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“Sala Cult” homenageia Dolores Duran nesta sexta-feira

Texto: Rafael Zarôr | Fotos: Clarildo Menezes

A cantora Mirene Alves vai interpretar grandes sucessos de Dolores Duran, que se destacou na década de 1950

O projeto “Sala Cult”, realizado pela secretaria municipal de Cultura, faz uma homenagem nesta sexta-feira (06/09) à cantora Dolores Duran. A intérprete Mirene Alves volta aos anos 50 para apresentar grandes sucessos de Dolores, que compôs cerca de 40 músicas, algumas gravadas em parceria com ninguém menos que Tom Jobim, como “Se é por falta de adeus”, “Por causa de você” e “Estrada de Sol”. O show gratuito começa às 19h, na Casa de Cultura, no Centro. Haverá distribuição de senhas 30 minutos antes da apresentação.

No repertório também está incluída a canção “A noite do meu bem”, um dos maiores sucessos da cantora, além de “Castigo”, “Solidão”, “Fim de Caso”, “Volare”, música italiana que ficou marcada na voz de Dolores, entre outros sucessos. A apresentação vai contar também com a participação especial da cantora Helenita Terrezo. Mirene Alves será acompanhada por uma banda de apoio formada por Leonissa (sete cordas), Evaldo Risadinha (percussão), Dalbert Lopes (violino) e Pedro Szigeth (violoncelo).

Dolores Duran (1930-1959) era autodidata e aprendeu quatro línguas estrangeiras (inglês, francês, italiano e espanhol) ouvindo músicas. Fez sucesso na década de 1950 com apresentações no Brasil e Europa (excursões à França e à antiga União Soviética). Dolores morreu jovem, aos 29 anos, vítima de parada cardíaca.

O “Sala Cult” é um dos projetos culturais de maior sucesso na cidade nos últimos tempos. O projeto oferece ao público todas as sextas-feiras acesso às várias formas de arte (música, teatro e poesia, por exemplo), incentivando o trabalho de artistas locais em homenagens a grandes nomes do país e do mundo. Mais informações pelo telefone 3731-1432. A Casa de Cultura fica na Praça Doutor Orlando de Barros Pimentel, no Centro.

Setembro 6, 2013 Posted by | jornalismo, Lazer, Maricá, musica, shows e eventos, social | , | Deixe um comentário

Clube do Seresteiro na Adega Verão em Maricá “Um Reduto Musical de Primeira”

Texto e fotos : Kelly Kristiny Lima

Todo primeiro domingo do mês é realizado o Clube do Seresteiro na Adega Verão em Itapeba, onde se encontram nomes da música na cidade.

REDUTO MUSICAL
Primeiro domingo de setembro, 14h, foi dia de mais uma apresentação do Clube do Seresteiro na Adega Verão em Itapeba. Músicos, profissionais ou não, e amigos encontraram-se para realizar o evento que acontece todo primeiro domingo do mês.

Clube dos Seresteiros fica na Rodovia Amaral Peixoto, altura KM 26 em Itapeba, Maricá RJClube dos Seresteiros na Adega Verão de Maricá, melhor local para se cantar, dançar e ouvir seresta da melhor qualidadelocal acolhedorRosa Brasil soltando a voz

Um espaço pequeno, mas de grande potencial artístico, que recebe nomes importantes da cultura do município, como Leonissa do violão 7 cordas (idealizador do Clube), Mirene Alves cantora, Helcio Brenha saxofonista, Rosa Brasil cantora, e Colatino Anacleto compositor e cantor, dentre outros. Seria necessário uma caderneta para descrever pessoa por pessoa, pois presente no evento encontra-se uma gama de artistas que atuam em Maricá, e fora, há anos.

Arídio de Oliveira no bandolim, Leonissa no violão 7 cordas e Helio Brenha no sax.Grupo que acompanha os músicos

Mirene Alves cantora, Ewaldo Risadinha no atabaque, Arídio de Oliveira no bandolim e Leonissa no violão 7 cordasEwaldo Risadinha no atabaque

Pedro Bossa voz e violão, Ewaldo Risadinha na percussão e Leonissa violão 7 cordasRosa Brasil

“Aqui tem disso também, quem nunca cantou vai aprendendo” explica Rosa Brasil ao se referir aos calouros que se aventuravam no microfone. As apresentações acontecem por ordem de chegada, Leonissa violão, Ewaldo Risadinha na percussão e Arídio de Oliveira no badolim compõem a equipe que acompanha os cantores que chegam a todo o momento para integrar-se ao show. O evento se tornou o reduto dos músicos maricaenses, um excelente lugar para se conhecer as personalidades da cena musical na cidade e curtir um som de alta qualidade.

