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Perícia do Senado não encontra ação de Dilma Rousseff em pedaladas fiscais

27 DE JUNHO DE 2016

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Fonte: Folha de S.Paulo

Perícia feita a pedido da comissão do impeachment do Senado diz que não há “controvérsia” sobre o fato de a presidente afastada Dilma Rousseff ter agido para liberar créditos suplementares sem o aval do Congresso através de decretos. Por outro lado, o laudo afirma que não foi identificado ação dela nas chamadas pedaladas fiscais.

Segundo o documento, assinado por três técnicos do Senado e entregue na manhã desta segunda (27) à comissão, três dos quatro decretos de crédito, que são objetos da denúncia contra Dilma, eram “incompatíveis” com a meta fiscal do ano passado. A perícia afirma: “Há ato comissivo da exma. Sra. Presidente da República na edição dos decretos, sem controvérsia sobre sua autoria”.

Ao todo, 99 perguntas foram feitas pela defesa da petista, pela acusação contra ela, e pelo relator do processo, Antonio Anastasia (PSDB-MG).

Segundo a perícia, de 223 páginas, três decretos “promoveram alterações na programação orçamentária incompatíveis com a obtenção da meta de resultado primário vigente à época da edição”. São eles: os de 27 de junho de 2015, nos valores de R$ 1,7 bilhão e e R$ 29 milhões, e o decreto de 20 de agosto de 2015, no valor de R$ 600 milhões.

De acordo com o laudo, esses créditos deveriam ter tido autorização prévia do Congresso.

PEDALADA

Uma das acusações na denúncia contra Dilma diz que ela cometeu “pedalada fiscal” com o atraso do repasse de R$ 3,5 bilhões do Tesouro ao Banco do Brasil para o Plano Safra.

O laudo diz que não identificou ação de Dilma no episódio: “Pela análise dos dados, dos documentos e das informações relativos ao Plano Safra, não foi identificado ato comissivo da Exma. Sra. Presidente da República que tenha contribuído direta ou imediatamente para que ocorressem os atrasos nos pagamentos”.

A partir desta terça (28), as partes terão 72 horas para pedir esclarecimentos sobre a perícia. A junta de peritos deve ser ouvida pela comissão no próximo dia 5.

CRONOGRAMA

A comissão ouvirá nesta segunda mais três testemunhas de defesa de Dilma, entre elas o ex-ministro Patrus Ananias. A fase de oitiva das pessoas arroladas pela presidente afastada acaba na quarta (29).

Pelo cronograma, o plenário do Senado fará no dia 9 de agosto a votação do parecer prévio (chamada de “pronúncia”) da comissão sobre as acusações contra a petista.

A partir desta data, se a maioria simples dos presentes aprovar o parecer, há um prazo de até 48 horas para que a acusação apresente o chamado libelo acusatório, e outras 48 horas para que a defesa de Dilma se pronuncie.

Depois o julgamento final tem de ocorrer em até dez dias. Ou seja, mantido o plano, senadores avaliam que Dilma deve ser julgada a partir da semana do dia 22 de agosto –nesta etapa, são necessários ao menos 54 votos para a petista ser afastada definitivamente.

De acordo com o calendário, Dilma poderá depor no dia 6 de julho na comissão. Ela não é obrigada a comparecer. O advogado da petista, o ex-ministro José Eduardo Cardozo, disse que ainda está em análise qual caminho será adotado

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Junho 27, 2016 Posted by | jornalismo, política | , , | Deixe um comentário

Lula aceitou convite da Dilma

Dilma-Lula-posse O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) poderá ser o mais novo Ministro da Casa Civil, ou assumir a secretaria do governo da presidenta Dilma Rousseff (PT)

Lula é considerado o melhor presidente do Brasil de todos os tempos e o maior político brasileiro do período do golpe militar de 1964 até hoje.

