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Anna Azevedo emplaca pérola entre os curtas de Berlim: Em busca da Terra Sem Males

"Em Busca da Terra Sem Males": observação à moda Ozu dos rituais cotidianos de uma tribo nos arredores do Rio

“Em Busca da Terra Sem Males”: processo de observação, à moda Ozu, dos rituais cotidianos de uma tribo nos arredores do Rio de Janeiro, no Município de Maricá, encanta a Berlinale

RODRIGO FONSECA
Pautado pela política do entendimento, entre povos, raças e formas de fé, o Festival de Berlim é local de encontro entre culturas, cujo congraçamento por vezes rende filmes de alta voltagem poética como se viu aqui num curta-metragem carioca cujo resultado estético une rigor narrativo e encantamento: Em Busca da Terra Sem Males. É da natureza cinematográfica de sua realizadora, Anna Azevedo, conhecida pelos belos Outono (2014) e Dreznica (2008), fazer da contemplação um instrumento para detectar o que existe nas relações para além do conflito: a repetição, o ritual do dia a dia, o verbo “viver” em sua desinência mais simples. É algo de Yasujiro Ozu que se faz transbordante neste novo curta, sobre uma tribo de índios nos arredores do Rio. Ela não se faz notar pela câmera de Anna por seus exotismos, por seu específico tribal, e sim pela universalidade de suas crianças, que exercitam as aeróbicas brincantes da infância em meio a um oceano de tradições de seus ancestrais. A Berlinale viu o filme no domingo, na mostra Geração, e se comoveu com ele, tendo mais uma projeção nesta terça, quando a capital alemã vai se deliciar à brasileira também com o curta animado Vênus: Filó, A Fadinha Lésbica, de Sávio Leite.

"Em Busca da Terra Sem Males"

Curta foge do cientificismo etnográfico

Na mitologia dos Guaranis, a expressão do título do curta, Terra Sem Males, é o lugar onde os índios, enfim, encontram a paz. Mas Anna diz que o mundo que encontrou ali, entre os índios, é triste, de perda.

“É um mundo triste de tantas perdas históricas, perdas iminentes e deslocamento. Mas são seres humanos belos na alma”, diz a cineasta. “Aquilo tudo esta por um triz Basta que um carro passe para eles ficarem sobressaltados na aldeia”.

Sem incorrer numa lógica etnográfica científica, Anna produziu um tratado sobre modos de sobreviver, na lógica colorida da infância.

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Fevereiro 14, 2017 Posted by | cinema / produção, cultura, Festivais, jornalismo | , , | Deixe um comentário

Sábado tem feijoada na Aldeia Indígena de Maricá

Neste sábado, dia 19, das 14h as 17h, na Aldeia da Mata Verde Bonita tem Feijoada preparada na lenha, ao som do melhor MPB  e Samba de Raiz

Feijoada na Aldeia da Mata Verde BonitaDSCN0888

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15027426_1522153734468533_3878807237591368872_n Tem samba de raiz e feijoada na Aldeia indígena Mata Verde Bonita ,com Dalva Alves, Leandro Junnhyor e Evaldo Risadinha… contamos com a sua presença

Venha conhecer a cultura indígena, e curtir a beleza da natureza ao som de uma boa música.

No local: Exposição e venda de artesanato indígena.
Estrada dos Macacos . São José.

Como chegar? Siga sentido vindo para Maricá, entre a direita no Km 19, Estrada dos Macacos, passar a ponte… seguir um pouco, na bifurcação… entrar a direita, seguir uns 200 mts +\-, olhando para direita, a entrada da Aldeia é do lado direito
De 14h as 17h.  Custo R$20,00(vinte reais) por pessoa.


Novembro 18, 2016 Posted by | culinária, cultura, jornalismo, Lazer, Maricá, musica, shows e eventos, social, turismo | , | Deixe um comentário

Grande apresentação da Cultura Indígena hoje, em Maricá. Entrada franca

Texto: Fernando Uchôa (edição: FSB Comunicação) | Fotos: Fernando Silva

Uma apresentação imperdível. Um programa para toda família!!!

Venha conhecer de perto a cultura dos índios: Pataxó, Gavião, Pareci, Bakairi e Guarani

Doze índios – sete homens e cinco mulheres – da etnia Bakairi (MT), foram os primeiros dos 50 indígenas que se apresentarão nesta quinta-feira em Maricá a chegar, na tarde desta quarta-feira (24/08) à aldeia guarani Hoovy Tekoa Ovy Porã (Mata Verde Bonita, em língua indígena). Os 38 restantes desembarcaram no Rio no fim do dia e são das etnias Pataxó (BA), Gavião da aldeia Kyikatejê (PA) e Pareci (MT). As delegações fazem parte de um intercâmbio cultural entre a Secretaria Nacional de Esportes, Cultura e Inclusão Social, do governo federal, e a Secretaria Municipal Adjunta de Cultura, Ciência e Tecnologia.

