda o caso da detenta que fez o próprio parto em uma cela "solitária" no presídio Talavera Bruce, e chegou a chorar quando relatou os instrumentos de agressão empregados no feminicídio: peixeira, fio elétrico, martelo e desfiguração, por exemplo, segundo dados do Ministério da Justiça.

https://www.youtube.com/watch?v=cx0tVORImrU&list=FLTpHhl3kcehw86z4QOF0L5A (aqui vc assiste ao vídeo da leitura)

"Foi difícil segurar o choro nesse momento. Eu lia o relatório, quando comecei a descrever as armas e formas mais comuns usadas pelos agressores: facada, soco, peixeira…hoje mais uma jovem, de apenas 18 anos foi assassinada pelo namorado. Comecei a me lembrar das imagens, pensei nos meus filhos, jovens, e em tantas mulheres com uma vida linda pra viver. A nossa sociedade está passando dos limites no quesito tolerância. E falo de todas as formas, mas a principal é a base de tudo: aceitarmos o outro e suas diferenças. Basta de violência e intolerância! Em pleno século XXI, a dor das mulheres vítimas da violência nos joga na barbárie. Só por isso, essa CPI já valeu a pena"  comentou a Deputada Rosangela Zeidan

Das seis representantes da comissão parlamentar de inquérito, cinco votaram a favor do texto final. Agora, ele vai a plenário e pode ter suas recomendações transformadas em projetos de lei, além de fomentar discussões em municípios e no próprio estado.

A exceção na aprovação foi a deputada Enfermeira Rejane (PC do B) que pediu para votar em separado após a releitura de trechos das demais audiências: 18, ao todo. A própria deputada, no entanto, elogiou o relatório e reclamou da falta de dados disponibilizados pelas polícias e pela Secretaria de Segurança. "Temos inquéritos abertos, mas quantos foram concluídos?", questionou.

Destacada como uma das principais recomendações, a criação de aluguel social para as mulheres vítimas de agressão doméstica também foi defendida pela deputada Márcia Jeovani (PR). "As pessoas costumam dizer: ‘Ah, apanhou por que gosta, por que não saiu de casa?’ Só que muitas vezes, está mulher é dependente financeira deste homem, esse agressor", pontuou a deputada. "Temos que pensar também como criamos estes meninos, futuros homens", concluiu estendendo a autocrítica às presentes.

Dados da violência
Segundo o 8º anuário de Segurança Pública, o Brasil registrou uma média de um estupro a cada 10 minutos em 2013, num total de mais de 50 mil. Fazendo uma projeção com os casos subnotificados, o número subiria para um estupro a cada 4 minutos.

Somente no Rio de Janeiro em 2014, o número de estupros e tentativas de estupro passam de 6 mil em um ano. Mais de 80% deles tendo mulheres como vítimas. Há ainda 56 mil casos de lesão corporal dolosa contra elas e número semelhante, 57 mil, de ameaças.

https://www.youtube.com/watch?v=sajQvLZZirU&index=2&list=FLTpHhl3kcehw86z4QOF0L5A Assista aqui a Deputada Zeidan durante sua fala no Jornal da ALERJ sobre o relatório final da CPI da Violência Contra Mulher.

CPI pede criação de secretária estadual só para mulheres

Por: Fabiana Paiva

Foto: Paulo David (Divulgação)

Enquanto a Comissão de Orçamento da Assembleia do Rio já sinalizou ao governador a necessidade de uma reforma administrativa, incluindo a redução do número de secretárias, a CPI da Violência Contra a Mulher foi na contramão da crise.

Pediu a Luiz Fernando Pezão (PMDB) a criação de uma secretaria de Políticas para as Mulheres, dando a ela "equipe e orçamento adequados a sua missão".

A CPI aprovou seu relatório final com 42 propostas nesta terça-feira (03). Entre as sugestões, está ainda a criação de mais três núcleos de Atendimento às Mulheres (Nuam): no Complexo da Maré, na 89º DP (Resende) e na 82º DP (Maricá), os dois últimos territórios das deputadas Ana Paula Rechuan (PMDB) e Zeidan (PT).