Em Maricá o Clube dos Seresteiros é só alegriaFred Skinier

Wado dos Teclados, uma das pessoas que representam do forró no municipio, trabalha há anos na cidade.Adair Fragoso

Célia Vieira, de São Gonçalo

Colatino Anacleto e Helcio BrenhaRosa Brasil cantora, Jaudeir, Dilza e Colatino Anacleto cantor e compositor

“Nós estamos aqui não só para cultuar a música brasileira, mas para nos integrarmos socialmente.” Diz Leonissa, idealizador do Clube do Seresteiro que acontece há quase três anos na Adega.

Zola Xavier, Subsecretário de Cultura apresentou a proposta do projeto Pratas da CasaAproveitando esse espaço, a Secretaria de Cultura escolheu a Adega para dar continuidade ao projeto “Pratas da Casa”. Desde o início do ano a Secretaria vem buscando um resgate da memória dos ícones de Maricá, através de filmagens e vídeo reportagens, músicos, artesãos, jornalistas, militantes políticos, pessoas da cultura e da história maricaense.

Rosa Brasil cantora, Colatino Anacleto compositor e cantor e Zola XavierO projeto tem como objetivo perpetuar esses personagens através da memória digital compartilhada com a população através de ações diversas. Alguns nomes já contabilizam no arquivo de material coletado, um deles é do músico Manhoso que atua no forró há mais de 20 anos e o artista Edymundo Colaço que traz na sua história a cultura dos tapetes, cerâmicas, telas e objetos.

Setembro 4, 2013 Posted by | cultura, jornalismo, Lazer, Maricá, musica, shows e eventos, social | , , , , , | Deixe um comentário

Mirene Alves mostra sua homenagem a Maricá durante entrevista na Radio Nacional

No dia 15 de abril de 2012, domingo passado,no programa Gerdal dos Santos, na Radio Nacional, Mirene Alves lançou seu quarto CD. Dessa vez autoral. O primeiro "Chega de Saudade", o segundo "Nossos Momentos", o terceiro "Musicas inesqueciveis"e agora o seu quarto CD "100% Mirene Alves" Titulo esse pelo fato do CD ser de sua propria autoria, em letra e musica, tendo como arranjador o maestro Spindola.

Mirene Alves entrando no ar na Radio NacionalMirene Alves sendo entrevistada na Radio Naciona,l por Gerdal dos SantosMirene Alves sendo entrevistada na Radio NacionalMirene Alves e Paulo Nunes com o DJ de sonoplastiaHelcio Brenha, Mirene Alves, Rita Ribeiro e Paulo Nunes

Neste CD Mirene Alves presta uma homenagem a Maricá , numa das faixas, exaltando as belezas naturais desta cidade que ela escolheu para morar.Alias, ja esta sendo exibido em video pelo youtube  um clipe onde ela mostra toda essa beleza que é Marica.

Mirene ja dividiu palco com grandes celebridades da musica, entre eles, Carlos Colla, Elen e Helena de Lima, Paulo Marquez, Adelaide Chiozzo,Emilinha Borba, Marcos Moran, Billy Blanco, Paulo Nunes, Ademilde Fonseca, Dalva Alves (sua filha) entre outros.

Mirene Alves fez temporada de show acompanhada pelo maestro Raul de Barros (o trombone de ouro do Brasil) no Cimples Casa de Samba em Pontal de Paranaguá e na boate Original Café em Curitiba. Cantou com a orquestra do maestro Raul de Barros no SESC de Nova Iguacu e SESC de Madureira, Baile da Maturidade em Sao Paulo no Clube da Amizade, Clube da CEDE em Niteroi, Canto do Rio, Clube Portugues em Niterói, Casa do Estudante do Brasil, Recanto da Lapa, Armazem 5, Carioca da Gema em participação especial com Raul de Barros, Silverio Pontes e Zé da Velha.

Fez temporada de show no exterior em Los Angeles, na California. intercalando em apresentações em eventos particulares. Mirene Alves gravou o seu quarto CD em El Segundo na California.

Mirene se apresentou em varias radios exibindo o seu trabalho musica: Radio Tropical FM no Maranhão, Radio de Itabirito em Minas Gerais, no Rio de Janeiro, Radio Bandeirante, Radio Nacional, Radio Rio de Janeiro e programa de tv net canal 6 e canal 32.

