Noticiário RJ on line

As melhores notícias com Rosely Pellegrino

Cultura na Academia Brasileira de Belas Artes

A artista plástica e acadêmica Vera Gonzalez, em nome da Presidência da ACADEMIA BRASILEIRA DE BELAS ARTES, está convidando personalidades do mundo cultural, entre as quais Ricardo Cravo Albin, Lucia Regina de Lucena, Isis Penido, Lucy Sá Peixoto, Luiz Bangel e Hélcio Hime, que serão agraciadas com o Diploma de Mérito Educacional “Raphaela Carrozzo Scardua”, que é outorgado pela FALASP – Federação das Academias de Letras e Artes do Estado de São Paulo, no próximo dia 10 de setembro de 2015 (quinta-feira), às 16 hs, quando haverá apresentação do livro “Uma Vida Só Não Basta” (Memórias de um jovem conde aventureiro e cinéfilo) do acadêmico Honoris Causa Thiago de Menezes, Presidente da FALASP e da Academia de Letras de Itapira, SP, e palestra do convidado Dr. Abílio Kac, médico e Acadêmico da ‘Academia Brasileira de Médicos Escritores’, que discursará sobre o tema  “Oswaldo Cruz, o Saneador”.

Lembramos que o poeta, escritor, ativista Cultural e jornalista Thiago de Menezes, lança, ainda, na mesma ocasião, outro livro em homenagem póstuma aos 90 anos de idade da emérita mestra paulista, a Profa. Dra. Raphaela Carrozzo Scardua, reunindo sua cronologia acadêmica cultural, compreendida entre 1940 e 2007. Além de fundadora da FALASP ela foi Diretora Presidente do “Instituto Maria Imaculada”, entidade mantenedora das Faculdades Integradas “Maria Imaculada” (com cursos em Mogi Guaçu e Piracicaba) e também Diretora Presidente, da “Associação Educacional e Assistencial Santa Lúcia” de Mogi Mirim, mantenedora das Faculdades de Administração, Ciências Contábeis e de Direito.

A Sessão Solene terá efeito à Rua Teixeira de Freitas nº 5 – 3º andar (Edifício do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro), esquina de Augusto Severo, Glória, Rio de Janeiro – RJ. Certos de contarmos com sua ilustre presença, subscrevemo-nos.

RAPHAELA divulgacao Diploma de Mérito Educacional “Raphaela Carrozzo Scardua”, reverencia memória de saudosa e importante professora paulista

Setembro 6, 2015 Posted by | cultura, jornalismo | , , , , | Deixe um comentário

Dona Zoé e Jurandyr, Saudades

Por Ricardo Cravo Albin

Devo de imediato explicar o título aparentemente estranho que encima este artigo. Trata-se de Dona Zoé Chagas Freitas e de Jurandyr Passos Noronha, ambos provocando as saudades deste escriba, até porque morreram na última semana. Ambos se findaram quase aos cem anos. Ambos realizaram trabalhos meritórios e vivazes a favor do Rio. Ambos foram decentes e bons. Ambos eram encantadores, tanto no convívio amável quanto no falar manso, quase doce, mas convincente e verdadeiro.

Para que se tenha uma idéia mais aclarada da extraordinária mulher que louvo agora, foi ela quem testemunhou, ao lado do marido Chagas Freitas, o crescimento deste jornal, e sua ascensão à folha mais vendida do Rio durante muitas temporadas. Foi ela quem, com discrição só comum às grandes figuras públicas, exerceu o cargo de Primeira Dama por dois mandatos do marido, governador eleito do Rio pelo voto direto. Como silenciosa conselheira do Dr. Chagas, teve o topete de reformar por inteiro a jóia que é o Palácio das Laranjeiras, então em estado de vil (e inacenitável) conservação.

Zoé, colega minha depois dos noventa anos no Conselho Empresarial da Cultura, era pontual e dedicada, além de encantadora, amparada sempre por sua bengalinha. Neste Fórum Cultural não era raro discursar em defesa da última e benéfica aventura dela, a reforma da antiga Sé e seu órgão primicial de 200 anos.

Já Jurandyr foi o mais completo arquivista do cinema brasileiro, a quem se deve, ao lado de Humberto Mauro, a recuperação e descoberta de inacreditáveis filmes e objetos, varridos para debaixo do tapete por conta do desrespeito crônico à memória.

