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Polícia Federal abre inquérito para investigar vazamento na Bacia de Campos

Equipe de peritos foi enviada à plataforma para apurar danos ambientais provocados pelo derramamento de óleo. Vazamento está na rota das baleias e dos golfinhos

Fonte: iG São Paulo | 17/11/2011 12:44 – Atualizada às 17:03

Foto: Divulgação Ampliar

Navios de apoio usam barreiras para recolhimento do óleo na Bacia de Campos

O vazamento de óleo na Bacia de Campos virou caso de polícia. A Polícia Federal abriu inquérito nesta quinta-feira (17) para investigar os danos ambientais provocados pelo derramamento de óleo em plataforma do campo Frade. De acordo com a assessoria de imprensa da PF, uma equipe de peritos foi enviada à plataforma para iniciar as investigações. Em nota, a PF informou que os responsáveis pelo incidente poderão ser indiciados por crime de poluição e, se condenados, estão sujeitos a penas que variam de um a cinco anos de prisão (artigo 54, Lei 9.605/98).
A Agência Nacional do Petróleo (ANP) também apura o caso. De acordo com a ANP, uma equipe de técnicos é mantida no Centro de Monitoramento da Chevron desde que foi informada sobre o surgimento da mancha, no dia 8.

Ontem, a ONG SkyTruth, especializada em interpretação de fotos de satélites com fins ambientais, informou que o vazamento pode ser muito pior que o divulgado pela Chevron, companhia petrolífera americana que opera o poço no Campo Frade.

Leia mais: Vazamento está na rota de baleias e golfinhos, alerta secretário

O cálculo feito pela SkyTruth, a partir de imagens de satélite, concluiu que o poço no Campo Frade já derramou cerca de 15 mil barris de óleo (2.384.809 litros) no mar, estimando que a taxa seja de 3.738 barris por dia (594.294 litros).
Saiba mais:
O tamanho do estrago:
Chevron estima vazamento de 404 a 650 barris no Brasil
Mudança de postura:
Antes, empresa dizia que vazamento na Bacia de Campos era normal
Solução à vista?
Chevron avalia que mancha de óleo não cresceu e se afasta da costa
Investigação:
Dilma pede investigação rigorosa de vazamento de óleo em Campos
A Chevron afirmou ao iG que estimativa para o volume total do vazamento é de 400 a 650 barris. A Chevron Brasil anunciou nesta terça-feira (15) a redução do vazamento de óleo no Campo Frade garantiu que o poço de petróleo danificado será selado e abandonado com a aprovação da Agência Nacional de Petróleo (ANP). A empresa ressaltou, em nota, que 17 navios participam da contenção e recolhimento do petróleo derramado.
Leia mais: Ibama afirma que técnicos cumprem plano da Chevron

A Polícia Federal explica que como o vazamento é um dano ambiental, é considerado um crime federal, e cabe à instituição averiguar o caso. De acordo com a PF, a Agência Nacional de Petróleo é um órgão regulador, que deve permitir ou proibir medidas como fechamento do poço, por exemplo.

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Novembro 18, 2011 Posted by | agricultura e pesca, jornalismo, meio ambiente, Planeta Terra, Policia Federal | , | Deixe um comentário

Derramamento de petróleo na Bacia de Campos pode ser dez vezes maior

qua , 16/11/2011 Redação Época10 Mais Tags: 161111, ANP, Chevron, Greenpeace, Rio de Janeiro, Sky Truth

SkyTruth-Campos-oilspill-MODIS_Aqua_12nov2011 acidente bacia de campos

O Brasil está enfrentando o que pode ser o primeiro grande derramamento de petróleo em águas profundas, com o anúncio de que um poço da Chevron, na Bacia de Campos (RJ), está vazando mais de 300 barris de petróleo por dia.

O vazamento é semelhante ao ocorrido na plataforma da BP Golfo do México em 2010, mas em uma dimensão bem menor, e não houve explosões ou mortes. Segundo a Chevron, o problema está em uma fenda, e não na plataforma. A empresa anunciou o fechamento do poço e espera controlar o vazamento nos próximos dias.

Em nota, a Agência Nacional de Petróleo (ANP) estimou que o vazamento pode chegar a 330 barris por dia, o que significa mais de 50 mil litros de petróleo. Mas organizações ambientalistas como o Greenpeace estão divulgando uma estimativa que indica que o dado pode estar subestimado. O cálculo foi feito pelo blog SkyTruth, mantido pelo geógrafo John Amos, especializado em interpretação de fotos de satélite (como a que esta acima, feita pela da Nasa, a agência espacial americana, e usada por Amos), e indica que o derramamento pode ser até dez vezes maior.

Assumindo que o derramamento começou ao meio dia de 8 de novembro, 24 horas antes das primeiras imagens de satélite detectarem o vazamento, nós estimamos uma taxa de vazamento de 3,7 mil barris por dia. Esse número é dez vezes maior do que a estimativa da Chevron, de 330 barris por dia.

Amos disse ao jornal The Washington Post que o vazamento levanta novas questões sobre os riscos da exploração de petróleo em águas profundas. O geógrafo foi um dos primeiros a analisar o tamanho do vazamento no Golfo do México em 2010. O seu cálculo não é oficial, e pode não ser preciso, já que foi feito apenas com as fotos da Nasa, mas ele evidencia a falta de transparência de como o caso vem sendo tratado pela ANP. O derramamento aconteceu no dia 8, mas apenas na terça-feira (15) a agência fez um comunicado oficial do caso, responsabilizando a Chevron pelo vazamento. Segundo a ANP, a causa do vazamento ainda é desconhecida.

A Chevron acionou seu Plano de Emergência e é inteiramente responsável pela contenção do vazamento. Dezoito navios estão na área: 8 da própria Chevron e outros 10 cedidos pela Petrobras, Statoil, BP, Repsol e Shell.

A causa do vazamento ainda é desconhecida. A principal hipótese, levantada pela concessionária, é de que uma fratura provocada por procedimento estabilização do poço tenha liberado fluido que vazou por uma falha geológica, formando a mancha identificada no dia 8.

A Polícia Federal vai instaurar inquérito para apurar o vazamento. Segundo a delegacia do Meio Ambiente da PF, se for comprovada culpa, os operadores da plataforma poderão ser indiciados por crime de poluição, com pena prevista de até três anos de reclusão e multa.

Bruno Calixto

Novembro 17, 2011 Posted by | água, denuncia, jornalismo, meio ambiente, Petroleo e Gás, Planeta Terra, política, pré-sal, Vida | , | Deixe um comentário