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As melhores notícias com Rosely Pellegrino

Dilma Rousseff é a primeira mulher a assumir à Presidência do Brasil

A candidata Dilma Rousseff (PT) foi eleita presidente com 56,5% dos votos válidos, assegurando a vitória contra o adversário José Serra (PSDB), que fez 43,95%. Assim, ela torna-se a primeira mulher a chegar ao cargo político mais elevado do país.

dilma%20marcello%20casal%20jr%20abr  Dilma fez o primeiro pronunciamento para militantes, lideranças políticas e imprensa. (Foto: Marcello Casal Jr/Abra)

Em seu primeiro pronunciamento, pouco depois das 22h, no Hotel Naoum Plaza, em Brasília, Dilma assumiu os primeiros compromissos com os brasileiros. Diante de lideranças, militantes e imprensa, ela se emocionou ao falar do apoio do presidente Lula e afirmou que baterá muitas vezes em porta após assumir em janeiro de 2011. 
O primeiro compromisso de Dilma será honrar e valorizar às mulheres brasileiras. Ela também se comprometeu a erradicar a pobreza e fortalecer a economia. 
Cercada por ministros, senadores e governadores eleitos, ela arrancou aplausos ao estender à oposição para que seja possível trabalhar "unidos em prol do futuro do país". Dilma defendeu ainda  a liberdade de expressão. "Prefiro uma imprensa barulhenta ao silêncio da ditadura".  
A maior visibilidade de Dilma ocorreu ao assumir o cargo de ministra Chefe da Casa Civil, em junho de 2005, após a saída de José Dirceu. 
Na função, ela comandou o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) até março deste ano, quando assumiu a candidatura à Presidência pelo PT. Antes disso, Dilma foi ministra de Minas e Energia, no início do primeiro governo do presidente Lula, em 2003.
Dilma nasceu em Belo Horizonte, Minas Gerais, em 1947. Integrou organizações de esquerda clandestinas e foi presa durante o regime militar. 
Foi casada com o advogado gaúcho Carlos Araújo, de quem se separou em 2000, e tem uma filha, Paula. Em setembro, pouco antes da eleição do primeiro turno, nasceu o seu primeiro neto Gabriel.

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Novembro 1, 2010 Posted by | Brasil - Eleições 2010, Eleições 2010, jornalismo, política, Política Nacional e Internacional, SEGUNDO TURNO ELEIÇÕES 2010 | Deixe um comentário

Resultado do segundo Turno Eleições 2010 em Maricá – Dilma venceu também no segundo turno

DILMA PT – PRB / PDT / PT / PMDB / PTN / PSC / PR / PTC / PSB / PC do B – 31.126 – 57,82%

JOSÉ SERRA PSDB – PTB / PPS / DEM / PMN / PSDB / PT do B – 22.709 -  42,18%

Em Maricá são 206 seções,com  77.312 eleitores, com uma abstenção de 17.842 (23,08%),
com um comparecimento de 59.470 eleitores.
Votos em branco 1.878, nulos 3.757.
Dados TSE

Novembro 1, 2010 Posted by | Brasil - Eleições 2010, Eleições 2010, jornalismo, Maricá, política, Política Nacional e Internacional, SEGUNDO TURNO ELEIÇÕES 2010 | Deixe um comentário

Encerrada a Campanha Eleitoral do Segundo Turno : Debate termina sem confronto entre Dilma e Serra

A petista e o tucano, que lideram as pesquisas, não debateram nenhum tema diretamente. Tentando ir ao segundo turno, Marina Silva (PV) se esforçou nos ataques aos dois rivais

Fonte: Redação Época

A expectativa era grande, mas o último debate entre os candidatos à Presidência da República, realizado na noite de quinta-feira (30) pela Rede Globo, deixou a desejar em termos de emoção e confronto. Líder nas pesquisas, Dilma Rousseff (PT) evitou a todo o custo o embate com o segundo colocado, José Serra (PSDB). O tucano, na única chance que teve de questionar a petista, preferiu ouvir o que Marina Silva (PV) tinha a dizer. A senadora, terceira colocada, foi a que mais atacou os adversários, enquanto Plínio de Arruda Sampaio (PSOL) estava mais sério do que de costume.

Temas espinhosos como a quebra do sigilo fiscal de pessoas ligadas a Serra e a escândalo de corrupção na Casa Civil, que derrubou a ex-ministra Erenice Guerra – braço direito de Dilma no ministério –, não foram citados.