Tive a honra de designá-lo para criar o Museu do Cinema (hoje desativado, oh país!). Ali, ele ergueu e revelou importantíssimos objetos desaparecidos que perfilavam a história do cinema brasileiro.

Saudades de ambos! Mais que isso, desses grandes brasileiros. Eles foram fiadores de trabalho heróico e original. Que dignificou muitas gerações de ativistas da cultura.

14 de maio de 2015

Ricardo Cravo Albin

Presidente do Instituto

Cultural Cravo Albin

Maio 15, 2015 Posted by | cultura, jornalismo | | Deixe um comentário

Ivonne e o Uerê

Por Ricardo Cravo Abin ( Presidente do Instituto Cultural Cravo Albin)

O título aí de cima liga uma mulher extraordinária a um projeto educacional para crianças de favelas chamado UERÊ.

A professora e socióloga Ivonne Bezerra de Mello fez história no Rio quando veio a socorrer alguns dos poucos sobreviventes da tragédia que vitimou os meninos mendigos da Candelária, ato monstruoso que ecoou nos corações do Rio, do Brasil e do mundo. Ecoaria com vigor de seta certeira, contudo, sobre Ivonne, que já cuidava piedosamente das crianças de rua e que, por acaso do destino, foi a primeira a chegar ao local do massacre. Isso marcou o caráter destemido desta mulher que, jovem, bela e rica, além de culta (com doutorado pela Sorbonne), poderia apenas trafegar pelos convescotes de socialites.

Logo depois ela criaria o projeto Uerê, nele injetando sua fibra e dentro dele aplicando seus conhecimentos acadêmicos.

O Uerê, hoje de fama internacional, é uma escola que aplica uma pedagogia desenhada com originalidade única para atender a crianças de favela, as traumatizadas pela violência que vivenciam diariamente. Ou seja, Ivonne refletiu sobre uma realidade cruel: os bloqueios cognitivos e emocionais das crianças. Pesquisando, tal qual cientista com lupa, ela descobriu o antídoto para tentar curar e reabitar aquelas alminhas doentias. E colocou de pé a escola mais original de que tive conhecimento. Ivonne instalou-se no Complexo da Maré, logo ele, o mais feroz em violência, em tráfico de drogas, em miséria. Ali, ela abriga 430 crianças, (entre seis e dezoito anos) reconhecidamente fustigadas pelo dia a dia do desajuste, dos tiroteios, das mortes inesperadas. A par do tratamento psicológico, elas recebem três refeições ao dia, além de aulas curriculares e de ensino técnico.

Poucas instituições amparam o UERÊ, algumas delas internacionais, a começar pela UNESCO. Há dias, a brava Ivonne me disse na ACRJ que precisa de apoio, inclusive alimentos para os quase 500 alunos. Vamos abrir portas?

Outubro 24, 2014 Posted by | Ação Social, assistencia social, Associações, Educação, jornalismo, projeto educacional, projeto social | , , , | Deixe um comentário

Posse na Academia Brasileira de Letras

por Ricardo Cravo Albin

Vez por outra venho falando aqui de ações ou de projetos ligados às academias de letras e de artes. São eles muito estimados porque agregam boa parte do meio cultural, ou seja, escritores, poetas, artistas os mais variados.

Dentre as academias que se multiplicam pelo país, especialmente no Rio, a Brasileira de Letras singra soberana como a mais importante dentre todas, a de maior repercussão, a mais cobiçada por candidatos à imortalidade acadêmica.

Instalada em pleno centro da cidade e ocupando, altaneira, uma das jóias arquitetônicas da memória histórica do Rio, o Petit Trianon, a Academia fundada por Machado de Assis, renova-se a olhos vistos.

Acode-me agora mesmo, a mim que a freqüento por décadas a fio desde a longa presidência de Austregésilo de Athayde, um fato singular. Ela era estigmatizada como “ uma instituição de escritores velhinhos a tomarem o chá vespertino.”

Ao longo desses tempos de agora que já se espalham por quase vinte anos, o perfil da ABL se transformou. Aquela referência caricatural foi substituída por uma casa dinâmica, atuante, diversificada. Hoje poderoso centro de estudo, que debate idéias, a Academia se abriu para a música e até para projeção de ciclos cinematográficos, liderados pelo acadêmico e cineasta Nelson Pereira dos Santos

O novo presidente da Academia Brasileira de Letras. O pernambucano Geraldo Holanda Cavalcanti, de 84 anos, substitui a escritora Ana Maria Machado por um ano. Ele é poeta, ensaísta, memorialista, tradutor e crítico literário.

