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Sucesso de políticas sociais de Maricá é tema de encontro entre Quaquá e Pedro Paulo

Fotos e textos divulgação

“Maricá, definitivamente virou exemplo de bom governo para o Brasil e todo o mundo. Recebemos no dia 06/04/2015, a visita do Pedro Paulo Deputado Federal e pré-candidato a prefeito da capital do Estado do Rio de Janeiro, em nossa amada cidade. Nesta oportunidade, o deputado Pedro Paulo conheceu a implantação do projeto de desenvolvimento econômico e social que esta transformando a vida de milhares maricaenses. E em especial, conheceu na prática o ônibus gratuito da EPT e uma experiência do Programa da Moeda Social Mumbuca, que melhoram a quantidade de vida, aquecem economia local e geram empregos na cidade.” (escreveu a Deputada Estadual Rosangela Zeidan em sua página do Face)

O prefeito Washington Quaquá ressaltou a importância desse encontro e ratificou que sua gestão busca o projeto de desenvolvimento econômico da cidade pautado em ações de inclusão social. “É essencial trocarmos experiências e apresentarmos nossos projetos que são referências nacionais, como o tarifa zero e a moeda social. Nossa proposta é acabar com a pobreza oferecendo casa, emprego e qualificação profissional. Estamos transformando a cidade combinando investimentos no turismo e no desenvolvimento econômico e social”, declarou o prefeito.

Tarifa Zero

Sobre a Empresa Pública de Transportes (EPT), implantada em dezembro de 2014, o prefeito explicou ao secretário municipal que a tarifa zero é uma ferramenta de resgate da cidadania por meio da mobilidade. “Maricá é a primeira cidade brasileira com o maior número de habitantes a adotar a tarifa zero. Assim como educação e saúde gratuitas, transporte público é um direito do cidadão, respaldado na Constituição Federal. Estamos provando que transporte público é uma conquista do povo, e isso me faz acreditar que podemos ter uma sociedade mais justa, já que a mobilidade é inclusão social e redução das desigualdades entre pobres e ricos”, frisou.

O presidente da EPT, Luiz Carlos dos Santos, apresentou um balanço dos três primeiros meses de funcionamento da autarquia municipal cuja frota de 13 ônibus gratuitos circulam, 24h por dia, sete dias por semana, com tarifa zero. “Até o dia 31 de março, foram transportados 743.260 passageiros em 5.616 viagens e 338.865 km percorridos, em duas linhas que percorrem toda extensão da cidade – de Ponta Negra ao Recanto de Itaipuaçu”. Para Luiz Carlos, o resultado comprova não apenas a aceitação do serviço, como o entendimento pela população de que a tarifa zero tornou-se realidade. O secretário Pedro Paulo se interessou por detalhes relacionados ao custo da operação, tamanho de frota, volume de pessoal transportado, entre outros detalhes informados pelo presidente da EPT. “São experiências desafiadoras, principalmente a do ônibus, considerando o sistema de transporte que temos hoje em nosso estado. O projeto da moeda social é algo que se pode implantar em regiões específicas da cidade do Rio. Estamos observando essas boas práticas de políticas públicas aplicadas em Maricá, uma cidade que fica tão perto de nós”, avaliou Pedro Paulo.

Como meta para 2016, a prefeitura avalia a ampliação da oferta, com a circulação de 16 ônibus somente na principal linha (Recanto de Itaipuaçu – Ponta Negra) e planeja a aquisição de 20 micro-ônibus elétricos, que não emitem CO2, para completar a frota como alimentadores dos troncos principais. “Com isso, atenderemos a todos os bairros e garantiremos ainda mais a mobilidade para 100% da população”, completou o presidente da EPT.

Moeda Social Mumbuca

O secretário municipal adjunto de Economia Solidária, Miguel Moraes, também apresentou um balanço sobre o Programa Social Moeda Mumbuca – primeira moeda social eletrônica do país criada em dezembro de 2013 para combater a pobreza extrema na cidade. "Mais de 70% das famílias maricaenses recebem menos que três salários mínimos e mais de 15 mil ganham até um salário mínimo. Queremos oferecer condições mais dignas às famílias carentes, melhorando a renda da população”.