Fez ponta com Raul de Barros na novela O clone. Teatro Municipal de Niterói onde se apresentou com Ademilde Fonseca, Elzimar Fonseca, numa homenagem as irmãs Linda e Dircinha Batista.

Participou com as rainhas do radio num show no Tijuca Tenis Clube sob o comando do maestro Helcio Brenha.

Atualmente Mirene Alves vem se apresentando com A banda Sintonia em eventos em bares, clubes e restaurantes em Maricá e Região dos Lagos.

Contato para show. email.mirenelagos1@yahoo.com.br

ou pelos tels (21)2634-0950, (21) 9976-55060 ou (21)9780-0570.

Abril 18, 2012 Posted by | jornalismo, musica | | Deixe um comentário

Falece aos 91 anos Ademilde Fonseca a Rainha do Chorinho

Ademilde Fonseca: 91 anos de pura energia e classe

Ademilde Fonseca foi responsável pela maior popularização do choro

Ademilde A. ZELIA DUNCAN ADEMILDE FONSECA1 Ademilde Fonseca: 91 anos de pura energia e classe Zélia Duncan e Ademilde Fonseca cantaram juntas no Sarau do ICCA (Foto de Armando Araújo)

“Agitada, classuda, bem penteada, bem arrumada. Ademilde Fonseca parecia ter no máximo 78 anos, jamais 91”, disse hoje Ricardo Cravo Albin. Foi no Instituto Cultura Cravo Albin, presidido por ele, que Ademilde, ao completar 90 anos, foi homenageada com o Diploma Ernesto Nazareth, durante o sarau Chorando com Joel, liderado por Joel do Nascimento, o conhecido craque Joel do Bandolim…Figurinha obrigatória nos eventos do ICCA, Ademilde estava em plena forma física. Sempre bem disposta e alegre, a Rainha do Choro, como era conhecida, continuava encantando com a sua voz…

Ao lado da filha única, Eymar, companhia inseparável em suas apresentações, Ademilde cantou pérolas do chorinho no Instituto Cravo Albin, no Largo da Mãe do Bispo, cenário belíssimo fincado na Urca: Brasileirinho, Pedacinhos do Céu, de Waldir Azevedo, e, despedindo-se do público, Carinhoso, de Pixinguinha

“Depois dos 90 anos, Ademilde ficou muito insegura e passou a cantar acompanhada da filha. A sua voz aguda ficou um pouco mais grave, mas continuava muito boa e a sua presença física melhor ainda”, atestou Ricardo

Em outubro passado, no mesmo ICCA, Ademilde entregou, como convidada especial e grande cantora brasileira, o Diploma Ernesto Nazareth a Zélia Duncan. Elas cantaram juntas as mesmas três músicas que Ademilde havia cantando durante a homenagem que recebeu. Zélia, por sua vez, emocionou-se com o talento e a voz perfeita de Ademilde

Ademilde Fonseca canta com Zélia Duncan no ICCA

Com o apoio do Grupo MPE, do Renato Abreu, o sarau do Instituto do Ricardo acontece a cada mês, sempre reverenciando um nome de nossa música. Há 15 dias foi a vez de Ellen de Lima. Ademilde Fonseca nos deixou ontem e o seu enterro aconteceu hoje no São João Batista, em Botafogo…

Zélia Duncan e Ademilde Fonseca, no ICCA

Zélia Duncan, Joel do Bandolim, Ademilde Fonseca, Renato Abreu e Ricardo Cravo AlbinZélia Duncan, Joel do Bandolim, Ademilde Fonseca, Renato Abreu e Ricardo Cravo Albin (Foto Rosely Pellegrino)

Nota desta editora: “Tive a honra de conhecer Ademilde Fonseca, no ICCA durante a Homenagem a Zélia Ducan. Sem dúvida alguma uma mulher exemplar, que apesar da idade mantinha-se jovem de espírito e da alma, sempre muito ativa, sorrindo e irradiando felicidade e alegria por onde passava. Um exemplo de MULHER DE GARRA e de SER HUMANO.

Em novembro de 2011, Ademilde Fonseca, a convite de seu dileto amigo, Ricardo Cravo Albin, Secretário Municipal de Cultura de Maricá, e Presidente do ICCA (Instituto Cultural Cravo Albin), foi a madrinha do Projeto MPB nas Escolas em Maricá, tendo ao lado como padrinho Dudu Nobre.

Durante o evento Ademilde cantou ao lado de Mirene Alves e de sua filha Eymar Fonseca. Encantando os presentes com sua alegria e vitalidade.