Saiba mais

O único momento em que os ânimos se acirraram foi o fim do quarto bloco. Marina questionou Serra sobre as críticas do PSDB e do DEM ao Bolsa Família e quis saber se o tucano “fazia uma autocrítica”. Serra rebateu afirmando que, enquanto ministro da Saúde do governo Fernando Henrique Cardoso (PSDB), criou o Bolsa Alimentação, uma das bases do Bolsa Família. O tucano disse que, por mais que afirmasse que ampliaria esses benefícios sociais, sempre era questionado sobre o tema. "Não fique irritado por eu fazer a pergunta novamente a você", afirmou Marina. Ela, então, rebateu Serra, dizendo que ele não respondeu e que, para ela, os programas sociais eram fundamentais. O tucano devolveu: "Não use sua régua para medir os outros. Se eu fosse usar a minha, diria que você e Dilma têm muito mais coisas parecidas do que os outros candidatos". Serra afirmou que havia mais semelhanças entre Marina e Dilma do que entre ele próprio e Dilma, como a candidata do PV vinha afirmando. “Você era do PT até há pouco e estava no governo do mensalão”, disse.

Nas considerações finais, os discursos de Marina e Serra reforçaram o pedido para que a eleição não termine no domingo (3). A candidata do PV foi a primeira a falar na última parte do debate. “Sou a única que depende do seu voto”, afirmou, dizendo que um eventual segundo turno seria uma demonstração de que, mesmo com um tempo de TV bem menor do que Dilma e Serra, foi possível conquistar os eleitores. Marina também destacou a ideia de um embate entre duas mulheres: “Que fiquem as duas mulheres no segundo turno”.
Serra pediu para que aqueles que já decidiram votar nele conquistem mais eleitores: "Se você já vota em mim, que conquiste um outro voto". Ele afirmou que espera um segundo turno para um confronto de ideias com Dilma. E destacou sua trajetória política, relatando sua participação no movimento estudantil, seus 14 anos de exílio e os cargos públicos que ocupou. “Ofereço a minha vida, a minha história”, disse.
Em suas últimas declarações no debate, Dilma falou como se a campanha estivesse chegando ao fim. Ela pediu o apoio dos eleitores, afirmando: "Estou preparada para ser a primeira presidente da repúlica, se puder, humildemente, contar com seu voto”.

Gabriel de Paiva / Agência O Globo

Dilma aposta na herança de Lula

Apesar das críticas de que vive à sombra do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Dilma Rousseff não se importou em relembrar sua participação no governo.
No início do debate, ao discutir a legislação trabalhista com Marina, Dilma falou apenas das conquistas do governo Lula, como a criação de 14,5 milhões de empregos formais. Mesmo depois que a senadora do PV afirmou que Dilma não respondeu sua pergunta, ela se manteve falando sobre o atual governo.
Na primeira oportunidade que teve para perguntar, Dilma evitou o confronto com Serra e direcionou sua questão para Plínio. Na segunda vez, a questionada foi Marina Silva. Desta vez, Dilma fez suas primeiras promessas – concluir as ferrovias Transnordestina e Integração Centro-Oeste.
Na primeira vez em que a plateia – formada apenas por convidados – se manifestou, Dilma conseguiu deixar a saia justa com rapidez. Ela debatia doações aos partidos com Plínio e afirmou que todas as doações ao PT “são oficiais”. Após as risadas altas dos adversários tucanos, Dilma rebateu: “Lamento os risos de quem tem outras práticas”, e foi aplaudida pelos colegas petistas.

Marcelo Carnaval / Agência O Globo

De forma indireta, Serra ataca o governo

Em seu arsenal, Marina criticou diversas vezes as promessas de Serra, mas mesmo diante desses comentários, o tucano não recuou. Serra voltou a prometer salário mínimo de R$ 600 em 2011 e o reajuste de 10% para os aposentados. Neste momento, foi ao ataque contra Dilma, dizendo que o governo Lula é contrário ao aumento.
No segundo bloco, Serra manteve a estratégia de atacar o governo. Afirmou que São Luiz do Paraitinga (SP), devastada por uma chuva no início do ano, foi “totalmente recuperada”, enquanto as obras que dependiam do governo federal no Rio de Janeiro e em Santa Catarina “vão se arrastando”. Em seguida, ao questionar Plínio, Serra disse que o governo Lula “não fez nada” para ampliar as linhas de metrô em cidades como Fortaleza e Belo Horizonte.
Serra voltou à carga ao debater a saúde com Plínio. Afirmou que o governo Lula obstruiu a tramitação de projetos que ampliariam os recursos para o setor e que “depois ficou reclamando” quando a CPMF foi derrubada pelo Senado. Em seguida, Serra chamou de “conversa fiada” os dados que Dilma apresentara sobre investimento em saneamento básico. “O governo não colocou R$ 40 bilhões nem aqui, nem na Lua”.