DSCN5679Os índios ficarão hospedados na aldeia até sexta-feira (26/08).

Hoje, quinta-feira (25/08), às 20h, as etnias se apresentarão no Cinema Público Henfil, na Rua Fulvio Emílio Chebabi, Centro, (espaço do antigo Detran), com entrada franca. O artesanato indígena estará em exposição para venda.

Pintados com tinturas à base de jenipapo e urucum, com desenhos que reproduzem sua mitologia e animais da floresta, os índios farão demonstrações de danças e cânticos, além da luta corporal Tadainpãdyly, um teste de força e resistência, a exemplo da luta Huka-Huka, dos Kuikuro e outros povos xinguanos. 

DSCN5684 Os índios foram recebidos pelo cacique guarani Darcy Tupã, pela secretária municipal adjunta de Cultura, Claudia Schulls, e pela coordenadora de Cultura da secretaria, Rosely Pellegrino. Pintados e adornados com seus cocares, cintos e braceletes, todos foram devidamente apresentados. As cinco mulheres, lideradas por Maisa Bakairi, 52 anos, também ornamentaram-se também para o encontro. Na cultura Bakairi (tronco linguístico Karibe) os homens caçam, pescam e lutam, enquanto as mulheres plantam, criam animais, cozinham e fazem redes.

O povo Bakairi, morador às margens do Rio Paranatinga (afluente do Rio Tapajós, MT), é campeão mundial do cabo-de-guerra. O título mundial foi conquistado aos Bororo nos últimos jogos internacionais indígenas, realizado em Palmas (TO), além de serem tetracampeões nacionais, os Bakairi são bicampeões regionais. “Treinamos o ano todo. Cada etnia, cada povo, tem uma habilidade que desenvolve mais e que se torna tradição daquele grupo e que é disputada nos jogos indígenas. A nossa é o cabo-de-guerra”, explica Bruno Bakairi, um dos guerreiros do grupo.

Agosto 25, 2016 Posted by | arte, cultura, Entretenimento, jornalismo, Lazer, Maricá, projeto cultural, shows e eventos, turismo | , , , , , , | Deixe um comentário

Índios Kuikuro visitam aldeia Guarani em Maricá e fazem tour pelo Rio

Texto: Fernando Uchôa (edição: FSB Comunicação) | Fotos: Fernando Silva

Onze índios da etnia Kuikuro, assentados no Parque Nacional do Xingu (MT), foram recebidos no último dia 05/08, pelos membros da aldeia guarani Kaaguy Tekoa Ovy Porã (“Mata Verde Bonita, em tupi), em São José do Imbassaí. A visita funcionou como intercâmbio cultural entre povos indígenas e foi promovida pela Secretaria Nacional de Esportes, Lazer e Inclusão Social, em parceria com a Secretaria Municipal Adjunta de Cultura, Ciência e Tecnologia. Os representantes da etnia Kuikuro chegaram na sexta-feira à noite (05/07), e pernoitaram na aldeia. Pela manhã, encontraram-se em frente à Casa de Reza, para uma reunião de reconhecimento e agradecimento aos anfitriões. O primeiro a falar foi o cacique José Carlos Kuikuro, 69 anos, que agradeceu a acolhida dos “parentes” guaranis. “Somos de outra etnia, falamos outro dialeto (tronco linguístico Karibe), mas sofremos as mesmas perseguições, por causa de nossas terras e nossa cultura”, adiantou. O cacique anfitrião Darcy Tupã declarou que a aldeia guarani “estará sempre de portas abertas para abrigar os “parentes”. "Assim como fomos recebidos em Maricá, terra que nos adotou e que adotamos de coração”, acrescentou.

O gestor da Secretaria Nacional de Esportes, Ivan Mayer, explicou os motivos da visita. “Faz parte de um programa da secretaria, em parceria com a Secretaria Municipal de Cultura. A ideia é o intercâmbio cultural através da troca de saberes dos mais diversos grupos indígenas do país", explicou. "Temos uma agenda de visitas que iniciou na aldeia, e que prosseguirá no Espaço Etnias, no Armazém 13, e na Casa Brasil (no Rio), onde os Kuikuro mostrarão sua cultura com música (flautas, maracás) e dança, além do seu artesanato, que é riquíssimo”, disse. No domingo (07/08), o grupo, do qual fizeram parte a subsecretária municipal de Cultura, Branca Schulls, a pesquisadora Cordelia Fourneau De Mello Mourão, e do mestre em Antropologia Social e intérprete do grupo, Mutuá Kuikuro, fez um tour pelo município, onde conheceu a Lagoa do Boqueirão e o Projeto Navegar, onde crianças da cidade recebem aulas de canoagem e vela.

