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Open house do artista plástico Di Bonilho agita noite de sexta em Cordeirinho

Texto e fotos: Rosely Pellegrino

Atelier dos artistas Di Bonilho e Raphael Billé foi inaugurado na noite desta sexta-feira, dia 27.05, e agitou o bairro de Cordeirinho, na rua 90, em Maricá RJ

DSCN7902 Conhecido internacionalmente Di Bonilho é estilista, artista plástico e integrante do movimento Cultural e LGBT de Maricá, na foto com a fabulosa Drag Queen Viviane Walker

DSCN7897 A Deputada Estadual Rosangela Zeidan e a produtora cultural e pré-candidata a vereadora de Maricá Andrea Cunha prestigiaram a inauguração que contou com a presença de dezenas de pessoas apaixonadas pela arte e pela cultura, dentre elas amigos, representantes do mundo LGBT, artistas, empresários, produtores culturais e companheiros de trabalho.

DSCN8061 Destacamos também a presença da amiga e grande incentivadora da cultura a Secretária Municipal de Habitação de Maricá Dra. Maria Inez Pucello.

A noite contou com discursos onde a tônica foi o comprometimento na Defesa da Diversidade Cultural, sobre igualdade de direitos, equidade de gênero e sobre a diversidade Cultural da cidade.

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Apresentações de performances das fantásticas Drags Quenns Viviane Walker e Sabrina Drumont, abrilhantaram o evento que foi embalado ao som do DJ Batata.

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Maio 29, 2016 Posted by | arte, cultura, jornalismo, Maricá, social | , , , , , , , , | Deixe um comentário

Falece aos 91 anos Ademilde Fonseca a Rainha do Chorinho

Ademilde Fonseca: 91 anos de pura energia e classe

Ademilde Fonseca foi responsável pela maior popularização do choro

Ademilde A. ZELIA DUNCAN ADEMILDE FONSECA1 Ademilde Fonseca: 91 anos de pura energia e classe Zélia Duncan e Ademilde Fonseca cantaram juntas no Sarau do ICCA (Foto de Armando Araújo)

“Agitada, classuda, bem penteada, bem arrumada. Ademilde Fonseca parecia ter no máximo 78 anos, jamais 91”, disse hoje Ricardo Cravo Albin. Foi no Instituto Cultura Cravo Albin, presidido por ele, que Ademilde, ao completar 90 anos, foi homenageada com o Diploma Ernesto Nazareth, durante o sarau Chorando com Joel, liderado por Joel do Nascimento, o conhecido craque Joel do Bandolim…Figurinha obrigatória nos eventos do ICCA, Ademilde estava em plena forma física. Sempre bem disposta e alegre, a Rainha do Choro, como era conhecida, continuava encantando com a sua voz…

Ao lado da filha única, Eymar, companhia inseparável em suas apresentações, Ademilde cantou pérolas do chorinho no Instituto Cravo Albin, no Largo da Mãe do Bispo, cenário belíssimo fincado na Urca: Brasileirinho, Pedacinhos do Céu, de Waldir Azevedo, e, despedindo-se do público, Carinhoso, de Pixinguinha

“Depois dos 90 anos, Ademilde ficou muito insegura e passou a cantar acompanhada da filha. A sua voz aguda ficou um pouco mais grave, mas continuava muito boa e a sua presença física melhor ainda”, atestou Ricardo

Em outubro passado, no mesmo ICCA, Ademilde entregou, como convidada especial e grande cantora brasileira, o Diploma Ernesto Nazareth a Zélia Duncan. Elas cantaram juntas as mesmas três músicas que Ademilde havia cantando durante a homenagem que recebeu. Zélia, por sua vez, emocionou-se com o talento e a voz perfeita de Ademilde

Ademilde Fonseca canta com Zélia Duncan no ICCA

Com o apoio do Grupo MPE, do Renato Abreu, o sarau do Instituto do Ricardo acontece a cada mês, sempre reverenciando um nome de nossa música. Há 15 dias foi a vez de Ellen de Lima. Ademilde Fonseca nos deixou ontem e o seu enterro aconteceu hoje no São João Batista, em Botafogo…

Zélia Duncan e Ademilde Fonseca, no ICCA

Zélia Duncan, Joel do Bandolim, Ademilde Fonseca, Renato Abreu e Ricardo Cravo AlbinZélia Duncan, Joel do Bandolim, Ademilde Fonseca, Renato Abreu e Ricardo Cravo Albin (Foto Rosely Pellegrino)

Nota desta editora: “Tive a honra de conhecer Ademilde Fonseca, no ICCA durante a Homenagem a Zélia Ducan. Sem dúvida alguma uma mulher exemplar, que apesar da idade mantinha-se jovem de espírito e da alma, sempre muito ativa, sorrindo e irradiando felicidade e alegria por onde passava. Um exemplo de MULHER DE GARRA e de SER HUMANO.