Marcelo Carnaval / Agência O Globo

Marina repete estratégia da terceira via

Marina procurou fixar a imagem de “terceira via” e voltou a atacar as administrações de FHC e Lula. No início do debate, ela afirmou que “nada foi feito” sobre o déficit da previdência social “nos últimos 16 anos”. Em seguida, atacou Serra, criticando o que seria, segundo ela, o “promessômetro” do tucano.
Marina disse ser a única que pensa o país “como um todo” e criticou os adversários afirmando que eles tratam a disputa presidencial como se fosse uma “eleição para a prefeitura”. Marina foi ao ataque também contra o governo Lula e trouxe à tona o escândalo envolvendo o ex-ministro da Integração Nacional, Geddel Vieira Lima (PMDB). Em abril, o Tribunal de Contas da União divulgou relatório afirmando que Geddel, candidato ao governo da Bahia, privilegiou municípios de seu Estado com recursos para prevenção de desastres naturais. Mesmo quando elogiou o governo Lula, Marina fez ressalvas. Ela afirmou que o programa de habitação Minha Casa Minha Vida “é bom”, mas “não ajuda quem ganha até dois salários mínimos”.
No terceiro bloco, Marina disse que Serra quer resolver as coisas como “passe de mágica”. Ela criticou a gestão do tucano na Prefeitura e no governo de São Paulo e disse que é uma “vergonha” o fato de o “Estado mais rico da federação” ter problemas de habitação.

Marcelo Carnaval / Agência O Globo

Plínio: mais sério, mas ainda irônico

O candidato do PSOL estava mais sério que de costume, mas foi irônico sempre que possível. Questionado por Dilma sobre a situação do funcionalismo público, ele disse que faria um governo sem “terceirização, arroxo salarial e privatização” e questionou a ex-ministra: “Não vi nunca você reclamar disso e agora você vem perguntar pra mim?”. Em seguida, Plínio ironizou Serra. Ao ser informado que deveria fazer uma pergunta sobre impostos, afirmou. “Disso ele gosta”.
No restante do debate, Plínio defendeu suas propostas socialistas, como a auditoria da dívida externa, o limite à propriedade rural e o aluguel compulsório de imóveis vazios. Em determinado momento, Plínou estendeu o horário eleitoral, e pediu votos aos candidatos do PSOL.

Outubro 30, 2010 Posted by | Brasil - Eleições 2010, Campanha Eleições 2010, jornalismo, política, Política Nacional e Internacional, SEGUNDO TURNO ELEIÇÕES 2010 | Deixe um comentário

Prefeitos do Conleste participam do comício pró-Dilma em Itaboraí

A candidata à presidência da República, Dilma Rousseff, recebeu, no início da noite desta terça-feira, o apoio dos prefeitos e representantes dos 12 municípios que integram o Consórcio Intermunicipal da Região Leste Fluminense (Conleste), além de vereadores da região e dos senadores Francisco Dornelles e Lindberg Farias.

O anúncio foi feito durante um comício montado no Centro de Itaboraí, que reuniu mais de 500 pessoas. Alexandre Felipe, subsecretário de governo da Região Metropolitana, a primeira dama do Município de Maricá, Zeidan e vereadores, também participaram do ato em apoio e todos lembraram da importância da eleição de Dilma para a continuidade da parceria entre o Governo do Estado e a União.

“Esse é um momento importantíssimo para o Rio de Janeiro. No dia 31, precisamos fazer a escolha certa nas urnas para que o nosso estado continue recebendo recursos do governo federal e continue crescendo”, disse Alexandre Felipe.

Faltando quatro dias para as eleições, a prefeita de São Gonçalo, Aparecida Panisset, destacou a importância afirmou da continuidade nos investimentos recebidos.