LULA ESTÁ ENTRE A CASA CIVIL E A SECRETARIA DE GOVERNO

  Numa decisão de alto impacto, a presidente Dilma Rousseff decide nomear o ex-presidente Lula em seu gabinete, fazendo parte do núcleo duro do governo; nesta posição, e também como candidato à presidência da República em 2018, Lula tentará organizar medidas para a retomada do crescimento e também para re-aglutinar a base de sustentação do governo no Congresso; oposição deverá criticar decisão, que dá ao ex-presidente o foro privilegiado e o retira do alcance da força-tarefa paranaense; Lula, no entanto, poderá ser investigado na Lava Jato pelo STF; Lula está a caminho de Brasília

A militância faz vigília no Planalto à espera de Lula.

 O dia de amanhã poderá ser marcado pelo início de um novo pacto de governabilidade no país.

Março 15, 2016 Posted by | jornalismo, política | , , , , , | Deixe um comentário

Presidente Dilma e prefeito Quaquá entregam 2,9 mil unidades habitacionais do Conjunto Minha Casa, Minha Vida em Maricá

Presidenta entregou apartamentos em dois residenciais em Maricá (RJ) nesta sexta-feira (31). Os residenciais Carlos Marighella e Carlos Alberto Soares, são os primeiros do programa para famílias de baixa renda em Maricá

A sexta-feira (31/07) ficará na história de Maricá. A presidente da República veio ao município, Dilma Rousseff participou, ao lado do prefeito Washington Quaquá, da primeira dama e Deputada Estadual Rosangela Zeidan, do governador Luiz Fernando Pezão, do ministro das Cidades, Gilberto Kassab, da presidenta da CAIXA, Miriam Belchior, e demais autoridades, da entrega de 2.932 unidades do programa “Minha Casa Minha Vida” em Itaipuaçu. A cerimônia, realizada no Condomínio Carlos Marighella, reuniu em torno de 18 mil pessoas, entre convidados, beneficiados – em torno de 11 mil pessoas – e moradores da região. Bem humorada, a presidente e sua comitiva desembarcaram de helicóptero em uma área no fundo do condomínio por volta de 11h da manhã e de lá seguiram para o local da festa.

Presidente Dilma Rousseff ao lado do prefeito Washington Quaquá, entrega chaves de 2,9 mil unidades habitacionais do ´Programa Minha Casa, Minha Vida em Maricá (146)Presidente Dilma Rousseff ao lado do prefeito Washington Quaquá, entrega chaves de 2,9 mil unidades habitacionais do ´Programa Minha Casa, Minha Vida em Maricá (136) O prefeito Washington Quaquá e a primeira-dama e deputada estadual Rosângela Zeidan a recepcionaram e a acompanharam em uma visita a um dos apartamentos do condomínio, formado de blocos de dois andares com oito apartamentos cada.

Presidente Dilma Rousseff ao lado do prefeito Washington Quaquá, entrega chaves de 2,9 mil unidades habitacionais do ´Programa Minha Casa, Minha Vida em Maricá (161)A presidenta Dilma Rousseff teve uma dia feliz, ela foi recebida com carinho por milhares de pessoas e se sentiu em casa aos gritos de "olê, olê, olê, olá, Dilma, Dilma".

O prefeito de Maricá, Washington Quaquá (PT) preparou uma surpresa para a presidenta, batizando os conjuntos habitacionais com nomes de dois de seus ex-companheiros na luta contra a ditadura militar: Carlos Alberto Soares de Freitas, o Beto, (1.460 unidades) e Carlos Marighella (1.472 unidades).

Presidente Dilma Rousseff ao lado do prefeito Washington Quaquá, entrega chaves de 2,9 mil unidades habitacionais do ´Programa Minha Casa, Minha Vida em Maricá (178)O prefeito lembrou que a luta pela inclusão dos menos favorecidos e por direitos iguais foi iniciada na década de 1960 por Carlos Marighella e Carlos Alberto Soares de Freitas, líderes e militantes que enfrentaram a ditadura militar. “Hoje é um dia histórico com a realização do sonho de três mil pessoas, mas é certo honrar o passado e por aqueles que lutaram por nós e pela inclusão do povo”, destacou Quaquá, que completou: “Dilma lutou pela erradicação da fome e é uma grande parceria do desenvolvimento de Maricá. Nossos governos incluíram povo na festa da democracia e hoje a presidenta entregas as chaves a esta famílias”, afirmou o prefeito e anfitrião da festa.