Ainda no sábado, na aldeia guarani, os Kuikuro realizaram uma pequena mostra de seu rico artesanato. Colares em forma de flores, pulseiras, peitorais de miçangas retratando onças, bancos de madeira entalhada com formato de macacos e tamanduás, além de arcos, flechas e bordunas, enfeitaram o ambiente da grande oca de reuniões. As peças exibiam rico colorido e acabamento perfeito. O cacique Kuikuro exibia o seu cocar de penas de araras azul e vermelha (Canindé), além de um outro, feito com fibras de buriti. Várias peças foram compradas e outras trocadas. O cacique guarani Miguel Vera Mirim foi um dos compradores e negociadores do artesanato. “É muito bonito. A compra valoriza o trabalho e a troca faz parte da cultura indígena”, comentou. O artesanato restante ficará exposto e à venda, sob responsabilidade da Prefeitura de Maricá.

O guerreiro Sepé Kuikuro, 48 anos, disse que sua tribo é composta de várias famílias, dispostas em ocas próximas em um grande terreno. Os homens caçam, pescam e exercitam-se com lutas e tiro com arco. As mulheres plantam, cozinham, cuidam das crianças e fazem artesanato. “O artesanato mais bruto, bancos, bordunas, redes, arco e flexa, é dos homens”, garantiu. Satisfeitos, os Kuikuro despediram-se em sua língua, disseram que gostaram muito do acolhimento e da visita a Maricá, prometendo voltar em breve.

Agosto 9, 2016 Posted by | cultura, jornalismo, Maricá | , , , | Deixe um comentário

City Tour “Conhecendo Maricá” realiza seu primeiro passeio

texto: Rosely Pellegrino, fotos: Rosely Pellegrino e Clarildo Menezes

Uma experiência que marca o início do turismo voltado para moradores e turistas, que querem conhecer a beleza dos pontos turísticos de Maricá

Galera participando do primeiro City Tour Conhecendo MaricáCity Tour de Maricá no vermelhinhoCity Tour Conhecendo Maricá. 2

Na manhã, deste sábado (16.07), saímos da Praça Orlando de Barros Pimentel, as 9h da manhã, embarcamos no Vermelhinho especialmente reservado para o tour, tendo no roteiro: visita a Aldeia da Mata Verde Bonita, em São José do Imbassaí, onde fomos recebidos com muito carinho pelo cacique Darci Tupã Nunes de Oliveira, que nos falou sobre a origem e cultura dos Guaranis que ali vivem, enquanto degustávamos um café da manhã com café moído na aldeia, chá de erva cidreira e pão indígena.

Chegada na Aldeia da Mata Verde BonitaCity Tour na Aldeia da Mata Verde Bonita

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Cacique da Aldeia Darci Tupã, nos falou sobre a história de seu povo, do quase genocídio, da sua luta de seu povo, do convite recebido pelo prefeito de Maricá, Washington Quaquá, da gratidão de seu povo, da benção da terra, da igualdade e do respeito.

Seus ancestrais viveram nesta região e a história da vida os trouxe de volta

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Café da manhã na Aldeia da Mata Verde Bonita City Tour de MaricáCity Tour Maricá, na Aldeia artesanato indígena

Pintura indígena foi oferecida aos participantes do tour

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DSCN0583DSCN0598City Tour pintura indígena

A seguir, fizemos um passeio pela aldeia, assistimos a corrida de tora, com direito a torcida

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City Tour de Maricá, corrida de tora na Aldeia da Mata Verde BonitaCity Tour de Maricá, corrida de tora na Aldeia da Mata Verde Bonita 2City Tour de Maricá, corrida de tora na Aldeia da Mata Verde Bonita 3City Tour de Maricá, corrida de tora na Aldeia da Mata Verde Bonita 4City Tour de Maricá, corrida de tora na Aldeia da Mata Verde Bonita 5

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Conhecemos a escola da aldeia, admiramos e alguns adquiriram a arte e o artesanato indígena exposto para venda

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DSCN0655 Encontro dos participantes do City Tour Conhecendo Maricá, com o mestre das trilhas Eli Ninja, e a galera do Circuito Ecológico

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Fomos ao canal onde eles pescam e praticam arco e flecha

DSCN0684 Local paradisíaco

Finalizando a visita a aldeia participamos de uma reunião na Casa de Reza, onde todos puderam conhecer as crenças indígenas, um dos momentos que mais envolveu os participantes.