“Todos os prefeitos do Consórcio Intermunicipal do Leste Fluminense estão com Dilma. É hora de agradecermos e defendermos as conquistas que tivemos nos últimos anos”, destacou Panisset.

O presidente do Conleste e prefeito de Tanguá, Carlos Pereira, reafirmou a união dos prefeitos a favor da candidatura da Dilma.

“Todos os 11 municípios estão engajados para defender a eleição da primeira mulher presidente deste país”, ressaltou Pereira.

Senador eleito no último dia 3, Lindberg Farias agradeceu a votação que teve em Itaboraí (foram cerca de 70 mil votos) e chamou atenção do povo em relação ao indecisos que votaram na candidata do PV a presidente, senadora Marina Silva, no primeiro turno. “O Governo Lula tirou milhões de brasileiros da situação de miséria e elevou vários à classe média. Temos que lembrar os indecisos da atuação do nosso presidente. O Brasil precisa seguir mudando”, disse.

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Outubro 28, 2010 Posted by | Brasil - Eleições 2010, Campanha Eleições 2010, eleições, Eleições 2010, jornalismo, política, SEGUNDO TURNO ELEIÇÕES 2010 | Deixe um comentário

Pesquisa Datafolha: Dilma soma 56% dos votos válidos e Serra tem 44%

26 de outubro de 2010 20h05

A candidata do PT à presidência da República, Dilma Rousseff, lidera a disputa do segundo turno contra seu adversário, José Serra, do PSDB, de acordo com pesquisa do Datafolha divulgada nesta terça-feira (26) pelo jornal Folha de S. Paulo. Dilma soma 49% das intenções de voto, enquanto José Serra tem 38%. Os votos brancos e nulos são 5% e não souberam ou não opinaram, 8%;

Considerando apenas os votos válidos (sem brancos e nulos), Dilma tem 56% contra 44% de Serra. A margem de erro da pesquisa é de dois pontos porcentuais.

Na última pesquisa Datafolha, divulgada no último dia 22 de outubro, a petista aparecia com 50% das intenções de voto contra 40% de Serra. Nos votos válidos, Dilma somava 56% e o tucano, 44%.

Encomendada pelo jornal Folha de S. Paulo e pela Rede Globo, a pesquisa foi realizada no dia 26 de outubro, com 4.020 entrevistados em todo País, e registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em 21 de outubro de 2010, sob o número 37404/2010.

Outubro 26, 2010 Posted by | Brasil - Eleições 2010, Eleições 2010, jornalismo, política, SEGUNDO TURNO ELEIÇÕES 2010 | 1 Comentário

Datafolha: Dilma abre 12 pontos sobre Serra

Pesquisa do Datafolha divulgada ontem à noite mostra recuperação da candidata petista à Presidência. Dilma voltou a subir e agora tem uma vantagem de 12 pontos sobre José Serra (PSDB). De acordo com reportagem da Folha, excluídos votos brancos, nulos e indecisos a candidata tem 56% contra 44% do tucano. Esses 12 pontos de vantagem ainda estão abaixo do que foi registrado na véspera da eleição do último dia 3, quando o Datafolha fez uma simulação de eventual segundo turno –Dilma tinha 57% contra 43% de Serra.

Outubro 22, 2010 Posted by | Eleições 2010, jornalismo, política, Política Nacional e Internacional, SEGUNDO TURNO ELEIÇÕES 2010 | Deixe um comentário

MST volta atrás e pede votos para Dilma

Fonte : Redação SRZD | Eleições 2010 | 15/10/2010 19h49

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O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e a Via Campesina, movimentos sociais do país, publicaram nesta sexta-feira um manifesto em que pedem voto para candidata à Presidência pelo PT, Dilma Rousseff.
Um dos coordenadores do MST, João Paulo Rodrigues, chegou a afirmar que a candidata não "representava" as ideias do movimento. Mas, de acordo com o manifesto, o nível da campanha no primeiro turno ajudou a decisão.
"A candidatura de José Serra (PSDB) nos surpreendeu, pelo baixo nível da sua campanha presidencial. Foi agressivo e perseguiu jornalistas em entrevistas, tentou interferir em julgamentos do Supremo Tribunal Federal (STF), espalhou mentiras e acusações infundadas. Chegou a usar a própria esposa, que percorreu as ruas de Niterói (RJ) dizendo que Dilma Rousseff ‘é a favor de matar as criancinhas’", diz o manifesto dos sem terra.
Para o MST, uma eventual vitória de Serra seria considerada um retrocesso: "Pelo caráter antidemocrático e antipopular dos partidos que compõem sua aliança eleitoral e por sua personalidade autoritária, estamos convictos que uma possível vitória sua significará um retrocesso para os movimentos sociais e populares em nosso país, para as conquistas democráticas em nosso continente e uma maior subordinação ao império dos Estados Unidos. Esse retrocesso não queremos que aconteça", afirma o Movimento dos Sem Terra.