Segundo o secretário, atualmente, 14.096 famílias estão sendo beneficiadas com uma ajuda mensal de R$ 85 para compra de produtos em estabelecimentos cadastrados no município. “Ao todo, existem 112 estabelecimentos cadastrados e mais de R$ 1.200 mil estão sendo injetados na economia local para a construção de uma política pública de transferência de renda”, acrescentou Miguel Moraes.

Para a segunda fase do programa, serão concedidas linhas de empréstimo, por meio do banco comunitário, de até R$ 15 mil para as famílias e para microempreendedores, agricultores familiares, pescadores, artesãos e pequenos comerciantes, além de produtos como seguros e cursos de capacitação.

Visita a comércio local

Após a reunião, o prefeito Washington Quaquá, o secretário Pedro Paulo Carvalho, o deputado federal Fabiano Horta, a deputada estadual Rosângela Zeidan, além de parte da equipe do governo maricaense, embarcaram em um coletivo da EPT e foram até o mercado Jolumar, no Centro, onde o secretário carioca conferiu o funcionamento do programa de economia solidária.

Dentro do estabelecimento, Pedro Paulo conversou com a gerência sobre as vantagens e o aumento no faturamento com o uso do cartão Mumbuca. Segundo Pedro Paulo, ambos os projetos devem ser estudados de maneira cuidadosa, mas os considerou viáveis para a capital fluminense.

Washington Quaquá considerou positiva a visita do secretário carioca. “O interesse dele em nossos projetos mostra a boa repercussão que as ações do governo estão tendo fora de Maricá”, afirmou o prefeito.

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Abril 8, 2015 Posted by | jornalismo, Maricá, Moeda Social Mumbuca, política, transporte | , , , , , | Deixe um comentário

Fiscalização e controle foram discutidos em reunião sobre o Moeda Mumbuca

Texto: ​Sérgio Renato (edição: Gisele Paiva) | Fotos: Clarildo Menezes

Representantes tiraram dúvidas sobre valor mínimo de compras e necessidade de apresentação de documento de identificação, entre outros temas

Comerciantes que aderiram ao programa social Moeda Mumbuca participaram, nesta segunda-feira (23/3), de uma reunião com representantes da Secretaria Municipal Adjunta de Economia Solidária, do Banco Palmas (instituto gestor do programa) e da empresa Valeshop, que fornece as máquinas do cartão. O encontro, que ocorreu no Centro de Artes e Esportes Unificados (CEU), teve o intuito de prestar esclarecimentos aos donos de estabelecimentos.

Entre os pontos abordados na reunião, estava a informação de que há comerciantes aumentando os preços dos produtos na época da recarga dos cartões, que ocorre geralmente no dia 5 de cada mês. O secretário municipal adjunto de Economia Solidária, Miguel Moraes, afirmou que se trata de uma prática ilegal e que pode acarretar no descredenciamento do comércio onde for constatado o problema.

“Este comerciante precisa entender que se trata de um benefício também para ele e não somente do usuário. Qualquer procedimento fora do que está previsto pode ser prejudicial a todos. Já recebemos algumas denúncias, e os estabelecimentos onde isso se comprovar serão advertidos e descredenciados em caso de reincidência”, alertou o secretário, reiterando que fiscais da secretaria também estão visitando residências para verificar casos de uso indevido do benefício.

“Os beneficiários que fizerem uso indevido poderão ser indiciados pelos crimes de apropriação indébita e falsidade ideológica com denúncia ao Ministério Público Federal, além de ter que devolver o valor recebido ao erário sob pena de ter o nome inscrito na dívida ativa do município”, lembrou ele, que ainda respondeu a perguntas e dúvidas dos comerciantes.

Uma das principais dúvidas abordadas pelos comerciantes que participaram da reunião era sobre o valor mínimo para compras nos estabelecimentos. O secretário Miguel Moraes esclareceu que não há limite mínimo para uso dos créditos. Outra dúvida era sobre a necessidade de o usuário apresentar um documento de identidade no momento da compra para evitar fraudes e uso indevido. O secretário respondeu informando que a medida será avaliada.

O programa Moeda Mumbuca beneficia atualmente cerca de 15 mil famílias e injeta na economia do município mais de R$ 1,2 milhão por mês. A meta da Secretaria Municipal Adjunta de Economia Solidária é chegar a um valor de R$ 300 mensais como benefício até 2016.