Presidente Dilma Rousseff ao lado do prefeito Washington Quaquá, entrega chaves de 2,9 mil unidades habitacionais do ´Programa Minha Casa, Minha Vida em Maricá (179) “Quem é contra a presidenta são as mesmas pessoas que gostavam do povo vivendo na senzala. Hoje o povo tem casa, tem acesso à universidade pública, anda de avião. Na época deles, era preciso fazer campanha Natal Sem Fome porque o povo passava fome. Em treze anos nós erradicamos a fome neste país”, completou Quaquá.

Presidente Dilma Rousseff ao lado do prefeito Washington Quaquá, entrega chaves de 2,9 mil unidades habitacionais do ´Programa Minha Casa, Minha Vida em Maricá (184) De acordo com o Ministério das Cidades, desde a criação do programa, em 2009, 2,3 milhões de moradias foram entregues, e 1,5 milhão de residências estão em construção. Na terceira etapa do programa, a meta é contratar mais 3 milhões de unidades habitacionais até 2018. “Nosso país fica melhor e a democracia fica mais forte quando se garante oportunidade para as pessoas; por isso, o governo está comprometido com este programa.”

Presidente Dilma Rousseff ao lado do prefeito Washington Quaquá, entrega chaves de 2,9 mil unidades habitacionais do ´Programa Minha Casa, Minha Vida em Maricá (226) O governador Luiz Fernando Pezão elogiou o programa federal e citou os equipamentos públicos que serão instalados pela Prefeitura ao lado dos condomínios, entre os quais creche, escola, posto da Guarda Municipal e um CRAS. “O apoio do município com essas atividades sociais é tudo que essas pessoas precisam, é uma bela parceria”, afirmou o governador. “Este é o melhor programa que existe. Antes muitas famílias nem tinham acesso ao crédito e agora pagarão R$ 50 por sua casa", completou Pezão.

Dilma Rousseffe Quaquá, entregam  2.932 unidades do programa “Minha Casa Minha Vida” em Maricá (108)Dilma Rousseffe Quaquá, entregam  2.932 unidades do programa “Minha Casa Minha Vida” em Maricá (111) 

Presidente Dilma Rousseff ao lado do prefeito Washington Quaquá, entrega chaves de 2,9 mil unidades habitacionais do ´Programa Minha Casa, Minha Vida em Maricá (263)Dilma elogiou a escolha dos nomes dos condomínios, batizados em homenagem a dois brasileiros que brigaram pelo fim da ditadura instalada no Brasil depois de 1964 e que vigorou até 1985. Emocionada, a presidenta agradeceu a surpresa feita por Quaquá, ao moradores de Maricá pela recepção calorosa e lembrou que Marighella “não era só lutador, mas uma grande pessoa humana”. Sobre Beto, seu amigo particular, Dilma, emocionada, disse que o ex-guerrilheiro foi “um irmão na juventude”.

“Lutamos juntos, queríamos um país em que as pessoas tivessem voz, vez, e sobretudo tivessem sua casa própria. Por isso me sinto mais que honrada, me sinto emocionada. Estar aqui toca lá no fundo do meu coração, porque me faz lembrar de toda a minha juventude”, disse a presidenta.

Presidente Dilma Rousseff ao lado do prefeito Washington Quaquá, entrega chaves de 2,9 mil unidades habitacionais do ´Programa Minha Casa, Minha Vida em Maricá (252) Acompanhada do ministro das Cidades, Gilberto Kassab, e da presidenta da CAIXA, Miriam Belchior, a presidenta Dilma Rousseff garantiu, também, a continuidade do programa habitacional que é uma das marcas de seu governo e afirmou que o “Minha Casa, Minha Vida” é fundamental não apenas para as famílias beneficiadas, mas para o país voltar a crescer.