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A seguir, retornamos pela estrada e passamos pelo Centro onde as guias de turismo, Simone Couto Rodrigues, da CODEMAR, Sabina Lux da Secretaria Municipal de Políticas Especiais , e a jornalista Rosely Pellegrino, da secretaria municipal de Cultura, foram contando a história e curiosidades de cada um dos locais por onde passamos, como Igreja Matriz Nossa Senhora do Amparo, Pesca Miraculosa de José de Anchieta na Lagoa de Araçatiba, passamos pela Barra de Maricá, seguimos para Ponta Negra, passando pela Ponte Marco Antônio Cardoso Siqueira, onde foi destacada a importância desta obra para os moradores. Já na avenida Maysa, passamos pela casa de cantora e compositora Maysa Monjardim, Casa de Darci Ribeiro, em Cordeirinho, e seguimos para o farol, passando pela praia e pelo canal de Ponta Negra.

DSCN0717City Tour de Maricá Lagoa de AraçatibaDSCN0715DSCN0721DSCN0723DSCN0729City Tour de Maricá no Farol de Ponta Negra MaricáCity Tour no Farol de Ponta Negra  Maricá RJ

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City Tour Conhecendo Maricá no Farol de Ponta Negra. 2City Tour Conhecendo Maricá no Farol de Ponta NegraCity Tour Conhecendo Maricá

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Chegando no Farol de Ponta Negra a deslumbrante vista encantou os visitantes, que elogiaram a beleza do local. Já no retorno passamos pela Igreja de Nossa Senhora das Graças, seguimos pelo Bananal, onde Oscar Niemeyer foi lembrado, na estrada observamos a beleza do caminho para Bambuí, e para o Espraiado.

Retornamos ao ponto de partida com o coração feliz e gostinho de quero mais. Todos os participantes elogiaram a iniciativa da Companhia de Desenvolvimento de Maricá (Codemar) pela parceria com a Empresa Pública de Transportes (EPT), que com o apoio da Prefeitura através das secretarias de governo, de Comunicação, Políticas Especiais e de Cultura, contribuíram para a realização deste projeto turístico, que acontecerá sempre aos sábados.

Os passeios gratuitos serão feitos em um ônibus “Vermelhinho” com capacidade para 25 passageiros, oferecendo o City Tour Conhecendo Maricá, para aqueles que quiserem visitar e saber um pouco mais sobre os pontos turísticos do nosso município. As inscrições devem ser feitas previamente no módulo da Codemar (container) instalado na Praça Orlando de Barros Pimentel. O local funciona como ponto de informações turísticas com exposição e venda de arte e artesanato produzido na cidade. Aberto das 9h às 17h. Participaram deste primeiro City Tour, moradores do Parque Eldorado, Barra de Maricá, Bambuí, Bairro da Amizade, Centro e Boqueirão. Faça sua inscrição e venha passear conosco.

Sabina Lux, Cacique Darci Tupã, Rosely Pellegrino e Simone no City Tour de Maricá Equipe organizadora do City Tour Conhecendo Maricá, Sabina Lux da secretaria municipal de Políticas Especiais, Cacique da Aldeia da Mata Verde Bonita Darci Tupã, produtora de eventos e jornalista Rosely Pellegrino da secretaria municipal de Cultura e a idealizadora do projeto Simone Couto Rodrigues da CODEMAR – Companhia de Desenvolvimento Econômico de Maricá

Foi bom demais!!!

Gratidão ao amigo e fotógrafo Clarildo Menezes Rodrigues da secretaria municipal de Comunicação, que além de boa companhia, registrou todos os momentos do nosso passeio. 

Nosso agradecimento a equipe da TV+Maricá, nas pessoas de Fabiano Medina e sua esposa Alexandra Brasil, que fizeram a cobertura do nosso passeio na Aldeia.

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“Foi uma honra participar da elaboração de execução deste projeto que veio para ficar” (jornalista Rosely Pellegrino, produtora de eventos da Secretaria Municipal de Cultura de Maricá, editora deste blog de Notícias)

Acompanhe nosso tour no álbum de fotos do fotógrafo Clarildo Menezes, seguindo o link abaixo:

https://www.facebook.com/clarildo.menezes/media_set?set=a.10207158604951065.1073742412.1460694330&type=3

Julho 17, 2016 Posted by | Circuito Ecológico, cultura, jornalismo, Lazer, Maricá, Trilhas de Maricá, turismo | , , , , , , , , , , , , | Deixe um comentário

Jornada Indígena reúne tribos de todo país em Maricá

Texto: Jorge André, Fernando Uchôa e Sérgio Renato | Fotos: Fernando Silva e Clarildo Menezes

Com apoio da Prefeitura Municipal de Maricá, a Jornada Esportiva e Cultural Indígena (Jeci) reuniu índios de todo Brasil na aldeia Tekoa Ka’aguy Ovy Porã (Mata Verde Bonita), em São José do Imbassaí, para uma festa com jogos, danças, músicas, lutas e gastronomia indígena entre os dias 22 e 24/04. Na sexta-feira, primeiro dia do evento, a abertura contou com uma apresentação de corais entoando cânticos indígenas, que atraíram boa parte do público presente à tenda onde um palco foi montado.