Outubro 19, 2010 Posted by | Eleições 2010, jornalismo, política, SEGUNDO TURNO ELEIÇÕES 2010 | Deixe um comentário

Tiririca, o candidato que não lê

Vários indícios sugerem que Tiririca não sabe ler nem escrever. A Constituição proíbe candidatos analfabetos

Victor Ferreira

  Reprodução

De acordo com a Constituição, os analfabetos são inelegíveis e, portanto, não podem se candidatar e receber votos. Por lei, os candidatos são obrigados a apresentar à Justiça Eleitoral um comprovante de escolaridade. Na ausência de comprovante, devem demonstrar capacidade de ler e escrever. Para registrar sua candidatura a deputado federal, Tiririca apresentou ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE) de São Paulo uma declaração em que ele afirma que sabe ler e escrever. Essa declaração, segundo as normas legais, deve ser escrita de próprio punho. Mas Tiririca, de fato, sabe ler e escrever? A suspeita é que não. Vários indícios permitem levantar essa desconfiança.

O humorista Ciro Botelho, redator do programa Pânico da rádio Jovem Pan, diz que escreveu sozinho o livro As piadas fantárdigas do Tiririca em 2006. A publicação é assinada só por Tiririca. Botelho diz que escreveu com base em histórias contadas por ele. “O Tiririca não sabe ler nem escrever”, afirma.

Saiba mais

Dois funcionários da TV Record também disseram a ÉPOCA que nos bastidores do programa humorístico Show do Tom, do qual Tiririca participa, é sabido que ele não lê nem escreve. De acordo com Ciro Botelho, o palhaço conta com a ajuda da mulher para decorar suas falas: “A mulher fica no camarim com ele e vai falando o texto. Ele vai decorando e conta do jeito dele”.

A reportagem de ÉPOCA acompanhou Tiririca por dois dias na semana passada. Viu o candidato dar autógrafos com uma grafia bem diferente da que aparece na declaração apresentada ao TRE, com letras redondas. Aos fãs, ele assina um rabisco circular ininteligível e desenha o que seriam as letras do nome de seu personagem. Em duas ocasiões, a reportagem deparou também com situações que demonstram que Tiririca tem, no mínimo, enorme dificuldade de leitura. No dia 21, a reportagem pediu para Tiririca ler uma mensagem de celular. Ele ficou visivelmente assustado diante do aparelho. O constrangimento do candidato só foi desfeito quando uma assessora leu o torpedo em voz alta. Minutos antes, referindo-se às críticas feitas a sua candidatura nos jornais, Tiririca dissera: “Eu não leio nada, mas minha mulher lê para mim”.

No dia 22, ÉPOCA fez um teste com Tiririca. Durante um almoço, pediu a ele para responder a perguntas da pesquisa Ibope sobre o Congresso. As duas primeiras questões foram lidas pela reportagem e respondidas normalmente por Tiririca. Em seguida, foi apresentado ao candidato um cartão para ele ler a terceira pergunta e as alternativas de resposta. Nesse momento, seus assessores o cercaram imediatamente. O filho de Tiririca, Éverson Silva, começou a ler a pergunta para o pai, mas a pesquisa foi interrompida pelos assessores com a alegação de que ele precisava almoçar e que a aplicação da pesquisa não fora combinada previamente. A cena pode ser vista em um vídeo no site de ÉPOCA.

Depois desse novo mal-estar, ÉPOCA tentou questioná-lo sobre sua alfabetização. Sua assessoria de imprensa não permitiu mais contatos. Ela diz que Tiririca sabe ler e escrever, mas os pedidos de um encontro com o candidato para que ele lesse um texto e encerrasse as dúvidas foram recusados. A assessoria disse que Tiririca está na reta final da campanha e ficaria “chateado por ter de provar que sabe ler”.