Em novembro de 2011, Ademilde Fonseca, a convite de seu dileto amigo, Ricardo Cravo Albin, Secretário Municipal de Cultura de Maricá, e Presidente do ICCA (Instituto Cultural Cravo Albin), foi a madrinha do Projeto MPB nas Escolas em Maricá, tendo ao lado como padrinho Dudu Nobre.

Durante o evento Ademilde cantou ao lado de Mirene Alves e de sua filha Eymar Fonseca. Encantando os presentes com sua alegria e vitalidade.

Ao lado dos artistas de Maricá, Ademilde cantou, e encantou a todos com sua presença e seus ensinamentos de vida.” Fotos: Rosely Pellegrino

DSC_6118Ademilde Fonseca madrinha do Projeto MPB nas Escolas em Maricá

DSC_6150O cantor Dudu Nobre, a subsecretária Municipal da Cidade Educadora de Maricá, Andrea Cunha, Secretário de Cultura de Maricá e presidente do Instituto Cultural Cravo Alvin, Ricardo Cravo Albin e sua grande e querida amiga Ademilde Fonseca, no lançamento do Projeto MPB nas Escolas em Maricá

DSC03296Mirene Alves, Ademilde Fonseca, Ronaldo Valentin e Dalva

Durante o evento Ademilde Fonseca cantou ao lado de Mirene Alves, e de sua filha Eymar Fonseca. Encantando os presentes com sua alegria e vitalidade.

Ademilde Fonseca e Mirene Alves cantando juntas no lançamento do Projeto MPB nas escolas em Maricá no mês de novembro de 2011.

DSC03351 Andrea Cunha, homenageando Ademilde Fonseca e Ricardo Cravo Albin

Ademilde Fonseca e a jornalista Rosely Pellegrino durante homenagem a Zélia Ducan no ICCA (1) Ademilde Fonseca e a jornalista Rosely Pellegrino, (editora deste blog), durante homenagem a Zélia Duncan no ICCA.

 “Ademilde Fonseca agora é mais uma estrela que brilha no céu”. (Rosely Pellegrino)

Guilherme Bryan, especial para a Rede Brasil Atual – “O choro de agora em diante volta a ser apenas solado, porque ninguém mais conseguirá cantar suas melodias sinuosas, com a velocidade, a graça e a afinação de Ademilde, que um dia, informalmente durante uma festa na casa de Benedito Lacerda, sacou do bolso uma letra que conseguira do velho choro "Tico-tico no Fubá", e mostrou ao flautista. Ele, extasiado, tratou de encaminhá-la à gravadora Columbia (depois Continental). Isso foi em 1942. Com isso, sem saber, estava criando um gênero: o choro cantado”, conta Faour.

Ademilde Fonseca trabalhou por mais de dez anos na rádio Tupi e gravou centenas de discos, dos quais vendeu mais de meio milhão de cópias, numa época em que atingir esses números era algo tremendamente difícil. A interpretação dela para “Brasileirinho”, de Waldir Azevedo, e “Tico-Tico no Fubá”, de Zequinha de Abreu, é inigualável e marcou uma virada na música brasileira, quando o choro deixou de ser basicamente instrumental e passou a ser também cantado. Outros clássicos indispensáveis em seu repertório foram “Urubu Malandro”, “Galo Garnizé”, “Pedacinhos do Céu” e “Na Baixa do Sapateiro”, entre tantos outros.

“Ela simplesmente teve a honra de lançar alguns clássicos da música brasileira com letra, caso de ‘Apanhei-te cavaquinho’, ‘O que vier eu traço’ e ‘Brasileirinho’ – pérolas imortais. E ainda ‘Pedacinhos do céu’ e o baião ‘Delicado’, de Waldir Azevedo, que correu o mundo. Também lançou ‘Teco-teco’, depois regravada por Gal Costa. E um sem-número de maravilhas que estarão no CD duplo da série ‘Super Divas’, que pretendo lançar via EMI Music até o meio do ano. Infelizmente, ela não ficou viva para ver este disco, mas pelo menos me ajudou a concretizá-lo, me ajudando a localizar fonogramas raros e tecendo comentários faixa a faixa sobre suas 36 faixas. Como se não bastasse, tinha uma cabeça maravilhosa. Numa das minhas festas, disse que era preciso respeitar os artistas jovens, porque ‘até esses meninos que fazem funk, se você for ver tem uma dificuldade. Se você quiser fazer aquilo, não vai conseguir’. Ou seja, não tinha um pingo de recalque”, acrescenta Faour.

Ademilde Fonseca tinha 91 anos e sofria de problemas cardíacos. De acordo com a neta, Ana Cristina, ela teve um mal súbito e morreu em casa, no Rio de Janeiro, na noite de terça-feira, 27 de março. Nascida no Rio Grande do Norte (RN), ela deixa uma filha, a cantora Eimar Fonseca, três netas e quatro bisnetos. Seu último registro em disco foi no CD da jovem cantora Anna Bello, produzido pelo músico Edu Krieger.

Março 29, 2012 Posted by | cultura, Educação, jornalismo, musica, projeto cultural, shows e eventos, social | , , , , , , , | Deixe um comentário