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Porto de Maricá pode assumir operações do Terminal de Macaé

Institucional | O Debate ON

Projeto cumprirá no próximo dia 28 fase importante de licenciamento prévio analisado pela Comissão Estadual de Controle Ambiental

A batalha pelo atendimento das demandas marítimas relativas as atividades do petróleo registradas nas Bacias de Campos, Espírito Santo e de Santos ganha um concorrente de peso: o Terminal Portuário de Maricá, que poderá assumir as operações estimadas para o Terminal Portuário de Macaé. Atualmente os dois projetos passam por processos semelhantes na fase de licenciamento prévio.

Nesta semana a Comissão Estadual de Controle Ambiental (Ceca) publicou convocação de Audiência Pública para discussão do Relatório de Impacto Ambiental (RIMA) e do Estudo de Impacto Ambiental (EIA) referentes ao projeto do Terminal

Portuário de granéis líquidos e estaleiro para construção e reparos navais, previsto para ser implantado em Maricá. Inicialmente, a data da Audiência foi agendada para o dia 27 deste mês, mas acabou sendo alterada ontem (13) para o dia 28 de janeiro, às 19h, no Saquarema Futebol Clube, conforme edital publicado no jornal O GLOBO.

A CECA, órgão ligado ao Instituto Estadual do Ambiente (Inea) também é responsável pelo licenciamento prévio do Terminal Portuário de Macaé (Tepor). O projeto cumpriu no ano passado as duas fases de Audiências Públicas previstas pela Comissão. No entanto, até hoje, a autorização para a sua construção em área no São José do Barreto, ainda não foi liberada.

O impasse do porto de Macaé está relacionado a manifestação do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMbio) em relação a instalação do empreendimento, devido a sua proximidade ao Parque Nacional da Restinga de Jurubatiba.

A concepção dos projetos de Maricá e de Macaé está diretamente ligada a atual demanda do segmento offshore por logística portuária. Um novo porto na região Norte Fluminense, que concentra o maior percentual de produção de barris de petróleo, garantiria o suporte das atividades já realizadas na Bacia de Campos, além de atender também as movimentações relativas à operação offshore na camada do pré-sal, cujas reservas estão situadas no trecho norte da Bacia de Campos.

Para consolidação, os dois empreendimentos precisam de suporte político. Em Maricá, o projeto é defendido pelo prefeito Quaquá (PT), eleito presidente da executiva estadual do Partido dos Trabalhadores e que possui ligação direta com lideranças do partido a nível federal.

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Janeiro 15, 2015 Posted by | jornalismo, Maricá, setor naval | | Deixe um comentário