"Ficam falando assim: ‘estamos passando algumas dificuldades econômicas, o programa vai acabar’. Vou explicar para vocês por que não vai: primeiro porque é importante para o povo brasileiro, para aquela parte que não tinha oportunidades, para quem ninguém olhou. Mas não vai acabar também por outro motivo: porque, além de a gente construir casa, a gente cria emprego. Quando você vai fazer uma casa, precisa de tijolo, areia, cimento, alumínio. Cada uma dessas partes também contratou pessoas, criou empregos, pagou salários, gerou renda e fez a roda girar, a roda da economia girar", observou Dilma.

A presidenta pediu que os moradores cuidassem dos condomínios e de suas unidades habitacionais. "Não estamos falando de concreto ou alumínio, estamos falando de vida melhor. Quem constrói as condições de moradia são as pessoas que vivem nela. Cuidem bem."

Apartamentos

As 2.932 unidades habitacionais devem beneficiar cerca de 12 mil pessoas, de acordo com o Ministério das Cidades. Cada apartamento tem área privativa de cerca de 45 metros quadrados, com dois quartos, sala, banheiro, cozinha e área de serviço, com piso cerâmico em todos os ambientes.

Os empreendimentos receberam R$ 195 milhões do governo federal e têm área de lazer, centro comunitário, quiosque, parque infantil e quadra poliesportiva. Noventa apartamentos, 45 em cada residencial, estão adaptados para pessoas com deficiência.

A trabalhadora doméstica Maria Aurineide de Souza, de 53 anos, morava de favor há 13 anos em Maricá, desde que chegou do Recife. Ela tomava conta da casa de veraneio de uma família e agora comemora o fato de ter uma residência própria. "Vou poder receber amigos, receber minha família do Recife. Antes não dava", conta ela, que será vizinha da filha, contemplada com outro apartamento para morar com o marido e o filho. "Vou ajudar a cuidar do meu netinho", disse Maria Aurineide.

Já Sônia Costa, de 33 anos, morava na casa do irmão. Com o apartamento próprio, ela destaca a importância de deixar um patrimônio para o filho. "Estou muito feliz em saber que vou deixar uma casa. Tudo é para ele."

Nas fotos, você acompanha momentos que entram para a história de Maricá

Agosto 7, 2015 Posted by | jornalismo, Maricá, moradia | , , , , , , , , | Deixe um comentário

Dilma Rousseff é reeleita presidenta do Brasil

Fonte Portal EBC 26.10.2014 –

Dilma Vana Rousseff (PT), 66 anos, foi reeleita, em segundo turno, neste domingo (26), presidenta do Brasil. Com 100% dos votos apurados, a petista somou 51,64% (54.501.118 votos) dos votos válidos contra os 48,36% (51.041.144 votos) de Aécio Neves (PSDB). A diferença  entre os candidatos foi de 3.458.891 votos.

As abstenções somaram 21,10%, um total de 30.137.479 votos.

Saiba como os estados votaram para presidente do Brasil

Confira a lista dos governadores eleitos

Confira as fotos das comemorações pela reeleição de Dilma:

 

Presidente reeleita Dilma Roussef e o ex presidente Lula durante evento em hotel em Brasilia

 

Dilma concorreu amparada por uma ampla aliança política que compôs a coligação “Com a Força do Povo”, formada por PT, PMDB, PSD, PP, PR, PROS, PDT, PC do B e PRB.

PERFIL

Mineira de Belo Horizonte, Dilma Vana Rousseff tem 66 anos e é filha de um imigrante búlgaro, empresário, e de uma professora brasileira. Nascida em 14 de dezembro de 1947, a presidenta reeleita iniciou sua militância política aos 16 anos, quando ingressou na luta armada contra a ditadura militar.