Ao lado dos artistas de Maricá, Ademilde cantou, e encantou a todos com sua presença e seus ensinamentos de vida.” Fotos: Rosely Pellegrino

DSC_6118Ademilde Fonseca madrinha do Projeto MPB nas Escolas em Maricá

DSC_6150O cantor Dudu Nobre, a subsecretária Municipal da Cidade Educadora de Maricá, Andrea Cunha, Secretário de Cultura de Maricá e presidente do Instituto Cultural Cravo Alvin, Ricardo Cravo Albin e sua grande e querida amiga Ademilde Fonseca, no lançamento do Projeto MPB nas Escolas em Maricá

DSC03296Mirene Alves, Ademilde Fonseca, Ronaldo Valentin e Dalva

Durante o evento Ademilde Fonseca cantou ao lado de Mirene Alves, e de sua filha Eymar Fonseca. Encantando os presentes com sua alegria e vitalidade.

Ademilde Fonseca e Mirene Alves cantando juntas no lançamento do Projeto MPB nas escolas em Maricá no mês de novembro de 2011.

DSC03351 Andrea Cunha, homenageando Ademilde Fonseca e Ricardo Cravo Albin

Ademilde Fonseca e a jornalista Rosely Pellegrino durante homenagem a Zélia Ducan no ICCA (1) Ademilde Fonseca e a jornalista Rosely Pellegrino, (editora deste blog), durante homenagem a Zélia Duncan no ICCA.

 “Ademilde Fonseca agora é mais uma estrela que brilha no céu”. (Rosely Pellegrino)

Guilherme Bryan, especial para a Rede Brasil Atual – “O choro de agora em diante volta a ser apenas solado, porque ninguém mais conseguirá cantar suas melodias sinuosas, com a velocidade, a graça e a afinação de Ademilde, que um dia, informalmente durante uma festa na casa de Benedito Lacerda, sacou do bolso uma letra que conseguira do velho choro "Tico-tico no Fubá", e mostrou ao flautista. Ele, extasiado, tratou de encaminhá-la à gravadora Columbia (depois Continental). Isso foi em 1942. Com isso, sem saber, estava criando um gênero: o choro cantado”, conta Faour.

Ademilde Fonseca trabalhou por mais de dez anos na rádio Tupi e gravou centenas de discos, dos quais vendeu mais de meio milhão de cópias, numa época em que atingir esses números era algo tremendamente difícil. A interpretação dela para “Brasileirinho”, de Waldir Azevedo, e “Tico-Tico no Fubá”, de Zequinha de Abreu, é inigualável e marcou uma virada na música brasileira, quando o choro deixou de ser basicamente instrumental e passou a ser também cantado. Outros clássicos indispensáveis em seu repertório foram “Urubu Malandro”, “Galo Garnizé”, “Pedacinhos do Céu” e “Na Baixa do Sapateiro”, entre tantos outros.

“Ela simplesmente teve a honra de lançar alguns clássicos da música brasileira com letra, caso de ‘Apanhei-te cavaquinho’, ‘O que vier eu traço’ e ‘Brasileirinho’ – pérolas imortais. E ainda ‘Pedacinhos do céu’ e o baião ‘Delicado’, de Waldir Azevedo, que correu o mundo. Também lançou ‘Teco-teco’, depois regravada por Gal Costa. E um sem-número de maravilhas que estarão no CD duplo da série ‘Super Divas’, que pretendo lançar via EMI Music até o meio do ano. Infelizmente, ela não ficou viva para ver este disco, mas pelo menos me ajudou a concretizá-lo, me ajudando a localizar fonogramas raros e tecendo comentários faixa a faixa sobre suas 36 faixas. Como se não bastasse, tinha uma cabeça maravilhosa. Numa das minhas festas, disse que era preciso respeitar os artistas jovens, porque ‘até esses meninos que fazem funk, se você for ver tem uma dificuldade. Se você quiser fazer aquilo, não vai conseguir’. Ou seja, não tinha um pingo de recalque”, acrescenta Faour.

Ademilde Fonseca tinha 91 anos e sofria de problemas cardíacos. De acordo com a neta, Ana Cristina, ela teve um mal súbito e morreu em casa, no Rio de Janeiro, na noite de terça-feira, 27 de março. Nascida no Rio Grande do Norte (RN), ela deixa uma filha, a cantora Eimar Fonseca, três netas e quatro bisnetos. Seu último registro em disco foi no CD da jovem cantora Anna Bello, produzido pelo músico Edu Krieger.

Março 29, 2012 Posted by | cultura, Educação, jornalismo, musica, projeto cultural, shows e eventos, social | , , , , , , , | Deixe um comentário