O que acontece com um candidato sobre o qual há dúvidas sobre sua alfabetização? “Se houver dúvidas, o juiz pode submetê-lo a um teste”, diz o advogado Fernando Neves, ex-ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Segundo Neves, essa prova é simples e visa apenas certificar a capacidade de ler e escrever do candidato. Se o candidato não conseguir provar que é alfabetizado, a jurisprudência da Justiça Eleitoral diz que a candidatura deve ser cassada.

Foto: Filipe Redondo/ÉPOCA



Outubro 6, 2010 Posted by | Brasil - Eleições 2010, eleições, Eleições 2010, jornalismo, política, Política Nacional e Internacional, SEGUNDO TURNO ELEIÇÕES 2010 | Deixe um comentário

Marina não turbinou a bancada de deputados do PV

Fonte: Com Marina

Só mais um blog do Colunas.epoca.globo.com

 

4:46 | ter , 5/10/2010 Mariana SanchesEleição Tags: deputados, José Luiz Penna, legenda, PV, Ricardo Izar, Roberto de Lucena, Roberto Santiago e Sinval Malheiros

Uma das expectativas dos dirigentes do PV ao convidar Marina Silva para entrar no partido era a de que ela provocasse uma enxurrada de votos em legenda e ajudasse o PV a fazer ao menos 25 deputados federais – o que o incluiria na lista de partidos médios, junto com PDT (que fez 28 deputados) e PSB (34 deputados). Em 2006, o partido conseguiu eleger apenas 13 deputados. Esse ano, Marina Silva surgia nas telas de TV sorrindo e pedindo votos nos deputados do partido. A estratégia dos verdes, no entanto, não deu certo. Agora, O PV fez só 15 parlamentares. 

Em São Paulo, isso rendeu ao PV 438 mil votos em legenda. É pouco. Para se eleger em São Paulo, o candidato precisava de pelo menos 304.533 votos. Logo, se contasse apenas com os votos da legenda, o PV teria eleito apenas um deputado no estado.

Em São Paulo, o PV conseguiu eleger seis nomes. Nenhum dos candidatos do partido, no entanto, teve mais do que 100 mil votos individualmente. As seis vagas garantidas na Câmara Federal por São Paulo são resultado do alto número de candidatos que o PV lançou no estado. Os 87 postulantes do PV conseguiram somar 1,7 milhão de votos. Um dos que contribuiu para aumentar o número de deputados do PV mas não se elegeu foi Luciano Zica. Zica veio do PT para o PV na mesma onda que trouxe Marina. Deputado veterano, sua eleição agora era dada como certa. Em vez de Zica, os seis eleitos são quadros tradicionais do PV ligados à administração tucana e kassabista em São Paulo. São eles: Ricardo Izar, José Luiz Penna, Roberto de Lucena, Roberto Santiago e Sinval Malheiros.

Por Mariana Sanches e Victor Ferreira

Outubro 6, 2010 Posted by | Brasil - Eleições 2010, Campanha Eleições 2010, eleições, Eleições 2010, jornalismo, política, SEGUNDO TURNO ELEIÇÕES 2010 | Deixe um comentário

Marina perdeu ganhando

Com uma campanha que misturou ecologia e fé, Marina sai da eleição maior do que entrou

Fonte: Epoca – Mariana Sanches

Com 19,5% dos votos válidos, Marina terminou a eleição presidencial em terceiro lugar, mas sai das urnas como uma liderança política nova e promissora. O porcentual de votos válidos de Marina é, entre os terceiros colocados, o maior em todas as eleições presidenciais realizadas desde a redemocratização. Ela superou o desempenho de Heloisa Helena, em 2006, Anthony Garotinho, em 2002, Ciro Gomes, em 1998, Enéas Carneiro, em 1994, e Leonel Brizola, em 1989. Sua votação foi superior inclusive à de Lula em 1989, que passou para o segundo turno contra Fernando Collor com 16% dos votos válidos.

O resultado, “excepcional”, segundo o cientista político André Singer, da Universidade de São Paulo (USP), a credencia a liderar uma nova força política de oposição. “Marina percebeu, antes de todos, a existência de um espaço na política e se colocou nele”, diz Singer. “Esse resultado eleitoral permite que ela inicie um trabalho de longo prazo, de organizar uma base social em torno de seu projeto.”