Março 24, 2015 Posted by | jornalismo, Maricá, Moeda Social Mumbuca, projeto social | Deixe um comentário

Senador Eduardo Suplicy participa de evento comemorativo de um ano de implantação do Programa Social Moeda Mumbuca

Visita do Senador Eduardo Suplicy ao CEU – Centro de Artes e Esportes Unificados " Marco Antônio Cardoso Siqueira"

Fonte PMM – Fotos: Rosely Pellegrino e Fernando Silva

Senador Eduardo Suplicy em visita a Maricá. fotos Rosely Pellegrin 15.12 (109) O Senador Eduardo Suplicy participou, na manhã desta segunda-feira (15/12), do evento comemorativo de um ano de implantação no município de Maricá do Programa Social Moeda Mumbuca – primeira moeda social eletrônica do país criada para combater a pobreza extrema na cidade. O programa foi um dos cinco finalistas da 2ª edição do prêmio “Governarte: A Arte do Bom Governo”, do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), que premiou as melhores iniciativas de inclusão social por meio da tecnologia. O evento foi realizado no CEU (Centro de Artes e Esportes Unificados) de Maricá e contou com a presença de diversos secretários municipais e de beneficiários do programa.

Senador Eduardo Suplicy em visita a Maricá. fotos Rosely Pellegrin 15.12 (116)

Há 24 anos eleito senador pelo estado de São Paulo, Suplicy elogiou a cidade pela iniciativa de criação da moeda social. "Maricá está dando uma lição de cidadania para outros municípios do país, contribuindo para retirar pessoas sofridas da extrema pobreza, assim como ocorreu em Fortaleza com o Banco Palmas", avaliou. "A criação do banco permitiu um crescimento de 40% do comércio local em cerca de cinco anos. Hoje vim aqui para conhecer mais detalhes da iniciativa de Maricá e também apresentar outras experiências de economia solidária, como o renda básica da cidadania", completou. Derrotado por José Serra nas eleições ao Senado em outubro último, Suplicy afirmou que, mesmo fora do Legislativo, continuará defendendo a implantação desse programa – principal projeto da sua vida política e pelo qual vem lutando desde 1991. A lei que o institui foi aprovada pelo Congresso e sancionada pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2004, mas nunca foi colocado em prática. Segundo Eduardo Suplicy, o programa prevê transferência mensal a todos os cidadãos residentes no Brasil, inclusive estrangeiros com mais de cinco anos de permanência, a fim de que “possam viver com mais liberdade, justiça e fraternidade”. “Esta continuará a ser uma das minhas principais lutas. De onde estiver continuarei a batalha pela renda básica de cidadania”, disse.

Senador Eduardo Suplicy em visita a Maricá. fotos Rosely Pellegrin 15.12 (25)Senador Eduardo Suplicy em visita a Maricá. fotos Rosely Pellegrin 15.12 (114)

O senador citou antigos pensadores, como o inglês Thomas More, considerado um dos grandes humanistas do Renascimento, e o britânico Thomas Paine, a quem se atribui a origem do conceito de igualitarismo. Paine lançou, em 1795, um estudo intitulado “A justiça agrária” (“Agrarian Justice”), segundo o qual o direito à propriedade deveria ser universalizado aos homens, assim como os direitos políticos. Também falou sobre a experiência da "Renda Básica de Cidadania" implantada no início dos anos 60 no Alasca, considerado o mais desigual dos 50 estados americanos.  “O então prefeito do Distrito de Bristol Bay, Jay Hammond, observou que, mesmo com a grande riqueza proveniente da pesca local, seus moradores continuavam pobres. Ele propôs um imposto de 3% sobre o valor da pesca para um fundo de investimento que pertenceria à comunidade e que seria distribuído a todos de forma igualitária. Inicialmente, sofreu grande resistência, mas depois de implantada a medida foi tão bem-sucedida que, em 1974, Hammond se tornou governador do Estado do Alasca”, contou.

Ainda segundo Suplicy, nessa época o governo americano havia descoberto reservas de petróleo no estado do Alasca. “Entendendo que o petróleo pertencia aos cidadãos do estado, o governo do estado determinou que fosse instituída uma taxa sobre o lucro da exploração. “Assim, Hammond sancionou um projeto, que depois de algumas modificações fazia com que 50% dos royalties do petróleo fossem destinados ao Fundo Permanente do Alasca (Alaska Permanent Fund), instituindo-se um pagamento igual, anualmente, a todos os habitantes do estado”, explicou.