Desejo antigo

Uma pasta voltada apenas para o público feminino já foi pedida por uma outra comissão parlamentar, de 2012.

Leia mais: http://extra.globo.com/noticias/extra-extra/cpi-pede-criacao-de-secretaria-estadual-so-para-mulheres-17955536.html#ixzz3qX1reGnF

Novembro 4, 2015 Posted by | direitos humanos, jornalismo, Legislativo | , | Deixe um comentário

Abertas inscrições online para Conferência Municipal de Política para Mulheres de Maricá

Texto: Rafael Zarôr

o cadastro, que acontece até dia 15 de setembro, também está disponível no site da Prefeitura

A Prefeitura de Maricá disponibiliza, a partir desta quarta-feira (19/08), as inscrições pela internet para a 4ª Conferência Municipal de Políticas para as Mulheres, que acontece em setembro. Os representantes do poder público (faça aqui) e da sociedade civil (veja aqui) preencherão fichas online e os dados cadastrais serão encaminhados à coordenação da conferência. Ao todo, serão inscritos 120 delegadas e 30 convidados. Com tema “Mais direitos, participação e poder para as mulheres”, o evento, organizado pela Subsecretaria de Políticas para as Mulheres em parceria com o Conselho Municipal dos Direitos da Mulher, tem como objetivo o fortalecimento da política nacional.

O cadastro foi aberto na última segunda-feira (17/08), das 9h às 17h, em dois em dois postos: Coordenação de Políticas para as Mulheres (Rua Alcebíades Alves de Matos, 229, Centro – próximo ao Posto de Saúde Central) e Central de Atendimento do município, no terminal rodoviário de Itaipuaçu (Professor Cardoso de Menezes, s/nº – antiga Rua 1). As delegadas, devidamente cadastradas, terão direito a voz e voto, já os convidadores poderão propor ações no evento.

A conferência municipal acontece no dia 19 de setembro, das 9h às 16h, no CEIM Professora Ondina de Oliveira Carvalho (Avenida Roberto Silveira, s/nº, Centro – em frente à rodoviária).

Agosto 21, 2015 Posted by | direitos humanos, jornalismo, Maricá | | Deixe um comentário

CMDCA divulga o resultado das contestações para o processo de escolha do Conselho Tutelar de Maricá

Texto: Kelly Rodrigues

O Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (CMDCA) de Maricá divulgou, nesta sexta-feira (24/07), o resultado das contestações apresentadas entre os dias 10/07 e 20/07. Após a análise dos pedidos, a comissão eleitoral para o processo de escolha de Conselheiros Tutelares do município de Maricá anunciou os nomes dos candidatos aptos e não aptos para a próxima fase do processo. (Confira abaixo)

O prazo para recurso ao pleno do Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente será do dia 27 a 31 de julho na sede da Secretaria Adjunta de Assistência Social (Rua Domício da Gama, 386 e 398 – Centro), de 8h às 16h30. A divulgação das inscrições definitivas ocorrerá no dia 14/08.

A próxima etapa do processo de escolha será a prova objetiva com 20 questões sobre o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e a Lei Orgânica da Assistência Social, além de redação. Será realizada no Centro Educacional de Maricá Joana Benedicta Rangel, no dia 23/08, com horário a ser definido.