Nesta quinta-feira, foi empossada a nova diretoria, tendo como presidente o poeta e ensaísta Geraldo Holanda Cavalcanti substituindo Ana Maria Machado, que desenvolveu ciclos de realizações os mais relevantes. Longe, muito longe dos estigmas do passado, o novo presidente e sua diretoria (tendo como secretário geral Domício Proença Filho) devem celebrar ainda mais os fazeres da Academia Brasileira de Letras.

Até porque tanto o perfil pessoal de Geraldo, quanto o da diretoria, sinalizam para uma continuidade ampliada. E desejada pela e para a cultura do país.

Dezembro 20, 2013 Posted by | cultura, jornalismo | , , | Deixe um comentário

Ricardo Cravo Albin apresenta MPB na ABL – Valle aos 70 – Marcos Valle em Recital

Marcos Valle

Junho 11, 2013 Posted by | cultura, jornalismo, Lazer, musica, social | , , | Deixe um comentário

Ricardo Cravo Albin apresenta Leila Pinheiro na ABL

Leila Pinheiro na ABL apresentação de Ricardo Cravo Albin

Maio 15, 2013 Posted by | Lazer, musica, social | , , | 1 Comentário

Palestra “A Identidade Brasileira e a MPB” com Ricardo Cravo Albin nesta segunda 29.04

Nesta segunda-feira, dia 29, o Instituto Cravo Albin, através de seu Presidente, o escritor Ricardo Cravo Albin, apresentará a palestra “Identidade Brasileira e a MPB”, às 17:30h na sede da Academia Carioca de Letras. A Academia fica no prédio do Instituto Histórico Geográfico na Rua Augusto Severo, Lapa – Glória.

Abril 27, 2013 Posted by | cultura, jornalismo, musica, palestra gratis, social | , , | Deixe um comentário

Instituto Cultural Cravo Albin inaugura exposição dedicada à Vó Maria

O Instituto Cultural Cravo Albin (ICCA), com o patrocínio da Secretaria Municipal de Cultura do Rio de Janeiro, abriu no dia 13 de abril – 2013 uma raríssima exposição dedicada à Vó Maria, legendária e centenária figura do samba carioca, viúva do pioneiro Donga (Autor de Pelo Telefone – 1917).

Na  oportunidade Vó Maria relançou seu CD, e foi homenageada com o Troféu Notáveis do Samba de Quadra e recebeu o Diploma Ernesto Nazerth das mãos do musicólogo e presidente do ICCA Ricardo Cravo Albin.

Ricardo Cravo Albin entregou à Vó Maria o Diploma Ernesto NazarethPaulo Roberto Direito (esq.) ao lado de Ricardo Cravo Albin entregou a Vó Maria o troféu Notáveis do Samba de QuadraPaulo Roberto Direito e Ângela Nogueira dentro da exposiçãoVó Maria com a embaixatriz Michelle Corrêia da CostaVó Maria legendária e centenária figura do samba cariocaO histórico e esgotado CD de Vó Maria foi relançado na ocasião

A mostra, que ficará montada por dois meses na sede do Instituto, será inaugurada com uma roda de samba, com a presença da homenageada, cumprindo quase 103 anos. Vó Maria pode ser considerada a cantora mais velha do mundo. Na ocasião, o CD “Maxixe não é samba” será relançado pelo Instituto Cultural Cravo Albin. Hoje o raríssimo disco, o 1º editado pelo instituto em 2003, será distribuído em várias instituições culturais e até universidades estrangeiras.

Abril 20, 2013 Posted by | cultura, jornalismo, musica | , , | Deixe um comentário

MPB nas Escolas

Presidente do Instituto Cultural Cravo Albin fala sobre a importância da Musica Popular Brasileira ser intoduzida nas escolas

Nada mais estimulante que a história da música popular do Brasil para definir as várias qualificações da alma do povo miscigênico que nós somos.

Tanto as letras das músicas quanto a diversidade inebriante de seus ritmos permitem a qualquer pessoa um mergulho em profundidade na alma poliforme e descontraída, alegre ou romântica, cafusa ou mulata, simples ou por vezes mais sofisticada desta nossa quase “civilização tão própria e original” que representa a nação.