Senador Eduardo Matarazzo Suplicy e o Secretário Municipal de Cultura de Maricá Sergio Mesquita Tais experiências, na opinião de Suplicy, mostram um caminho para a erradicação da pobreza extrema e absoluta. “Se quisermos erradicar a pobreza desse país, temos que construir uma sociedade justa e igualitária. Em 1996, éramos o terceiro país mais desigual do mundo; hoje, melhoramos muito, somos o 16º, mas ainda podemos avançar com a implantação do renda básica. Quem sabe a cidade de Maricá não se torna pioneira também com mais essa iniciativa”, acrescentou.

Senador Eduardo Suplicy em visita a Maricá. fotos Rosely Pellegrin 15.12 (107)Mediador do encontro, o Secretário Municipal de Direitos Humanos, Miguel Moraes, destacou a importância do Bolsa Mumbuca para a população carente. "Mais de 70% das famílias maricaenses recebem menos que três salários mínimos e mais de 15 mil ganham até um salário mínimo. Queremos oferecer condições mais dignas às famílias carentes, melhorando a renda da população. Mais de R$ 1.400 mil estão sendo injetados na economia local para a construção de uma política pública de transferência de renda", salientou o secretário, ressaltando que o projeto da Bolsa Mumbuca foi aprovado por unanimidade pelos atuais vereadores, após a realização de diversas audiências públicas e reuniões com os principais segmentos envolvidos. Para o próximo ano, numa segunda fase do programa, serão concedidas linhas de empréstimo, por meio do banco comunitário, de até R$ 15 mil para as famílias e para microempreendedores, agricultores familiares, pescadores, artesãos e pequenos comerciantes, além de produtos como seguros e cursos de capacitação.

Beneficiários do cartões

DSC_0170 FOTO FERNANDO SILVAPresente no encontro, Irene Francisca dos Santos, de 65 anos, recebeu o seu cartão das mãos do senador Suplicy. Ela vive graças à aposentadoria do marido com um salário mínimo por mês. “Só quem passa por dificuldades reconhece o valor desse programa. O dinheiro sempre falta, vai ser uma ajuda e tanto, principalmente para comprar frutas e legumes”, agradeceu. (foto: Fernando Silva)

DSC_0182 FOTO FERNANDO SILVAO servente de obras Luiz Carlos da Silva, de 52 anos, recebe por mês em torno de R$ 500 para alimentar sua esposa e dois filhos. "Não tenho renda fixa porque trabalho por conta própria. Sofro de pressão alta e gasto muito com a compra de remédios. Com certeza esse benefício vai ajudar e muito nos gastos com a farmácia", declarou Luiz. (foto Fernando Silva)

Momentos do evento nos clicks de Rosely Pellegrino

Dezembro 15, 2014 Posted by | direitos humanos, jornalismo, Maricá, Moeda Social Mumbuca | , , , | Deixe um comentário

Bolsa Mumbuca é finalista de prêmio internacional do Banco Interamericano de Desenvolvimento

Texto: Rafael Zarôr (edição: Marcelo Ambrosio) | Fotos: Fernando Silva

Programa municipal, lançado no final de 2013, concorre a prêmio que elegerá as melhores iniciativas de inclusão social

Moeda social de Maricá, pioneira no país, disputa Prêmio Governarte de melhor iniciativa de inclusão social com cidades da Colômbia, Costa Rica e Guatemala

O Programa Moeda Social Mumbuca de Maricá (RJ) – primeira moeda social eletrônica do Brasil – foi indicado como um dos cinco finalistas da 2ª edição do prêmio “Governarte: A Arte do Bom Governo”, do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), que premiará as melhores iniciativas de inclusão social por meio da tecnologia. A escolha do vencedor por eleição aberta na internet, iniciada no dia 17 de novembro, acontece até 08 de dezembro no site (www.iadb.org/pt/temas//gobernartesys/2014-premio-gobernarte-a-arte-de-bom-governo,9734.html). Os vencedores serão conhecidos no dia 15 de dezembro. Mais de 300 projetos de dezenas de países foram analisados por um júri técnico especializado e 20 foram selecionados e distribuídos em quatro categorias. Maricá concorre na categoria 2 (Setor Privado + Segunda Instância Administrativa) com iniciativas sociais das cidades de São Paulo, Patzún (Guatemala), San José (capital da Costa Rica) e Santiago de Cali (Colômbia).

