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Primeiro Ato à Favor do Vermelhinho reúne mais de 300 pessoas em Maricá

texto: Mídia Ninja, Fotos: Rosely Pellegrino

Maricá-RJ: Justiça proíbe ônibus gratuitos e população protesta

75% dos moradores da cidade, localizada da Região do Lagos, ganham entre um e três salários mínimos

A catraca é símbolo da cobrança de tarifa no transporte público brasileiro, mas em Maricá, município fluminense na Região dos Lagos, o lugar do cobrador é vazio. Em setembro de 2013, a prefeitura local implementou o sistema Tarifa Zero, que tornou-se referência nacional no debate sobre o direito à mobilidade.

O objetivo, do prefeito Washington Quaquá (PT-RJ) foi de “quebrar o monopólio” das empresas que detêm o serviço há pelo menos 25 anos na cidade. Esse medida sempre foi um campo de tensão no município e, por meio de uma ação judicial promovida pelas empresas de ônibus Nossa Senhora do Amparo e Viação Costa Leste, através do Sindicato que às representa, foi suspendido o serviço atingindo diretamente a população carente da cidade, da qual 75% ganha entre 1 e 3 salários mínimos.

A população revoltada por não ter mais como se locomover inclusive para chegar no trabalho, nas escolas, nos hospitais se organizou na tarde desta quinta-feira, 04.11, realizando na Praça Doutor Orlando de Barros Pimentel, o primeiro Ato em Prol dos Vermelhinhos. Compareceram mais de 300 pessoas.

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A decisão de proibir os ônibus da prefeitura foi tomada pela desembargadora Marília de Castro Neves Vieira, da 20ª Câmara Cível, em uma ação movida pelo Sindicato das Empresas de Transportes Rodoviários do Estado do Rio de Janeiro (SETRERJ), representante das empresas Nossa Senhora do Amparo e Costa Leste, que operam em Maricá.

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Novembro 4, 2016 Posted by | jornalismo, manifestação popular, Manifestações, Protestos, Maricá, transporte, Transporte Gratuito, Transporte Publico Gratuito de Maricá | | Deixe um comentário

Estudante tenta beijar PM em cordão de isolamento de protesto no centro do Rio de Janeiro

Fonte: Do UOL – Hanrrikson de Andrade, no Rio

27/06/201320h29 > Atualizada 27/06/201323h15

  • Zulmair Rocha/UOL
  • A jovem arrancou sorrisos do policial, que ficou visivelmente constrangido A jovem arrancou sorrisos do policial, que ficou visivelmente constrangido

A estudante Patrícia de Almeida Vasconcellos, 22, tentou beijar um dos policiais militares que formaram um ostensivo cordão de isolamento na frente do prédio da Fetranspor (Federação das Empresas de Transporte), alvo do sétimo ato contra a tarifa do transporte coletivo no Rio de Janeiro, nesta quinta-feira (27), no centro da capital fluminense.

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Protestos no Rio de Janeiro200 fotos

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27.jun.2013 – Manifestantes ficam lado a lado com barreira de policiais durante protesto no Rio de Janeiro, nesta quinta-feira. A manifestação teve concentração na CandeláriaTasso Marcelo/Afp Photo

Destemida, a jovem arrancou sorrisos do policial, que ficou visivelmente constrangido. Ao UOL, Patrícia afirmou ter tomado essa atitude para mostrar que os policiais militares fazem parte do "povo explorado".

SABATINA FOLHA/UOL
  • Movimento Passe Livre desconfia que polícia infiltre agentes para incitar violência em protestos

"De alguma forma, temos que trazer a polícia para o nosso lado. Eles também são do povo. Um povo explorado e perseguido", disse ela, que é aluna da Escola de Belas Artes da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro). "A luta também é deles."

A estudante afirmou que estava presente em todas as passeatas anteriores e que chegou ser vítima da "ação violenta" da Polícia Militar na última quinta-feira (20), quando houve confronto na região da Lapa, no centro. Na ocasião, dezenas de jovens ficaram presos nos bares que se estendem pela avenida Mem de Sá.

"Eu vi a polícia perseguindo geral. Eles foram até a Lapa depois que a passeata acabou, jogaram bombas de gás com as pessoas presas dentro dos bares", disse. "É por isso que lutamos também pela questão da desmilitarização."

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Manifestantes contam em cartazes quais são suas reivindicações

17.jun.2013 – Manifestante durante concentração para o 5º protesto contra o aumento da tarifa do transporte coletivo no largo da Batata, em Pinheiros (zona oeste de São Paulo) Leia mais Léo Pinheiro/Futura Press

Protesto
MAPA DOS PROTESTOS
  • Clique no mapa e veja onde aconteceram os principais protestos no Brasi até agora

Mais de 5.000 pessoas protestaramcontra a tarifa do transporte coletivo na capital fluminense e a militarização da polícia, entre outras causas, no centro do Rio nesta quinta. Segundo a Polícia Militar, o número pode ter chegado a 8.000. Os manifesta  foram até o prédio da Fetranspor (Federação das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Rio), na rua da Assembleia, no centro, onde havia um forte esquema de policiamento, e pediram que haja passe livre na cidade. A Fetranspor fica em um prédio quase em frente à Alerj (Assembleia Legislativa do Rio). De lá, a passeata foi até a Cinelândia, onde começou a dispersão.