Durante o regime, Dilma integrou organizações de esquerda, como o Comando de Libertação Nacional (Colina) e a Vanguarda Armada Revolucionária Palmares (VAR-Palmares). A hoje petista passou quase três anos presa entre 1970 e 1972 e foi torturada nesse período por órgãos da repressão. Após deixar a prisão, Dilma mudou-se para Porto Alegre e formou-se em Economia na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).

Dilma viveu grande parte de sua vida no Rio Grande do Sul, onde participou da criação do PDT, em 1980. Permaneceu filiada à legenda até 2001, quando entrou para o PT. Foi casada durante mais de 30 anos com o advogado Carlos Araújo, pai de sua única filha, Paula. O primeiro cargo público foi na prefeitura de Porto Alegre como Secretária da Fazenda.

Também foi secretária estadual de Minas e Energia. Em Brasília, durante a campanha presidencial de 2002, que levou Luiz Inácio Lula da Silva ao Planalto, Dilma participou da equipe responsável por formular o plano do governo na área energética.

Posteriormente, foi convidada por Lula a ocupar a pasta de Minas e Energia em 2003. Permaneceu no cargo até 2005, quando substituiu José Dirceu, na Casa Civil, ficando no posto até 2010. Em 2009, revelou que se submetera a tratamento contra um linfoma descoberto em exame de rotina. Após sessões de radioterapia e quimioterapia, anunciou que estava curada do câncer. Meses depois, teve sua candidatura à Presidência oficializada pelo PT.

Dilma comandou uma extensa campanha pelo País, tendo Lula como seu principal cabo eleitoral.Em segundo turno, foi eleita a primeira presidente mulher do Brasil. Em 2014, em busca do segundo mandato, a presidenta Dilma Rousseff e seu partido, o PT, renovaram a coligação com o PMDB, mantendo o atual vice-presidente Michel Temer na chapa. Mais uma vez Lula esteve ao lado da presidenta vitoriosa.

Outubro 27, 2014 Posted by | Eleições 2014, jornalismo, política, PT | , , , | Deixe um comentário

Dilma recebe CUT e demais centrais

Fonte: JusBrasil

A CUT e as demais centrais sindicais reuniram-se na manhã de quarta-feira (26) com a presidenta Dilma Rousseff, em Brasília, para discutir as recentes manifestações que tomaram conta das ruas do Brasil nas últimas semanas. A presidenta queria ouvir a opinião e saber quais as sugestões dos representantes dos/as trabalhadores/as sobre o clamor da sociedade.

Durante o encontro, Dilma enfatizou que não aprovará qualquer projeto sem que exista acordo entre trabalhadores, empregadores e governo. Ela garantiu que o diálogo com as centrais sindicais será permanente e que todos os temas da pauta da classe trabalhadora serão negociados, inclusive o fim do fator previdenciário e a redução da jornada para 40 horas semanais. Até agosto, segundo a presidenta, o governo dará uma resposta a todas as reivindicações que foram entregues a ela no Palácio do Planalto depois da Marcha da Classe Trabalhadora, em março.

"No meu governo não vou aceitar nada que prejudique os/as trabalhadores/as. Qualquer projeto que chegue até a mim que não tenha passado por um amplo processo de negociação com os representantes dos trabalhadores, será analisado com muito cuidado".

O presidente da CUT, Vagner Freitas, aproveitou para falar sobre o Projeto de Lei 4330, de autoria do deputado Sandro Mabel (PMDB-GO) que, sob o pretexto de regulamentar a terceirização da mão de obra no país, promove uma verdadeira reforma trabalhista.

"Este projeto, que está tramitando no Congresso Nacional", disse Vagner, "precariza ainda mais as condições de trabalho, traz enormes prejuízos para os trabalhadores e as trabalhadoras", argumentou o dirigente.

"No meu governo, não terá nada que represente prejuízo para os trabalhadores", reforçou a presidenta.

