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Cientistas alertam sobre fragilidade diante de supertempestade solar

Fonte: Agência O Globo


Sol visto por um telescópio de raios X. Supertempestade ocorre a cada 200 anos, segundo especialistas
Foto: Agência O Globo Sol visto por um telescópio de raios X. Supertempestade ocorre a cada 200 anos, segundo especialistas

RIO- O mundo terá um aviso com antecedência de apenas 30 minutos quando a supertempestade solar mais forte desde 1859 atingir a Terra, revelam cientistas. Tempestades solares que mereçam esta classificação ocorrem a cada 200 anos. Como a última causou transtornos ao nosso planeta em 1859, os cientistas já se preparam para o evento, que poderia paralisar as redes de comunicações, incluindo GPS e telefones celulares.

A Academia Real de Engenharia da Grã-Bretanha disse que a explosão de radiação maciça é inevitável e que o governo deve criar um conselho de clima espacial. A entidade iria dirigir e supervisionar a estratégia do governo para lidar com a tempestade solar, a qual poderia provocar apagões, tirar de operação um em cada 10 satélites, além de interromper a navegação de aeronaves e outros meios de transporte. Embora eventos climáticos solares aconteçam em intervalos regular, a Terra não experimentou uma supertempestade desde o início da era espacial.

Na ocasião do último evento extremo, no século XIX, a Terra foi atingida por uma onda de partículas energéticas após uma grande explosão solar. A radiação causou faíscas em postes telegráficos e incêndios. Em todo o mundo, o céu noturno foi iluminado por efeitos semelhantes aos da aurora boral. Mas naquela época não havia satélites em órbita ou microchips sensíveis no caminho das partículas.

A supertempestade solar teria sido letal para os astronautas da Missão Apollo, caso tivesse ocorrido quando eles estavam na Lua.

Atualmente, um satélite já envelhecido, chamado Advanced Composition Explorer (ACE), fornece, com cerca de 15 minutos antecedência, um aviso de Ejeção de Massa Coronal – uma enorme nuvem de plasma de partículas carregadas, a mais perigosa durante uma tempestade solar.

Os cientistas estão preocupados com o que vai acontecer se o Ace falhar. A substituição de Ace, chamado Discover, deve ser lançado pela agência espacial americana, a Nasa, apenas no ano que vem.

Nasa anuncia tempestade solar mais forte até agora em 2013

A Nasa anunciou que o domingo foi marcado pela tempestade solar mais forte até agora em 2013. O incremento nas atividades solares, porém, não causou maiores transtornos à Terra.

A tempestade foi classificada como do tipo M, que é de intensidade média.

As erupções solares são classificadas pelos cientistas conforme seu brilho em raios-X um um determinado intervalo de comprimento de onda. As de classe X são grandes erupções, que podem desencadear a suspensão de diversas atividades eletromagnéticas e afetar a comunicação da Terra. As de classe M são erupções de média intensidade e afetam sobretudo os polos, podendo haver rápidos bloqueios nas emissões de rádio. Já as de classe C são pequenas erupções e não afetam a Terra.

Equipamentos de monitoramento da atividade solar já indicaram que não houve ejeção de material coronal.

Apesar disso, houve alguns efeitos na Terra. A radiação UV da explosão provocou uma onda de ionização na alta atmosfera terrestre, que pode ser percebida por algumas pessoas que escutavam rádio na Europa e na América do Norte.

ATIVIDADE INTENSA

O Sol tem ciclos de atividade de 11 anos, em que se alternam períodos mais intensos e outros de calmaria. O pico de atividade do ciclo atual está previsto para este ano.

"Em 1989, uma tempestade solar causou a queda na rede elétrica no Canadá. A consequência mais comum, porém, é a intensificação dos fenômenos luminosos conhecidos como auroras austrais e boreais, que ficam visíveis mais longe dos polos.

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Cientistas afirmam que, em 2013, estaremos mais vulneráveis ao fenômeno.

Fevereiro 22, 2013 Posted by | jornalismo, meio ambiente, Planeta Terra | | Deixe um comentário