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Lula organiza a tropa para ir atrás de Marina

Aproximação do eleitorado de Marina e da própria senadora são prioridade para Lula. Aliados do PT devem dialogar mais com a ex-candidata

Redação Época, com Agência Estado

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Diante da incerteza de apoio da senadora Marina Silva (PV) à Dilma Rousseff no segundo turno das eleições, o presidente Lula e seis governadores aliados avaliaram nesta terça-feira (5) que a campanha da petista deve ir atrás do eleitorado da ex-candidata de forma rápida. Em reunião pela manhã no Palácio da Alvorada, o grupo deixou claro que vai orientar os aliados que têm boa relação com Marina a intensificar as conversas com a senadora, reconhecida como figura importante no jogo sucessório.
"A campanha tem de dialogar com o eleitor dela", afirmou o senador e governador eleito do Espírito Santo, Renato Casagrande (PSB), um dos participantes do encontro. "Todos que conhecerem a Marina precisam procurá-la. A própria Dilma tem bom contato com ela". Casagrande relatou que o grupo avalia que a campanha de Dilma não pode ficar refém de temas religiosos, como a discussão sobre o aborto.
A candidata, segundo o senador, deve reafirmar sempre sua posição sobre o assunto, mas tem de centrar no projeto político do presidente Lula. No primeiro turno das eleições, Dilma se reuniu com representantes de igrejas evangélicas para dizer que era contra o debate sobre o plebiscito para liberar a interrupção da gravidez. "É preciso deixar claro que a disputa é de projeto político", afirmou Casagrande. "Dilma não pode ficar presa a um tema religioso, ela tem de tocar a vida".
Lula não tem "perspectiva" de se afastar do governo para entrar de corpo e alma na campanha, como sugerem aliados como o governador do Ceará, Cid Gomes (PSB). A tendência é o presidente continuar suas viagens pelo país, inaugurando obras e participando de comícios de aliados, com ou sem a presença de Dilma. Renato Casagrande relatou que Lula está "muito" animado e voltou a pedir empenho na campanha. "O presidente e o grupo avaliam que Dilma tem que aproveitar a oportunidade para apresentar o seu projeto político", disse o senador. "É preciso ir para as ruas".
Também participaram do encontro o governador eleito do Rio Grande do Sul, Tarso Genro (PT), e os governadores reeleitos Omar Aziz (PMN-Amazonas), Marcelo Déda (PT-Sergipe) e Eduardo Campos (PSB-Pernambuco). Ainda estiveram no Palácio os deputados Ciro Gomes (PSB-CE), Armando Monteiro (PTB-PE) e Rodrigo Rollemberg (PSB-DF), o governador do Paraná, Roberto Requião (PMDB), e os senadores Paulo Paim (PT-RS), Edison Lobão (PMDB-MA), Epitácio Cafeteira (PTB-MA), Renan Calheiros (PMDB-AL), Valdir Raupp (RO), Delcídio Amaral (PT-MS) e Cristovam Buarque (PT-DF).
Na segunda-feira (4), após se reunir com Dilma, em Brasília, o governador reeleito da Bahia, Jaques Wagner (PT), disse em entrevista que a campanha petista tinha de buscar o eleitorado de Marina e reforçar as semelhanças entre os projetos do PT e do PV. "As trilhas e caminhos da Marina estão muito mais próximos das trilhas (de Dilma) do que dos do outro candidato", avaliou o governador, referindo-se ao adversário tucano José Serra.

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Outubro 6, 2010 Posted by | Brasil - Eleições 2010, Campanha Eleições 2010, Eleições 2010, jornalismo, política, SEGUNDO TURNO ELEIÇÕES 2010 | Deixe um comentário

SegundoTurno Eleições 2010 – Pressão de PT e PSDB não influencia Marina, afirmam dirigentes do PV

05/10/2010 16h09 – Atualizado em 05/10/2010 17h28

fonte: G1

Dilma e Serra querem apoio da candidata, que teve 19% dos votos.
Integrantes da executiva preveem disputa acirrada dentro do partido.