Relação dos candidatos aptos para a próxima fase:

Gil Almeida Ferreira Junior

Berenice Sampaio Poubel

Jorge Leonardo de Santanna Gomes

Gabriela Xavier Parada Figueiredo

Relação dos candidatos não aptos:

Janice Franco Povoa

Sonia Maria Mundim Pereira Fonseca

Julho 24, 2015 Posted by | assistencia social, direitos humanos, jornalismo, Maricá | | Deixe um comentário

Maricá discute direitos da criança e do adolescente

Texto: Leandra Costa (edição: Gisele Paiva) | Fotos: Fernando Silva

Maricá discute direitos da criança e do adolescente

A discussão sobre o presente e o futuro das crianças de Maricá norteou a IX Conferência Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente, realizada nesta segunda-feira (29/06), no Centro de Artes e Esportes Unificados (CEU). O encontro, uma idealização da Prefeitura, por meio da Secretaria Municipal Adjunta de Assistência Social, em parceira com o Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (CMDCA), contou com a participação de representantes da sociedade civil, do governo municipal, do Conselho Tutelar e de estudantes da rede estadual de ensino.

A subsecretária municipal da Infância e Juventude, Sylvia Cantuaria, ratificou o comprometimento da administração municipal com assuntos voltados para a criança. “A cidade de Maricá se articula para traçar e elaborar diretrizes que melhorem a qualidade de vida da população, principalmente, das crianças e dos adolescentes, que devem ser considerados como cidadãos de fato e de direitos a serem assegurados, respeitados, fiscalizados e garantidos”, destacou.

Para a presidente do CMDCA, Mariá Bittencourt, a conferência permite traçar novos rumos para as políticas a serem adotadas na defesa da criança e do adolescente. “Hoje temos que refletir o que queremos de políticas públicas para disciplinar e garantir o atendimento aos direitos desse público”, disse. “Temos que fortalecer e incentivar a participação da sociedade civil, do governo e de representantes de diversos conselhos constituídos. É fundamental o engajamento dos setores envolvidos para a construção de um futuro melhor”, declarou.

A presidente do Conselho Tutelar, Glória Levi, falou sobre a importância do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), que, no dia 13 de julho, completará 25 anos de implantação. “A criança é a verdadeira esperança de um futuro melhor. Devemos lutar pela proteção dos direitos com base nos princípios do ECA para que a criança seja prioridade absoluta na adoção de políticas públicas”.

Palestras

A coordenadora do CREAS do município de Niterói, a assistente social Graciene Rocha, palestrou sobre o caráter socioeducativo do programa de erradicação do trabalho infantil (Peti). “Temos que quebrar paradigmas. Alguns pais acreditam na velha cultura de que a criança trabalhando aprende um ofício. Lugar de criança é na escola”, afirmou. Graciene também apresentou a cartilha de redesenho do Peti, com base em estatísticas do Censo do IBGE de 2010, que aponta para 1.598 crianças e adolescentes, entre 10 e 15 anos, envolvidos com alguma forma de trabalho, sendo 60% meninos e 59% residindo na área urbana. “Esses números devem nos alertar para o aliciamento de menores para o tráfico de drogas. Impedir isso é uma tarefa que exige muito mais do que a simples ação policial. É necessária a criação de políticas públicas que garantam um grande investimento em educação de qualidade e ofertas de profissionalização”, ressaltou.

A segunda palestra foi ministrada pela coordenadora do Centro da Criança e do Adolescente do município de Niterói, Júlia Maia, que apresentou o funcionamento do espaço de referência, implantado em 2014, no Centro de Niterói, destinado para crianças e adolescentes usuários de drogas e moradores de rua. “Quando iniciamos as atividades tivemos que propor algo novo, que falasse a língua deles e, principalmente, que permitisse dar voz a eles”, disse. “Temos que entender a sociedade na qual esses jovens estão inseridos. Eles são considerados pela sociedade invisíveis e indesejáveis. Mas, precisam ser defendidos e ter proteção como cidadãos de direitos e, por isso, considero de extrema importância um evento que pense no futuro e zelo de nossas crianças”, completou. Ainda, segundo a coordenadora, desde a implantação do centro, mais de 70% dos jovens retornaram para suas casas ou foram encaminhados para instituições de acolhimento.