PASSE LIVRE FOI CRIADO POR MEMBROS DO PT HÁ 13 ANOS

Marco zero das manifestações que tomaram o país, os recentes protestos do Movimento Passe Livre em São Paulo são fruto de uma experiência iniciada há 13 anos.
Começou com trotskistas do PT que, desiludidos com a política partidária e influenciados pelos movimentos antiglobalização, passaram a agir de forma autônoma

Cerca de 500 homens do Batalhão de Choque da Polícia Militar e outros 900 PMs foram deslocados para as ruas do centro. Os policiais "cercaram" a passeata, com um pelotão na frente, puxando o ato, PMs nas laterais da avenida Rio Branco em fila indiana, e um grupo com escudos ao fim da manifestação.

Diferentemente das últimas passeatas no Rio, não houve repressão dos manifestantes em relação aos militantes de partidos políticos, sindicatos e outros movimentos ligados ao governo ou à oposição. Havia bandeiras do PSOL, Sintuff (Sindicato dos Trabalhadores em Educação da Universidade Federal Fluminense), MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra), LBI (Liga Bolchevique Internacionalista), entre outros.

Um pelotão de policiais com escudos e cassetetes se posicionou na calçada da Igreja da Candelária, onde a passeata começou. Os PMs distribuíram panfletos pedindo paz aos manifestantes. Os batalhões do Centro e de São Cristóvão vão dar apoio ao patrulhamento, com ajuda de blindados, helicópteros e motos. Já o Bope (Batalhão de Operações Especiais) ficou apenas de prontidão no quartel.

QUAL DEVE SER O PRINCIPAL TEMA DOS PRÓXIMOS PROTESTOS NO BRASIL?

Na concentração do grupo de manifestantes na Candelária, em meio aos tradicionais ambulantes que vendem cerveja, pipoca e amendoim, apareceram também vendedores de bandeiras do Brasil e máscaras de Guy Fawkes, rosto que foi popularizado pelo filme "V de Vingança", de 2006, mas que representa um soldado inglês envolvido na Conspiração da Pólvora, levante católico do começo do século 17 cujo objetivo era explodir o parlamento da Inglaterra.

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Internautas registram protestos motivados por aumento das tarifas do transporte
26.jun.2013 – O internauta Carlos Sodré fotografou confronto entre a Tropa de Choque e manifestantes em frente à Prefeitura de Belém Carlos Sodré/Vc Manda/UOL

Cerca de 20 índios, alguns retirados da Aldeia Maracanã em março deste ano, estiveram na manifestação para dar apoio e relembrar a própria causa. "A nossa pauta é a de sempre: a volta para a Aldeia Maracanã. Nosso processo de reintegração ainda corre na Justiça e temos esperança de voltar. Viemos fazer uma pressão para que esse caso se resolva", contou o índio Kaiah, da etnia Waiwai.

SÍMBOLO
  • Arte UOL

    Eu também iria às ruas , diz criador de
    máscara sobre manifestações no Brasil

Outra vertente que fez barulho na manifestação de hoje foi o grupo SOS Bombeiros, levantando a sua bandeira pela PEC 300, lei que, se aprovada, criaria um piso nacional salarial para os profissionais de segurança pública. O subtenente Macedo, bombeiro de 47 anos, explicou que o projeto da lei "está engavetado no Congresso há muito tempo, enquanto poderia estar resolvendo a vida de muitos bombeiros e policiais militares do Brasil".

Na avenida Rio Branco, por onde a passeata seguiu até a chegada ao prédio da Fetranspor, todas as agências bancárias utilizam tapumes para evitar depredações. Lojas e estabelecimentos comerciais encerraram o expediente mais cedo. Devido à manifestação, na estação Carioca do Metrô, apenas os acessos avenida Rio Branco e Convento estão abertos. Na Cinelândia apenas o acesso Odeon está liberado.

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Veja cenas de violência policial e depredações em protestos pelo Brasil

13.jun.2013 – Em São Paulo, policial militar atinge cinegrafista com spray de pimenta durante protesto contra o aumento da tarifa do transporte coletivo, em frente ao Theatro Municipal, no centro da capital. Mais de 40 manifestantes foram detidos pela polícia Rodrigo Paiva/Estadão Conteúdo

Junho 28, 2013 Posted by | direitos humanos, jornalismo, Manifestações, Protestos, política | , | Deixe um comentário