Noticiário RJ on line

As melhores notícias com Rosely Pellegrino

Cineclube Henfil de Maricá recebe bom público na reestreia

Texto: Fernando Uchôa (edição: FSB Comunicação) | Fotos: Fernando Silva

O Cineclube Henfil retomou a sua programação nesta quarta-feira (31/08), agora no Cinema Público Municipal Henfil. Para marcar a reestreia foi exibido o curta-metragem "Delírios de uma inexistente", produção do diretor maricaense Luís Gustavo de Souza. O elenco conta, além de outros atores, com a participação da jovem atriz Monik Costa e Silva, 15 anos, moradora de Bambuí e aluna do 1º ano do Ensino Médio do Ciep 259. A direção musical é de Pedro Szighety e a produção conta com Juliana Chaves, João Víctor Gonzalez e Stéfany Bicalho (equipe "Dragão Negro").

Luís Gustavo, 26 anos, é concluinte do Curso de Cinema da Universidade Federal Fluminense (UFF), e o filme, produzido este ano em Maricá, foi requisito para a sua graduação. "Ainda falta a monografia, mas acho que dá para passar", brincou. O curta-metragem, de 15 minutos, é um misto de filme e desenho animado, inspirado no "Balão Vermelho", de Albert Lamorisse, de 1956. Segundo Luís Gustavo, ao contrário do filme francês, a trilha sonora de “Delírios…”, cria um distanciamento entre o espectador e o personagem. No filme, a personagem interpretada por Monik desenha monstros, como retrato dos conflitos que vive com a família e a sociedade.

Depois da exibição do curta, a equipe abriu espaço para o debate com a plateia. Sandra de Souza, 46 anos, perguntou como uma atriz tão nova como Monik teve coragem de abraçar um projeto tão ousado. "Foi uma experiência nova e gratificante. Passei por uma prova de fogo, mas foi divertido. Já tinha participado antes como figurante no filme “A Toca do Saci", disse a jovem atriz, referindo-se a outro trabalho do diretor.

O média metragem "A Toca do Saci" foi rodado e produzido em Maricá e deve ser exibido pela primeira vez no dia 31 de outubro, também no Cine Henfil. "No filme, tento alertar sobre o perigo do autoritarismo e repressão sobre os jovens, que estão na fase de formação de identidade, e o que sofrem por discriminação, bullying e outros tipos de violência, de estranhos e da própria família, o que prejudica seu psiquismo e identidade", enfatiza Luís, que produziu ainda “O árido”, com 1 minuto de exibição, e "O massacre dos 4 dedos", onde retrata o personagem Mickey Mouse como anti-herói, filme que recebeu Menção Honrosa em 2012, no Festival Caverna, em Florianópolis (SC).

Luiz Gustavo leciona no Curso Livre de Cinema, que acontece gratuitamente aos sábados pela manhã (10h às 12h), em Maricá. "Recomeçaremos em meados de outubro, agora de casa nova. Tudo na vida é conquistado com esforço e é isso que digo aos mais jovens. Sou filho de um agricultor e de uma empregada doméstica, e me orgulho de meus pais. Devido às dificuldades, pensei em desistir da carreira, mas eles sempre me incentivaram”, conclui.

Anúncios

Setembro 2, 2016 Posted by | cinema / produção, cultura, jornalismo, Lazer, Maricá, projeto cultural | | Deixe um comentário

Cineclube Henfil exibe “Pink Floyd The Wall” nesta quarta

Texto: Rafael Zarôr

Filme foi roteirizado pelo baixista e vocalista do Pink Floyd, Roger Waters, e retrata músicas do álbum "The Wall"

O Cineclube Henfil de Maricá encerra a programação de março com a exibição de “Pink Floyd The Wall” (1982 – Reino Unido), baseado no álbum homônimo da banda de rock inglesa. A sessão é gratuita e será apresentada nesta quarta-feira (25/03), às 19h, na Casa Digital (Praça Dr. Orlando de Barros Pimentel, Centro). Os fatos e consequências da Segunda Guerra Mundial foram o tema deste mês do projeto da Secretaria Municipal Adjunta de Cultura.

Dirigido por Alan Parker, este longa-metragem foi roteirizado pelo vocalista e baixista do Pink Floyd, Roger Waters. Com 90 minutos de duração, o filme possui poucas falas de personagens e é retratado por meio das músicas do álbum The Wall. A história é sobre o jovem Pink (Bob Geldof), que perdeu o pai durante a Segunda Guerra Mundial e tem a infância marcada pela perseguição de seu professor e pela superproteção da mãe. Adulto, ele se torna um astro do rock e, queimado no mundo da música, só consegue se apresentar no palco com a ajuda de drogas. O filme acompanha o cantor desde sua juventude, mostrando como ele se escondeu do mundo exterior. 

Em suas fantasias delirantes, Pink raspa todos os pelos do corpo e, após tentar se reconectar a seu passado, começa a se ver como um ditador neonazista. Uma curiosidade é que a produção utilizou grupos verdadeiros de skinheads para rodar essa sequência neonazista. Em 1983, o filme ganhou o British Academy of Film and Television Arts  (BAFTA) em duas categorias: Melhor Música Original (“Another Brick In The Wall”) e Melhor Som.​

Março 24, 2015 Posted by | cinema / produção, cultura, jornalismo, Lazer, Maricá, projeto cultural | | Deixe um comentário