Em 2013, a Prefeitura criou a primeira moeda social eletrônica do Brasil com utilização de cartões de débito para complementar as rendas mensais de famílias que ganham até um salário mínimo, combatendo a extrema pobreza e estimulando a economia local. O programa foi implementado pelo Instituto Banco Palmas e beneficia 14 mil famílias para compra de produtos em estabelecimentos cadastrados no município. A poucos dias de completar um ano de implementação, o programa Bolsa Mumbuca superou as expectativas quanto à sua eficácia como ferramenta de desenvolvimento local. Em alguns locais onde as compras podem ser pagas na máquina de débito do cartão Mumbuca os empresários já ampliaram a oferta de produtos e contrataram novos funcionários para atender à demanda.

A iniciativa do prefeito Washington Quaquá, pioneira em todo o Brasil, já havia chamado a atenção da mídia latino-americana e europeia em junho passado, quando jornalistas estrangeiros que cobriam a Copa do Mundo vieram a Maricá, atraídos pelo ineditismo e amplitude de um programa de transferência direta de renda inspirado no modelo do Alaska, onde a receita proveniente da extração de petróleo é distribuída diretamente à população (no caso de Maricá os recursos da Bolsa Mumbuca saem do repasse dos royalties da extração de petróleo a que a cidade tem direito, evidenciando a aplicação responsável dos recursos federais). As reportagens sobre o programa foram publicadas em veículos de oito países das três Américas e Espanha.

Para o secretário municipal de Direitos Humanos e Cidadania, Miguel Moraes, responsável pelo desenvolvimento e lançamento do programa, o reconhecimento do BID mostra que o sucesso da Bolsa Mumbuca o consolidou além dos limites do município. “A Bolsa Mumbuca deixou de ser um programa exclusivo de Maricá, já que esse modelo de transferência de renda serve para vários municípios brasileiros", afirma Miguel, acrescentando já ter sido procurado por outras cidades dispostas a desenvolver o mesmo tipo de iniciativa. "O beneficiado compra gêneros de primeira necessidade para a família em comércios conveniados, com o cartão, e pelo sistema temos o controle total desta utilização dos créditos”, destacou o secretário, anunciando uma campanha em prol da premiação do Governarte. “Estamos mobilizando todas as cidades para votar na Moeda Social Mumbuca”, completou. Já o coordenador do Instituto Banco Palmas, João Joaquim de Melo, enfatizou que este é o maior programa da América Latina em distribuição de renda. “Esse reconhecimento mostra que boas práticas sociais podem contribuir com prefeituras de todo mundo, seguindo o exemplo de Maricá”, comemorou.

Conheça as iniciativas

As 20 iniciativas finalistas foram dividas em quatro grupos – Sociedade Civil + Segunda Instância Administrativa (categoria 1), Setor Privado + Segunda Instância Administrativa (2), Sociedade Civil + Terceira Instância Administrativa (3) e Setor Privado + Terceira Instância Administrativa (4). Além do Programa Moeda Social Mumbuca de Maricá, outras quatro ações serão avaliadas pelo público na categoria 2 – a política de transparência da cidade de Patzún (Guatemala), promoções de estilos de vida saudáveis para crianças e jovens de 10 a 24 anos da cidade de San José (Costa Rica), empresas públicas de mobilidade urbana de São Paulo e programa de coparticipação popular baseado no uso de redes sociais para integração de decisões de Santiago de Cali (Colômbia).

Aprenda como votar

Qualquer pessoa pode participar da eleição desde que tenha uma conta na rede social Facebook. Para computar os votos, é necessária a avaliação de todos os concorrentes da categoria. Os eleitores avaliarão cada iniciativa escolhendo de uma a cinco estrelas. Confira abaixo o passo a passo:

1 – Ao acessar o link (www.iadb.org/pt/temas//gobernartesys/2014-premio-gobernarte-a-arte-de-bom-governo,9734.html) abrirá a página oficial do Prêmio Governarte, em espanhol. Para acessar as informações em português é preciso clicar na seta ao lado da palavra “Idioma” (letras na cor laranja), no lado esquerdo superior da página, e clicar nas letras “POR”;

2 – Depois clique na palavra “Avaliar” (retângulo na cor laranja);

3 – Será aberta outra página solicitando o login e senha da sua conta no Facebook;

4 – Ao clicar em “OK”, o sistema abrirá a pagina de votação com as quatro categorias;

5 – Somente serão computados os votos com a avaliação de todos os concorrentes na categoria;

6 – O Programa Moeda Social Mumbuca concorre na Categoria 2 com outras quatro iniciativas.