De mais a mais, e insisto, as letras (sobretudo elas) inferem toda uma conexão muito conveniente da literatura e da história do país, de modo muito direto e muito simples. E nossos ritmos – o cadinho mágico dos gêneros musicais – exibem opulentamente a magnética magia da ginga, da dança, da sensualidade, e até da ingenuidade de um povo argamassado quer pela mistura dos três raças formadoras (a índia, a branca e a negra), quer pela capacidade de surpreender ao absorver e amalgamar os estrangeirismos que nos chegam além das fronteiras, deglutindo-os com uma sofreguidão criativa inebriante e quase sempre surpreendente.

Por tudo isso, clamo de há muito que não há nada mais eficaz do que ensinar-se nas escolas municipais do país esta história. Mas, vejam bem, a saga da MPB, a sua história, essa linda e maturada trajetória que nos povoa há séculos (sendo que o último, o século XX, foi verdadeiramente consolidador e definidor) e que resume como poucas outras a grandeza descontraída da civilização brasileira.

É verdade que aqui e acolá a gente vê e sabe de notícias esparsas de tentativas de introduzir-se a música nas escolas do primeiro grau. Não bastam aulinhas de violão ou de coral.

Mas, atentem para um detalhe importante: é fundamental que se estabeleçam os parâmetros verdadeiros dessa riquíssima história, a de seus míticos personagens e a dos seus principais gêneros musicais, que rolam pelo espaço de dezenas de décadas a fio.

Até porque, para que as crianças do primeiro grau possam por ela se interessar, é necessário – eu diria obrigatório – que a verdade do que existe hoje em MPB possa ser exemplarmente qualificada. Se agora – neste século XXI – nós temos o que temos é porque tivemos origem e fôlego suficientes para chegar até aqui. Bem ou mal. A meu ver muito bem.

Ricardo Cravo Albin

Presidente do Instituto Cultural Cravo Albin

Janeiro 11, 2013 Posted by | jornalismo, musica | , , | Deixe um comentário

Prêmios para o Teatro

Os prêmios destinados ao teatro já tiveram uma época áurea. Quem não se lembra do Moliére, ou do Shell para teatro? Ou mesmo do Golfinho de Ouro e do Estácio de Sá, esses últimos do Museu da Imagem e do Som, encampados desde sempre pelo governo do Rio?

Pois todos eles, de saudosíssima memória, nunca deveriam ter sido extintos. Antes, multiplicados. Afinal, o teatro é a arte que mais fielmente pode expressar a vida, a paixão, a música, os encontros, a miséria ou a grandeza humana.

Pois bem, acaba de ser lançado – por uma instituição particular de ensino – mais um novo prêmio para o teatro do Rio. Trata-se do Prêmio Cesgranrio para Teatro, dividido em doze categorias clássicas, que vão de melhor espetáculo aos melhores atores e atrizes. O simples fato de ser criado por uma organização de ensino aumenta a autoridade moral e factual. Afinal, caberia ao Estado estimular esse tipo de animação cultural para um setor cada vez mais sacrificado e que enfrenta várias etapas de (cruel, por vezes) adversidade.

Fazer-se teatro no Rio é hoje, pelo menos, complicado, isso para se empregar termo ameno, até amável. Até porque um espetáculo para ser montado exige quase sempre, pelo menos, um patrocinador.

O Prêmio Cesgranrio – Teatro, lançado agora, ao final de 2012, representa, a meu ver, um presente de natal para a classe teatral. Para que vocês tenham uma idéia mais clara: cada categoria das doze relacionadas será contemplada com R$ 25.000,00. Ou seja, num total de R$ 300.000,00 o teatro será aquinhoado com estímulos, com acarinhamento público, com possibilidade de ter mais divulgação e consagração, além, por certo, de se injetar importância considerável – mais de um quarto de milhão de reais – na combalida economia dos que produzem a grande arte.

O Prêmio Cesgranrio – Teatro 2013 contempla ainda – e com o vigor de muitas categorias (são três indicações) – o esquecido teatro musical brasileiro. Como bem disse o professor e Presidente da CESGRANRIO Carlos Alberto Serpa na noite de lançamento do prêmio há poucos dias, o teatro musical é, afinal, a raiz mais bem acabada de toda música popular deste país mestiço. Que é tão hábil e competente na arte do canto, da dança. Da alegria, enfim.

Ricardo Cravo Albin

Presidente do Instituto Cultural Cravo Albin

Dezembro 2, 2012 Posted by | arte, cultura, jornalismo, social, Teatro | , , | Deixe um comentário