Dilma admitiu que é preciso aprimorar a interlocução com as centrais e disse concordar com as críticas das ruas sobre a qualidade dos serviços públicos. Afirmou, ainda, que a pressão das mobilizações está correta e ajuda na transformação do país.

Vagner ponderou que as melhorias só existirão com mais investimentos na rede pública e pediu a presidenta que acelerasse os investimentos nas áreas da saúde, educação e transporte coletivo.

"O governo tem de se debruçar sobre a saúde, transporte, educação e segurança pública", disse o presidente da CUT. Segundo ele, a presidenta entendeu a urgência de melhorar o atendimento a população e também que a resposta tem de vir do Estado. "Não adianta querer melhorar privatizando. Hoje, os trabalhadores já gastam grande parte dos ganhos salariais em saúde, educação e segurança privados. Isso precisa acabar".

Depois da reunião, o presidente da Força Sindical, Paulo Pereira da Silva, que também é deputado, disse para a imprensa que o encontro tinha sido lamentável, sem encaminhamentos e que Dilma não tinha falado nada, apenas ouvido e ido embora.

Vagner criticou a postura do sindicalista da Força de querer desqualificar o encontro e fazer críticas políticas, provavelmente pensando nas próximas eleições, esclarecendo a imprensa presente sobre os objetivos da reunião e sobre a postura de Dilma que falou, interagiu, fez perguntas, se interessou por tudo que foi discutido. Segundo ele, assim que entrou na sala, ela avisou que precisaria sair para uma outra audiência, mas que seus ministros ficariam na sala.

"Não foi uma rodada de negociação da pauta das centrais, que já tem fórum quadripartite e reunião marcada para o próximo dia 3 de julho, quando discutiremos o PL 4330/3004, da terceirização. Mas, sim, um espaço para que discutíssemos o que está acontecendo e como devemos fazer para que o movimento crie propostas progressistas."

Segundo Vagner, "a intervenção do senhor Paulo Pereira da Silva – durante a coletiva de imprensa – foi absolutamente distorcida. Ele está distorcendo tudo que foi construído aqui, com visão eleitoreira".

O dirigente comentou, ainda, que a CUT irá construir uma campanha nacional pela reforma política e pelo plebiscito e citou a importância de dar ouvido ao povo.

"Qualquer político ou organização que for contra essa consulta é porque está acostumado à velha política e quer tratar esses assuntos longe da população e da classe trabalhadora, exclusivamente nos corredores do Congresso."

Vagner disse à presidenta que, além da reforma política, o país precisa de uma reforma tributária urgentemente. "Está mais do que na hora de aumentar o imposto para os ricos e diminuir o dos pobres", defendeu o dirigente.

Por fim, Vagner destacou que as conquistas do movimento sindical são resultado de mobilizações e da capacidade de organização da classe trabalhadora e não concessão do poder público.

"Os avanços são fruto de manifestações de rua, como a que promoveremos no dia 11 de julho em todo o país. A negociação se constrói na mesa, mas apenas se efetiva com manifestação de massa."

Participaram da reunião, além da presidenta Dilma e do presidente da Cut, a vice-presidente da CUT Carmen Foro, o ministro do Trabalho Manoel Dias e a ministra da Casa Civil Gleisi Hoffmann, e representantes da Força Sindical, CTB, CGTB, UGT, Conlutas e CSB.

Junho 28, 2013 Posted by | jornalismo | , | Deixe um comentário

Joaquim Barbosa: “A vontade dela coincide com a minha”

 

Roberto Stuckert Filho: Brasília - DF, 25/06/2013. Presidenta Dilma Rousseff recebe Joaquim Barbosa Presidente do Supremo Tribunal Federal. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR.

