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Prefeitura de Maricá vai criar aldeia indígena voltada ao turismo

Texto: Rafael Zarôr | Fotos: Fernando Silva

Prefeito e o cacique Darcy Tupã firmam a parceria para transformar a aldeia em ponto turístico da cidade

Prefeito Washington Quaquá visitou a aldeia na restinga, em São José do Imbassaí, no sábado (07/06), e garantiu a permanência da tribo na cidade

O prefeito de Maricá, Washington Quaquá, vai transformar a aldeia indígena da restinga em ponto turístico da cidade. Em visita à tribo Tupi-Guarani M’Bya, no sábado (07/06), o prefeito garantiu a permanência dos índios na região de 93 hectares, entre São José do Imbassaí e Itaipuaçu, e planeja construir no local ocas hotéis e um teatro arena para apresentações da cultura indígena. Os índios deverão construir a estrutura rústica (feita com argila, bambu e palha) e a Prefeitura destinará recursos para manutenção do espaço.

Para isso, a Prefeitura enviará à Câmara Municipal um projeto de lei de apoio aos índios, que também vai garantir a inclusão individual no projeto Bolsa Mumbuca. "Quero que todos, inclusive as crianças, recebam o benefício. Também negociaremos junto ao Ministério da Saúde a disponibilização de mais um médico cubano ao posto de São José do Imbassaí, para reforçar o atendimento, inclusive com os índios", ressaltou Quaquá. O programa, que possui a primeira moeda social eletrônica do país, repassa mensalmente 70 Mumbucas (equivalente a R$ 70) para famílias com rendas de até um salário mínimo. Segundo o secretário municipal de Direitos Humanos, Miguel Moraes, que acompanhou a visita, as famílias já estão sendo cadastradas e o projeto de lei ampliará o benefício. Ao todo, 65 índios, sendo três crianças nascidas em Maricá, moram na aldeia Tekoa Ka’aguy Hovy Porã (significa Mata Verde Bonita).

O objetivo do prefeito é fazer com que os visitantes conheçam a cultura indígena, por meio das danças, artesanato e comidas típicas, e que possam se hospedar na própria aldeia. "As ocas hotéis serão feitas de argila e bambu e terão chuveiros com aquecimento de energia solar. A ideia é garantir sustentabilidade para que os índios vivam dos próprios produtos e atividades desenvolvidas na aldeia", destacou o prefeito. "Já determinei aos empreendedores espanhóis (grupo IDB que irá construir um complexo turístico na Restinga) que incorporem a aldeia ao projeto do resort. Vocês não vão sair daqui", reforçou o prefeito.

Os índios ocuparam por sete anos um espaço na Praia de Camboinhas, na Região Oceânica de Niterói, e estão na região da restinga desde abril de 2013. O cacique Darci Tupã Nunes de Oliveira, de 34 anos, explica que os índios são originais de Parati, na Costa Verde do Estado do Rio, e saíram da região em busca de um local fértil e para preservar a cultura. "Lá vivem 250 índios, mas é uma região com muitas pedras e de difícil plantio. Viemos para Maricá, com apoio do prefeito, e vamos construir uma área turística", declarou o cacique, informando que os ancestrais já utilizavam a região há 123 anos como passagem, quando saiam do norte do Espírito Santo em direção ao Rio Grande do Sul. "Estamos muito focados nesta oportunidade única com o incentivo do Quaquá, que vai garantir a preservação da nossa cultura", completou.

Durante a visita, o prefeito conheceu Ramon Alves dos Santos, avô do cacique Tupã e o índio mais velho da tribo com 96 anos; as instalações da aldeia com sete ocas e uma Casa de Reza em construção; a horta com plantação de aipim, banana, cana-de-açúcar e batata doce; e acompanhou apresentações de danças tradicionais. O presidente da Câmara Municipal, Fabiano Horta, ressaltou os investimentos do município na aldeia. "O povo indígena está recebendo da Prefeitura estímulo para manutenção da cultura", declarou. O vice-presidente do Conselho Comunitário da Orla da Baía de Niterói, Carlos Valdetaro, que apoia à tribo desde a ocupação na Praia de Camboinhas, também participou da visita.​

Índio Tupã mostra a Quaquá e Miguel Moraes a Casa de Reza em construção na aldeia

Miguel, Quaquá, Tupã e Valderato durante visita a aldeia indígena

Grupo fez uma apresentação da cultura indígena durante visita

Quaquá e Miguel Moraes receberam o carinho dos índios

Junho 15, 2014 Posted by | Maricá | , | Deixe um comentário

Abertura da mostra indígena na Casa de Cultura de Maricá atrai admiradores da tribo Tupi-Guarani

Exposição em homenagem a cultura indígena abre os festejos dos 200 anos de Emancipação Política Adminstrativa de Maricá, resgatando as raízes da nossa história