Mariana Oliveira Do G1, em São Paulo

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Marina Silva, durante coletiva após definição de segundo turno entre Dilma e SerraMarina Silva, durante entrevista coletiva após
definição de segundo turno entre Dilma e Serra
(Foto: Mariana Oliveira / G1)

Dirigentes do Partido Verde afirmam que a pressão que aliados de Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB) já começaram a fazer para obter o apoio de Marina Silva no segundo turno da disputa presidencial não surtirá efeitos sobre a decisão dela.

A senadora Marina, que teve 19.636.359 votos, o equivalente a 19,33% dos votos válidos, já afirmou ter sido procurada pelos dois candidatos e estimou que uma decisão deve ser tomada em até 15 dias.

"Ambos me telefonaram para parabenizar pela contribuição que demos ao país, pelas propostas que apresentamos e ambos, muito rapidamente, manifestaram desejo de ter uma oportunidade de conversar", disse Marina.

Além dos próprios candidatos que disputam o segundo turno, aliados vão atuar mais fortemente para tentar convencer a senadora. Por parte do PSDB, um deles deve ser o candidato do PV ao governo do Rio de Janeiro, o deputado federal Fernando Gabeira, que se aliou ao PSDB no estado e já anunciou apoio a Serra. Pelo PT, o governador eleito do Acre, senador Tião Viana, com quem Marina tem relacionamento pessoal, deve atual em prol de Dilma.

Para o vereador e deputado federal eleito pelo Rio de Janeiro Alfredo Sirkis, que coordenou a campanha de Marina no começo do primeiro turno e integra a executiva nacional do PV, a decisão de Marina não será influenciada pelas pressões. "Marina tem uma personalidade muito forte e não se deixa influenciar. Vai fazer o que tiver no coração e na mente", afirmou.

Sirkis disse que, dentro do partido, há divergências sobre quem se deve apoiar. Ele, porém, não quis adiantar qual decisão tomará, já que tem voto na executiva. "Marina e eu decidimos que só falamos na convenção."

Alfredo Sirkis também desconversou sobre a posição do presidente da legenda, Luiz Penna, de apoiar o presidenciável José Serra. "Ele não falou isso, foi uma interpretação", disse.

O vereador disse ainda que sabe que não haverá unanimidade no partido. "Evidentemente que vai haver uma decisão, mas é impossível que por unanimidade seja aceita. É um partido de opinião, não um que seja comprado ou vendido. (…) Absolutamente previsível que vai haver opiniões diferentes e encontraremos uma forma de canalizar o dissenso."

O ex-deputado federal Luciano Zica, que também integra a executiva nacional e é um dos dez integrantes indicados por Marina, concorda que será uma disputa interna difícil. "PV está com PT no Pará, no Mato Grosso do Sul. Está com PSDB no Rio de Janeiro e tem uma relação estreita em São Paulo. (…) Vai depender da convenção, mas a Marina vai ter espaço na decisão."

Para Zica, embora o resultado a ser seguido no partido seja a decisão definida na convenção, os militantes e dirigentes que tiverem posição contrária serão liberados. "Marina vai ouvir as forças vivas (movimentos sociais e intelectuais) em reunião em São Paulo. Depois, será convocada uma convenção. Está em resolução do partido que, em caso de haver segundo turno sem Marina, o PV faria uma convenção para decidir, ressalvado o direito da minoria", disse sobre possíveis divergências.

O ex-deputado afirma que, em sua opinião, Marina deveria ficar neutra. "Se fosse eu, tomaria a posição da neutralidade. Marina passou a campanha inteira que ambos são iguais. Sou pela neutralidade".

Questionado sobre as pressões de PT e PSDB, disse que nem o partido e nem Marina se curvarão à oferta de cargos. "Não temos interesses em ministérios, queremos uma posição coerente."

Outubro 6, 2010 Posted by | Campanha Eleições 2010, Eleições 2010, jornalismo, política, SEGUNDO TURNO ELEIÇÕES 2010 | Deixe um comentário