Marina conseguiu essa façanha depois de um longo calvário no governo Lula. À frente da pasta de Meio Ambiente, ela perdeu disputas e prestígio para a então ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff. As rusgas a levaram a deixar o PT, partido que ajudou a fundar. Cortejada pelo Partido Verde, que enxergou em Marina a possibilidade de superar a condição de nanico, ela resolveu lançar-se à disputa presidencial. Na campanha, defendeu uma agenda que mistura a preservação do meio ambiente com críticas ao “desenvolvimentismo”. É o tipo de discurso político que encontra mais fácil aceitação em países escandinavos, com alto índice de desenvolvimento humano. Mesmo lá, onde as preocupações com o estômago não costumam se sobrepor às demais, políticos “pós-materialistas” sofreram revés depois que o mundo foi sacudido pela crise econômica de 2008.

Em um país com 15% de pobres na população, segundo cálculo da Fundação Getúlio Vargas, Marina ousou defender a interrupção de obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) em favor do meio ambiente e a instalação de placas solares nos tetos das casas populares. Isso torna seu sucesso eleitoral um caso ainda mais singular – que pode também estar relacionado ao perfil religioso de Marina. “A Marina é uma mistura de ecologismo com fé na Assembleia de Deus. Ela não é bem um personagem pós-moderno europeu. É um fenômeno peculiar”, diz o cientista político Jairo Nicolau, da Universidade Estadual do Rio de Janeiro.

Época

A CANDIDATA
Marina Silva em frente ao Congresso, em foto tirada em maio

Marina superou sérias limitações para fazer campanha. O PV é um partido pequeno, sem democracia interna, muito desigual regionalmente e dirigido há mais de dez anos por José Luiz de França Penna, cujo cargo político mais relevante foi o de vereador em São Paulo. Marina disse que preferia estar só a ser incoerente e, por isso, optou por não fazer coligações nacionais. Isso deu a ela exíguos 83 segundos de propaganda eleitoral gratuita na TV. Marina estava mais próxima às condições de competição do nanico Plínio de Arruda, do PSOL, do que de seus principais adversários. Dilma Rousseff teve o equivalente a 7,5 vezes o tempo de TV de Marina. O tucano José Serra teve cinco vezes mais tempo. Mesmo na internet, a campanha de Marina enfrentou problemas. Nos dias que antecederam a eleição, o site do PV ficou fora do ar porque a quantidade de acessos era superior a sua capacidade.

Saiba mais

Marina também não pôde contar com palanques estaduais. O PV lançou 11 candidatos a governador. Mas, exceto por Fernando Gabeira, no Rio de Janeiro, nenhum deles conseguiu mais que 2% nas pesquisas (nas urnas, o desempenho foi um pouco melhor. Fábio Feldmann em São Paulo, por exemplo, obteve pouco mais de 4% dos votos). No Rio de Janeiro, Marina obteve índices superiores aos de Gabeira. Lá, ela teve 31% dos votos. Gabeira, 20%. Logicamente, se alguém era ajudado quando ambos subiam ao palanque, esse alguém era Gabeira.

O resultado de Marina surpreendeu até mesmo os velhos caciques do PV, que achavam que sua campanha serviria basicamente para dar uma turbinada na magra bancada na Câmara (o partido tinha 15 deputados na última legislatura). O futuro político de Marina dependerá agora de sua capacidade de reformar e expandir o PV. O partido, na avaliação de alguns dos integrantes, tem uma imagem boa junto aos eleitores, a despeito de sua estrutura e comando frágeis.

Para conseguir mais espaço na política nacional, Marina precisará também ampliar sua base para outros grupos sociais. Nesta campanha, ela conseguiu, predominantemente, votos na classe média urbana, conectada à internet e jovem. O perfil religioso e a origem pobre de Marina podem facilitar a conquista de outras fatias do eleitorado. Entre agosto e setembro, as intenções de voto em Marina entre os evangélicos cresceram 7 pontos. É um sinal de que Marina tem potencial para expandir seu eleitorado. Se ela conseguir pintar de verde grotões e favelas, Marina, em outras eleições, poderá ser mais que uma terceira via.

>> Mais informações sobre a campanha de Marina no blog Com Marina

Outubro 6, 2010 Posted by | Brasil - Eleições 2010, Campanha Eleições 2010, eleições, Eleições 2010, jornalismo, política, SEGUNDO TURNO ELEIÇÕES 2010 | Deixe um comentário