Historiadora Maria Penha orgulhosa com o resultado de um trabalho bem feito.Exposição em homenagem a cultura indigena, Casa de Cultura de Maricá. foto 2 Renata Gama

Exposição em homenagem a cultura indigena, Casa de Cultura de Maricá. foto 4 Renata Gama Exposição em homenagem a cultura indigena, Casa de Cultura de Maricá. foto Renata Gama

Exposição em homenagem a cultura indigena, Casa de Cultura de Maricá. foto 3 Renata Gama artesanato indigena pau de chuva e zarabatana

Os pequenos indios da Aldeia da Mata Bonita gostaram de se ver retratados na exposiçãoindias da Aldeia da Mata Verde Bonita

artesanato indigena mini escuturas em madeira. foto Renata Gama armas e artesanto indigena

artesato indígena, Aldeia Mata Verde Bonita foto 3 de Renata Gama artesanato indígena, rede feita a mão, Aldeia da Mata Verde Bonita. foto Renata Gama.

escultura em madeira, artesanato indígena Aldeia Mata Verde Bonita, foto 2 Renata Gamaescultura em madeira, artesanato indígena Aldeia Mata Verde Bonita, foto Renata Gama

A abertura da exposição “A Herança Indígena em Terras Maricaenses”, na Casa de Cultura de Maricá, atraiu muita gente na noite de quinta-feira (15.05), curiosa da vida e cultura do povo Tupi-Guarani, que habita a localidade desde antes de sua origem e influenciou fortemente os moradores da cidade. Entre as inúmeras pessoas que prestigiaram a mostra, a primeira-dama Rosângela Zeidan, que não poupou elogios.

A lider da Aldeia da Mata Verde Bonita, e a primeira dama de Maricá Rosangela Zeidan“É muito importante enaltecermos o lugar dos índios em nossa história, principalmente agora que vamos comemorar os 200 anos de emancipação do município”, disse a primeira dama Rosangela Zeidan ao comentar sobre a exposição.

Coral da Aldeia da Mata Verde Bonita A pequena Sophia, filha do cacique Darcy Tupã, participou do coral, encantando os presentes, 2O coral da tribo Tupi Guarani, da Aldeia da Mata Verde Bonita, abriu a exposição “A herança Indígena nas Terras Maricaenses”

Secretário Municipal de Cultura de Maricá, Sérgio Mesquita durante a abertura da Exposição em Homenagem a Cultura Indígena. Um resgate da raiz da história de Maricá. Secretário Municipal de Cultura de Maricá Sérgio Mesquita abrindo a exposição A Herança Indígena nas Terras Maricaenses

Em sua  fala na abertura, o Secretário Municipal de Cultura de Maricá, Sérgio Mesquita disse: Nós “civilizados” temos muito a aprender com este povo “primitivo”. Como rápido exemplo, o respeito que possuem pelas crianças e pelos mais velhos. Ou ainda, como eles coadunam suas raízes, suas histórias e tradições com a modernidade e a tecnologia. Diferente de nós, eles mantém suas tradições enquanto nós, esperamos a nova moda do momento e, trocamos nossos sacis e curupiras pelo Halloween.

Cacique Darcy Tupã durante sua fala na abertura da Exposição em homenagem a Cultura Indígena, na Casa de Cultura de Maricá. foto Renata GamaMestre de cerimonia Marcos de Dios relembrou a raiz da nossa história 

O cacique da Aldeia da Mata Verde Bonita, Darcy Tupã, lembrou com emoção, da ajuda e do apoio, que a tribo recebeu do prefeito de Maricá Washington Quaquá, no momento em que atearam fogo na aldeia em que eles viviam em Camboinhas, assista abaixo o vídeo produzido pelo jornalista Jorge André, com a fala do cacique e momentos importantes da abertura da exposição.

 

Assista o vídeo e veja como foi a abertura da exposição A herança Indígena nas Terras Maricaenses”

Historiadora Maria Penha falou com orgulho da exposição A historiadora Maria Penha, agradeceu a equipe de trabalho, mencioando a importância cultural dos indígenas e sua influência na cultura de Maricá.

O cerimonial ficou por conta do professor e historiador Marcos de Dios, que enfatizou a importância de resgatar as raízes da história do município. (na foto: subsecretário Municipal de Cultura de Maricá, Zola Xavier, o historiador Marcos de Dios e a historiadora Maria Penha).

Também presentes os secretários de Direitos Humanos, Miguel Moraes, de Educação, Adriana Luiza e o subsecretário de Turismo, Amilcar Júnior, além do indigianista, Tony Lotar, do vereador Robson Dutra, do presidente do ISSM, Luiz Carlos Bittencourt e da jornalista Lurian Silva. Da aldeia Mata Verde Bonita,  o Cacique Darcy Tupã ficou orgulhoso com a exposição e com a apresentação do coral da tribo, que encantou a todos com seu ritmo e afinação, também elogiados pelo cacique Carlos Tucano, representante da Aldeia Maracanã.