Propostas aprovadas e delegados eleitos

Após as explanações, o público participou de grupos para discutir e elaborar propostas que serão apresentadas na Conferência Estadual dos Direitos da Criança e do Adolescente (CEDCA-RJ), em data a ser definida. Além disso, foram eleitos quatro delegados que representarão o município (dois membros do governo e dois da sociedade civil) na etapa regional: os conselheiros do CMDCA, Sérge Bento e Parcos Araújo, além da conselheira tutelar Glória Levy e um estudante da rede estadual de ensino de Maricá.

As propostas aprovadas foram:

  1. Promover o protagonismo nas escolas como, por exemplo, funcionar final de semana, introduzir esportes junto às famílias; realizar palestras mais interativas com músicas e debates; ter mais atividades culturais em museus e teatro.
  2. Promover oportunidades de escuta como, por exemplo, incentivar criação de grêmios escolares, jornais/rádios estudantis; divulgação permanente dos serviços dos CRAS e do CREAS nas escolas; propor intercâmbio entre escolas com exposições de trabalho.
  3. Ampliar acesso aos meios de comunicação com a criação de blogs juvenis, aplicativos, atividades, entre outros.
  4. Capacitação permanente dos conselheiros do CMDCA.
  5. A efetivação do interconselho (Conselhos da Assistência Social) para a proposição de políticas públicas intersetoriais, com devido espaço físico.
  6. Casa dos Conselhos (todos os conselhos do município): responsável pela criação da agenda das reuniões dos conselhos e posterior divulgação para equipamentos e usuários.
  7. Fortalecimento dos fóruns existentes no município visando a maior articulação envolvendo todas as entidades que trabalham com crianças e adolescente.
  8. Sensibilizar e mobilizar a sociedade em geral na defesa do ECA, através de datas específicas referentes a criança e adolescente.

Para a presidente do CMDCA, a conferência permite traçar novos rumos para as políticas públicas

Graciene Rocha palestrou sobre o caráter socioeducativo do programa de erradicação do trabalho infantil

Júlia Maia falou sobre o funcionamento do Centro da Criança e do Adolescente, implantado em 2014, em Niterói

Junho 30, 2015 Posted by | direitos humanos, jornalismo, Maricá | Deixe um comentário

CPI sugere criação de Núcleo de Atendimento à Mulher em Maricá

Fonte Alerj, fotos: Rosely Pellegrino

A Delegacia Policial de Maricá poderá ganhar um Núcleo de Atendimento às Mulheres (Nuam). Essa é a proposta da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) destinada a investigar as causas da violência contra a mulher no Estado, anunciada em audiência pública nesta sexta-feira (19/06), realizada na Câmara de Vereadores de Maricá. A presidente da CPI, deputada Martha Rocha (PSD), informou que a cidade é atendida pela Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam) de Niterói. "Poderemos marcar uma audiência com o chefe da Polícia Civil para estudar a possibilidade de instalar um Nuam na delegacia distrital. Nesse núcleo, as mulheres vítimas de violência, seja sexual, física ou psicológica, serão recebidas por quatro policiais – uma do sexo feminino", explicou a parlamentar.

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De acordo com a subsecretária de Políticas Públicas para a Mulher de Maricá, Luciana Piredda, a cidade enfrenta dificuldades na aplicação da Lei Maria da Penha por meio de alguns órgãos de Segurança e Justiça. A maioria dos casos encaminhados para o Conselho Tutelar e a Defensoria Pública pelo Centro Especializado em Atendimento à Mulher (Ceam) não é resolvida. O Ceam, que já acompanhou 656 vítimas desde 2011, também passa por problemas estruturais. "Precisamos de uma equipe técnica multidisciplinar e, hoje, faltam dois profissionais: um advogado e um assistente social, além da coordenação, função que estou acumulando", disse Piredda.

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Por outro lado, Piredda afirmou que a relação do Ceam com a Guarda Municipal e a rede de saúde é eficiente. Porém, reclamou da falta de implementação da notificação compulsória, em que os médicos devem registrar casos de violência doméstica atendidos por eles. Segundo dados do Ceam, a maioria das vítimas é de baixa renda, tem uma união estável, completou o ensino fundamental, declara-se branca e tem entre 20 e 40 anos. Das mulheres atendidas, 78% sofreram violência física, 67%, psicológica, e também 67%, moral.