Presidente do Supremo Tribunal Federal defende que "crise não seja resolvida em cúpula"; "Temos de ter consciência de que precisamos incluir o povo nas decisões", afirmou; ele não acredita que reforma política venha a ser feita pelo Congresso; "Já não tentamos há anos?", perguntou; "A presidente pode reunir suas propostas numa emenda constitucional", aconselhou; apontado nas marchas de protesto como dono de 30% de intenção de voto para presidente, Barbosa sorriu na coletiva no Conselho Nacional de Justiça: "Isso é excelente para minha história de vida, mas já tenho 41 anos de vida pública. Chega, né?"

25 de Junho de 2013 às 18:12

O presidente do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa, disse em entrevista coletiva no final da tarde, em Brasília, que também é a favor de uma consulta popular para apreciar uma emenda constitucional com uma reforma política. "A vontade dela coincide com a minha", afirmou Barbosa, referindo-se à presidente Dilma Rousseff, com quem esteve à tarde, antes de falar aos jornalistas. "Temos de ter consciência de que precisamos incluir o povo nas decisões", completou.

Joaquim Barbosa disse que foi convidado pela presidente ontem à tarde para ir ao Palácio do Planalto nesta terça-feira. "Fui levar a ela a minha posição", afirmou. Ele evitou, diante dos jornalistas, na sede do Conselho Nacional de Justiça, usar a palavra plebiscito, mas procurou interpretar as palavras de ontem de Dilma. "Ela pode reunir suas propostas numa emenda constitucional", disse.

O ponto mais importante da entrevista de Barbosa foi sua negativa enfática que uma eventual candidatura à presidência da República. "Não tenho a menor vontade", disse ele, que foi apontado pelo Datafolha como o preferido por 30% dos brasileiros que foram às manifestações. No último domingo, Barbosa também foi lançado à presidência pelo colunista Elio Gaspari.

Sobre as mudanças por meio de plebiscitos, ele se mostrou favorável. "Todas as mudanças importantes na história do Brasil – a independência, a República – foram decisões de cúpula. É preciso envolver e o povo", disse ele.

Joaquim Barbosa chegou a apresentar uma ideia do que poderia ser incluído na reforma política, a implantação do sistema de recall eleitoral. "O eleitor pode resgatar o mandato se não estiver satisfeito com a postura de seu representante", explicou Joaquim. "O último caso famoso de recall aconteceu na Califórnia, em 2002, quando um governador Davis, posteriormente ao recall, perdeu seu mandato".

O presidente do STF não demonstrou receio de que a convocação de um plebiscito para aprovar a reforma política venha a ameaçar a democracia brasileira. "A democracia brasileira está madura, mas é preciso tomar agora as decisões certas", asseverou. "Eu vivi nas grandes democracias do mundo, tenho consciência formada não apenas com o que acontece aqui".

Junho 27, 2013 Posted by | jornalismo, Judiciário, política | , , , | Deixe um comentário

Dilma anuncia encontro com o presidente do Senado para discutir proposta de convocação de plebiscito

A Agência Brasil publicou às 7h21 desta terça-feira (25) que a presidente Dilma Rousseff tem uma série de reuniões hoje com o objetivo de discutir soluções para encerrar a onda de manifestações no país. Estão marcadas conversas ao longo do dia com os presidentes do Senado, Renan Calheiros (PMDB), da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Marcus Vinicius Furtado Coelho, e do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa. Nessas reuniões será debatida a proposta de convocação de um plebiscito para instalar uma Assembleia Constituinte exclusiva para discutir a reforma política.

Este é o segundo de reuniões da presidente com vistas a discutir formas de atender as reivindicações "das ruas". Na tarde de segunda (24) ela recebeu no Palácio do Planalto representantes do Movimento Passe Livre (MPL) de São Paulo, governadores e prefeitos.