Novembro 20, 2014 Posted by | assistencia social, jornalismo, Maricá, Moeda Social Mumbuca | | Deixe um comentário

Maricá – Bolsa Mumbuca atinge 14 mil beneficiados

Texto: Sérgio Renato | Fotos: Fernando Silva

Nesta terça-feira (11/11), mais 1.126 cartões do programa Moeda Social Mumbuca foram entregues

A primeira moeda social eletrônica da América Latina, a Moeda Social Mumbuca, atingiu nesta terça-feira (11/11) a marca de 14 mil benefícios concedidos em menos de um ano de atividade (o programa foi implantado em dezembro do ano passado). Na cerimônia de entrega de 1.126 novos cartões do programa Moeda Social Mumbuca, que ocorreu na Praça Conselheiro Macedo Soares, no Centro, o secretário municipal de Direitos Humanos de Maricá, Miguel Moraes, anunciou o recadastramento de seus beneficiários, sejam moradores ou comerciantes da cidade.

Segundo Miguel, o trabalho de recadastramento já começou internamente com o levantamento de informações e a suspensão temporária de novas inscrições para o programa. Numa segunda etapa, que deverá ocorrer até dezembro, serão realizadas pesquisas de campo por região, que vão começar por Jaconé. “Sabemos que alguns beneficiários já faleceram e que outros ainda melhoraram a renda e não dependem mais do Bolsa Mumbuca. Isso servirá para fazermos um enquadramento de cada caso e a adequação que for necessária”, lembrou Miguel Moraes, ressaltando que a secretaria procura fazer um controle rigoroso para impedir possíveis fraudes contra o programa. Ele pediu ajuda da população para relatar qualquer suspeita de uso ou recebimento indevido do benefício. Os relatos devem ser remetidos à sede da pasta na Rua Levi Ribeiro ou pelos telefones 2637-1639 e 3731-1021 (Instituto Palmas, gestora do programa).

Ao lado de Miguel Moraes, estavam na mesa diretora do evento os secretários Margareth Figueira (Trabalho) e Rubem Pereira (Agricultura e Pesca), além dos subsecretários Luciana Piredda (Políticas para as Mulheres), Joel Rocha (Igualdade Racial) e do coordenador do Instituto Palmas, Rodrigo Cruz.

Drama e satisfação na hora da entrega

Entre os beneficiados que receberam o cartão já com a primeira carga de 85 Mumbucas (equivalente a R$ 85) havia a mesma sensação de alento já vista em eventos anteriores. “Sou asmática e preciso comprar remédios sempre. Vai ser uma grande ajuda para mim”, celebrou a aposentada Edith Martins Sales, de 71 anos, moradora de São José de Imbassaí.

Dentre tantas histórias chamou atenção a de Alessandra Ferreira dos Santos, que levava no colo a pequena Daniele, de apenas seis meses de idade. Com 22 anos, ela conta que não tem condições de trabalhar para cuidar da filha, que tem problemas cardíacos e sofre de epilepsia, não tendo idade ainda para tomar os medicamentos mais comuns para essa doença. “Tenho que ficar perto na hora que ela possa ter alguma crise. Já perdi dois filhos com menos de um ano de idade por causa do mesmo problema e não quero passar por isso de novo”, contou ela, ressaltando que a Bolsa Mumbuca vai ajudá-la na compra de remédios e fraldas para a filha.

De acordo com a Secretaria de Direitos Humanos, a meta é fazer com o que  valor do benefício chegue a R$ 150 até o fim do ano que vem e a R$ 300 em 2016.

Alessandra Ferreira dos Santos, de 22 anos, utilizará o benefício para comprar remédios e fraldas para a filha

Edith Martins Sales, de 71 anos, também utilizará o Bolsa Mumbuca para comprar remédios

Novembro 12, 2014 Posted by | direitos humanos, jornalismo, Maricá, Moeda Social Mumbuca, projeto social | | Deixe um comentário