A idealizadora do projeto Rosely Pellegrino, o Cacique da Aldeia Maracanã, o Cacique Tupã, Maria Penha Historiadora e a arquiteta Renata Gama

Durante o coquetel, alunos do EJA da E.M. Domício da Gama aproveitaram a oportunidade para adquirir conhecimentos extraclasse, trocando informações sobre os objetos que observavam e sobre os textos informativos que liam, pesquisados pelas curadoras da exposição: historiadora Maria da Penha, professora Renata Toledo e arquiteta Renata Gama.

A mostra pode ser vista de segunda a sexta-feira, das 9h às 17h, até o dia 31 de maio na Casa de Cultura, que fica na Praça Orlando de Barros Pimentel, s/n.

Maiores informações: 3731.1432 (das 9h ás 17h)

Texto: Valéria Vianna e Rosely Pellegrino fotos Clarildo Menezes, Felipe Zeidan e Renata Gama

Maio 21, 2014 Posted by | cultura, direitos humanos, Exposições, jornalismo, Lazer, Maricá, projeto cultural | , , , , , | 1 Comentário

Prefeitura de Maricá oferece nova área no Caxito e índios rejeitam proposta

Texto: Leandra Costa (edição: Marcelo Ambrosio) | Fotos: Fernando Silva

Prefeitura oferece nova área no Caxito e índios rejeitam proposta

A tribo indígena guarani M´Byá rejeitou, nesta quarta-feira (22/05), a oferta da prefeitura Municipal de Maricá de uma área de 687 mil m2 no bairro Caxito para instalar sua aldeia no município. Em abril, outras duas áreas, uma em Bambuí e outra em Ponta Negra, também não foram aceitas pelos índios, que hoje ocupam um terreno privado dentro da área do futuro resort São Bento da Lagoa. Representados pelo cacique Darci Tupã e acompanhados pelo antropólogo e diretor de Proteção Territorial (DPT) da FUNAI (Fundação Nacional do Índio), Miguel Vicente Foti, parte da tribo visitou, com representantes do Executivo, o novo local oferecido pela prefeitura, que embora não seja parte envolvida na questão, está interessada em garantir a cultura e a manutenção das tradições indígenas na cidade.

Representando o prefeito Washington Quaquá, que enxerga como prioridade o respeito pelos costumes indígenas, os secretários municipais de Assuntos Federativos, Fabiano Filho, e de Direitos Humanos, Miguel Moraes, acompanharam os índios em visita ao local. Fabiano Filho destacou que estava otimista com novo espaço oferecido no Caxito. “Cumprimos as exigências feitas por eles, que nos solicitaram um espaço amplo, sem vizinhança e com córrego. Todas essas características existem nessa nova área”, destacou Fabiano. O secretário apresentou o RGI (Registo Geral de Imóvel) do local, comprovando que a área é pública e pertence à prefeitura.

O secretário de Direitos Humanos, Miguel Moraes, destacou que o município não mediu esforços para manter os povos indígenas em Maricá. “Temos o interesse em organizar na cidade a aldeia, dando a ela, inclusive, uma característica cultural e turística, como a instalação do Centro de Tradições Indígenas, mas eles não aceitaram”, afirmou Miguel Moraes. O plano do prefeito Washington Quaquá incluía a criação de uma bolsa-auxílio, a instalação do centro de tradições e até a contratação dos índios para que apresentassem seus rituais aos alunos da rede municipal de ensino nas escolas. “A partir de agora, a negociação terá de ser feita por eles diretamente com os donos do terreno onde eles instalados”, destacou, Miguel Moraes.

O antropólogo Miguel Vicente Foti explicou que os índios consideraram que a área “não era espiritualmente boa” para a aldeia, que engloba 30 famílias (em torno de 65 indivíduos). Assentada em Camboinhas, Niterói, parte da tribo se mudou provisoriamente para a área da Restinga de Maricá onde será implantado o Complexo Turístico da Restinga, um projeto de desenvolvimento voltado para a geração de empregos com sustentabilidade e preservação. Em abril, no processo de negociação, os índios haviam solicitado um espaço em Maricá para o deslocamento da tribo. Na ocasião, foram apresentadas duas outras áreas, uma com 77 mil m2 em Bambuí e outra com 10 mil m2 em Ponta Negra. Uma reunião entre o representante da Funai e a empresa proprietária da área onde os índios estão instalados será marcada.

A tribo indígena guarani M´Byá em visita a área do Caxito

A prefeitura, que embora não seja parte envolvida na questão, está interessada em garantir a manutenção das tradições indígenas na cidade

Maio 23, 2013 Posted by | direitos humanos, jornalismo, Maricá | , , , | Deixe um comentário