Junho 26, 2013 Posted by | jornalismo, manifestação popular | , , | Deixe um comentário

A artista plástica Lúcia Hinz irá expor no Museu do Louvre, obras retratando Fernando Collor de Mello, e a presidente Dilma Roussef

Lúcia Hinz Convida

A presidente Dilma Rousseff e Lúcia Hinz, se encontraram durante evento em Bruxelas.  foto Miguel LiraA artista plástica brasileira Lúcia Hinz, encontrou a presidente Dilma Rousseff em Bruxelas, na solenidade de abertura do festival Europália, e foi num forte abraço entre a artista e a presidente, que Lúcia buscou inspiração para concluir o retrato da Presidente Dilma Rousseff que será exposto nos dias 21, 22 e 23 de outubro de 2011 no famoso museu do Louvre em Paris.

Lúcia Hinz e suas obras A artista plástica Lúcia Hinz e suas obras, homenageando o ex-presidente Fernando Collor de Mello e a atual presidente do Brasil, Dilma Rousseff

A presidente do Brasil Dilma Rousseff, durante encontro com a artista plástica Lúcia Hinz, na abertura da Europália em Bruxelas. foto Miguel LiraLúcia Hinz, retratando a presidente do Brasil, Dilma Rousseff Lúcia Hinz apresentando a obra em homenagem a presidente do Brasil, Dilma Rousseff: “A presidente entre a razão e a emoção”

Fernando Collor de Mello retratado por Lúcia HinzLúcia Hinz retratando Fernando Collor de MelloLúcia Hinz, retratando Fernando Collor de Mello Lúcia Hinz e sua Obra em Homenagem ao Senador Fernando Collor : “A história nas mãos, certeza na mente”

Histórico da artista plástica Lúcia Hinz : Lúcia Araújo de Medeiros Hinz nasceu em Caicó – RN.Viveu na Paraíba, Alagoas, Rio de Janeiro e São Paulo – Brasil. Desde adolescente dedica-se à arte, transformando-a em solidariedade, atuando em defesa dos direitos e bem-estar de pessoas menos favorecidas.
Em 1989, imigrou para a Alemanha, viveu com sua família em Munique e Aachen. Desde 1996 Lúcia vive na Bélgica, onde freqüentou a “Académie des Beaux-Arts” de Verviers.
Nos últimos anos a artista promoveu e participou de inúmeras ações junto a fundações de diversos países, vivenciando e participando de campanhas em prol da melhoria da existência humana, especialmente de mulheres e crianças.  Atualmente, Lúcia Hinz movimenta-se entre a Bélgica,Alemanha e o Brasil, onde dá continuidade às suas atividades artísticas, sociais e culturais.
A arte de Lúcia Hinz é composta de traços fortes e firmes, cores reluzentes e alegres, ela expressa com elegância e humildade através de um formato único, a perseverança de uma mulher que sabe o quer. Suas obras trazem a nossa consciência, beleza, paz, alegria e suas figuras nos transmitem o fervor e a força explosiva de paixões vividas intensamente ,explicitando personagens que exprimem a pureza e inocência no mais profundo sentimento.
Lúcia pode ser considerada uma poetisa das cores, que através de suas obras nos conscientiza de que a felicidade e a paz podem está na simplicidade da nossa existência. Ela abstrai as problemáticas e dá ênfase às cenas que expressam as vitórias de uma mulher capaz de lutar pelos seus objetivos.

Obras mais conhecidas:

O painel “CAPITAL DA CULTURA”, doado para a Biblioteca Nacional de Brasília, projetada pelo arquiteto brasileiro Dr. Oscar Niemeyer na década de 80.
A obra “SEGREDO FEMININO”, doada para o museu do Parlamento de São Paulo
A Manequim intitulada “LULU DO CASTELO”, exposta permanente no Notariat Dr. Bernhard Gschoßmann, no castelo da condessa Glória von Thurn und Taxis em Regensburg – Alemanha
Reconhecida internacionalmente, a artista possui obras em acervos de colecionadores de diversos países da Europa, EUA e Brasil.
Suas obras, história e currículo completo podem ser conferidos no
Site:  http://www.atelier-hinz.com

Por: Katiuscia Czakaj – Bacharel em Arte e Cultura

Outubro 18, 2011 Posted by | arte, cultura, jornalismo | , , | 1 Comentário