Uma das mais empolgadas era a veterinária Clarisse Matuck, de 39 anos, que não parava de dançar e fotografar a performance dos grupos. “Sou uma entusiasta da cultura indígena, gosto muito mesmo. Até fazíamos doações para eles no centro espírita que eu frequentava e, quando soube do evento aqui, divulguei pelas redes sociais”, contou ela, que mora no Jardim Atlântico e considera importante o apoio do governo municipal às comunidades. “O Brasil descente dos índios e eles não podem viver à margem da sociedade. É muito bom este incentivo da prefeitura”, acrescentou.

Entre os grupos que visitaram a aldeia, havia um composto por cerca de 30 alunos do Colégio Estadual Joaquim Gomes de Souza, de Niterói, que também abriga o Instituto Intercultural Brasil-China. De acordo com a direção, ambas as unidades realizam um projeto de diversidade cultural que inclui alunos e professores (alguns vindos do Oriente), todos interagindo com a comunidade nativa. “Nós desenvolvemos o trabalho há mais ou menos um ano e é muito importante esse contato direto com uma população da qual eles só ouviam falar”, ressaltou a animadora cultural do colégio, Elda Storani.

Nas competições, a tribo Guarani de Maricá (ou seja, o ‘time da casa’) foi a grande vencedora do cabo de guerra e da corrida de toras, competindo com povos vindos de outros estados. Logo após as provas, foi a vez de uma edição especial do Sarau da Utopia – evento preparatório para o Festival Internacional da Utopia, marcado para junho –, que começou com o grupo Teatro do Oprimido e teve ainda poesia e apresentações de voz e violão com os cantores Ronaldo Valentim, Dalva Alves e Vinícius Mozart.

No sábado, os índios ofereceram aos visitantes um café da manhã com um ingrediente típico da cultura: o xipá – massa frita feita com farinha de trigo, água e sal. Algumas dessas pessoas chegaram à aldeia após participarem passeios do “Circuito Ecológico” e “Pedala Maricá” pela restinga, iniciativas da Secretaria Municipal Adjunta de Turismo. O índio guarani Karaí Mirim, do Espírito Santo, foi o vencedor do arremesso de flecha. Já no futebol, a equipe guarani de Parati foi à campeã do torneio disputado por oito times. O guarani Rodrigo Aquilio, conhecido como Karai Tucumbo, de Angra dos Reis, foi o vencedor do arco e flecha. Já o também guarani Jorge Luís Martins (Nhãdewa), da aldeia Rio Pequeno, em Parati, ganhou a competição de natação.

No domingo, último dia do encontro, foi marcado por música com o forró Batidão dos Garotos (banda indígena) e Coral Guarani Mirim (com cânticos tribais e de exaltação à natureza). O público também assistiu a uma mostra de cinema alternativo com os curtas “Tekorá” (que fala da  sobrevivência de um índio acidentado e da luta pela preservação de sua identidade), “Yhovi” (intercâmbio entre etnias), “Jepapo” e “Petyngua”, os dois últimos sobre o ritual xamânico da etnia M’bia. O cacique Darcy Tupã agradeceu o apoio da Prefeitura. “Encontramos paz e felicidade em Maricá. Aqui fomos bem recebidos e vivemos de acordo com nossos costumes”, declarou. "Foi uma relação de respeito e direito e acima de tudo a garantia da tradição cultural”, afirmou o secretário municipal adjunto de Direitos Humanos, Mauro Ramos. O evento foi encerrado com uma roda de confraternização animada pelo show da banda de reggae Mondinegos.

Abril 28, 2016 Posted by | cultura, direitos humanos, esportes, eventos esportivos, jornalismo, Lazer, Maricá, shows e eventos, turismo | , , , , , , | Deixe um comentário

Prefeitura de Maricá comprará terreno para abrigar índios de Itaipuaçu

Texto: Rafael Zarôr | Fotos: Fernando Silva

Prefeito ganhou presentes dos índios e pretende fazer uma festa ainda maior em 2016

A Prefeitura de Maricá comprará um terreno em Itaipuaçu para abrigar os 26 índios que vivem numa área do Parque Estadual da Serra da Tiririca, na Morada das Águias, no mesmo distrito. O anúncio foi feito pelo prefeito Washington Quaquá nesta segunda-feira (27/04), no encerramento da Festa na Aldeia Tekoa Ka’aguy Hovy Porã (significa Mata Verde Bonita), em São José do Imbassaí, que aconteceu desde sábado (25) com celebração da cultura indígena e seus costumes, por meio de danças, músicas, comidas e artesanato.