DSCN3447A relatora da comissão, deputada Zeidan (PT), que é de Maricá, destacou a necessidade de criação de medidas para que as vítimas de violência doméstica tenham independência financeira. "Muitas vezes, a mulher não consegue se livrar da sua realidade porque depende financeiramente do companheiro e agressor", afirmou.

Lésbicas e bissexuais

DSCN3492As violência contra as mulheres lésbicas e bissexuais também foi lembrada na reunião. O subcoordenador de Diversidade Sexual da Prefeitura de Maricá, Carlos Alves, disse que há muitos casos de estupro e violência familiar nessa parcela da população, principalmente entre as negras. "No domingo mesmo, uma mulher homossexual foi assassinada. É importante que esses dados sejam estudados e atacados com políticas públicas em favor dos direitos humanos", afirmou.

A visita a Maricá dá início a uma série de audiências públicas que a CPI da violência contra a mulher vai promover nas diversas regiões do Rio em busca de conhecer como o problema é encarado em todo o Estado. "Queríamos transpor os muros da Alerj. Já fizemos dez audiências com vários temas e nos parecia muito importante ter o olhar dos municípios. Ainda em julho, estaremos na Baixada, na região Sul Fluminense e na Região dos Lagos. E, em agosto, nas regiões Norte e Serrana", informou a deputada Martha Rocha.

Para complementar o levantamento sobre o tema na região que inclui os municípios de Maricá, Niterói, São Gonçalo, Itaboraí, Rio Bonito e Tanguá, Zeidan disse que serão solicitados relatórios sobre a política de enfrentamento da violência contra a mulher às demais cidades.

(Texto de Isabela Cabral)

Junho 23, 2015 Posted by | direitos humanos, jornalismo | , , , | Deixe um comentário

Maricá celebra Abolição da Escravatura com atividades culturais e recreativas

Texto: Jorge André (edição: Gisele Paiva)

Hoje é o dia em que se celebra a Abolição da Escravatura (13/05), a Prefeitura de Maricá está realizando diversas atividades culturais e recreativas na Praça Conselheiro Macedo Soares, no Centro, através da Secretaria Municipal Adjunta de Direitos Humanos e Participação Popular. O evento terá início às 13h, com encerramento às 19h.

O coordenador de Diversidade Racial, Joel da Silva, reforçou a importância destes eventos não apenas para resgatar a memória da participação dos negros na construção do país, mas também propor discussões sobre o preconceito e as desigualdades sociais. “Estamos trabalhando no resgate das nossas origens. Não queremos que nossa história seja esquecida e vamos continuar lutando para acabar com os preconceitos e pela igualdade social”.

O evento conta também com organização e participação das secretarias municipais adjuntas de Cultura, Ciência e Tecnologia; Assistência Social; Educação; Trabalho; Turismo; Assuntos Religiosos; e Economia Solidária.

Programação:

13h – Abertura

13h30 às 17h – Atividades sociais

14h às 17h – Recreação

15h – Atividade cultural

17h – Caminhada da Consciência Negra

17h30 – Sol o Céu, Sob o Sol

18h – Apresentação musical

19h – Encerramento

Maio 13, 2015 Posted by | cultura, direitos humanos, jornalismo, Lazer, Maricá | Deixe um comentário

Prefeitura de Maricá comprará terreno para abrigar índios de Itaipuaçu

Texto: Rafael Zarôr | Fotos: Fernando Silva

Prefeito ganhou presentes dos índios e pretende fazer uma festa ainda maior em 2016

A Prefeitura de Maricá comprará um terreno em Itaipuaçu para abrigar os 26 índios que vivem numa área do Parque Estadual da Serra da Tiririca, na Morada das Águias, no mesmo distrito. O anúncio foi feito pelo prefeito Washington Quaquá nesta segunda-feira (27/04), no encerramento da Festa na Aldeia Tekoa Ka’aguy Hovy Porã (significa Mata Verde Bonita), em São José do Imbassaí, que aconteceu desde sábado (25) com celebração da cultura indígena e seus costumes, por meio de danças, músicas, comidas e artesanato.