Acompanhado da primeira-dama e deputada estadual Rosangela Zeidan, do cacique Darcy Tupã e de secretários municipais executivos e adjuntos, Quaquá visitou as instalações da aldeia com ocas, uma Casa de Reza e o módulo educacional – estrutura com isolamento acústico, térmico, com ar condicionado e carteiras – disponibilizado pelo município para alfabetização dos índios. Para o próximo ano, o prefeito pretende mobilizar tribos de todo país. “Vamos chamar índios do Xingu e de outras regiões para fazer uma festa ainda maior. Essa aldeia será exemplo para todo o Brasil e o índio viverá da própria cultura. A presença de vocês enriquece Maricá”, declarou Quaquá.

Emocionado, o cacique Darcy Tupã – ao lado da sua mãe, a pajé Lídia Nunes – quase não conseguia falar ao lembrar momentos de dificuldade que a tribo passou quando ocupou uma área em Camboinhas, na Região Oceânica de Niterói. “Foram períodos muito difíceis, até que, há dois anos, essa luta acabou porque o prefeito nos trouxe para cá e aqui temos todo apoio da Prefeitura”, disse o cacique. “Maricá sai na frente com esta iniciativa. Aqui somos felizes cantando, pescando e rezando. Estamos felizes por estarmos na agenda oficial do município e gratos pela liberdade dada à nossa cultura”, completou.

Para a deputada estadual, que também é presidente da Comissão de Assuntos Fundiários da Alerj, Rosangela Zeidan, a presença dos povos indígenas em Maricá levará o nome da cidade para o mundo. “Obrigada a vocês por essa riqueza cultural”, afirmou a deputada. Já o índio Arassaí, da tribo Pataxó da Bahia, retribuiu o carinho encontrado na cidade. “Muito bom ter pessoas sensibilizadas com nossa cultura e apoio às nossas tradições. Viajo por aldeias de todo país e vejo que só a Prefeitura de Maricá tem esse respeito”, frisou.

Fechando a Festa na Aldeia, índios da tribo Tupi-Guarani M’Bya apresentaram o Canto do Coral e os representantes pataxós da aldeia de Porto Seguro (BA) fizeram a Dança do Guerreiro para alunos da Escola Municipal Barra de Zacarias, em Barra de Maricá; e do Centro de Educação Infantil Municipal Nelson Mandela, de São José do Imbassaí, e demais autoridades.

Cacique Tupã, ao lado de Quaquá, agradeceu o apoio da Prefeitura

Crianças de escolas municipais conheceram a aldeia e assistiram apresentações

Prefeito: "a aldeia será exemplo para o Brasil e viverá da própria cultura"

Índios tupi-guarani apresentaram o Canto do Coral

Pataxós da Bahia fizeram a Dança do Guerreiro

Prefeito e Zeidan conheceram o módulo para alfabetização dos índios

Abril 29, 2015 Posted by | cultura, direitos humanos, jornalismo, Lazer, Maricá, shows e eventos, turismo | , | Deixe um comentário

Público se encanta em festa na aldeia indígena em São José do Imbassaí

Aldeia da Mata Verde Bonita recebe centenas de visitantes

Texto: Sérgio Renato (edição: Gisele Paiva) | Fotos: Fernando Silva

Durante a festa, visitantes conheceram o artesanato produzido pelos índios locais

Índios da aldeia Tekoa Ka’aguy Hovy Porã (Mata Verde Bonita, em língua indígena), que fica entre São José do Imbassaí e a região da restinga de Maricá, abriram a comunidade neste sábado (25/4) para uma grande festa em comemoração ao Dia do Índio. O evento contou com apresentações de danças típicas, recreação e venda de artesanato, além de ações de diversos órgãos da Prefeitura de Maricá. Neste domingo (26), a festa na aldeia vai receber visitantes durante todo o dia.

Na solenidade de abertura dos festejos, o cacique Darcy Tupã foi o primeiro a falar e fez um emocionado discurso de agradecimento. “Tenho a missão de lutar pela nossa cultura e foi com esperança que, há dois anos, recebi o convite do prefeito dizendo que era para a gente ser feliz aqui. Hoje temos uma linda história pois conquistamos muito aqui em Maricá. Já posso partir em paz porque meu povo já tem um lugar para ficar por mais mil ou dois mil anos”, decretou.

Darcy teve o apoio da equipe de governo, que se comprometeu com este tipo de festividade. “A festa na aldeia será incluída no calendário oficial de eventos do governo”, informou o secretário municipal executivo de Desenvolvimento Econômico, Lourival Casula, representando o prefeito Washington Quaquá.

“Nós estamos juntos nesta luta, índios e negros”, afirmou o secretário municipal adjunto de Direitos Humanos e Participação Popular, Mauro Ramos. “Nossos alunos conhecem a verdadeira história do Brasil e sabem que esta terra sempre pertenceu aos índios, é assim que vamos ensinar”, exaltou o secretário municipal adjunto de Educação, William Campos.

Visitantes se impressionam com riqueza cultural​

Grupos de índios locais e de regiões da Bahia (como os pataxós) apresentaram músicas e danças tradicionais. Quem foi visitar a aldeia não escondeu a admiração com o que viu. “Trouxe meu filho para ter contato com o povo indígena e eu mesma estou encantada com tudo isso, é muito bacana, adorei”, elogiou a enfermeira Ana Paula Barreto Caran, de 31 anos, que levava no colo o pequeno Daniel, de 1 ano e 9 meses. Moradora do Ilha do Governador (zona Norte do Rio de Janeiro), ela foi à festa levada pela mãe dela, a professora Gladys Barreto, que mora na Taquara (região de Jacarepaguá). “É muito interessante ver como são as conversas entre eles, as brincadeiras, tudo isso vou levar como uma ótima experiência para os meus alunos”, disse ela, que tem 59 anos.

As estudantes Rafaela Rodrigues, de 17 anos, e Alinne Tofano, de 24, trocaram experiências durante a festa. “Gostei de ver os instrumentos que eles tocam, a música, muito legal”, relatou Alinne, que mora em Inoã e visitava uma comunidade indígena pela primeira vez. Por outro lado, a amiga notou diferenças com outra tribo que visitou. “Aqui eles são mais civilizados que os da Amazônia que eu conheci em Tabatinga, na fronteira com a Colômbia, mas também têm sua tradição”, comparou Rafaela, moradora do Méier (zona Norte do Rio de Janeiro).

Também participaram da solenidade de abertura da festa o secretário municipal executivo de Infraestrutura, Fernando Rodovalho; e os secretários municipais adjuntos de Saúde, Fernanda Spitz; Turismo, Amaury Vicente; Agricultura e Pesca, Rubem Pereira; e Economia Solidária, Miguel Moraes.

Celebração da cultura indígena foi feita com danças típicas e música, apresentadas ao público visitante

Durante as comemorações pelo Dia do Índio, celebrado em 19 de abril, tribos de outras localidades chegarão à cidade

Festividade para celebrar a cultura indígena será incluída no calendário oficial da cidade de Maricá

Abril 29, 2015 Posted by | cultura, direitos humanos, jornalismo, Lazer, Maricá, shows e eventos, turismo | , , | Deixe um comentário

Maricá ganhará aldeia turística

Foto: Fernando Silva / Divulgação
Fonte O Dia

Tribo em restinga de Maricá reúne 62 indígenas que vieram do Sul do país

Rio – Como diz a música de Baby do Brasil, antigamente, "todo dia era dia de índio, mas agora ele só tem o dia 19 de abril". Em Maricá, não é bem assim. Neste final de semana, acontece a "Festa na Aldeia", para comemorar a cultura indígena local. A prefeitura realiza, pela primeira vez, uma celebração com as tribos guaranis da aldeia Tekoa Ka’aguy Hovy Porã (Mata Verde Bonita), na restinga de São José do Imbassaí. Outros 300 índios de Angra dos Reis, São Paulo e Santa Catarina são esperados.

A festa, que terá danças, músicas e comidas típicas, como pamonha, aipim e peixe assado, é aberta ao público, tem entrada gratuita e pretende servir de pretexto para integrar a população com os índios locais que, na verdade, não são nativos. Integrantes da tribo Tupi-Guarani M’Bya, do sul do país, eles chegaram à restinga em abril de 2013. Hoje, 62 índios vivem em Maricá, numa área de 93 hectares que pertence ao grupo espanhol IDB. Nesta região está prevista a construção de um complexo turístico e o terreno onde vivem os indígenas foi incorporado ao projeto, por exigência do prefeito Washington Quaquá (PT).

É ideia do prefeito, também, criar uma aldeia turística, a primeira do estado, com ocas hotéis e um teatro de arena. Pelo projeto inicial, segundo ele, os visitantes conhecerão a cultura indígena, suas danças, artesanato e comidas típicas, e poderão se hospedar na própria aldeia.