Acompanhado da primeira-dama e deputada estadual Rosangela Zeidan, do cacique Darcy Tupã e de secretários municipais executivos e adjuntos, Quaquá visitou as instalações da aldeia com ocas, uma Casa de Reza e o módulo educacional – estrutura com isolamento acústico, térmico, com ar condicionado e carteiras – disponibilizado pelo município para alfabetização dos índios. Para o próximo ano, o prefeito pretende mobilizar tribos de todo país. “Vamos chamar índios do Xingu e de outras regiões para fazer uma festa ainda maior. Essa aldeia será exemplo para todo o Brasil e o índio viverá da própria cultura. A presença de vocês enriquece Maricá”, declarou Quaquá.

Emocionado, o cacique Darcy Tupã – ao lado da sua mãe, a pajé Lídia Nunes – quase não conseguia falar ao lembrar momentos de dificuldade que a tribo passou quando ocupou uma área em Camboinhas, na Região Oceânica de Niterói. “Foram períodos muito difíceis, até que, há dois anos, essa luta acabou porque o prefeito nos trouxe para cá e aqui temos todo apoio da Prefeitura”, disse o cacique. “Maricá sai na frente com esta iniciativa. Aqui somos felizes cantando, pescando e rezando. Estamos felizes por estarmos na agenda oficial do município e gratos pela liberdade dada à nossa cultura”, completou.

Para a deputada estadual, que também é presidente da Comissão de Assuntos Fundiários da Alerj, Rosangela Zeidan, a presença dos povos indígenas em Maricá levará o nome da cidade para o mundo. “Obrigada a vocês por essa riqueza cultural”, afirmou a deputada. Já o índio Arassaí, da tribo Pataxó da Bahia, retribuiu o carinho encontrado na cidade. “Muito bom ter pessoas sensibilizadas com nossa cultura e apoio às nossas tradições. Viajo por aldeias de todo país e vejo que só a Prefeitura de Maricá tem esse respeito”, frisou.

Fechando a Festa na Aldeia, índios da tribo Tupi-Guarani M’Bya apresentaram o Canto do Coral e os representantes pataxós da aldeia de Porto Seguro (BA) fizeram a Dança do Guerreiro para alunos da Escola Municipal Barra de Zacarias, em Barra de Maricá; e do Centro de Educação Infantil Municipal Nelson Mandela, de São José do Imbassaí, e demais autoridades.

Cacique Tupã, ao lado de Quaquá, agradeceu o apoio da Prefeitura

Crianças de escolas municipais conheceram a aldeia e assistiram apresentações

Prefeito: "a aldeia será exemplo para o Brasil e viverá da própria cultura"

Índios tupi-guarani apresentaram o Canto do Coral

Pataxós da Bahia fizeram a Dança do Guerreiro

Prefeito e Zeidan conheceram o módulo para alfabetização dos índios

Abril 29, 2015 Posted by | cultura, direitos humanos, jornalismo, Lazer, Maricá, shows e eventos, turismo | , | Deixe um comentário

Festa na Aldeia da Mata Verde Bonita recebe centenas de visitantes em seu segundo dia

Texto: Fernando Uchôa (edição: Gisele Paiva) | Fotos: Clarildo Menezes

Visitantes participaram da Dança do Guerreiro, que consiste em movimentos de ataque e defesa diante de lanças e bordunas do adversário

Centenas de visitantes, entre moradores de Maricá e turistas, prestigiaram neste domingo (26/04) o segundo dia da Festa da Aldeia na Mata Verde Bonita (Tekoa Ka’ aguy Hovy Porã, em língua indígena), localizada na Restinga, em São José do Imbassaí, Maricá.