A implantação do projeto,de acordo com a prefeitura, está diretamente vinculada ao desenvolvimento do projeto do Resort São Bento da Lagoa, em São José do Imbassaí, agora a cargo do grupo hoteleiro internacional Blue Bay. "A prefeitura acompanha a situação e está ciente de que as conversas entre os representantes dos índios e da empresa estão evoluindo satisfatoriamente", diz, em nota.

Por meio de sua assessoria, porém, a empresa informou que a aldeia turística é apenas uma ideia e ainda não existe nenhum planejamento concreto. "A IDB Brasil está em diálogo constante com a Prefeitura de Maricá, com a Funai e com a tribo Tupi-Guarani. A empresa respeita e valoriza todas as manifestações culturais, reafirmando seu compromisso de promover o desenvolvimento sustentável da Fazenda São Bento da Lagoa e do município."

Abril 25, 2015 Posted by | cultura, jornalismo, Lazer, Maricá, shows e eventos, turismo | | Deixe um comentário

Prefeitura realiza Festa do Índio na aldeia da restinga de Maricá

No mês de comemoração do Dia do Índio (19 de abril), a Prefeitura de Maricá realiza, pela primeira vez, uma festa para celebrar a cultura indígena. A previsão é que 300 índios de São Paulo, Angra dos Reis, Santa Catarina e Maricá participem do evento sábado e domingo, dias 25 e 26/04, na aldeia Tekoa Ka’aguy Hovy Porã (Mata Verde Bonita, em língua indígena), na restinga, em São José do Imbassaí. A visitação será aberta ao público no sábado, das 9h às 12h, e domingo, das 9h às 17h, com apresentações de danças e músicas com trajes típicos, além de vendas de comidas, bebidas e artesanato produzido pelos índios.

A “Festa na Aldeia” é organizada pela Secretaria Municipal Executiva de Gestão do Desenvolvimento Econômico, Indústria, Comércio e Petróleo com a Companhia de Desenvolvimento de Maricá (Codemar) e as secretaria municipais adjuntas de Turismo, Saúde, Educação, Assistência Social e Direitos Humanos e Participação Popular.

A abertura oficial acontece no sábado, às 9h, com presenças de autoridades municipais e representantes da tribo Tupi-Guarani M’Bya, de São José do Imbassaí. A aldeia ficará aberta à visitação até as 12h. A programação de domingo inclui apresentação de Canto do Coral e de Xondar (A Dança do Guerreiro) e vendas de comidas típicas, como pamonha, peixe assado, aipim e xipá (massa frita ou assada feita de farinha de trigo, sal e água); artesanato – brinco de penas, arco com penas para decoração, arco e flecha, pulseiras e zarabatana (arma de sopro para lançamento de dardos feita de bambu e utilizada para caça); e Aroca, bebida feita com água e mel.

A aldeia Mata Verde Bonita fica na restinga (Avenida Prefeito Alcebíades Mendes – antiga Estrada dos Macacos, em São José do Imbassaí). O acesso é pelo km 19 da Rodovia Amaral Peixoto (RJ-106), sentido Maricá.

Tribos de Maricá

Apresentação dos índios da Aldeia da Mata Verda Bonita

Com origem no Sul do Brasil, os índios da tribo Tupi-Guarani M’Bya estão na restinga desde abril de 2013 e contam com apoio da Prefeitura. A área de 93 hectares pertence ao grupo espanhol IDB que irá construir um Complexo Turístico de São Bento da Lagoa e foi incorporada ao projeto por exigência do prefeito Washington Quaquá. O prefeito também pretende criar uma aldeia turística, com ocas hotéis e um teatro arena para apresentações da cultura indígena. Pelo projeto inicial, os visitantes conhecerão a cultura indígena, por meio das danças, artesanato e comidas típicas, e poderão se hospedar na própria aldeia. Em Itaipuaçu, no loteamento Morada das Águias, vivem os índios Araowy, da aldeia Sítio do Céu. Ao todo, 62 pessoas vivem nas duas aldeias indígenas da cidade.

Eles foram incluídos no Programa Social Moeda Mumbuca – primeira moeda social eletrônica do país –, da Secretaria Municipal Adjunta de Economia Solidária, e recebem R$ 85 mensais para compra de produtos em estabelecimentos cadastrados na cidade. Desde fevereiro, 26 crianças são alfabetizadas nas aldeias por professores índios, formados em Língua Portuguesa e Guarani, com apoio pedagógico da Secretaria Municipal Adjunta de Educação, que disponibiliza merendas aos alunos. Equipes da Saúde e Assistência Social também fazem o acompanhamento das famílias.

Abril 17, 2015 Posted by | culinária, cultura, Dança, Exposições, jornalismo, Maricá, projeto social, shows e eventos, turismo | , | Deixe um comentário