Depois de conhecerem a aldeia, com uma visitação guiada conduzida pelo líder indígena Miguel Weramin, os visitantes participaram do "Xondar", a Dança do Guerreiro. Acompanhado por dois músicos índios e um dançarino com chocalho, que marcavam o ritmo da dança, o público aprendeu os movimentos de ataque e defesa diante de lanças e bordunas do adversário. "Essa dança é um ritual e representa a luta contra os inimigos de nosso povo”, explicou o cacique Darcy Tupã.

Um coral formado por índios guarani Araowi, da aldeia Sítio do Céu, em Morada das Águias, Itaipuaçu, apresentou músicas indígenas com o apoio de um violonista e de um rabequista índios. À noite, houve uma confraternização ao redor de uma fogueira, com cantos tribais e música folclórica. A cacique Jurema Parapotã estava emocionada. "Nunca tivemos um apoio assim. Estamos muito felizes em ter vindo para Maricá e agradecemos ao prefeito Washington Quaquá por todo esse carinho com o povo indígena", adiantou.

A programação de domingo incluiu também venda de comidas típicas, como pamonha, peixe assado, aipim e xipá (massa frita ou assada feita de farinha de trigo, sal e água); artesanato – brinco de penas, arco com penas para decoração, arco e flecha, pulseiras e zarabatana (arma de sopro para lançamento de dardos feita de bambu e utilizada para caça); e Aroca, bebida feita com água e mel.

Visitantes de diversos lugares

Outras tribos, como Pataxó (BA), Pankarani (SP) e Apurinã (AM), enviaram representantes que venderam e trocaram artesanato. “A gente troca sementes, conchas, pedras e penas. Fortalece o vínculo de amizade e a qualidade do artesanato”, comentou o índio Apurinã Afonso Xamakiri.

Cerca de 70 participantes do projeto Circuito Ecológico, da Secretaria Municipal Adjunta de Turismo também visitaram a aldeia. Alguns, com experiência em trilhas internacionais, como a aposentada Teresita Siqueira, 63, moradora de Niterói, já percorreu caminhos como o de San Tiago de Compostela, na Espanha, e Machu Pichu, no Peru. “Este evento é uma festa para os olhos. É bom saber que Maricá investe na preservação das etnias”, comentou.

O comerciante Antonio Ferreira, o "Toninho", 67 anos, foi com o irmão Luiz, de 70 anos, conhecer a aldeia. "Vimos os cartazes espalhados na cidade e resolvemos conferir. Legal essa integração aqui. Mais um espaço para o maricaense conhecer", disseram, enquanto jogavam uma partida de sinuca.

Entre os organizadores, a sensação também foi a de um evento bem sucedido – e que, de acordo com o Secretário Executivo de Desenvolvimento Econômico, Lourival Casula, passa a fazer parte do calendário oficial da cidade. “Nos sentimos orgulhosos em poder colaborar com um evento como esse. Estabelecemos uma parceria e o resultado está sendo positivo", declarou.

O público foi acompanhado por dois músicos índios e um dançarino com chocalho, que marcavam o ritmo da dança

Programação incluiu venda de comidas típicas, artesanato e Aroca, bebida feita com água e mel

Cacique Tupã e Rosely Pellegrino A produtora de eventos da Secretaria Municipal Adjunta de Cultura de Maricá jornalista Rosely Pellegrino e o Cacique Darcy Tupã, na Aldeia da Mata Verde Bonita.

Abril 29, 2015 Posted by | cultura, direitos humanos, jornalismo, Lazer, Maricá, shows e eventos, turismo | , , , | Deixe um comentário

Público se encanta em festa na aldeia indígena em São José do Imbassaí

Aldeia da Mata Verde Bonita recebe centenas de visitantes

Texto: Sérgio Renato (edição: Gisele Paiva) | Fotos: Fernando Silva

Durante a festa, visitantes conheceram o artesanato produzido pelos índios locais

Índios da aldeia Tekoa Ka’aguy Hovy Porã (Mata Verde Bonita, em língua indígena), que fica entre São José do Imbassaí e a região da restinga de Maricá, abriram a comunidade neste sábado (25/4) para uma grande festa em comemoração ao Dia do Índio. O evento contou com apresentações de danças típicas, recreação e venda de artesanato, além de ações de diversos órgãos da Prefeitura de Maricá. Neste domingo (26), a festa na aldeia vai receber visitantes durante todo o dia.

Na solenidade de abertura dos festejos, o cacique Darcy Tupã foi o primeiro a falar e fez um emocionado discurso de agradecimento. “Tenho a missão de lutar pela nossa cultura e foi com esperança que, há dois anos, recebi o convite do prefeito dizendo que era para a gente ser feliz aqui. Hoje temos uma linda história pois conquistamos muito aqui em Maricá. Já posso partir em paz porque meu povo já tem um lugar para ficar por mais mil ou dois mil anos”, decretou.

Darcy teve o apoio da equipe de governo, que se comprometeu com este tipo de festividade. “A festa na aldeia será incluída no calendário oficial de eventos do governo”, informou o secretário municipal executivo de Desenvolvimento Econômico, Lourival Casula, representando o prefeito Washington Quaquá.

“Nós estamos juntos nesta luta, índios e negros”, afirmou o secretário municipal adjunto de Direitos Humanos e Participação Popular, Mauro Ramos. “Nossos alunos conhecem a verdadeira história do Brasil e sabem que esta terra sempre pertenceu aos índios, é assim que vamos ensinar”, exaltou o secretário municipal adjunto de Educação, William Campos.

Visitantes se impressionam com riqueza cultural​

Grupos de índios locais e de regiões da Bahia (como os pataxós) apresentaram músicas e danças tradicionais. Quem foi visitar a aldeia não escondeu a admiração com o que viu. “Trouxe meu filho para ter contato com o povo indígena e eu mesma estou encantada com tudo isso, é muito bacana, adorei”, elogiou a enfermeira Ana Paula Barreto Caran, de 31 anos, que levava no colo o pequeno Daniel, de 1 ano e 9 meses. Moradora do Ilha do Governador (zona Norte do Rio de Janeiro), ela foi à festa levada pela mãe dela, a professora Gladys Barreto, que mora na Taquara (região de Jacarepaguá). “É muito interessante ver como são as conversas entre eles, as brincadeiras, tudo isso vou levar como uma ótima experiência para os meus alunos”, disse ela, que tem 59 anos.

As estudantes Rafaela Rodrigues, de 17 anos, e Alinne Tofano, de 24, trocaram experiências durante a festa. “Gostei de ver os instrumentos que eles tocam, a música, muito legal”, relatou Alinne, que mora em Inoã e visitava uma comunidade indígena pela primeira vez. Por outro lado, a amiga notou diferenças com outra tribo que visitou. “Aqui eles são mais civilizados que os da Amazônia que eu conheci em Tabatinga, na fronteira com a Colômbia, mas também têm sua tradição”, comparou Rafaela, moradora do Méier (zona Norte do Rio de Janeiro).

Também participaram da solenidade de abertura da festa o secretário municipal executivo de Infraestrutura, Fernando Rodovalho; e os secretários municipais adjuntos de Saúde, Fernanda Spitz; Turismo, Amaury Vicente; Agricultura e Pesca, Rubem Pereira; e Economia Solidária, Miguel Moraes.

Celebração da cultura indígena foi feita com danças típicas e música, apresentadas ao público visitante

Durante as comemorações pelo Dia do Índio, celebrado em 19 de abril, tribos de outras localidades chegarão à cidade

Festividade para celebrar a cultura indígena será incluída no calendário oficial da cidade de Maricá

Abril 29, 2015 Posted by | cultura, direitos humanos, jornalismo, Lazer, Maricá, shows e eventos, turismo | , , | Deixe um comentário